segunda-feira, junho 29, 2026

Autor: Redação

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MBRF registra lucro líquido de R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026


MBRF registra lucro líquido de R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026

A MBRF encerrou o primeiro trimestre de 2026 com lucro líquido de R$ 111 milhões, alta de 26% na comparação com igual período de 2025. Os dados foram divulgados pela companhia nesta quinta-feira (15). No período, a receita líquida consolidada somou R$ 39,5 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado atingiu R$ 3,1 bilhões, com margem de 7,8%.

Apesar do avanço do lucro, os indicadores operacionais mostraram acomodação em relação ao ano anterior. O Ebitda ajustado recuou 3,2%, e a margem caiu de 8,1% para 7,8%. No resultado financeiro, a empresa registrou saldo negativo de R$ 1,39 bilhão, ante resultado também negativo de R$ 1,35 bilhão no primeiro trimestre de 2025.

Segundo a companhia, parte do desempenho operacional foi sustentada pelo avanço na integração entre Marfrig e BRF. No trimestre, foram capturados R$ 126 milhões em sinergias, o equivalente a cerca de 20% da meta prevista para 2026. O programa de eficiência MBRF+ adicionou outros R$ 296 milhões em ganhos. “A união dos negócios já contribuiu com uma captura de R$ 126 milhões no primeiro trimestre”, afirmou o CEO da MBRF, Miguel Gularte, em entrevista coletiva.

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Na estrutura de capital, a dívida financeira consolidada caiu de R$ 74,6 bilhões no fim de 2025 para R$ 72,7 bilhões ao final de março. Já o caixa e as aplicações financeiras recuaram de R$ 25,3 bilhões para R$ 23,1 bilhões. A geração operacional de caixa foi de R$ 1,45 bilhão, queda de 52,9%, movimento atribuído pela empresa ao maior consumo de capital de giro, ao avanço dos estoques e aos investimentos na operação. A alavancagem em reais passou de 2,69 vezes para 3,37 vezes em 12 meses.

No mercado externo, a companhia informou recorde de exportações diretas de aves e suínos em março, favorecido pela retomada dos embarques de aves para a União Europeia e pela volta das exportações de frango do Rio Grande do Sul para a China. No Oriente Médio, a participação nas exportações para os países do Golfo avançou 12 pontos porcentuais entre fevereiro e março.

Por operação, a BRF teve receita líquida de R$ 15,1 bilhões, alta de 8,4%, com Ebitda de R$ 2,5 bilhões. Na América do Sul, a receita cresceu 23,1%, para R$ 6,6 bilhões, e o Ebitda subiu 34,9%, para R$ 730 milhões. Já a National Beef, nos Estados Unidos, manteve pressão do ciclo pecuário, com Ebitda de US$ 10 milhões e margem de 0,3%, refletindo a menor oferta de gado no mercado norte-americano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Índice Empire State sobe para 19,6 em maio nos Estados Unidos


Índice Empire State sobe para 19,6 em maio nos Estados Unidos

O índice de atividade industrial Empire State, que mede as condições da manufatura no Estado de Nova York, subiu para 19,6 em maio, ante 11 em abril. Os dados foram divulgados pelo Federal Reserve de Nova York nesta sexta-feira (15). O resultado também superou a expectativa de analistas consultados pela FactSet, que projetavam recuo do indicador para 5,4 no mês.

O avanço de 8,6 pontos entre abril e maio indica melhora no ritmo de atividade industrial na região pesquisada. Como o índice opera acima de zero quando há expansão das condições de negócios, a leitura de 19,6 sinaliza fortalecimento da manufatura no Estado de Nova York em relação ao mês anterior.

Além da comparação mensal, o dado chama atenção por destoar das estimativas do mercado. A diferença entre o resultado divulgado e a projeção da FactSet foi de 14,2 pontos. Esse desvio sugere que a atividade industrial regional apresentou desempenho mais forte do que o esperado por analistas.

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A pesquisa é acompanhada por agentes financeiros e setores produtivos porque funciona como um dos primeiros termômetros mensais da indústria nos Estados Unidos. Embora o levantamento seja regional, ele costuma ser usado como referência inicial para avaliar o comportamento da produção, da demanda e das condições de negócios no país.

Do ponto de vista prático, números mais fortes da indústria norte-americana podem influenciar a leitura do mercado sobre o nível de atividade dos Estados Unidos. Esse tipo de sinalização tende a repercutir em expectativas para juros, dólar e preços internacionais, variáveis que afetam cadeias exportadoras e a formação de preços de commodities.

