quarta-feira, maio 27, 2026

News

News

Bolsonaro passa por cirurgia no intestino neste domingo


O ex-presidente Jair Bolsonaro passa por uma cirurgia no intestino, neste domingo (13), no Hospital DF Star, em Brasília.

Bolsonaro é submetido a uma laparotomia exploradora para liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal. O procedimento começou por volta das 10h e já dura mais de 7 horas. 

Na sexta-feira (11), Bolsonaro passou mal durante um evento político no interior do Rio Grande do Norte. Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e transferido de helicóptero para Natal. A aeronave foi cedida pela governadora Fátima Bezerra (PT).

No sábado (12), o ex-presidente deixou o Hospital Rio Grande, na capital potiguar, e seguiu para Brasília, onde passa por cirurgia.



Source link

News

Quando o frio vai chegar de novo? Climatempo responde



A primeira onda de frio do outono ocorreu no primeiro fim de semana de abril, e agora as pessoas se perguntam quando volta a esfriar. Naquele período, houve uma queda de temperatura generalizada, com recordes no Sul, no Sudeste e até em Mato Grosso do Sul. Mas logo voltou a esquentar. Neste momento, circulam fake news por aí dizendo que vai esfriar muito nesta semana em São Paulo, com temperatura de 10 ºC. Mas não é bem assim, de acordo com a Climatempo.

De acordo com os meteorologistas da empresa, não há nenhuma massa de ar frio intenso para entrar no Brasil nos próximos dias. Pode haver uma “esfriadinha” na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai, indica a Climatempo. Mesmo assim, poderia ser muito mais intensa, já que essa região é uma das mais frias do país, onde quase todas as ondas de frio chegam primeiro e com muita força.

Os dias do feriado prolongado da Páscoa e de Tiradentes vão ser relativamente quentes, inclusive à tarde. No Sul e no Sudeste, as noites e madrugadas terão temperatura amena, enquanto as regiões serranas devem enfrentar um friozinho.

Mas quando o frio vem forte novamente?

As simulações atmosféricas de previsão de temperatura, a médio prazo, indicam um novo resfriamento intenso no Brasil a partir do dia 23 de abril. A princípio, trata-se de uma massa de ar frio de origem polar de forte intensidade, mais intensa do que aquela que passou por aqui no primeiro fim de semana do mês.

Essa nova massa de ar polar deve ter uma trajetória continental. A Climatempo explica que isso significa que o ar frio se deslocará pelo interior do continente, com um poder de resfriamento muito maior no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Esse tipo de trajetória que leva o ar frio para áreas como Rondônia, Acre e sul do Amazonas, provocando o fenômeno conhecido como friagem.

“Ainda há muita incerteza sobre essa frente fria pós-feriado da Páscoa/Tiradentes. [Mas] Já dá para adiantar que teremos uma massa de ar frio polar mais potente do que a que passou pelo país no primeiro fim de semana de abril. Esse ar frio deve entrar sobre o interior do Brasil também e é provável que tenha força para causar temperaturas abaixo dos 10 °C no Paraná, em Mato Grosso do Sul e no interior de São Paulo”, informa o .meteorologista Vinícius Lucyrio, da equipe de previsão climática da Climatempo.

Segundo ele, a intensidade do frio no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, vai depender da posição e do deslocamento do ciclone extratropical que deve se formar com a frente fria. “De qualquer forma, já temos que ficar atentos para uma possível onda de temporais na passagem desaa frente fria”, diz Lucyrio.

Além do Sul e de parte do Sudeste e do Centro-Oeste, é possível que o ar frio dessa massa polar avance para Rondônia e Acre, provocando um episódio de friagem.

É possível também que outra massa de ar frio forte passe pelo Brasil no fim de abril ou no início de maio.

Mesmo com a expectativa dessas duas massas de ar frio fortes passando pelo Brasil, o mês de abril deve terminar com temperaturas dentro ou acima da média em praticamente todo o país.



Source link

News

pastagens degradadas renascem com pesquisa inovadora



O Instituto de Zootecnia (IZ-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo desenvolveu uma pesquisa visando a recuperação de pastagens degradadas por meio do consórcio entre milho safrinha e capins no inverno, recebendo fertilizante nitrogenado e do consórcio de soja com capins no verão.

Nos últimos anos, o Brasil tem buscado neutralizar a degradação das suas pastagens consorciando plantas produtoras de grãos com capins no sistema de plantio direto. Essa prática tem sido apontada como a nova revolução agrícola e estudos tem demonstrado que ela permitirá a incorporação de milhões de hectares de pastagens degradadas no processo de produção com um compromisso de desmatamento zero.

