terça-feira, março 17, 2026

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AgRural: plantio da safra de soja 25/26 no Brasil alcança 97%


plantio da soja segundo usda
Foto: Pixabay

O plantio da safra brasileira de soja 2025/26 atingiu 97% da área estimada até quinta-feira passada (11), em comparação com 94% na semana anterior, segundo levantamento da AgRural. “O destaque da semana passada foi a regularização das chuvas no país, que favoreceu o avanço das máquinas sobre os últimos talhões e melhorou as condições de desenvolvimento das lavouras”, comentou a consultoria.

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Com volumes expressivos de chuva alcançando praticamente todas as regiões produtoras, a umidade do solo apresentou melhora significativa tanto em áreas onde o plantio ainda está em andamento, como no Rio Grande do Sul e em partes do Matopiba, quanto em regiões onde a safra já entra em fases decisivas de definição de produtividade, como áreas de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e do Paraná, avaliou a AgRural.

Além disso, a previsão de novas precipitações associadas a temperaturas favoráveis nos próximos dias traz maior tranquilidade aos produtores e reduz, ao menos no curto prazo, os riscos climáticos para o desenvolvimento das lavouras.

Milho 

Segundo a AgRural, a semeadura do milho verão 2025/26 está encerrada no Centro-Sul do Brasil, e agora as atenções estão concentradas no clima e no desenvolvimento das lavouras.

“O retorno das chuvas ao Sul do País levou alívio aos produtores na semana passada, embora o Rio Grande do Sul já tenha perdas consolidadas em algumas áreas por causa da estiagem de novembro”, concluiu a empresa.

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STF retoma julgamento do marco temporal; Gilmar Mendes vota pela inconstitucionalidade


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O ministro Gilmar Mendes | Foto: Fellipe Sampaio/SCO/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) retomou o julgamento das ações que discutem a validade do marco temporal para a demarcação de terras indígenas. A análise ocorre em sessão extraordinária no plenário virtual, aberta nesta semana e prevista para seguir até quinta-feira.

A retomada do julgamento foi solicitada pelo ministro Gilmar Mendes, relator dos processos. Após uma semana dedicada à oitiva das partes em sessões presenciais, a expectativa inicial era de que o tema só voltasse à pauta no próximo ano. No entanto, o ministro decidiu antecipar a deliberação.

Gilmar Mendes foi o primeiro a votar e se manifestou a favor da inconstitucionalidade do trecho da lei aprovada pelo Congresso que estabelece o marco temporal como critério para demarcação das áreas indígenas. Com a abertura da sessão virtual, os demais 10 ministros poderão registrar seus votos sobre o tema.

O STF já havia considerado a tese do marco temporal inconstitucional em 2023, decisão que segue como referência no atual julgamento.

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Prévia do PIB desacelera nos 12 meses até outubro, diz Banco Central


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Foto: Pixabay

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 2,52% nos 12 meses encerrados em outubro, na série sem ajuste sazonal, informou a autarquia nesta segunda-feira (15). É uma desaceleração frente ao mesmo período até setembro, quando a alta era de 3,07% (revisado, de 3,0%).

O índice ex-agropecuária, que exclui os efeitos do setor, cresceu 1,82% – também desacelerando frente ao mesmo intervalo de tempo até setembro, quando avançava 2,37% (revisado, de 2,34%). O indicador da agropecuária acumulou alta de 13,26% nos 12 meses até outubro contra 13,58% (revisado, de 13,54%) no mesmo período até o mês anterior.

Também em 12 meses, a taxa acumulada pelo IBC-Br da indústria passou de 1,93% (revisado, de 1,95%) para 1,44%. O índice de serviços passou de 2,53% (revisado, de 2,48%) para 2,07%.

A alta do indicador de impostos – equivalente, em linhas gerais, à rubrica de impostos líquidos sobre produtos do Produto Interno Bruto (PIB) – passou de 2,44% (revisado, de 2,42%) para 1,43%.

Resultado no acumulado de 2025

No acumulado de janeiro a outubro de 2025, o IBC-Br total cresceu 2,41% na comparação com o mesmo período de 2024.

O índice ex-agropecuária avançou 1,66%, enquanto o indicador próprio do agro teve alta de 13,72%. A indústria subiu 1,48%; os serviços, 1,91%; e os impostos, 0,99%.