Os próximos indicadores industriais regionais e nacionais dos Estados Unidos devem mostrar se a alta do Empire State em maio foi pontual ou se há continuidade no fortalecimento da manufatura. No material consultado, não houve detalhamento adicional dos subíndices da pesquisa.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Boletim prevê tempo estável no Rio Grande do Sul até sábado e chuva a partir de domingo


Boletim prevê tempo estável no Rio Grande do Sul até sábado e chuva a partir de domingo

O Rio Grande do Sul deve ter tempo estável e temperaturas baixas entre esta sexta-feira (15) e sábado (16), segundo o Boletim Integrado Agrometeorológico 20/2026. A partir de domingo (17), um sistema de baixa pressão, com evolução posterior para frente fria, deve provocar chuva em parte do estado, sobretudo na metade Norte e em regiões próximas ao litoral.

As informações foram divulgadas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).

De acordo com o boletim, a massa de ar frio que atua sobre o território gaúcho mantém as temperaturas baixas e sem previsão de chuva significativa entre esta sexta-feira (15) e sábado (16). No domingo (17), o avanço de um sistema de baixa pressão começa a alterar as condições do tempo, com previsão de chuva em algumas regiões e leve elevação das temperaturas.

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Na segunda-feira (18), esse sistema deve seguir influenciando o estado. A previsão indica continuidade da chuva, principalmente na metade Norte e em áreas próximas ao litoral, além de possibilidade de rajadas de vento pontuais no litoral gaúcho. As temperaturas devem permanecer levemente mais elevadas em relação aos dias anteriores.

Entre terça-feira (19) e quarta-feira (20), a tendência é de afastamento gradual do sistema. Com isso, a chuva deve ficar mais isolada na terça-feira (19), enquanto as temperaturas voltam a cair de forma gradual em grande parte do estado.

Os acumulados previstos ao longo do período variam entre 0 e 30 milímetros (mm) na maior parte do Rio Grande do Sul. Em pontos isolados do litoral Norte, os volumes podem superar esse patamar. Já na metade Oeste, a previsão indica volumes abaixo de 10 mm.

Segundo o boletim, o comportamento do tempo ao longo dos próximos dias exige atenção maior nas áreas da metade Norte e do litoral, onde a chuva deve se concentrar. A atualização semanal também monitora reflexos das condições meteorológicas sobre culturas e criações no estado.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais


Juros abrem pressionados com alta do petróleo e avanço dos rendimentos globais

O mercado de juros iniciou esta sexta-feira (15) sob pressão, em meio ao ambiente de aversão a risco no exterior. A alta do petróleo, associada à falta de sinal de acordo entre Estados Unidos e Irã, elevou a preocupação com a inflação global e reforçou a leitura de juros mais altos nos Estados Unidos. No Brasil, o movimento reduz espaço para cortes adicionais da taxa Selic.

No exterior, os rendimentos dos Treasuries e de títulos soberanos de outros países avançam. Segundo a precificação do mercado, há 60% de chance de alta de 25 pontos-base nos juros do Federal Reserve (Fed) até o fim de 2026. Esse ajuste nas curvas internacionais tende a ser transmitido aos ativos brasileiros, com elevação dos prêmios exigidos pelos investidores.

Além do cenário externo, os agentes acompanham nesta sexta-feira (15) a divulgação da pesquisa de serviços no Brasil, prevista para as 9 horas. A mediana das estimativas aponta recuo de 0,1% no volume de serviços prestados em março, na comparação mensal, após alta de 0,1% em fevereiro. O dado é observado por seu peso na atividade econômica e por sua influência nas expectativas para a política monetária.

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No mercado doméstico, a leitura é que a combinação entre pressão inflacionária externa e aumento do prêmio de risco limita o espaço para o ciclo de cortes da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Também permanecem no radar desdobramentos políticos internos, que podem influenciar a inclinação da curva de juros ao longo do dia.

No cenário internacional, após encontro entre Estados Unidos e China, ainda não há detalhamento oficial sobre novos acordos comerciais. Para a consultoria Capital Economics, a reunião serviu principalmente para consolidar a trégua comercial em vigor no curto prazo. Já o Indicador de Comércio Exterior (Icomex), do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), avalia que as negociações entre EUA e China e a guerra no Irã têm potencial para afetar as exportações brasileiras.