Karina Batista, pesquisadora do IZ, explica que os consórcios de soja com capim Aruana e soja com capim Ruziziensis são adequados para uso na implementação do sistema de plantio direto, visando neutralizar pastagens degradadas e produzir forragem para silagem.

“O capim Aruana consorciado com soja na estação de verão aumenta a absorção de cálcio e magnésio pela soja, enquanto o capim Ruziziensis consorciado com a soja na estação de verão promove maior reciclagem de fósforo, potássio e magnésio”, diz.

Outro benefício, segundo a pesquisadora, é que a silagem de soja consorciada com capim Aruana e a silagem de soja associada com Ruziziensis possuem melhores características nutricionais e fermentativas em relação a silagem onde só há soja.

“O uso do capim Aruana e do capim Ruziziensis como componente para melhorar a qualidade das silagens de soja é uma alternativa para conservação de forragem em sistemas de produção de ruminantes, principalmente durante a estação seca”, pontua.

Batista comenta que o suprimento adequado de nitrogênio nos consórcios de milho safrinha com o capim Aruana ou milho safrinha com capim Ruziziensis aumenta os efeitos positivos desses capins sobre os acúmulos de carbono microbiano e nitrogênio no solo, melhorando sua fertilidade.

“O produtor só tem que tomar cuidado com o excesso de fertilização com nitrogênio, porque pode prejudicar o carbono microbiano e a acumulação de nitrogênio no solo a ponto de anular os benefícios dos sistemas de consórcio de soja ou milho com esses capins”, alerta a especialista.

Para a pesquisadora do IZ, a tecnologia gerada nesse estudo é mais uma importante ferramenta para o produtor que tem buscado manter-se dentro de um mercado globalizado cada vez mais preocupado com as mudanças climáticas e com a sustentabilidade.

Dessa forma, a utilização de práticas conservacionistas para a produção de proteína animal, reduzindo os danos ambientais, é um caminho para que o Brasil possa se firmar como um líder na produção animal sustentável.



Source link

News

Plano Safra 2025/2026 sob pressão: o campo real pede socorro


Plano Safra 2025/26
Imagem produzida por IA

A elaboração do novo Plano Safra 2025/2026 se arrasta em meio a um cenário fiscal apertado, promessas ambientais dissonantes e uma crise de credibilidade na política agrícola nacional. O governo enfrenta um dilema que se agrava a cada dia: como oferecer crédito em volume e condições mínimas ao produtor rural sem orçamento suficiente nem estratégia clara?

O impasse vai além da equalização dos juros. Falta verba para o seguro rural um dos pilares essenciais diante da escalada dos eventos climáticos extremos. Sem proteção contra perdas, o risco aumenta, e os bancos recuam. O resultado? Menos crédito, juros mais altos e produtores mais expostos.

Enquanto isso, o valor das garantias oferecidas pelo Proagro encolhe. Com preços em queda e margens apertadas, o ativo rural vale menos na hora de levantar recursos. A situação é especialmente crítica para pequenos e médios produtores, que dependem diretamente de instrumentos públicos de fomento.

Ainda assim, o governo insiste em empurrar o setor para o mercado de capitais, apostando em soluções “verdes” com forte viés ideológico e baixa aderência à realidade da porteira para dentro. A financeirização do agro pode ser uma avenida complementar, mas jamais o pilar de sustentação de um setor responsável por quase 25% do PIB.

Sem seguro, sem crédito e com o clima jogando contra, o produtor brasileiro está sendo deixado à própria sorte. O Plano Safra de 2025/2026 não pode ser apenas um discurso bonito para investidores internacionais. Ele precisa, urgentemente, voltar a ser uma política pública sólida, pensada para quem realmente põe comida na mesa e divisas na balança comercial.

Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural


O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.

O post Plano Safra 2025/2026 sob pressão: o campo real pede socorro apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

empresários americanos falam em ‘fim dos dias’ e que fabricar nos EUA é ‘piada’



Rick Woldenberg achava que havia criado um plano infalível para proteger sua empresa de brinquedos educativos da região de Chicago, nos Estados Unidos, das enormes novas taxas do presidente Donald Trump sobre as importações chinesas.

