quarta-feira, março 25, 2026

News

News

Arnaldo Borges liderará gestão 2026–2028



A Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) definiu, nesta terça-feira (25), sua nova liderança para o triênio 2026–2028. Em uma eleição marcada por alta participação dos associados, o pecuarista e médico-veterinário Arnaldo Manuel de Souza Machado Borges foi eleito presidente da entidade, uma das mais influentes da pecuária brasileira.

A votação ocorreu das 9h às 18h, durante Assembleia Geral Ordinária. Após o lacre das urnas, a comissão eleitoral iniciou imediatamente a contagem dos votos.

A chapa “ABCZ em Ação”, liderada por Borges, recebeu 762 votos, somando os registros presenciais e por correspondência. A nova diretoria tomará posse no dia 1º de janeiro de 2026.

Com quase cinco décadas de atuação dentro da ABCZ, Arnaldo Borges já ocupou diversos cargos estratégicos, como conselheiro, superintendente técnico, jurado e presidente da entidade entre 2016 e 2019. Agora, ele retorna ao comando da maior associação de pecuária zebuína do mundo.

Segundo o presidente eleito, o foco será manter e fortalecer o trabalho técnico que consolidou a reputação da ABCZ.

“Sabemos da responsabilidade que envolve conduzir uma gestão. Buscamos montar uma diretoria com 108 membros, com renovação de 50%. Tenho certeza de que faremos um excelente trabalho, especialmente no avanço do melhoramento genético das raças zebuínas no Brasil e no exterior. A ABCZ tem papel fundamental na pecuária e conta com um corpo técnico altamente qualificado”, afirmou.

O atual presidente, Gabriel Garcia Cid, celebrou o resultado, destacando a experiência do sucessor. “A volta do Arnaldo traz confiança e assegura a continuidade de um trabalho sério, dedicado ao associado e aos criadores de todas as raças”, disse.



Source link

News

Adiamento das possíveis restrições chinesas à carne eleva apreensão do mercado



A China prorrogou as investigações sobre os possíveis impactos das importações de carne bovina em sua produção local por mais dois meses. Agora, o tema segue sob análise até 26 de janeiro de 2026.

O Ministério do Comércio do gigante asiático justificou o adiamento com base na complexidade do caso, em apuração desde dezembro de 2024.

De acordo com a analista de Mercado Beatriz Bianchi, da consultoria Datagro, a decisão reforça um tom de incerteza e apreensão no mercado. “Temos um horizonte que eventualmente aguarda possíveis medidas restritivas, sejam elas tarifas, cotas ou questões sanitárias”, detalha.

Segundo ela, nos últimos meses a China tem importado volumes substanciais de proteína bovina brasileira, sendo que em setembro, outubro e novembro os patamares foram recordes, acima de 180 mil toneladas mensais.

“Nesse contexto, nós temos uma China muito bem ofertada internamente, somada a uma produção local ainda bem robusta. Assim, ao final do ano, é de se esperar sazonalmente que a China tire o pé do acelerador e reduza as importações de carne bovina”, conta Beatriz.

A analista lembra que, em contrapartida, os Estados Unidos anunciaram a retirada de tarifa adicional sobre mais de 200 produtos brasileiros, incluindo a carne bovina. “Esse fator traz um cenário e um horizonte construtivo para o Brasil que materializa uma oportunidade para o mercado brasileiro, tirando a pressão da China”, conclui.



Source link

News

JBS e grupo VIVA se unem e criam gigante global no setor de couros



A JBS Couros e o grupo VIVA anunciaram nesta terça-feira (25) a criação da JBS VIVA, nova empresa que nasce como líder mundial no processamento de couros.

A companhia resultante da união entre os dois grupos terá capacidade para processar mais de 20 milhões de peles por ano, ampliando presença em mercados estratégicos e competitivos.

Com 31 fábricas e mais de 11 mil colaboradores distribuídos no Brasil, Itália, Uruguai, Argentina, México e Vietnã, a JBS VIVA atuará desde o processamento de peles até a comercialização para os mercados mais exigentes do mundo.