Ao longo do dia, o comportamento da curva de juros deve seguir condicionado aos dados de atividade, à fala do diretor de Assuntos Internacionais e de Gestão de Riscos Corporativos do Banco Central, Paulo Picchetti, e à trajetória dos rendimentos dos títulos americanos. Sem sinal claro de alívio no cenário externo, a referência para os juros locais permanece de cautela.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Boi gordo segue em queda com aumento da oferta de fêmeas e consumo fraco de carne


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Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

O mercado do boi gordo encerrou a quinta-feira (14) com negociações mais lentas e sem pressão imediata de compra ou venda nas principais praças pecuárias do país. Segundo dados do Cepea/Esalq-USP, o indicador do boi gordo fechou cotado a R$ 344,60 por arroba, com queda diária de 0,40% e recuo acumulado de 2,78% no mês.

O cenário reflete um mercado mais cauteloso, com produtores retraídos nas negociações e frigoríficos operando com escalas de abate consideradas confortáveis em diversas regiões.

Na B3, o contrato futuro do boi gordo para maio também registrou baixa, encerrando o dia em R$ 338,30 por arroba, com desvalorização de 0,35%.

Oferta elevada de fêmeas pressiona preços

Em Mato Grosso do Sul, principalmente na região de Três Lagoas, o mercado segue abastecido, com frigoríficos trabalhando com escalas próximas de uma semana ou mais. Os preços do boi gordo variam entre R$ 335 e R$ 345 por arroba.

Já em Mato Grosso, na região de Rondonópolis, a maior disponibilidade de fêmeas continua pressionando o mercado, embora os preços do boi permaneçam relativamente estáveis, oscilando entre R$ 340 e R$ 350 por arroba. As escalas de abate também giram em torno de sete dias.

Na região de Colíder (MT), o fim do período chuvoso aumentou a oferta de animais terminados, o que provocou recuo de R$ 5 no preço das fêmeas. A vaca foi negociada, em média, a R$ 313,34 por arroba, enquanto o boi gordo teve média de R$ 341,79 por arroba.

O movimento se repetiu em Goiás. Em Rio Verde, a entrada maior de fêmeas resultou em queda de R$ 10 no valor pago pela categoria. O boi gordo, por outro lado, permaneceu estável frente aos últimos dias. A vaca ficou cotada, em média, a R$ 300,53 por arroba, e o boi gordo a R$ 321,78 por arroba.

Consumo de carne limita reação do mercado

Segundo relatos do setor, o consumo de carne bovina segue enfraquecido em importantes mercados consumidores, como Rio Grande do Sul e Cuiabá. Esse cenário reduz o apetite dos frigoríficos, que preferem trabalhar com escalas já preenchidas antes de avançar em novas compras.

Além disso, a maior oferta de fêmeas no mercado continua ajudando a alongar as escalas de abate, o que limita uma reação mais consistente nos preços da arroba no curto prazo.

De acordo com os dados do Cepea, o indicador do bezerro em Mato Grosso do Sul fechou o dia em R$ 3.430,49/cabeça, com alta de 0,10% no dia e valorização de 0,64% no mês. Já o boi magro em São Paulo foi cotado a R$ 4.364,70/cabeça, acumulando queda mensal de 1,10%.

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Seapi apresenta Serviço Veterinário Oficial a estudantes durante a Fenasul Expoleite 2026


Seapi apresenta Serviço Veterinário Oficial a estudantes durante a Fenasul Expoleite 2026

Estudantes de graduação e pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) acompanharam, nesta quinta-feira (14), uma apresentação sobre o funcionamento do Serviço Veterinário Oficial durante a Fenasul Expoleite 2026. A atividade foi conduzida pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e teve foco no sistema de notificação de suspeitas de doenças em animais.

A palestra foi ministrada por Felipes Lopes Campos, fiscal estadual agropecuário e coordenador de Educação Sanitária da Seapi. Segundo ele, a apresentação detalhou os canais de comunicação disponíveis para notificações, além de relacionar o fluxo dessas informações com a defesa agropecuária estadual, nacional e internacional.

De acordo com Campos, o conteúdo também buscou mostrar como a comunicação entre produtores, profissionais, sociedade e Serviço Veterinário Oficial sustenta a vigilância sanitária animal. “Apresentei os diferentes canais de comunicação que temos para notificação e trouxe o panorama do estado, do Brasil e do mundo. Também expliquei como essas notificações se comunicam e o que isso garante para a gente em relação à sanidade”, afirmou.

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Antes da atividade, o coordenador informou ter realizado um diagnóstico educativo inicial para identificar o perfil do público e a percepção dos participantes sobre o serviço oficial. A partir disso, a apresentação foi ajustada ao nível de conhecimento dos estudantes e profissionais presentes.

