No Paraná, no Rio Grande do Sul, em Minas Gerais e em Santa Catarina, as cotações operam nesse patamar desde meados de setembro. Segundo o centro de pesquisas, o cenário de estabilidade está atrelado ao forte equilíbrio entre a oferta e a demanda por novos lotes de animais para abate por parte dos frigoríficos.
Alguns agentes consultados pelo Cepea indicam que o atual nível de preço de negociação pode indicar que o suinocultor estaria comercializando com rentabilidade positiva, enquanto a indústria consegue garantir consumo na ponta final do mercado.
Em relação à carne, o destaque é a demanda externa aquecida. Pesquisadores ressaltam que a interrupção dos embarques espanhóis, após confirmação de casos de Peste Suína Africana (PSA) naquele país, pode significar uma oportunidade para o Brasil.
A Espanha é o maior produtor de carne suína da União Europeia, tendo sido também a maior exportadora da proteína do mundo em 2023 (quando desconsiderada a União Europeia como bloco único).
O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou estabilidade de 0,1% no terceiro trimestre de 2025 frente ao segundo trimestre, segundo dados do IBGE divulgados nesta quinta-feira. Apesar do desempenho moderado da economia como um todo, o setor agropecuário voltou a ser o principal destaque, sustentando o crescimento do país.
Agro cresce 0,4% no trimestre e dispara 10,1% na comparação anual
Pela ótica da produção, a Agropecuária apresentou alta de 0,4% ante o trimestre anterior, ritmo superior ao dos Serviços (0,1%) e atrás apenas da Indústria (0,8%).
Na comparação com o mesmo período de 2024, o avanço do agro foi ainda mais significativo: crescimento de 10,1%, impulsionado por ganhos de produtividade e expansão das principais culturas do trimestre. OLevantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) apontou aumentos expressivos em:
Milho: +23,5%
Laranja: +13,5%
Algodão: +10,6%
Trigo: +4,5%
A única queda relevante foi na cana-de-açúcar (-1,0%), cuja safra também tem peso na análise trimestral.
Exportações do agro contribuem para o PIB
No setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 7,2% em relação ao terceiro trimestre de 2024. Entre os destaques, o agro aparece ao lado de veículos automotores, celulose e do segmento de petróleo e gás.
Agro impulsiona resultados acumulados
O desempenho robusto da produção rural tem sustentado o crescimento agregado da economia ao longo do ano. No acumulado de quatro trimestres terminados em setembro:
Agropecuária cresce 9,6%, muito acima da Indústria (1,8%) e dos Serviços (2,2%).
O PIB acumulado avança 2,7% frente aos quatro trimestres anteriores.
De janeiro a setembro, a agropecuária também lidera: alta de 11,6%, contra 1,7% da Indústria e 1,8% dos Serviços.
PIB chega a R$ 3,2 trilhões no trimestre
O PIB totalizou R$ 3,2 trilhões no terceiro trimestre de 2025. A taxa de investimento ficou em 17,3%, ligeiramente abaixo do nível de 2024 (17,4%), enquanto a taxa de poupança se manteve em 14,5%.
Embora o crescimento geral da economia tenha sido modesto, o setor agropecuário segue desempenhando papel central na expansão do PIB e no dinamismo das exportações brasileiras.
Com a entrada de dezembro, o mercado pecuário se volta ao pico de consumo doméstico, impulsionado pelas festividades e pelo 13º salário. Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
No front externo, China e Estados Unidos dão sinais de demandas também firmes para este mês que se inicia. Para atender a essas vendas, pesquisadores explicam que parte dos frigoríficos já está com escalas adiantadas e com programação de férias coletivas nos últimos dias do mês. Outra parte das indústrias, no entanto, ainda precisa adquirir boa quantidade de animais e isso pode manter o mercado aquecido principalmente até meados da próxima semana.
Historicamente, conforme o centro de pesquisas, a primeira quinzena do mês costuma ser marcada por forte escoamento de carne no atacado e varejo, o que dá suporte aos preços também da arroba.
No entanto, é comum que, na segunda quinzena, haja uma redução no volume de negócios, paradas técnicas e recessos de final de ano nos frigoríficos. Mesmo assim, com a oferta de animais já ajustada e a exportação em ritmo recorde, os preços de toda a pecuária podem atravessar dezembro sustentados, sem pressão significativa de baixa.
