domingo, agosto 16, 2026

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SP mantém gabinete de crise e reforça ações para combater incêndios



O governo de São Paulo segue com operações para combater os incêndios florestais que atingem o interior do estado. Nesta segunda-feira (26), o gabinete de crise e o posto avançado em Ribeirão Preto continuam ativos para coordenar as ações de controle das queimadas.

No domingo (25), o número de municípios com focos ativos de incêndio foi reduzido para seis, enquanto 48 cidades permanecem em alerta máximo, conforme monitoramento do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) da Defesa Civil. Todas as rodovias que haviam sido interditadas devido à fumaça foram liberadas.

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O gabinete de crise integra especialistas da Defesa Civil, das secretarias estaduais da Segurança Pública, Agricultura e Abastecimento, e Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), com apoio das Forças Armadas, Fundação Florestal, Departamento de Estradas de Rodagem (DER), Defesas Civis Municipais e brigadistas voluntários. Ao todo, 15.335 pessoas estão envolvidas nos esforços de combate ao fogo e na orientação da população.

Apoio aéreo e infraestrutura

Para reforçar o combate aos incêndios, o governo federal enviou sete aeronaves, incluindo um KC-390. Além disso, dez aeronaves da Polícia Militar e mais de 600 viaturas do Corpo de Bombeiros, junto com 1.936 caminhões-pipa, estão em operação, totalizando mais de 3 mil veículos envolvidos na ação.

Incêndios criminosos e detenções

A Polícia Civil intensificou as investigações sobre incêndios criminosos nas áreas afetadas. Neste domingo, um homem de 42 anos foi preso em flagrante em Batatais, região de Franca, após ter sido denunciado por moradores ao atear fogo em uma área de mata. Em São José do Rio Preto, um idoso de 76 anos também foi detido por iniciar um incêndio em lixo em uma área de mata. Investigações sobre outros casos suspeitos continuam em andamento.

Ajuda humanitária e plano emergencial de saúde

A Defesa Civil e o Fundo Social do Estado enviaram ajuda humanitária para Pradópolis, na região de Ribeirão Preto, que incluiu colchões, cestas básicas e água para as famílias deslocadas pelas queimadas. Além disso, o governador Tarcísio de Freitas anunciou um plano emergencial de saúde para ampliar a capacidade de atendimento das unidades de saúde na região de Ribeirão Preto, uma das mais afetadas pelo fogo.

O plano inclui serviços de telemedicina, ampliação de leitos de observação, distribuição de kits de higiene para populações vulneráveis e instalação de pontos de hidratação. Medidas adicionais para garantir o fornecimento de energia, água e dados nas unidades de saúde também foram adotadas, incluindo a utilização de carros-pipa e instalação de climatizadores e umidificadores.

Situação de emergência e seguro rural

Diante da gravidade da situação, o governador decretou estado de emergência por 180 dias em 45 municípios devido aos incêndios que ocorreram entre 4 e 24 de agosto. O decreto foi publicado na edição de sábado do Diário Oficial do Estado. O Governo de São Paulo também disponibilizou R$ 100 milhões para subvenção ao seguro rural, oferecendo apoio financeiro aos produtores rurais afetados.

Orientações à população e cuidados com animais

As autoridades orientam a população a evitar áreas de fogo, manter a hidratação, usar máscaras PFF2/N95 ao sair de casa e procurar atendimento médico em caso de sintomas respiratórios. A Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística também montou uma operação especial para cuidar de animais silvestres afetados pelos incêndios, com atendimento integral no Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras).

A operação continua a todo vapor, com as autoridades monitorando de perto a situação para garantir a segurança da população e a preservação do meio ambiente.



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Geadas e altas temperaturas elevam preços na horticultura no Paraná


Clima impacta produção no Paraná




Foto: Divulgação

De acordo com o Boletim de Conjuntura Agropecuária da semana de 16 a 22 de agosto, elaborado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), os institutos de pesquisa meteorológica preveem a ocorrência de geadas no Paraná para o início da próxima semana devido à chegada de uma frente fria. Embora a presença de geadas durante o inverno no Hemisfério Sul não seja surpreendente, as condições atuais estão exacerbando a situação.