A abordagem técnica sobre notificação é relevante porque a comunicação rápida de suspeitas integra os protocolos de monitoramento sanitário e contribui para a resposta do poder público diante de possíveis ocorrências. A Seapi não divulgou o número de participantes da atividade.

A apresentação integrou um ciclo de palestras promovido pelo Setor de Grandes Ruminantes da Faculdade de Veterinária da UFRGS.

A tendência, segundo a lógica dos programas de educação sanitária, é de que ações desse tipo ampliem o conhecimento sobre os protocolos de notificação e reforcem a articulação entre universidade, profissionais e serviço oficial de defesa animal.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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IBGE registra queda de 1,2% no volume de serviços em março, com recuo liderado por transportes


IBGE registra queda de 1,2% no volume de serviços em março, com recuo liderado por transportes

O volume de serviços no Brasil caiu 1,2% em março de 2026 na comparação com fevereiro, segundo dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (15). Após estabilidade no mês anterior, o resultado foi influenciado por quedas em todas as cinco atividades investigadas, com destaque para transportes, que recuaram 1,7%.

De acordo com o IBGE, o setor acumula perda de 1,7% desde outubro de 2025, mês em que a série atingiu seu ponto mais alto recente. Além dos transportes, também recuaram os serviços profissionais, administrativos e complementares (-1,1%), informação e comunicação (-0,9%), outros serviços (-2,0%) e os prestados às famílias (-1,5%).

Segundo Luiz Carlos de Almeida Junior, analista da pesquisa no IBGE, a principal pressão veio do transporte rodoviário de cargas e do transporte aéreo de passageiros. No caso dos serviços profissionais, o levantamento mostra perda acumulada de 2,3% nos últimos quatro meses.

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Na comparação com março de 2025, no entanto, o volume de serviços avançou 3,0%, no 24º resultado positivo consecutivo nessa base. O principal suporte veio de informação e comunicação, com alta de 7,9%, impulsionada por telecomunicações, consultoria em tecnologia da informação e serviços ligados à internet e tratamento de dados. Transportes também cresceram 2,0% nessa comparação interanual.

Regionalmente, 13 das 27 unidades da federação registraram retração em março frente a fevereiro. O maior impacto negativo veio de São Paulo, com queda de 2,1%, seguido por Mato Grosso (-5,2%), Pernambuco (-3,9%) e Mato Grosso do Sul (-6,0%). Em sentido oposto, Distrito Federal (10,3%) e Rio de Janeiro (1,8%) lideraram as contribuições positivas.

O turismo também mostrou enfraquecimento. O índice de atividades turísticas caiu 4,0% em março, segunda baixa seguida, acumulando perda de 5,4% no período.

No acumulado de 2026 até março, o setor de serviços avança 2,3% frente ao mesmo período do ano passado, enquanto o acumulado em 12 meses ficou em 2,8%. Os dados indicam desaceleração na margem, mas manutenção de crescimento na comparação anual, com atenção especial ao desempenho dos transportes e do turismo nos próximos levantamentos.

Fonte: agenciadenoticias.ibge.gov.br

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Integração de dados sanitários é apontada como resposta às exigências da UE sobre antimicrobianos


Integração de dados sanitários é apontada como resposta às exigências da UE sobre antimicrobianos

A integração de dados sanitários, o reforço documental e auditorias nas propriedades habilitadas para exportação podem acelerar a adequação do Brasil às exigências da União Europeia (UE) sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. A avaliação foi apresentada nesta sexta-feira (15) por Valmir Rodrigues, CEO da MyTS, plataforma de gestão de rastreabilidade da cadeia produtiva. Segundo ele, o ponto central não é apenas o controle da produção, mas a capacidade de comprovar esse controle em padrão auditável.

Nesta semana, a UE retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal ao bloco. A decisão foi justificada pela avaliação de que as garantias apresentadas sobre o não uso de antimicrobianos proibidos para fins de crescimento ou rendimento animal foram consideradas insuficientes.

De acordo com Rodrigues, o Brasil já dispõe de instrumentos relevantes de controle, como a Guia de Trânsito Animal (GTA), a inspeção oficial, a habilitação de frigoríficos e protocolos voltados a mercados premium. O gargalo, segundo ele, está na integração dessas informações e na forma como elas são apresentadas às autoridades europeias.