A economia brasileira cresceu 0,1% no terceiro trimestre de 2025 na comparação com o segundo trimestre. Em relação ao terceiro trimestre de 2024, o Produto Interno Bruto (PIB), conjunto dos bens e serviços produzidos no país, apresenta alta de 1,8%. No acumulado de quatro trimestres, o PIB teve expansão de 2,7%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A alta trimestral de 0,1% é considerada pelo IBGE como estabilidade, ou seja, não significativa. No entanto o resultado representa a 17ª expansão trimestral seguida. De acordo com o instituto, o PIB chega a R$ 3,2 trilhões.
Setores
Na passagem do segundo para o terceiro trimestre, a indústria apresentou o maior crescimento (0,8%), seguida pela agropecuária (0,4%). O desempenho dos serviços, que representam o maior peso no PIB, ficou praticamente estável 0,1%.
Observando o comportamento das atividades dentro dos serviços, os destaques foram:
Transporte, armazenagem e correio: + 2,7%
Informação e comunicação: +1,5%
Atividades imobiliárias: +0,8%
A analista das Contas Trimestrais do IBGE, Claudia Dionísio, explica que o desempenho da atividade de transportes é resultado do escoamento da produção extrativa mineral e agropecuária. No trimestre, o comércio, que também está no grupo de serviços, avançou 0,4%.
Na Indústria, houve alta nas indústrias extrativas (1,7%), na construção (1,3%) e nas indústrias de transformação (0,3%). Já o segmento eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos recuou (-1,0%).
Pelo lado das despesas, o consumo das famílias (0,1%) ficou praticamente estável e o consumo do governo avançou 1,3%.
A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), indicador que mede o aumento da capacidade produtiva de um país por meio de investimentos, subiu 0,9%.
O que é o PIB
O PIB é o conjunto de todos os bens e serviços produzidos em uma localidade em determinado período. Com o dado, é possível traçar o comportamento da economia do país, estado ou cidade, assim como fazer comparações internacionais.
O PIB é calculado com o auxílio de diversas pesquisas setoriais, como comércio, serviços e indústria.
Durante o cálculo, há cuidados para não haver dupla contagem. Um exemplo: se um país produz R$ 100 de trigo, R$ 200 de farinha de trigo e R$ 300 de pão, o PIB será de R$ 300, pois os valores da farinha e do trigo já estão embutidos no valor do pão.
Os bens e serviços finais que compõem o PIB são medidos no preço em que chegam ao consumidor. Dessa forma, levam em consideração também os impostos cobrados.
O PIB ajuda a compreender a realidade de um país, mas não expressa fatores como distribuição de renda e condição de vida. É possível, por exemplo, um país ter PIB alto e padrão de vida relativamente baixo, assim como pode haver nação com PIB baixo e altíssima qualidade de vida.
A redução de 3,04% no IC-Br divulgada pelo Banco Central não é um problema estatístico: é um aviso. O principal indicador de preços das commodities exportadas pelo Brasil mostra que a remuneração internacional está caindo justamente quando o custo interno está subindo.
Para um país que depende do agro, da mineração e da energia para gerar renda e superávit comercial, isso é perigoso. No agronegócio, o segmento mais sensível ao movimento, o índice agropecuário despencou 5,43% em novembro. É um recuo forte, que pega o produtor descapitalizado, endividado e enfrentando juros altos.
O alerta está dado.
A história nos ensina o caminho do prejuízo Os ciclos de commodities sempre seguem a mesma lógica:
Quando os preços sobem, aumentam a renda, investimento e capacidade de pagamento.
Quando caem, os custos permanecem, as dívidas crescem e a margem some.
O comportamento das commodities segue um padrão recorrente observado há mais de 125 anos (analisados): ciclos de baixa comprimem margens, aumentam o peso do crédito e promovem uma transferência estrutural de renda do produtor para o sistema financeiro. O movimento recente do mercado sugere que esse mecanismo histórico pode estar sendo reativado.
A conta já não fecha, e se nada for feito, 2026 pode ser um ano de forte aperto.