“Quando ele anunciou uma tarifa de 20%, eu fiz um plano para sobreviver a 40%, e achei que estava sendo muito esperto”, disse Woldenberg, CEO da Learning Resources, uma empresa familiar de terceira geração que fabrica na China há quatro décadas. “Eu tinha calculado que, com um aumento de preço muito modesto, poderíamos suportar tarifas de 40%, o que já era um aumento de custos impensável.”

Mas seu pior cenário não era ruim o suficiente. Nem de perto.

O presidente americano rapidamente aumentou a aposta com a China, elevando a tarifa para 54% para compensar o que ele disse serem práticas comerciais injustas da China. Depois, enfurecido quando o país asiático retaliou com suas próprias tarifas, ele aumentou as tarifas para impressionantes 145%.

Woldenberg calcula que isso fará a conta de tarifas da Learning Resources saltar de US$ 2,3 milhões no ano passado para US$ 100,2 milhões em 2025. “Queria ter US$ 100 milhões”, disse ele. “Juro por Deus, sem exagero: parece o fim dos dias.”

‘Viciados’ em produtos chineses de baixo custo

Pode ser, ao menos, o fim de uma era de bens de consumo baratos nos Estados Unidos. Por quatro décadas – e especialmente desde que a China entrou para a Organização Mundial do Comércio em 2001 -, os americanos dependeram de fábricas chinesas para tudo, de smartphones a enfeites de Natal.

À medida que as tensões entre as duas maiores economias – e rivais geopolíticas – do mundo aumentaram na última década, México e Canadá ultrapassaram a China como principais fontes de bens e serviços importados pelos EUA. Mas a China ainda é a número 3 – e a segunda, atrás apenas do México, quando se fala só em bens – e continua dominando muitas categorias.

A China produz 97% dos carrinhos de bebê importados pelos EUA, 96% das flores e guarda-chuvas artificiais, 95% dos fogos de artifício, 93% dos livros de colorir infantis e 90% dos pentes, segundo um relatório do banco de investimentos Macquarie.

Ao longo dos anos, empresas americanas montaram cadeias de suprimentos que dependem de milhares de fábricas chinesas. Tarifas baixas facilitaram o funcionamento do sistema. Até janeiro de 2018, as tarifas dos EUA sobre produtos chineses tinham uma média de pouco mais de 3%, de acordo com Chad Bown, do Peterson Institute for International Economics.

“Os consumidores americanos criaram a China”, disse Joe Jurken, fundador do ABC Group, em Milwaukee, que ajuda empresas dos EUA a gerenciar cadeias de suprimentos na Ásia. “Os compradores americanos, os consumidores, ficaram viciados em preços baixos. E as marcas e os varejistas ficaram viciados na facilidade de comprar da China.”

Crescimento mais lento e preços mais altos

Agora, Trump, exigindo que os fabricantes tragam a produção de volta aos Estados Unidos, está empunhando um martelo de tarifas contra os importadores americanos e as fábricas chinesas das quais eles dependem.

“As consequências de tarifas nessa escala podem ser apocalípticas em muitos níveis”, disse David French, vice-presidente sênior de assuntos governamentais da National Retail Foundation.

O Laboratório de Orçamento da Universidade de Yale estima que as tarifas que Trump anunciou globalmente desde que assumiu o cargo reduziriam o crescimento econômico dos EUA em 1,1 ponto percentual em 2025.

As tarifas também provavelmente farão os preços subirem. A pesquisa de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan, divulgada na sexta-feira (11), mostrou que os americanos esperam que a inflação de longo prazo atinja 4,4%, ante 4,1% no último mês.

“A inflação está subindo nos Estados Unidos”, disse Stephen Roach, ex-presidente da Morgan Stanley Ásia e atualmente no China Center da Faculdade de Direito de Yale. “Os consumidores também já perceberam isso.”

Não é apenas o tamanho das tarifas de Trump que deixou as empresas perplexas e correndo atrás de soluções; é também a velocidade e a imprevisibilidade com que o presidente está implementando as medidas.

Na quarta-feira (10), a Casa Branca disse que as tarifas sobre a China chegariam a 125%. No dia seguinte, corrigiu: não, as tarifas seriam de 145%, incluindo os 20% já anunciados anteriormente para pressionar a China a fazer mais para conter o fluxo de fentanil para os EUA.

A China, por sua vez, impôs uma tarifa de 125% sobre os EUA, com início no sábado (12).

“Há muita incerteza”, disse Isaac Larian, fundador da MGA Entertainment, que fabrica as bonecas L.O.L. e Bratz, entre outros brinquedos. “E nenhum negócio pode funcionar com incerteza.”