O boletim destaca que, paralelamente, as temperaturas permanecem até 5ºC acima da média para o período, e a umidade do ar está em níveis extremamente baixos. Esses fatores estão gerando uma série de desafios tanto no campo quanto nas áreas urbanas.

No setor da horticultura, que abrange o cultivo de frutas, hortaliças e flores, tanto em ambientes abertos quanto em estufas, a intensidade das geadas pode causar danos significativos às plantas. Esses danos podem impactar a fisiologia das plantas e, por consequência, afetar a oferta desses produtos ao consumidor final, levando a aumentos quase imediatos nos preços.

Alguns segmentos da cadeia produtiva estão especulando sobre possíveis perdas e seus efeitos nos mercados, mesmo sem uma avaliação precisa da extensão dos danos. Isso tem gerado preocupações sobre a possível exploração financeira da produção rural.

A natureza da atividade agrícola impõe ao produtor um risco constante, tornando-o o elo mais vulnerável do sistema produtivo. O agricultor está sujeito a perder rapidamente suas lavouras e o trabalho de meses ou anos devido às intempéries, o que ressalta a complexidade e a fragilidade da produção rural.

Para melhorar a compreensão da população urbana sobre as particularidades da produção agrícola, é recomendável promover relações diretas entre consumidores e produtores. Feiras de produtores e circuitos de Turismo Rural podem proporcionar uma visão mais clara e realista das dificuldades enfrentadas pelos agricultores e fortalecer a conexão entre a cidade e o campo.

 





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Governo de SP lança pacote de R$ 10 milhões para produtores rurais afetados por incêndios



O governo do estado de São Paulo anunciou, no domingo (25), um pacote de ações no valor de R$ 10 milhões para apoiar produtores rurais que foram severamente impactados pelos recentes incêndios florestais. A medida foi lançada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado em resposta à situação de emergência que levou 41 cidades ao alerta máximo de perigo de fogo no último fim de semana.

Apoio financeiro e segurança jurídica

O pacote de ajuda inclui quatro diretrizes principais. A primeira, por meio do Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista (Feap), oferece aos produtores afetados um acesso emergencial de até R$ 50 mil com juro zero. Esse recurso poderá ser utilizado para despesas de manutenção e recuperação das propriedades afetadas.

A segunda frente visa a garantir segurança jurídica para os produtores rurais, com a emissão de um termo emergencial que impede a aplicação de multas ou sanções pelos órgãos fiscalizadores, considerando o estado de calamidade pública. Os produtores devem procurar a Casa da Agricultura de seus municípios para obter esse documento.

Outra ação importante do pacote envolve a colaboração com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU). As propriedades rurais danificadas pelos incêndios serão incluídas nos programas habitacionais do estado, com o objetivo de recuperar as moradias atingidas.

Por último, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento está em contato com empresas de nutrição animal e de insumos agropecuários para facilitar a aquisição de itens necessários para a reconstrução das propriedades rurais. O documento emitido pela Secretaria permitirá descontos na compra desses produtos.

Subvenção ao seguro rural e ações emergenciais

Além do pacote financeiro, o governo estadual está ampliando o suporte por meio da subvenção ao seguro rural. Em 2024, foram disponibilizados R$ 100 milhões para o seguro rural, ofertados pelo Feap com subvenções que variam entre 25% a 30%, dependendo da cultura produtiva. O limite para cada produtor rural é de R$ 25 mil, e qualquer produtor prejudicado pode acessar esse crédito para aliviar os impactos das perdas causadas pelos incêndios e outras intempéries.

Decreto de situação de emergência

O governador Tarcísio de Freitas decretou estado de emergência por 180 dias em 45 municípios paulistas devido aos incêndios florestais que ocorreram entre 4 e 24 de agosto. Segundo o monitoramento da Defesa Civil, 24 cidades enfrentam focos ativos de incêndio, e 41 estão em alerta máximo devido às condições climáticas adversas, como a baixa umidade do ar e a onda de calor.