Experiência somada e foco em expansão global

Para o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, a nova empresa fortalece o posicionamento mundial do grupo. “A união com a VIVA abre novas oportunidades para todos os mais de 7 mil colaboradores da JBS Couros, que agora passam a fazer parte de um negócio ainda mais robusto e preparado para competir globalmente. A JBS VIVA significa a união de mais de 70 anos de experiência e reconhecimento internacional”, afirmou.

A JBS Couros consolidou-se ao longo das últimas décadas pela inovação, lançamento de mais de 2 mil SKUs e forte investimento em pesquisa e desenvolvimento. A empresa também se destacou no setor de sustentabilidade com o conceito KindLeather, modelo produtivo que reduz impactos ambientais e aumenta valor em toda a cadeia.

“Temos muito orgulho do que construímos — ampliando mercados, investindo em inovação e redefinindo o padrão de sustentabilidade do setor. Agora, com a criação da JBS VIVA, poderemos levar essa excelência a um patamar ainda mais elevado”, reforçou Tomazoni.

Estrutura societária e governança compartilhada

A nova companhia terá participação acionária dividida igualmente: 50% JBS e 50% grupo VIVA, formado pelas acionistas Vanz e Viposa. O conselho também será compartilhado, com composição equilibrada entre os dois grupos. A JBS indicará o presidente do conselho e o CFO, enquanto o grupo VIVA indicará o CEO e o COO.

A conclusão definitiva do negócio dependerá do cumprimento de condições usuais para esse tipo de operação e da aprovação dos órgãos reguladores.

Couro como pilar estratégico e sustentável

O líder da JBS Couros, Guilherme Motta, destaca que o setor segue estratégico para o grupo. “A cadeia do couro permanece estratégica, reforçando a visão da JBS de que sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas”, disse.

Segundo ele, o couro — coproduto natural da cadeia da proteína bovina — ganha novo valor ao ser transformado em itens como calçados, bolsas, revestimentos automotivos e móveis.



Source link

News

ONU alerta que 2025 pode ser o 2º ano mais quente da história



A Organização Meteorológica Mundial (OMM), ligada à ONU, alerta que 2025 deve ser o segundo ou terceiro ano mais quente já registrado. Mesmo com sinais de leve redução nas médias globais, o planeta continua batendo recordes de calor mês após mês, reforçando projeções já conhecidas pela ciência.

O meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller explica que a tendência atual confirma cenários há décadas apontados pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Ele lembra que ainda no século 19 o químico sueco Svante Arrhenius, vencedor do Nobel, alertou que dobrar a concentração de CO₂ na atmosfera elevaria a temperatura média global em cerca de 5 °C.

Emissões sobem apesar de décadas de alertas

Ao analisar a evolução histórica das emissões desde a era pré-industrial, Müller destaca um crescimento acelerado principalmente após as décadas de 1930 e 1960, impulsionado pelo boom automobilístico e pelo uso intensivo de combustíveis fósseis.

Mesmo com a criação de organismos e acordos internacionais, como o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (1988), a ECO-92, o Protocolo de Kyoto (1997) e o Acordo de Paris (2015), a curva das emissões segue subindo. “Muito pouco foi feito. O agro contribui, mas o cerne da questão está na queima de combustíveis fósseis”, afirma.

Tendência aponta para 3,5 °C no futuro

Segundo Müller, os registros já mostram que o mundo ultrapassou 1,5 °C acima da média pré-industrial, marco crítico estabelecido pelo Acordo de Paris. A projeção para as próximas décadas indica que a temperatura pode atingir 3,5 °C, ampliando a frequência e intensidade de eventos extremos como tempestades severas, chuvas irregulares, secas prolongadas, episódios intensos de granizo e maior instabilidade atmosférica.

“Quando há mais calor, a atmosfera fica mais caótica e para ela tentar consertar, porque sempre está querendo buscar esse equilíbrio, ela responde na forma de eventos extremos”, explica.

Você quer entender como usar o clima a seu favor? Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.