Sua empresa obtém 65% de seus produtos de fábricas chinesas – uma fatia que ele está tentando reduzir para 40% até o fim do ano. A MGA também fabrica na Índia, Vietnã e Indonésia, mas Trump está ameaçando impor pesadas tarifas sobre esses países também, após um adiamento de 90 dias.

Larian estima que o preço das bonecas Bratz pode subir de US$ 15 para US$ 40, e as bonecas L.O.L. podem dobrar de valor, chegando a US$ 20, até a temporada de festas deste ano.

Mesmo sua marca Little Tikes, que é fabricada em Ohio, não está imune. A Little Tikes depende de parafusos e outras peças vindas da China. Larian calcula que o preço dos carrinhos de brinquedo pode subir para US$ 90, em comparação ao preço sugerido atual de US$ 65.

A MGA provavelmente reduzirá os pedidos para o quarto trimestre, disse ele, porque teme que os preços mais altos afastem os consumidores.

EUA cancelam planos de produção na China

Marc Rosenberg, fundador e CEO da The Edge Desk, em Deerfield, Illinois, investiu milhões de dólares do próprio bolso para desenvolver cadeiras ergonômicas de US$ 1.000, cuja produção começaria na China no próximo mês.

Agora, ele está adiando a produção enquanto explora mercados fora dos EUA – incluindo Alemanha e Itália – onde suas cadeiras não enfrentariam as tarifas de três dígitos impostas por Trump. Ele disse que quer observar como a situação vai se desenrolar.

Ele chegou a buscar maneiras de fabricar as cadeiras nos Estados Unidos e teve conversas com possíveis fornecedores em Michigan, mas os custos seriam de 25% a 30% mais altos.

“Eles não tinham a mão de obra qualificada para fazer esse tipo de coisa, e não tinham vontade de fazer”, disse Rosenberg.

Importações chinesas se tornam inviáveis

A empresa de Woldenberg, em Vernon Hills, Illinois, está na família desde 1916. Foi fundada por seu avô como uma fornecedora de materiais de laboratório e, ao longo dos anos, evoluiu até se tornar a Learning Resources.

A empresa é especializada em brinquedos educativos, como o Botley: The Coding Robot e o quebra-cabeça Kanoodle. Emprega cerca de 500 pessoas – 90% nos Estados Unidos – e fabrica cerca de 2.400 produtos na China.

Woldenberg está atordoado com o tamanho e a rapidez das tarifas impostas por Trump.

“Os produtos que faço na China, cerca de 60% do que produzo, se tornam economicamente inviáveis da noite para o dia”, disse ele. “Num instante, num estalar de dedos, estão destruídos.”

Ele descreveu o apelo de Trump para que as fábricas retornem aos EUA como “uma piada”.

“Tenho procurado fabricantes americanos há muito tempo… e não encontrei nenhuma empresa com quem possa fazer parceria”, afirmou.

As tarifas, a menos que sejam reduzidas ou eliminadas, vão acabar com milhares de pequenos fornecedores chineses, previu Woldenberg.

Isso significaria desastre para empresas como a dele, que instalaram ferramentas e moldes caros em fábricas chinesas, disse ele. Elas correm o risco de perder não apenas sua base de produção, mas também, possivelmente, suas ferramentas, que podem acabar envolvidas em processos de falência na China.

A Learning Resources tem cerca de 10 mil moldes, com peso total superior a 2,2 mil toneladas, na China.

“Não é como se você chegasse com uma mochila, fechasse o zíper e saísse andando”, disse Woldenberg. “Não existe um polo industrial ocioso, totalmente equipado, cheio de engenheiros e pessoas qualificadas, esperando eu aparecer com 10 mil moldes para fabricar 2 mil produtos.”



Source link

News

Jovens produtores apostam em sustentabilidade para fortalecer agricultura familiar


Jovens agricultores familiares de diferentes regiões do Brasil estão adotando práticas sustentáveis como sistemas agroflorestais (SAFs) e plantio direto para aumentar a produtividade, reduzir os impactos ambientais e tornar a produção mais resiliente às mudanças climáticas. A iniciativa faz parte da campanha Mãos da Transição, que visa valorizar e disseminar práticas responsáveis entre pequenos produtores rurais, especialmente os jovens.

Em Pacaraima (RR), na fronteira com a Venezuela, Ana Karoliny Calleri, da comunidade indígena Kawê, adotou os SAFs para a produção de café arábica. O resultado foi um produto de alta qualidade, com certificação de origem e comercializado em cafeterias renomadas do estado.