Por que a queda do IC-Br preocupa agora Diferente de anos anteriores, o produtor entra nessa fase com:
endividamento recorde,
inadimplência em alta,
Selic a 15%,
câmbio menos favorável,
mercado internacional desaquecido,
supersafras pressionando preços em dólar,
e custos internos ainda elevados.
É a combinação mais perigosa possível: preços caindo + crédito caro + renda comprimida.
Esse é o tipo de movimento que historicamente empurra produtores para renegociação de dívidas, venda de ativos e descapitalização generalizada.
Pode surgir uma crise de preços? Sim, e o risco é crescente A queda do índice pode ser o início de um fenômeno maior, alimentado por:
Desaceleração global (China, Europa e EUA).
Alta oferta de alimentos e minerais no mundo.
Dólar fraco, que reduz a receita em reais.
Tensões geopolíticas e instabilidade comercial.
Incerteza fiscal no Brasil, que mantém juros nas alturas.
Nada disso é rápido de resolver. Por isso o IC-Br funciona como termômetro adiantado. E ele está esfriando.
O que fazer agora para amenizar os efeitos, ações urgentes e práticas
Para o produtor rural e exportador a) Travar preços enquanto há liquidez Usar mecanismos de hedge, barter e contratos antecipados para fixar margens antes que o ciclo se deteriore mais.
b) Reavaliar custos fixos e operacionais Cortar despesas que não geram retorno imediato e renegociar contratos de insumos, frete e armazenagem.
c) Alongar e reestruturar dívidas enquanto ainda é possível Antes do pico da crise, as instituições financeiras negociam melhor. Depois, a taxa piora.
d) Priorizar fluxo de caixa em vez de expansão Momento é de proteção, não de alavancagem.
e) Apostar em agregação de valor e processamento Que transforma grão em proteína, fruto em polpa, leite em derivados… …sofre menos com preços internacionais.
2- Para o setor público a) Criar linhas emergenciais anticíclicas de crédito Taxas abaixo da Selic, carência estendida e foco no custeio da nova safra.
b) Reforçar o seguro rural e ampliar subvenção Menor dependência de renegociação e maior estabilidade de renda.
c) Estabelecer instrumentos de garantia de preços mínimos Gatilhos automáticos para proteger pequenos e médios produtores.
d) Destravar logística e armazenagem Quanto mais o Brasil depende de exportar na “janela”, mais vulnerável fica ao preço internacional.
e) Previsibilidade tributária Evitar novos impostos sobre exportação, sobre LCAs ou sobre insumos.
Para cooperativas e setor privado a) Criar programas coletivos de hedge Facilitam acesso para pequenos e médios produtores.
b) Ampliar serviços financeiros próprios Cooperativas fortes reduzem a dependência dos grandes bancos.
c) Investir em marketing e nichos de exportação Prêmios de qualidade geram proteção contra volatilidade.
Ainda dá tempo de evitar o pior A queda do IC-Br é um aviso claro: está começando um novo ciclo de pressão sobre os preços. E como sempre aconteceu na história, se nenhum movimento for feito, quem paga a conta é o produtor rural, enquanto o sistema financeiro protege sua margem, ou seja, renda saindo do campo e indo para o sistema financeiro,
Mas, ao contrário de crises anteriores, hoje sabemos o que fazer:
proteger caixa,
travar preços,
reduzir risco financeiro,
e exigir políticas anticíclicas que não deixem o setor produtivo sozinho.
O Brasil não pode repetir a velha fórmula de “lucro na alta, prejuízo na baixa”. É hora de agir, antes que a queda das commodities vire uma crise de renda no campo.
*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O Índice de Commodities do Banco Central (IC-Br), medido em reais, registrou queda de 3,04% em novembro frente a outubro, segundo dados divulgados pela autarquia. O recuo foi influenciado principalmente pela forte baixa das commodities agropecuárias, que caíram 5,43% no período.
Enquanto o agro pressionou o indicador para baixo, outros grupos avançaram: as commodities metálicas subiram 1,29%, e o segmento de energia teve alta de 2,51%.
Agro pesa mais no indicador
O IC-Br acompanha mensalmente o comportamento de um conjunto de commodities relevantes para a inflação brasileira. O setor agropecuário tem o maior peso no índice, aproximadamente 67%, seguido por energia (17%) e metais (16%).