Source link

News

Veja o preço da arroba do boi gordo em dia que a China adiou investigações



O mercado físico do boi gordo se depara com tentativas de compra em patamares mais baixos nas principais regiões produtoras do país, incluindo São Paulo, onde os frigoríficos começam a indicar para escalas de abate mais confortáveis.

De acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o destaque desta terça-feira (25) vai para o fato de, logo no início do dia, as autoridades chinesas terem anunciado que a investigação em torno do impacto das importações de carne bovina sobre a produção local foi prorrogada para o dia 26 de janeiro de 2026.

“Foi o segundo adiamento dessa investigação que foi iniciada no final de 2024. Essa é uma variável determinante para o mercado do boi gordo, considerando o peso da China na importação de carne bovina brasileira”, disse.

Preços médios da arroba do boi

  • São Paulo: R$ 321,25 — ontem: R$ 324,33
  • Goiás: R$ 315,18 — R$ 315,36
  • Minas Gerais: R$ 312,65 — R$ 313,53
  • Mato Grosso do Sul: R$ 317,39 — R$ 318,30
  • Mato Grosso: R$ 300,05 — R$ 300,57

Mercado atacadista

O mercado atacadista se depara com preços firmes. Segundo Iglesias, o ambiente de negócios ainda sugere por alguma alta dos preços durante a semana, em linha com a boa demanda prevista para o período.

“Com a demanda interna chegando ao seu auge durante o último bimestre, o que se espera é maior propensão a reajustes dos preços do traseiro bovino, cortes mais apreciados nesse período do ano”, assinalou.

  • Quarto traseiro: segue a R$ 25,75 por quilo
  • Quarto dianteiro: se mantém a R$ 19,25 por quilo
  • Ponta de agulha: continua em R$ 18,75 por quilo

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,35%, sendo negociado a R$ 5,3756 para venda e a R$ 5,3736 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,3560 e a máxima de R$ 5,4130.



Source link

News

Brasil deve embarcar até 4,3 milhões de toneladas em novembro



As exportações brasileiras de soja em grão devem atingir 4,395 milhões de toneladas em novembro, segundo levantamento semanal da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). No mesmo mês de 2024, os embarques somaram 2,339 milhões de toneladas. Em outubro deste ano, foram 6,398 milhões de toneladas.

Na semana encerrada em 22 de novembro, o Brasil embarcou 839,997 mil toneladas, e a previsão para o período entre 23 e 29 de novembro é de 1,042 milhão de toneladas.

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Farelo de soja

Para o farelo de soja, a previsão de embarques em novembro é de 2,496 milhões de toneladas, acima dos 1,728 milhão de toneladas registradas no mesmo mês do ano passado.

Em outubro, os embarques somaram 1,725 milhão de toneladas. Na semana passada, foram exportadas 595 mil toneladas, com previsão de 850 mil toneladas para esta semana.



Source link

News

Venda de sêmen cresce 11,7% no 3º trimestre de 2025, para 8,3 milhões de doses



O investimento dos pecuaristas em genética bovina cresceu 11,7% no terceiro trimestre de 2025, para 8,3 milhões de doses, na comparação com igual período de 2024. O dado faz parte do Index Asbia, divulgado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), com base em levantamento do Centro de Estudos em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Na pecuária de corte, as vendas de material genético somaram 6,6 milhões de doses entre julho e setembro, alta de 11,5% frente às 5,9 milhões de doses do terceiro trimestre do ano anterior. Para a pecuária de leite, o aumento foi de 12,4%, para 1,7 milhão de doses, ante 1,5 milhão no igual intervalo de 2024.

A produção nacional de sêmen alcançou 6,9 milhões de doses no trimestre, avanço de 29,6% em relação às 5,3 milhões de doses produzidas um ano antes. Já as importações atingiram 2,3 milhões de doses, expansão de 29,8% ante 1,7 milhão no terceiro trimestre de 2024.

Exportações apresentaram crescimento

As exportações também apresentaram crescimento sólido. O volume destinado à pecuária de corte subiu 26,7%, para 222.903 doses, ante 175.968 doses exportadas no igual período do ano passado. Já o embarque de sêmen leiteiro chegou a 89.460 doses, alta de 20,5% sobre as 83.171 doses exportadas no terceiro trimestre de 2024.