No município de São Miguel do Guaporé (RO), o produtor Willians Santana observou benefícios do SAF na produção de frutas e café. “Deu para ver a diferença onde introduzimos o sistema. Por serem áreas sombreadas, a temperatura é mais amena, o que equilibra o ecossistema”, relata.

Em Tomé-Açu (PA), produtores da Cooperativa Agrícola Mista (Camta) apostam nos sistemas agroflorestais como alternativa para diversificar a produção e manter a tradição. A jovem pesquisadora Patricia Mie Suzuki, doutoranda em Engenharia Florestal, integra a gestão da propriedade da família, onde consorcia o cultivo de dendezeiro com mais de 15 espécies nativas.

No Vale do Jequitinhonha (MG), Gleici Maria Pereira Alves optou pelo sistema de plantio direto em sua propriedade de um hectare. Com o apoio do esposo, cultiva banana, pitaya, abacaxi, mamão e milho. “Quero ser a maior produtora em plantio direto da região e incentivar outros agricultores”, afirma.

Esses jovens compartilham suas experiências nas redes sociais por meio da campanha Mãos da Transição, que registra em vídeo a rotina e os resultados alcançados por sete produtores de estados da Amazônia e do Cerrado. A ação é uma parceria entre Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes) e o Laboratório do Clima da Purpose.

A campanha também envolve atividades de capacitação e apoio a organizações que trabalham com agricultura familiar e sistemas alimentares sustentáveis. “Queremos mostrar que práticas como agroecologia, SAFs e plantio direto são viáveis, aumentam a produtividade e geram renda”, afirma Karina Yamamoto, da Purpose.

Segundo o IBGE, a agricultura familiar responde por grande parte dos alimentos consumidos no país, como feijão, arroz, milho e mandioca. Por isso, tornar esses sistemas produtivos mais adaptados às mudanças climáticas é essencial para reduzir a vulnerabilidade à inflação de alimentos.

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 90% das propriedades rurais no mundo são familiares, e produzem mais de 80% dos alimentos em termos de valor. Apesar disso, muitas dessas propriedades têm menos de 2 hectares e carecem de políticas públicas adequadas.



Source link

News

Hoje é Domingo de Ramos; conheça o significado da data



Católicos de todo o Brasil e do mundo celebram neste domingo (13) o Domingo de Ramos, uma data que marca o começo da Semana Santa, período que culmina na celebração da Páscoa. A data é uma das mais relevantes do calendário cristão e é observada tanto por fiéis católicos quanto por outras tradições religiosas cristãs.

A origem do Domingo de Ramos remonta ao século 4, em Jerusalém, onde já se realizavam celebrações para lembrar a chegada de Jesus à cidade. Segundo os Evangelhos, ele foi recebido com ramos de palmeiras e mantos estendidos pelo caminho, num gesto de reverência por parte da população. Por isso, a data é também chamada de Domingo da Paixão do Senhor.

A comemoração tem um duplo significado. De um lado, representa o reconhecimento de Jesus como figura central da fé cristã. Do outro, já antecipa os eventos que levarão à crucificação, narrados na liturgia como o relato da Paixão de Cristo. Essa tensão entre aclamação e sofrimento dá o tom da Semana Santa, considerada o ponto culminante do calendário litúrgico.

Durante as missas, os fiéis participam de procissões com ramos bentos, geralmente de palmeiras ou outras plantas locais, relembrando o acolhimento dado a Jesus. Muitos levam esses ramos para casa, onde são guardados como símbolo de proteção espiritual.

Além do aspecto simbólico, a celebração convida à reflexão e prepara os cristãos para os ritos da Quinta-Feira Santa, Sexta da Paixão e, por fim, o Domingo de Páscoa, quando é comemorada a ressurreição de Jesus.



Source link

News

Frente fria baixa temperatura e traz temporais; veja previsão do tempo da semana



A semana entre os dias 14 e 18 de abril será marcada por mudanças no tempo em todas as regiões do país, com destaque para a atuação de uma frente fria no Sudeste, o avanço da umidade no Centro-Oeste e o prolongamento das chuvas na região Norte.

Confira como fica o tempo em todo o Brasil, na análise do meteorologista Arthur Müller, do Canal Rural.

Sul

Com o avanço da frente fria em direção ao Sudeste, a chuva perde força no Sul do Brasil. A previsão é de sol entre nuvens no Rio Grande do Sul, no interior de Santa Catarina e no Paraná.