Desempenho do índice no trimestre

No trimestre móvel encerrado em outubro, na série com ajuste sazonal e frente aos três meses anteriores, o IBC-Br total caiu 0,21%. O índice ex-agropecuária recuou 0,22%, e o específico do agro, recuou 1,86%. A indústria caiu 0,85%; os serviços subiram 0,03%; enquanto os impostos cederam 0,71%.

Considerando o mesmo período, mas frente ao trimestre móvel de agosto a outubro de 2024 e na série sem ajuste sazonal, o IBC-Br total cresceu 0,95%. O índice ex-agropecuária teve alta de 0,81%, e o específico do agro, de 4,66%. A indústria avançou 0,37%; os serviços, 1,35%; e os impostos caíram 0,63%.

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Brasil fecha acordos com Japão, Eurásia e Nicarágua para ampliar exportações do agro


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Foto: Agência Brasil

O governo brasileiro concluiu negociações fitossanitárias com a União Econômica Euroasiática, o Japão e a Nicarágua, ampliando o acesso de novos produtos agropecuários brasileiros a esses mercados. As autorizações envolvem desde itens nativos do Cerrado até produtos processados e grãos, reforçando a estratégia de diversificação das exportações do país.

Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), as aberturas fortalecem a presença do Brasil em mercados relevantes e com alto potencial de consumo, além de ampliar oportunidades para produtos com maior valor agregado.

Castanha de baru entra no mercado da União Econômica Euroasiática

No caso da União Econômica Euroasiática, as autoridades fitossanitárias aprovaram a exportação da castanha de baru brasileira. A oleaginosa é nativa do Cerrado e tem papel importante na geração de renda para comunidades locais, além de amplo potencial de uso alimentar, com polpa e amêndoa comestíveis.

O bloco reúne mais de 183 milhões de habitantes e é formado por Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia. Em 2024, esses países importaram mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários do Brasil, com destaque para soja, carnes e café, de acordo com dados oficiais citados pelo Mapa.

Japão autoriza frutas congeladas e desidratadas do Brasil

Já no Japão, as autoridades fitossanitárias confirmaram a liberação para a exportação de frutas congeladas e frutas desidratadas brasileiras. A abertura é considerada estratégica por ampliar as vendas de produtos processados, que têm maior valor agregado.

O mercado japonês apresenta crescimento da demanda por frutas processadas, tanto no varejo quanto na indústria de alimentos. O país, que possui cerca de 124 milhões de habitantes, importou mais de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2024, segundo o Ministério da Agricultura.

Nicarágua libera arroz beneficiado brasileiro

Na América Central, a Nicarágua autorizou a exportação de arroz beneficiado do Brasil. O país tem cerca de 6,9 milhões de habitantes e importou, entre janeiro e novembro deste ano, aproximadamente US$ 55 milhões em produtos agropecuários brasileiros, volume 8,5% superior ao registrado em 2024, conforme dados divulgados pelo Mapa.

Mais de 500 aberturas de mercado desde 2023

Com essas novas autorizações, o agronegócio brasileiro chega a 507 aberturas de mercado desde o início de 2023, consolidando o avanço da diplomacia sanitária do país.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, os resultados reforçam a estratégia de diversificação de destinos e de produtos, incluindo itens de maior valor agregado, e são fruto do trabalho conjunto entre o Mapa e o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

O governo avalia que a ampliação do acesso a novos mercados contribui para reduzir riscos comerciais, fortalecer cadeias produtivas regionais e ampliar a competitividade do agro brasileiro no cenário internacional.

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Estão abertas as inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 25/26!


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Soja. Foto: Embrapa

Foi dada a largada: já estão abertas as inscrições para a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26, evento que marca oficialmente o início simbólico da colheita da safra de soja 2025/26 no Brasil. A cerimônia será realizada no dia 30 de janeiro de 2026, a partir das 8h, na Fazenda Alto da Serra, do Grupo Wink, em Porto Nacional (TO). Para se inscrever, basta acessar o link.

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A iniciativa celebra o início da colheita da principal cultura agrícola do país e destaca a importância econômica e social da soja para o Brasil. Para a presidente da Aprosoja Tocantins, Caroline Schneider, sediar a abertura nacional representa um marco para o estado e para o setor produtivo. ” O estado de Tocantins se consolidou como um exemplo de produtividade, sustentabilidade e integração entre o campo e a cidade, e o evento reconhece o trabalho dos produtores que impulsionam o desenvolvimento do país”, aponta a presidente.

O presidente da Aprosoja Brasil, Maurício Buffon, também ressalta a relevância do Tocantins na produção de soja e milho. Na avaliação dele, a cada safra o estado se fortalece como referência em tecnologia, gestão e sustentabilidade no campo.