Esforços de combate e monitoramento

O governador sobrevoou as áreas mais atingidas e enfatizou o esforço conjunto para combater os incêndios, com especial atenção à situação crítica de Ribeirão Preto. A operação conta com o apoio do governo federal, Forças Armadas, Polícia Militar, Força Aérea Brasileira, e setor privado, incluindo o setor canavieiro, que está contribuindo com carros-pipa e brigadistas. Mais de 7.300 profissionais e voluntários estão mobilizados.

O pacote de ações emergenciais visa não apenas a recuperação imediata das áreas afetadas, mas também a proteção dos produtores rurais e a minimização de futuras perdas econômicas.



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Morre Jamil Yatim, diretor-presidente da Ceagesp



A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) divulgou comunicado no qual informa o falecimento do diretor-presidente da companhia Jamil Yatim, ocorrido neste domingo (25), em Jundiaí (SP).

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Jamil Yatim era graduado em Direito pelas Faculdades Integradas de Guarulhos e tinha ampla experiência no serviço público, tendo ocupado funções de diretor, chefe, assessor e gerente em importantes instituições (como Companhia das Docas do Estado – Porto de Santos, Ministério dos Transportes, Prefeitura de São Paulo, Departamento de Água e Esgoto de Jundiaí, entre outras).



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Canal Rural e CNN Brasil fazem parceria para cobertura do G20 Agro



O Canal Rural e a CNN Brasil estarão juntos para a cobertura do G20 Agro, encontro que levará autoridades de vários países à Chapada dos Guimarães, em Mato Grosso, de 10 a 13 de setembro.

A parceria começará antes mesmo do G20 Agro, no acompanhamento do Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap 2024), promovido pelo Canal Rural no dia 9 de setembro, no Cenarium Rural, em Cuiabá (MT), a duas horas da Chapada.

O fórum funcionará como aquecimento para a agenda do Grupo de Trabalho G20 Agro, que receberá representantes dos 20 países do bloco e mais dez países convidados.

“A parceria com a CNN Brasil é de extrema relevância, visto que amplia o alcance do tema para muito além dos profissionais que trabalham diretamente com o assunto. Afinal, o agro é assunto de interesse de todos, com impacto direto em nossas vidas, desde a alimentação até a energia”, diz o presidente do Cabal Rural, Julio Cargnino.

“Nossa proposta é levar ao maior número de pessoas o entendimento sobre esse universo, assim como as reflexões e soluções necessárias para o avanço de um setor que coloca o Brasil hoje em plenas condições de exercer um protagonismo mundial”, afirma o vice-presidente de Jornalismo, Conteúdo e Operações da CNN Brasil, Virgilio Abranches.

O Fiap 2024 tem o apoio da Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), da Federação de Agricultura de Mato Grosso (Famato), da Confederação Nacional da Indústria (CNI), da CropLife, da Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (Fapcen ) e da Azul Linhas aéreas, além do patrocínio de JBS, Apex Brasil, John Deer e Senar-MT.

G20 Agro

Mato Grosso foi escolhido para sediar uma das 13 reuniões técnicas e ministeriais do G20, como a que será realizada em setembro, na Chapada dos Guimarães.

A programação prevê fóruns de discussões para definir políticas públicas e ações estratégicas que serão recomendadas à Cúpula de Líderes do G20. É o momento em que chefes de Estado e de governo aprovam os acordos negociados ao longo do ano, e apontam caminhos para lidar com os desafios globais.

A próxima reunião da Cúpula de Líderes do G20 será em novembro, no Rio de Janeiro, com a presença de 19 países membros, mais a União Europeia.



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confira as notícias que afetam o mercado hoje



Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado do Brasil e do mundo, com a análise de economistas.

No morning call de hoje, o economista do PicPay, Igor Cadilhac, destaca que nos EUA, o foco da semana estará na inflação do PCE e nos gastos das famílias, que devem confirmar a resiliência do consumo. No Brasil, a atenção fica nos dados de inflação e emprego, com previsão de alta moderada no IPCA-15 e uma sólida geração de vagas.