Ainda pode chover nos litorais catarinense e paranaense, mas sem a ocorrência de temporais. As temperaturas ficam mais amenas nos três estados, com mínimas entre 8 °C e 12 °C, sem risco de geadas nas áreas de baixada.

No Rio Grande do Sul, a ausência de chuva deve favorecer os trabalhos em campo ao longo da semana. Em Santa Catarina, a umidade se concentra no oeste do estado, com acumulados entre 20 e 25 mm, o que beneficia os cultivos sem prejudicar as atividades rurais.

No Paraná, a previsão é de bons volumes de chuva no centro-norte do estado, com acumulados entre 40 e 50 mm, o que contribui para a recuperação das lavouras de milho segunda safra. No centro-sul paranaense, os volumes previstos variam entre 20 e 30 mm.

Sudeste

A frente fria que avança pelo Sudeste aumenta as chances de chuva forte em São Paulo, inclusive na capital. Minas Gerais e Rio de Janeiro também devem registrar temporais, especialmente no período da tarde.

No Espírito Santo, a chuva se concentra no litoral sul, com tempo firme nas demais áreas.

A semana será marcada por maior nebulosidade nas áreas produtoras dos quatro estados, o que pode afetar o fotoperíodo das lavouras. A precipitação prevista, entre 30 e 40 mm, traz alívio para as regiões sob restrição hídrica e melhora as condições para pastagens, cafezais e as lavouras de cana-de-açúcar e milho segunda safra.

A recomendação é aproveitar os intervalos de tempo firme para a realização de tratamentos fitossanitários.

Centro-Oeste

A semana começa com fortes pancadas de chuva e temporais em Mato Grosso, com alerta para Cuiabá. Em Goiás e Mato Grosso do Sul, a previsão é de sol entre nuvens e possibilidade de chuvas isoladas.

O acumulado deve ficar em torno de 50 mm em Mato Grosso, Goiás e centro-norte de Mato Grosso do Sul, favorecendo o desenvolvimento do milho segunda safra e não prejudicando a colheita da soja.

Já no centro-sul de Mato Grosso do Sul, são esperadas chuvas mais intensas, com volumes entre 80 e 100 mm e possibilidade de rajadas de vento acima de 70 km/h entre segunda (14) e terça-feira (15).

Os temporais retornam na sexta-feira (18), com risco de alagamentos nas áreas produtoras e impacto nos trabalhos em campo.

Nordeste

Instabilidades atmosféricas devem provocar chuvas em quase todos os estados da região, com destaque para volumes mais elevados no Maranhão.

A precipitação será mal distribuída e mais concentrada no sul da Bahia, oeste baiano, sul do Maranhão e do Piauí, com acumulados entre 30 e 40 mm. Nessas áreas, a umidade deve se manter em níveis favoráveis para os cultivos.

Nas demais regiões, os trabalhos de campo devem prosseguir normalmente, com colheita da soja, do arroz e finalização do plantio do milho segunda safra.

A previsão indica retorno mais generalizado da umidade apenas na última semana de abril.

Norte

A previsão indica tempo nublado e chuva a qualquer hora no Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima. No Tocantins, Pará e Amapá, a chuva deve ocorrer com maior intensidade entre manhã e tarde.

A umidade será mantida em todas as regiões, com previsão de acumulados entre 40 e 50 mm, favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

A redução gradual da chuva contribui para a melhora nas condições das estradas e da logística regional.

A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve manter o padrão de precipitação até o início de junho.



Source link

News

China e EUA vão acabar negociando e agro do Brasil pode sair perdendo, diz especialista



Quanto mais se intensificar a guerra tarifária entre Estados Unidos e China, mais próximos esses países estarão de um acordo, o que pode afetar diretamente o agronegócio brasileiro. A avaliação é da diretora-executiva da Vallya Agro, Larissa Wachholz,

A especialista já foi assessora especial do Ministério da Agricultura para assuntos relacionados à China, durante a gestão da então ministra Tereza Cristina, e tem larga vivência no país asiático, onde morou de 2008 a 2013 e para onde volta com frequência. Deve participar, inclusive, de um evento em 23 de abril em Xangai.