A prestação de serviços, modalidade em que empresas especializadas coletam e industrializam sêmen de reprodutores de propriedade dos pecuaristas, totalizou 349.719 doses no trimestre, crescimento de 7,4% ante as 325.685 doses contratadas no mesmo período do ano anterior.

Segundo a executiva da Asbia, Lilian Matimoto, os dados reforçam a confiança internacional na genética bovina brasileira. “Essa é uma demonstração clara do quanto o mercado internacional confia na qualidade da nossa pecuária – uma das mais importantes do mundo”, afirmou. Ela destacou ainda que o uso de inseminação artificial alcançou 78,7% dos municípios brasileiros no terceiro trimestre de 2025.



Source link

News

soja em grão atinge melhor cotação do ano e aquece embarques


O mercado internacional de soja segue em forte valorização, com a cotação do grão em Chicago superando 11 dólares por bushel e alcançando os maiores níveis do ano. Esse movimento impulsiona os embarques brasileiros, que já atingem patamares recordes para o final de 2025. As informações foram divulgadas no Agroexport desta terça-feira (25).

  • Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link! 🌱

Soja em grão

Reprodução Canal Rural

Dados apresentados no Agroexport indicam que o Brasil deve encerrar 2025 com exportações de soja em grão entre 109 e 110 milhões de toneladas, superando o recorde de 102 milhões registrado em 2023. Mesmo com quase um mês ainda pela frente, já foram embarcadas mais de 105 milhões de toneladas neste ano.

Farelo

Reprodução Canal Rural

O farelo de soja também apresenta crescimento consistente. De janeiro a novembro de 2025, já foram exportadas 21,65 milhões de toneladas, e a expectativa é fechar o ano em torno de 22 milhões, com potencial de atingir até 24 milhões de toneladas, considerando a média histórica de dezembro.

O Brasil não cresce apenas na exportação de soja em grão, mas também no farelo, agregando valor à produção, impulsionando a atividade econômica da agroindústria e fortalecendo a presença do país no mercado internacional de farelo de soja.

Óleo

Reprodução Canal Rural

O óleo de soja, que passou por altos e baixos nos últimos anos, apresenta sinais de recuperação. O pico das exportações ocorreu em 2022 e 2023, impulsionado pelo conflito Rússia-Ucrânia, quando a Europa aumentou a importação de óleo de soja brasileiro devido ao receio da escassez de gás russo.

Após uma queda em 2024, 2025 já igualou o volume total exportado no ano anterior, e a expectativa é superar 1,4 milhão de toneladas, retomando os níveis pré-conflito. O cenário indica um viés de alta orgânico nas exportações de óleo de soja, refletindo a recuperação do setor.

Complexo soja

Reprodução Canal Rural

No acumulado do complexo soja (grão, farelo e óleo) o Brasil já exportou 128,6 milhões de toneladas, superando o volume de 2024 e com potencial para alcançar 135 milhões de toneladas até o final do ano.

A produção total da safra está estimada em cerca de 160 milhões de toneladas, garantindo espaço para novas exportações recordes. O recorde histórico anterior foi registrado em 2023, com 126,7 milhões de toneladas.

Demanda chinesa

Além da alta dos preços internacionais, outro fator que impulsionou o desempenho das exportações brasileiras de soja foi a forte demanda da China. Estima-se que o país asiático absorva mais de 80% das exportações brasileiras de soja em 2025, concentrando ainda mais o mercado. O apetite chinês, aliado à valorização da soja em Chicago, explica os números históricos registrados neste ano.

No entanto, esse cenário também representa um risco de concentração. Historicamente, a participação da China nas compras de soja do Brasil sempre foi alta, acima de 70%, mas nos últimos anos tinha se estabilizado entre 68% e 72%. Agora, com a previsão de voltar a 80% de participação, o mercado brasileiro volta a depender fortemente de um único destino.



Source link