Faça parte

A programação será transmitida ao vivo pelo Canal Rural e pelas redes sociais a partir das 9h, permitindo que produtores e o público de todas as regiões acompanhem o início simbólico da colheita. A realização é do Canal Rural e da Aprosoja Brasil, com apoio da Aprosoja Tocantins e do Grupo Wink.

Com o tema “Onde a soja cresce, a transformação acontece”, a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2025/26 reforça o protagonismo da cultura da soja e celebra o início de mais uma safra essencial para o agro brasileiro.

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Focus: Mercado financeiro reduz projeção para a inflação pela 5ª semana seguida


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Foto: Reprodução

O mercado financeiro reduziu novamente as projeções para a inflação em 2025 e manteve um cenário de juros elevados e crescimento econômico moderado para 2026. Os dados constam no Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo Banco Central, com base nas expectativas de analistas do mercado.

Para 2025, a mediana das projeções do IPCA caiu para 4,36%, abaixo da estimativa de quatro semanas atrás. O movimento reforça a percepção de desaceleração gradual da inflação, ainda que o índice siga acima do centro da meta. Em 2026, a expectativa também recuou, passando para 4,10%, indicando um processo de desinflação mais consistente ao longo do próximo ano.

Selic, PIB e dólar; O que esperar?

Apesar da melhora nas projeções inflacionárias, o mercado segue cauteloso em relação à política monetária. A Selic para 2025 permanece em 15% ao ano, refletindo a avaliação de que os juros devem seguir em patamar restritivo por mais tempo. Para 2026, a taxa básica é projetada em 10,50%, sem alterações nas últimas semanas.

No campo da atividade econômica, o crescimento esperado para 2025 ficou estável em 2,25%. Já para 2026, a projeção indica uma desaceleração, com o PIB avançando 1,80%. O cenário combina juros ainda elevados, crédito mais caro e ajustes fiscais, fatores que limitam um crescimento mais forte.

No câmbio, o mercado manteve as estimativas praticamente inalteradas. A projeção é de dólar em R$ 5,40 ao fim de 2025 e em R$ 5,50 em 2026. A leitura é de um real pressionado por incertezas fiscais internas e pelo cenário internacional, mas sem expectativa de movimentos bruscos no curto prazo.

Previsão para as contas externas

As contas externas seguem com saldo comercial positivo. A balança comercial deve fechar 2025 com superávit de US$ 62,85 bilhões e avançar para US$ 66,20 bilhões em 2026. Ainda assim, o déficit em conta corrente continua elevado, refletindo o ritmo de importações e remessas ao exterior.

Já no campo fiscal, a dívida líquida do setor público deve alcançar 65,97% do PIB em 2025 e subir para 70,27% em 2026. O resultado primário permanece negativo nos dois anos, o que mantém o tema fiscal no centro das atenções do mercado.

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Recuperação judicial no agro aumenta mais uma vez; confira dados do 3º trimestre


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Foto: Mapa/divulgação

O agronegócio brasileiro registrou um novo aumento nos pedidos de recuperação judicial no terceiro trimestre de 2025. Dados da Serasa Experian, divulgados nesta segunda-feira (15), mostram que o setor somou 628 requisições, o maior volume desde 2021.

Esse número é mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2024, quando foram feitos 254 pedidos. O crescimento indica um cenário mais difícil no acesso ao crédito para produtores rurais, sejam pessoas físicas ou jurídicas, e empresas ligadas à cadeia produtiva do agro.

Pressão no campo

Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, analisa que o aumento dos pedidos reflete a dificuldade de produtores e empresas em manter o fluxo de caixa e honrar os compromissos financeiros. Ele destaca que a falta de ajustes em custos e patrimônio, aliada a expansões mal planejadas, tem contribuído para o agravamento da situação financeira no setor.

O executivo reforça ainda a importância da análise de crédito de qualidade, com dados precisos, para evitar a inadimplência e reduzir os riscos no mercado.

Estados com maior demanda

Entre as unidades da federação, o Mato Grosso liderou o número de pedidos de recuperação judicial no período, seguido por Goiás e Paraná. Esses estados, que concentram grande parte da produção agropecuária, apresentam uma elevada demanda por crédito, o que torna o setor mais vulnerável a dificuldades financeiras.