A guerra comercial entre as gigantes economias se intensificou nesta semana. Neste momento, as tarifas de importação impostas à China pelo presidente dos EUA, Donald Trump, estão em 125%. Já os chineses elevaram as taxas contra os EUA a 84%. Como tal situação é insustentável, já que ambos os países têm uma economia extremamente interconectada, Wachholz avalia que em algum momento Washington e Pequim terão de conversar e firmar acordos. E o Brasil, como maior exportador de produtos agropecuários para a China, pode ser diretamente afetado.

Para ela, grãos e carnes são os principais produtos que os Estados Unidos poderiam fornecer à China – exatamente os mesmos que o Brasil exporta para lá. Por isso, recomenda “cautela” ao agronegócio brasileiro neste momento tão volátil. Embora ela não arrisque dizer quando as negociações ocorrerão, acredita que a intenção da China é sempre manter um ambiente saudável no comércio global, do qual depende enormemente, tanto para vender quanto para comprar. Por isso a tendência seria negociar.

Confira, a seguir, os principais pontos da entrevista.

China e Estados Unidos estão se sobretaxando pesadamente na guerra tarifária imposta pelo país norte-americano. Na sua visão, até onde isso pode ir e como o agronegócio brasileiro deve ser afetado?

Larissa Wachholz – Isso me preocupa muito. Acho que, quanto mais essa guerra tarifária se intensificar, mais perto Estados Unidos e China ficam de um acordo comercial. Acho ser pouco provável que a escalada tarifária dure muito tempo. Uma hora esses países terão de se sentar à mesa e conversar, já que a economia de ambos é extremamente interligada. Sob esta perspectiva, há um potencial de essa negociação, caso ocorra, ser prejudicial ao agronegócio brasileiro, na linha do que já vimos em janeiro de 2020, no acordo comercial Fase 1, assinado no primeiro mandato de Donald Trump. O acordo determinava que a China se comprometeria com compras agropecuárias dos Estados Unidos, o que não foi cumprido porque logo em seguida entramos na pandemia de covid-19, que desestruturou o comércio global. Agora, em uma “reedição” da Fase 1, eu diria que o agronegócio estar na mesa de negociações é algo fundamental. Porque não tem muito para onde correr, em termos do que a China poderia se comprometer a comprar dos Estados Unidos. Não é que a China não vá mais comprar do Brasil, mas ela terá que direcionar determinadas compras para os Estados Unidos. Sob este aspecto, não estão mais em jogo a competência, a competitividade e a produtividade brasileiras.

Em que setores o agronegócio brasileiro poderia ser mais afetado?

Wachholz – Brasil e Estados Unidos exportam exatamente os mesmos produtos alimentares, ou seja, grãos e carnes. Isso nos torna competidores pelos mesmos mercados. E, no atual cenário de guerra tarifária, e com a China figurando como o principal comprador global dessas commodities, a concorrência entre Brasil e EUA pode ser um ponto de preocupação daqui para a frente.

Nem o fato de o Brasil figurar, hoje, como principal fornecedor de grãos e carnes para a China e ser qualificado como um “parceiro confiável” pelo gigante asiático poderia amenizar eventual impacto sobre exportações do agronegócio daqui para lá?

Wachholz – Bem, em um acordo comercial, que deve acontecer, não sei se nos próximos dias ou em um ou dois anos, para que a China compre mais produtos dos Estados Unidos, o agronegócio deve entrar obrigatoriamente nesta negociação, inclusive como protagonista. Afinal, o que os americanos poderiam vender para a China? Ou são os produtos com alta tecnologia, que os chineses até querem comprar, mas os EUA não parecem querer vender por temores quanto à propriedade intelectual, defesa, etc., ou produtos agropecuários. Com commodities agrícolas é que a China poderia pender a balança mais a favor dos Estados Unidos, em um eventual acordo comercial. É o que ela já fez no acordo Fase 1, que não foi levado à frente.

Por que, na sua visão, Estados Unidos e China em algum momento vão sentar para conversar, mesmo no atual cenário de escalada tarifária?

Wachholz – Primeiro, não é do interesse dos chineses estarem permanentemente em uma guerra tarifária, já que eles são o principal parceiro comercial de 140 países. Especificamente em relação à China e aos Estados Unidos, estamos falando das duas maiores economias do mundo, e que estão muito interconectadas, interligadas. Esses dois países têm, inclusive, negócios conjuntos e triangulares – incluindo aí o Brasil, como as grandes multinacionais do agronegócio global, fornecedores de tecnologia, de sementes, de insumos. De forma geral, essas empresas são globais. Então, acho muito pouco provável que eles não cheguem a um acordo.

Em que horizonte de tempo você vê que esta conversa possa começar?