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com ajuda das exportações e escalas apertadas, preços continuam a subir



O mercado físico do boi gordo registrou preços em alta ao longo da última semana. Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, as escalas de abate seguem apertadas, justificando esse comportamento das indústrias frigoríficas.

Segundo o analista, é importante destacar o papel de demanda no atual processo de retomada dos preços da arroba do boi gordo, em especial a demanda por exportação. O Brasil caminha para um recorde histórico nesse quesito. A demanda doméstica também conta com seus predicados e tem contribuído para a recente movimentação de alta de preços, disse Iglesias.

Com isso, os preços médios da arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do país estavam em 22 de agosto:

  • São Paulo – R$ 238,68 a arroba, contra R$ 235,45 a arroba em 15 de agosto, alta de 1,37%.
  • Goiás – R$ 230,79 a arroba, ante R$ 229,00 a arroba (+0,78%).
  • Minas Gerais – R$ 229,41 a arroba, contra R$ 224,18 a arroba (+2,33%).
  • Mato Grosso do Sul – R$ 240,20 a arroba, ante R$ 237,43 a arroba (+1,1%).
  • Mato Grosso – R$ 215,62 a arroba, ante R$ 210,86 a arroba (+2,2%).

Atacado

O mercado atacadista apresentou preços acomodados para a carne bovina. Segundo Iglesias, ainda não há grande apelo para alta nos preços durante a segunda quinzena do mês, período pautado por uma demanda mais fraca.

Há grande otimismo em torno do último bimestre, considerando a taxa de ocupação dentro da economia brasileira, o que sugere um maior impacto do 13º salário na atividade econômica, disse o analista.

Exportações

As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 485,397 milhões em agosto (12 dias úteis), com média diária de US$ 40,449 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 109,718 mil toneladas, com média diária de 9,143 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 4.424,00.

Em relação a agosto de 2023, há alta de 11,3% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,5% na quantidade média diária exportada e desvalorização de 1,9% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.


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Minas Gerais se destaca na produção de vinhos finos, graças à técnica de dupla poda



A produção de vinhos finos está em expansão na região do Campo das Vertentes em Minas Gerais. A atividade, viabilizada pela adoção da técnica de dupla poda da videira, validada e difundida pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), tem possibilitado a colheita de uvas finas de qualidade em diferentes regiões do país. E vem mudando, rapidamente, o cenário vitícola do estado que já conta com mais de uma centena de vitivinicultores e uma área plantada de cerca de 1000 hectares.

O pesquisador Paulo Márcio Norberto, que atua no Campo Experimental Risoleta Neves da Epamig, em São João del-Rei, afirma que tem observado um aumento na produção nos municípios do Campo das Vertentes e alguns produtores já estão até produzindo vinhos em Tiradentes e Ritapólis.

Na Unidade, onde antes havia apenas experimentos com uvas de mesa, há uma coleção de seis variedades de uvas finas tintas e brancas. “A Syrah é o carro-chefe, a mais vigorosa, a que melhor se adaptou às áreas de dupla poda e a que atrai o maior número de interessados”, conta o pesquisador, que acrescenta: “Temos recebido visitantes em busca de orientação para começar na atividade. Vale ressaltar que a videira requer diferentes cuidados e aplicações ao longo do ciclo, e que, ainda que possa haver presença de cachos já no primeiro ano, o tempo médio de formação da planta é de três a quatro anos”.

O administrador de empresas Fernando Antônio Carvalho foi um dos que buscaram a Epamig antes de implantar o vinhedo. Morador de Belo Horizonte, ele conheceu os vinhos finos mineiros como consumidor. “Em 2019, fui com minha esposa a um restaurante português próximo da nossa casa. Pedi um vinho chileno para acompanhar o prato e o dono me sugeriu trocar por um exemplar mineiro. Fiquei surpreso: ‘vinho produzido em Minas Gerais? – ‘Sim e de excelente qualidade’. Provei e aprovei. Procurei me informar mais e fiquei conhecendo o trabalho da Epamig e a dupla poda”.