Desempenho em dólares
Em dólares, o índice agregado também recuou, mas de forma mais moderada: queda de 2,22% em novembro. Nesse cenário, houve recuo de 4,63% nas commodities agropecuárias, alta de 2,15% nas metálicas e queda de 3,35% no grupo de energia.
Acumulado do ano segue negativo
No acumulado de janeiro a novembro, o IC-Br em reais apresenta baixa de 13,22% e queda de 7,37% nos últimos 12 meses.
Agropecuárias: -18,11% no ano e -11,30% em 12 meses
Energia: -14,78% no ano e -11,82% em 12 meses
Metálicas: +9,27% no ano e +13,28% em 12 meses
O desempenho reforça a trajetória de preços mais baixos no mercado internacional de commodities agrícolas ao longo de 2024, enquanto metais mostram recuperação consistente.
A dúvida do pecuarista Antonio Carlos Zuntini, do Norte de Mato Grosso, sobre a segurança de realizar a calagem no início do período chuvoso é pertinente.
Segundo o engenheiro agrônomo Marcius Gracco, da Intensifique Consultoria, o produtor está totalmente em tempo de fazer a calagem na área de pastagem, mesmo com as chuvas já consolidadas na região.
A calagem é crucial para a saúde do pasto, pois o ideal é que o solo mantenha um pH entre 6,0 e 6,5, faixa onde a maioria dos nutrientes tem a sua absorção maximizada. A calagem neutraliza o alumínio e o hidrogênio em excesso, corrigindo a acidez do solo e melhorando o sistema radicular da planta.
Confira:
Importância da análise de solo
A decisão de fazer a calagem é sempre pautada pela análise de solo. Se o pH estiver abaixo de 6,0, a correção é recomendada. Embora a aplicação em superfície seja viável agora, Gracco ressalta que o método ideal é a calagem na reforma. Quando o produtor “reseta o solo”, é recomendado incorporar o calcário (até dobrar a dosagem) para levá-lo a 20-40 cm de profundidade, potencializando o resultado.
O principal benefício da calagem é a disponibilização de nutrientes que estavam indisponíveis para a planta devido à acidez do solo. Portanto, a ação agora garantirá que a pastagem da fazenda do produtor use o período de maior luz e calor de forma mais eficiente.
O Brasil vive um ponto crítico na consolidação de uma política moderna de gestão de riscos agropecuários. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), principal instrumento para estabilização de renda e mitigação de perdas climáticas, nunca dispôs de proteção orçamentária estrutural. Desde sua criação, tem sido classificado como despesa discricionária, sujeito a contingenciamentos e à disputa constante por espaço fiscal no orçamento do Ministério da Agricultura, uma lógica incompatível com a necessidade de planejamento plurianual que caracteriza o seguro rural.
Essa condição impede o estabelecimento de uma política anticíclica robusta e perpetua o modelo reativo baseado em renegociações de dívidas, liberação de linhas emergenciais e outras medidas de caráter paliativo. Trata-se de um arranjo fiscalmente oneroso, ineficiente e incapaz de reduzir a volatilidade estrutural enfrentada pelo setor.
O impacto dessa instabilidade é evidente. Em 2021, o PSR permitiu a cobertura de 14 milhões de hectares. Com a retomada dos contingenciamentos a partir de 2023, a área segurada despencou para 2,5 milhões de hectares em 2025 — retração superior a 80% em período marcado pelo aumento da frequência e severidade de eventos climáticos extremos.
Esse recuo desloca novamente para o Estado — e, portanto, para a sociedade — o custo de parte das perdas, sem resolver os impactos recentes, por exemplo, no Rio Grande do Sul, onde produtores enfrentam erosão patrimonial, queda de capacidade produtiva e desestruturação socioeconômica. A recorrência desses episódios evidencia o limite das renegociações de dívidas como ferramenta de política agrícola.
O ideal seria a transformação do PSR em politica de Estado, classificando-o como despesa obrigatória, a exemplo do Proagro. No entanto, essa evolução institucional ainda não foi adotada pelo governo.