Wachholz – Depende de como é que isso vai ser feito, quanto tempo as empresas, sobretudo as norte-americanas, vão aceitar essa situação sem demonstrarem resistência. Acho que isso vai determinar quanto tempo vai durar essa situação. Vai depender da sociedade americana, como é que ela vai reagir, como ficará a percepção das pessoas em relação ao preço das coisas, a pressão inflacionária, se vai ou não ser muito forte, o tanto que as pessoas vão perceber esses aumentos de custos no dia a dia delas. Em segundo lugar, como as empresas vão se comportar, tendo em vista que elas são muito afetadas por toda essa situação, o quanto vão conseguir mostrar para a administração Trump que estão sendo prejudicadas, e talvez que indiquem caminhos no sentido de atender à demanda de industrialização, que os Estados Unidos apresentaram.

Se há a perspectiva, no horizonte, de que essas duas potências vão se sentar à mesa de negociações, por que a escalada tarifária está chegando a esses níveis de retaliação recíproca?

Wachholz – Para que um acordo aconteça você precisa que as duas partes estejam querendo fazer a mesma coisa. Então, neste momento, se os EUA aplicam tarifas à China, a China precisa responder a isso, porque senão, diante do seu público interno, ela demonstra fraqueza. Como poderia não responder? Mas reforço que em algum momento eles vão negociar. Só acredito que talvez a China não tenha outra opção, até porque EUA e China têm uma relação econômica muito interligada. Então, sim, eles teriam o potencial de se prejudicar economicamente, mutuamente. Agora a questão é, tem interesse de que isso aconteça? Não, pois a China está preocupada em seguir adiante, em continuar garantindo um crescimento mínimo para os seus objetivos de desenvolvimento econômico.

O que mudou na China desde a primeira guerra comercial com Trump para cá?

Wachholz – A situação da China hoje é muito diferente da que vimos nos primeiros anos do governo Trump. A partir da experiência da primeira guerra tarifária com os EUA, os chineses perceberam o quanto eles dependem do comércio internacional para ter uma economia saudável, continuar crescendo, tanto com importação quanto com exportações. Tanto que ela diversificou compradores e fornecedores, o que reduziu sua dependência em relação aos Estados Unidos. Se na primeira guerra tarifária os EUA eram os principais fornecedores de produtos agropecuários para a China, hoje este lugar está ocupado pelo Brasil, que tem cerca de 20% do market share com os chineses. E as importações de produtos norte-americanos pela China caiu para 7%. Já 15% de tudo o que os EUA importam vem da China. Mas mesmo que a importância dos Estados Unidos na balança comercial chinesa tenha diminuído, ainda há muita complexidade nesta relação, as taxas recíprocas aumentaram e há um emaranhado de relações econômicas que torna muito difícil prever exatamente o quanto a China vai perder com tudo isso, quais serão os setores mais afetados.



Source link

News

grão de café é utilizado na indústria cosmética



O café é a terceira bebida não alcoólica mais consumida do mundo, de acordo com a International Coffee Organization (ICO). Em 2024 foram comercializadas mais de 168 milhões de sacas de 60 kg da commodity em todo o mundo, crescimento de 1,2% em relação ao ano anterior.

No entanto, o consumo vai além da xícara graças ao pioneirismo global de uma marca de cosméticos de Minas Gerais. A Kapeh utiliza a semente torrada do café em sabonetes, loções hidratantes, esfoliantes e perfumes.

Os frutos utilizados pela empresa são cultivados em Três Pontas, no sul do estado, uma das regiões mais tradicionais da cafeicultura brasileira.

“Quando a semente ainda está imatura, ela preserva uma série de ativos naturais, como antioxidantes e compostos anti-inflamatórios, que são extremamente benéficos para a pele”, diz a farmacêutica e bioquímica Vanessa Vilela, CEO da marca.

Café e beleza

A proposta de transformar a semente torrada em ingrediente estético surgiu a partir de uma pesquisa iniciada por Vanessa. Os testes comprovaram a eficácia do produto na proteção, hidratação, esfoliação e até na regeneração da pele. Agora, a empresa conta com portfólio de mais de 200 itens voltados ao corpo, rosto e cabelos.

A executiva ressalta que a flor do café também é aproveitada, mas em processo muito mais criterioso e manual, uma vez que o uso da inflorescência do cafeeiro, que floresce apenas uma vez ao ano, permanece aberta por apenas cerca de 24 horas.



Source link