Em 2020, durante o período de isolamento social causado pela pandemia, uma área de dois hectares foi adquirida em Entre Rios de Minas com o objetivo de cultivar uvas finas. No ano seguinte, em 2021, o proprietário procurou a Unidade da Epamig em São João del-Rei, onde conheceu Paulo Norberto. Ele orientou na estruturação da área, na aquisição de mudas e apresentou a equipe da Epamig em Caldas, que contribuiu para o desenvolvimento do projeto.

“Plantamos 600 mudas de uvas Syrah adquiridas na Epamig. Apesar de toda a preparação, tivemos dificuldades e precisamos replantar algumas mudas no primeiro ano. Em 2023, colhemos os primeiros 80 kg de uva e produzimos, minha esposa e eu, 50 garrafas de vinho. A bebida, que oferecemos para alguns amigos, ficou bastante agradável. Faremos o mesmo processo com as uvas colhidas neste ano”, acrescenta Carvalho.

A partir de 2025, a vinificação será realizada na Epamig em Caldas, conforme planejado pelo produtor. Ele acredita que o suporte da Epamig será fundamental para o desenvolvimento tanto da estrutura quanto dos processos de produção. O produtor também planeja expandir o vinhedo e lançar os vinhos da Quinta Dois Carvalhos no mercado. Em 2024, a área plantada deverá ser ampliada, com a inclusão de novas variedades de uvas. Atualmente, o vinhedo ocupa 1.500 metros da propriedade, com margem para expansão. Além disso, haverá investimentos na apresentação dos produtos.

Carvalho integra a recém criada Associação dos Produtores de Uva e Vinho de Minas Gerais (Uva-MG). “O objetivo da Associação é oferecer possibilidades para produtores de diferentes portes. Unir esforços e fomentar a cadeia vitícola para que todos cresçam”, conclui o administrador de empresas.

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EUA 2024/25: Pro Farmer estima safra de soja maior do que a projetada pelo…


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A 32ª edição do Pro Farmer Crop Tour se encerrou nos Estados Unidos e trouxe, nesta sexta-feira (23), suas estimativas nacionais para as safras de soja e milho, bem como suas projeções de produtividades médias para ambas as culturas. As estimativas apontam para uma safra de soja maior do que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) espera, mas menor no caso do milho. 

PF - Tabela Nacional soja e milho

Os números são resultado do cruzamento de dados colhidos nos últimos quatro dias, em sete estados – Illinois, Iowa, Indiana, Ohio, Minnesota, Nebraska e a Dakota do Sul – e com amostras avaliadas de 2 mil a 3 mil campos. Além disso, o Pro Farmer considera a maturidade da safra e as diferenças históricas nos dados do crop tour em relação aos rendimentos finais do USDA para divulgar suas estimativas nacionais de produção.

“Uma das principais questões antes do Crop Tour era se as safras de milho e soja poderiam corresponder às altas expectativas. Das duas culturas, fiquei mais impressionado com a soja do que com o milho, e a safra de milho é estelar”, afirmou o editor do Pro Farmer, Brian Grete. 

SOJA

No caso da soja, o rendimento médio esperado é de expressivas 61,53 sacas por hectare (54,9 bushels por acre), 3,2% a mais do que o estimado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), com 59,63 scs/há. Assim, a projeção de safra norte-americana veio em 129 milhões de toneladas (4,740 bilhões de bushels), bem maior do que estima o departamento, com um número de 124,9 milhões de toneladas. 

PF - soja nacional

Para o milho, a produtividade média estimada pelo Pro Farmer é de 190,28 sacas por hectare (181,1 bushels por acre), contra o número estimado pelo USDA de 191,53 sacas por hectare, com uma ligeira diferença de 1,1% para menos. A equipe estima ainda uma safra de milho nos Estados Unidos de 380,49 milhões de toneladas (14,979 bilhões de bushels), consideravelmente menor do que o estimado pelo departamento norte-americano de 384,79 milhões de toneladas. 