Diante disso, a LDO 2026 apresenta avanço relevante ao propor a inclusão do PSR no Anexo III, tornando-o não contingenciável. A medida amplia previsibilidade e cria condições para expansão contínua do seguro rural.
O processo, entretanto, depende de decisão política: mesmo aprovado, o texto pode sofrer veto presidencial. Para restaurá-lo, o Congresso precisa reunir 257 votos na Câmara e 41 no Senado, configurando maioria absoluta em sessão conjunta.
A definição da LDO 2026 indicará se o país avançará para uma política agrícola baseada em gestão de riscos ou se seguirá dependente do improviso. Um PSR estável e blindado é condição técnica para um futuro mais resiliente e sustentável no campo.
*Pedro Loyola é coordenador executivo do Observatório do Seguro Rural da FGV Agro.
O Canal Rural e a FGV Agro não se responsabilizam pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seu autor. O Canal Rural se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
No morning call de desta quinta-feira (4), a economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, comenta que dados fracos do mercado de trabalho nos EUA reforçaram apostas de corte de juros pelo Fed e derrubaram o dólar global. Commodities subiram, com destaque para cobre e petróleo, e bolsas americanas avançaram.
No Brasil, o Ibovespa renovou recorde acima de 161 mil pontos e o dólar fechou no menor nível desde novembro. Hoje, atenção ao PIB do 3º trimestre, balança comercial e indicadores externos.
Ouça o Diário Econômico, o podcast do PicPay que traz tudo que você precisa saber sobre economia para começar o seu dia, com base nas principais notícias que impactam o mercado financeiro.
A Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) tende a provocar temporais em estados de três regiões brasileiras nesta quinta-feira (4). Confira a previsão:
Você quer entender como usar o clima a seu favor?Preparamos um e-book exclusivo para ajudar produtores rurais a se antecipar às mudanças do tempo e planejar melhor suas ações. Com base em previsões meteorológicas confiáveis, ele oferece orientações práticas para proteger sua lavoura e otimizar seus resultados.
Sul
Tempo firme e com predomínio de sol no Rio Grande do Sul, em grande parte de Santa Catarina e no Paraná. Somente no litoral catarinense e paranaense, além do litoral norte gaúcho, pode chover fraco, devido a circulação de umidade do oceano. As temperaturas vão seguir elevadas no interior dos três estados, principalmente no norte e noroeste paranaense, onde o calor é mais intenso.
Sudeste
A formação e o estabelecimento de uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) mantém o tempo instável em grande parte da região, favorecendo pancadas de chuva moderadas a fortes na metade norte de Minas Gerais e no Espírito Santo, com risco de temporais. No norte, litoral e leste de São Paulo, além do Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro e metade sul de Minas, a presença de calor e umidade na atmosfera, além da influência marítima, mantém as instabilidades. Rajadas de vento moderadas a fortes podem ocorrer em toda a faixa costeira.
Centro-Oeste
A formação e o estabelecimento da ZCAS favorecem pancadas de chuva no centro-norte de Goiás, no Distrito Federal e em grande parte de Mato Grosso, com precipitações de moderada a forte intensidade e risco de temporais em algumas áreas. A presença de calor e umidade favorece instabilidades no norte de Mato Grosso do Sul, enquanto no restante do estado o tempo segue mais firme. As temperaturas têm ligeira diminuição em Goiás, devido ao excesso de nebulosidade e à chuva mais frequente, enquanto nas demais áreas da região o calor segue predominando.
Nordeste
A chuva ganha força em parte da Bahia, devido ao estabelecimento da ZCAS, e pode chover forte na metade sul e oeste do estado. Na metade sul do Piauí e do Maranhão, ocorrem pancadas isoladas, mas que podem variar de moderadas a fortes devido à presença de calor e umidade. Nas demais áreas da região, o sol predomina entre poucas nuvens e o calor se faz presente.
Norte
Com o estabelecimento da ZCAS, o tempo segue instável, com pancadas de chuva em grande parte da região e risco de temporais no Amazonas, na metade sul e leste do Pará, além do Tocantins. No Acre, em Rondônia e em Roraima, as pancadas podem ser fortes, e não se descartam temporais isolados. No Amapá e no nordeste do Pará, o tempo fica mais firme, com predomínio de sol. As temperaturas permanecem altas, com sensação de abafamento.