Produtores pessoas físicas em destaque

Os produtores rurais na categoria pessoa física foram responsáveis por 255 pedidos no terceiro trimestre de 2025, um aumento significativo em relação aos 106 pedidos registrados no mesmo período de 2024. A maior parte das solicitações foi feita por produtores arrendatários ou vinculados a grupos econômicos e familiares. Pequenos e médios produtores também apresentaram um número considerável de requisições.

Pessoas jurídicas e empresas do agro

No recorte de pessoas jurídicas, 242 pedidos foram feitos por produtores rurais no trimestre, principalmente por aqueles que atuam no cultivo de soja (156 pedidos) e na criação de bovinos (45 pedidos). Além disso, as empresas diretamente ligadas ao agronegócio somaram 131 solicitações, com destaque para o comércio atacadista de produtos agropecuários primários, com 31 pedidos.

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Menor demanda por milho pressiona cotações


Milho - deral
Foto: Pixabay

Os preços do milho, que iniciaram a última semana em patamares maiores, caíram ao longo do período, isso é o que indicam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, o enfraquecimento da demanda interna explica os recuos. Parte dos consumidores realizou compra antecipada e, diante disso, se afastou das negociações no spot. Além disso, estimativas seguem apontando oferta nacional elevada na safra 2025/26, o que reforçou a pressão sobre os valores domésticos.

Do lado vendedor, pesquisadores do Cepea afirmam que muitos estão retraídos das negociações, com expectativas de reação nos preços no começo de 2026, fundamentados na possibilidade do retorno dos compradores, após o recesso de parte das empresas no final do ano.

No campo, o retorno das chuvas em importantes regiões produtoras trouxe alívio aos agricultores, que estavam temerosos quanto ao impacto do clima sobre o desenvolvimento das lavouras de verão e sobre a semeadura da segunda safra.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Negócios da soja se aquecem no mercado spot


Divulgação Aprosoja Tocantins

As negociações envolvendo soja no mercado spot se aqueceram na última semana Isso é o que apontam os levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Segundo o instituto, o impulso veio do aumento da demanda para completar cargas nos portos brasileiros e das novas estimativas da Conab indicando redução no estoque de passagem frente ao projetado no relatório anterior.

Esse cenário reforçou o movimento de valorização dos prêmios de exportação no Brasil e elevou os preços internos, conforme explicam pesquisadores do Cepea.

A revisão da Conab para os embarques brasileiros da safra 2024/25 apresentaram um novo recorde de 106,97 milhões de toneladas, alta de 0,3% em relação ao relatório anterior.  Segundo dados da Secex, até 5 de dezembro, os embarques já atingiam 98,88% desse volume.

*Sob supervisão de Luis Roberto Toledo

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Acordo UE-Mercosul entra na semana decisiva com França como obstáculo


Mercosul-UE, união europeia e mercosul, acordo
Foto: Camex

O acordo de livre-comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, em negociação há quase três décadas, entra esta semana em sua fase mais crítica, com a votação final prevista entre os países europeus e a assinatura marcada para 20 de dezembro, mas com resistência de países como a França aumentando a incerteza sobre o futuro do pacto.

O plano dos 27 países da UE é votar o tratado entre terça-feira (16) e sexta-feira (19), para permitir que a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viaje ao Brasil e formalize a assinatura no sábado ( 20).

O acordo, se consolidado, estabelece uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com mercado potencial de 722 milhões de pessoas e US$ 22 trilhões em PIB combinados.
França pede adiamento e salvaguardas para agricultura.

Em comunicado divulgado no doming (14), o governo francês pediu oficialmente que a votação seja adiada para além dos prazos de dezembro, argumentando que as proteções exigidas pelos agricultores europeus ainda não estão completas e que os controles sobre importações de alimentos precisam ser mais robustos.

Segundo Paris, as “medidas legítimas” de defesa do setor agrícola europeu, como cláusulas de salvaguarda e mecanismos que garantam controles sanitários e ambientais equivalentes, ainda não foram implementadas de forma eficaz, impedindo a França de dar seu apoio definitivo ao acordo.

Essa posição amplia uma divisão dentro da UE entre países que defendem o tratado como uma chance de impulsionar o comércio global e diversificar mercados, e aqueles que temem impactos negativos sobre produtores domésticos, especialmente nos setores de carne bovina e aves.

Votação crucial e possível assinatura

A presidência rotativa da UE, exercida atualmente pela Dinamarca, reafirmou que a votação ocorrerá ainda esta semana, com a expectativa de que os países aprovarem o tratado e permitir que von der Leyen viaje à América do Sul para a assinatura.

*Com informações da RFI e Político

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