A soja chamou muito a atenção dos participantes do tour nesta edição de bastante positiva. “A soja pode ser espetacular, desde que não haja um evento climático que desvie a safra antes da colheita”, diz Grete. “Normalmente, há alguma preocupação com a safra de milho, a safra de soja ou ambas saindo do crop tour. Não há preocupações este ano”. 

PF - soja estados

Estado por estado, o Pro Farmer trouxe:

Indiana: Se a soja receber uma ou duas chuvas, os rendimentos devem terminar fortes .

Illinois: Uniformidade, plantas com muitas vagens e boa umidade do solo — Illinois tem todos os ingredientes para uma grande produção. 

Iowa: Os campos de soja estão consistentes e apresentam pressão mínima de pragas e ervas daninhas em todo o estado, apresentando grandes aumentos de vagens em relação ao ano passado.

Minnesota: A soja parece ter lidado melhor com o excesso de água do que a safra de milho, mas o rendimento terá sorte se ultrapassar 50 bushels por acre (56,04 scs/ha). 

Nebraska: Mais vagens e vagens com três e quatro grãos são bons sinais.

Ohio: A fábrica de vagens ainda está funcionando. As plantas estão muito cheias e as chuvas recentes injetaram umidade nas vagens. A seca parece ter tido pouco impacto no potencial de rendimento.

Dakota do Sul: A soja é inconsistente e pode ir para qualquer lado este ano. A safra ainda está se desenvolvendo e tem muito trabalho a fazer para concretizar seu potencial. 

MILHO

“O USDA colocou uma produção recorde de milho em cinco dos sete estados. Ohio não é um deles — mas se não estivéssemos falando sobre a safra recorde do ano passado em Ohio, este ano estaria lá em cima. Este ano está se comparando ao padrão ouro do ano passado”, afirma Chip Flory, um dos líderes do Pro Farmer Crop Tour e apresentador do programa AgriTalk, do portal norte-americano AgWeb. 

PF - Milho nacional

Estado por estado, o Pro Farmer trouxe:

Indiana: Os pontos problemáticos são poucos e distantes entre si. A safra de milho registrou números mais altos em todos os aspectos para contagem de espigas, comprimento do grão e número de grãos ao redor da espiga em comparação com a safra de 2023.

Illinois: Enquanto foi registrada a desuniformidade em Illinois, os campos de alto rendimento excederam em muito aqueles que ficaram aquém, e o estado está segurando uma grande colheita. A saúde das plantas parece boa, e até mesmo as folhas mais baixas ainda estão verdes.

Iowa: O potencial de rendimento parece promissor, especialmente no sudeste. O milho no centro-leste do estado parece bom, mas a variabilidade é mais perceptível no nordeste.

Minnesota: A safra de milho em Minnesota não parece muito boa. Chuvas recordes durante o plantio prejudicaram a safra desde o início, seguido por um verão seco.

Nebraska: Apesar dos danos causados ​​pelo granizo e menos espigas, a safra de milho de Nebraska parece promissora, com melhores números de comprimento de grão e grãos ao redor da espiga em comparação com 2023. Parte do milho de sequeiro parece tão boa quanto os hectares irrigados graças ao clima cooperativo.

Ohio: Apesar das condições de seca deste ano (59% de Ohio está atualmente enfrentando algum nível de seca), a safra de milho está se mostrando resiliente.

Dakota do Sul: A enchente histórica que ocorreu logo após o Dia dos Pais na parte sudeste do estado deixou sua marca. O tour encontrou campos com menos espigas, mas o comprimento do grão aumentou em comparação com 2023. É óbvio que a safra de milho teve duas datas de plantio muito diferentes, então há duas safras muito diferentes crescendo no estado.

PF - milho estados

Neste sábado, dia 25 de agosto, o Notícias Agrícolas e o Grupo Labhoro dão início ao seu tour de safra pelos EUA – percorrendo oito estados  – e pelo Canadá – em dois estados – para a verificação das lavouras, trazendo informações colhidas in loco sobre a oferta de grãos que está sendo construída na América do Norte. Acompanhe aqui pelo site e também pelas nossas redes sociais informações exclusivas, diariamente chegando das principais regiões produtoras americanas e canadenses. 

>> Clique AQUI e visite a página do Crop Tour 2024!

 

 





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Menor tamanduá do mundo simboliza preservação de manguezal nordestino


O tamanduaí cyclopes didactylus, a menor espécie de tamanduá do mundo, virou símbolo de conservação do manguezal no litoral nordestino. O programa do Instituto Tamanduá identificou mais de 30 animais do tipo no Delta do Parnaíba.

Estudos e ações de preservação têm avançado desde a criação de uma base de pesquisa na região há quatro anos, com laboratório de campo completo. Reflorestamento, conservação de áreas e turismo de base comunitária são estratégias adotadas para proteger a biodiversidade local.

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“Esse esforço para a conservação do tamanduaí é emblemático. Demonstra a importância de ampliarmos os esforços para a promoção do conhecimento científico para a proteção da biodiversidade e, também, a necessidade de ampliação das unidades de conservação para que espécies como essa tenham áreas seguras e extensas destinadas ao seu desenvolvimento”, diz a bióloga e gerente de Ciência e Conservação da Fundação Grupo Boticário, Marion Silva.

O tamanduaí mede cerca de 30 centímetros e pesa até 400 gramas. Ele é solitário, de hábitos noturnos e passa a maior parte do tempo no alto das árvores. Na classificação da International Union Conservation of Nature (IUCN), o animal aparece com o status “dados deficientes”, por ainda se conhecer pouco sobre a espécie.

As pesquisas iniciadas em 2008 têm melhorado a compreensão sobre a ocorrência do tamanduaí nas Américas Central e do Sul. Existem sete espécies do animal.

“Acreditava-se, até recentemente, que esses pequenos tamanduás só ocorriam na floresta amazônica. Estudos genéticos indicam que os indivíduos do Delta do Parnaíba estão separados há 2 milhões de anos daqueles que vivem na Amazônia”, explica a médica veterinária coordenadora do Instituto Tamanduá e membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN), Flávia Miranda,.

“Desde estão, evoluem separados pela formação do delta e da Caatinga, que separou a Mata Atlântica da Amazônia há milhões de anos”, desenvolve Miranda.

O Delta do Parnaíba tem mais de 80 ilhas em uma área de quase 3 mil km². A área de manguezais é considerada berçário da vida marinha e habitat para diversas espécies, como o peixe-boi, o guará e outros peixes de valor comercial. Apesar de ainda pouco conhecida, a região já é considerada vulnerável.

Os principais problemas são o turismo predatório, a presença de animais domésticos em áreas de manguezal e o interesse das usinas eólicas.

“Como toda região de conexão marinha, os manguezais enfrentam os desafios globais do oceano, como o aquecimento das águas, a acidificação, o excesso de plástico, entre outras ameaças”, afirma a médica veterinária.

Os pesquisadores têm procurado criar soluções em conjunto com a população local.

“Conseguimos cercar algumas áreas de manguezal para evitar a entrada de animais domésticos, facilitando a regeneração natural do ecossistema, e já restauramos quase 2 hectares com vegetação nativa. Pode não parecer uma área tão significativa para o tamanho do Delta do Parnaíba, mas o reflorestamento de manguezais é uma tarefa bastante desafiadora. Também estamos buscando alternativas econômicas e sustentáveis para a população local, como o desenvolvimento do turismo de base comunitária”, diz Miranda.

“Também realizamos, pela primeira, vez a coleta de sêmen dessa espécie”, destaca a médica veterinária.

“Agora, temos a possibilidade de fazer pesquisa reprodutiva monitorada, contribuindo para evitar a extinção e, se necessário, promover a reintrodução dos animais no habitat natural”, acrescenta.

Outra ação importante para a proteção do tamanduaí foi o início do processo de criação de uma unidade de conservação da Resex Casa Velha do Saquinho, no limite territorial da Resex Marinha do Delta do Parnaíba.



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