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“O Brasil precisa comprovar, de forma mais clara e auditável, que os animais destinados à exportação para a UE não foram produzidos com antimicrobianos proibidos pelas regras europeias”, afirmou o executivo.

Rodrigues também disse que ampliar, de forma isolada, a identificação individual obrigatória para todo o rebanho nacional não resolveria a demanda europeia. Segundo ele, os animais destinados ao bloco já seguem exigências do Sistema Brasileiro de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Sisbov), mas a identificação, por si só, não comprova o histórico sanitário completo.

Na avaliação do CEO da MyTS, muitos produtores e frigoríficos já operam em padrão compatível com mercados internacionais. Ainda assim, as evidências documentais nem sempre estariam organizadas no formato exigido pela UE. Não foram detalhados, no conteúdo disponível, prazos oficiais para uma eventual revisão da decisão europeia.

A resposta mais rápida, segundo Rodrigues, seria concentrar investimentos na integração de registros sanitários, no controle por propriedades habilitadas e em auditorias mais robustas, com uso ampliado de sistemas já existentes. Esse modelo, de acordo com o executivo, pode oferecer base técnica e documental para eventual reavaliação das exigências do bloco europeu.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Comissão de Saúde aprova projeto para reforçar proteção contra violência em serviços de saúde


Comissão de Saúde aprova projeto para reforçar proteção contra violência em serviços de saúde

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou, nesta quinta-feira (15), o Projeto de Lei 619/25, que obriga serviços de saúde públicos e privados a manter ambientes seguros e livres de violência para crianças, adolescentes e pessoas com deficiência. A proposta segue em análise na Casa e ainda precisa passar por nova etapa antes de ser votada pelo plenário, se houver recurso.

O parecer aprovado acolheu o substitutivo elaborado anteriormente pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência. O relator, deputado Dr. Flávio (PL-RJ), afirmou que a nova versão amplia a adequação do texto às normas já existentes de proteção de direitos.

Segundo a tramitação divulgada pela Câmara, a proposta altera dois marcos legais: o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência. O objetivo é incorporar diretrizes voltadas à prevenção da violência, à fiscalização dos serviços e à prestação de informações institucionais aos usuários.

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Pelo texto aprovado, caberá aos órgãos responsáveis pela regulação dos serviços de saúde definir as normas específicas de aplicação. Além disso, os estabelecimentos deverão afixar cartazes com alerta sobre o crime de violência e informações sobre o Disque 100, canal nacional de denúncias de violações de direitos humanos.

Na avaliação técnica do conteúdo aprovado, a mudança estabelece obrigação legal mais explícita para que unidades de saúde adotem protocolos e mecanismos de orientação ao público. O projeto, no entanto, ainda não detalha quais serão os critérios operacionais, prazos de adaptação ou eventuais penalidades, pontos que deverão depender de regulamentação posterior.

A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Fonte: camara.leg.br

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Comissão da Câmara debate política nacional para terras raras e minerais críticos


Comissão da Câmara debate política nacional para terras raras e minerais críticos

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara dos Deputados realiza, nesta terça-feira (19), uma audiência pública para discutir a elaboração de uma Política Nacional de Terras Raras, Minerais Críticos e Estratégicos. O debate está previsto para as 14h, em plenário ainda a ser definido. A proposta é reunir informações técnicas e institucionais para subsidiar a discussão legislativa sobre o tema.

O requerimento para a audiência foi apresentado pelo deputado Rogério Correia (PT-MG). Segundo o parlamentar, a discussão busca estruturar uma política pública que articule três eixos: exploração mineral, desenvolvimento tecnológico e industrialização no território nacional.

De acordo com o deputado, o Brasil possui potencial geológico relevante, mas ainda concentra parte de sua atuação na exportação de bens primários, com baixa agregação de valor e menor incorporação tecnológica. A avaliação apresentada no pedido de debate é que a formulação de uma política nacional pode contribuir para organizar instrumentos institucionais e econômicos voltados à cadeia produtiva mineral.

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Em declaração divulgada pela Câmara, Rogério Correia afirmou que o objetivo é “subsidiar o debate legislativo, qualificar a formulação de políticas públicas e avaliar alternativas institucionais e econômicas voltadas ao fortalecimento da cadeia produtiva mineral no Brasil, em consonância com os interesses do desenvolvimento nacional”.

A audiência pública deve servir como etapa inicial para reunir diagnósticos, propostas regulatórias e avaliações sobre o papel estratégico desses minerais. Terras raras e minerais críticos são insumos usados em segmentos industriais e tecnológicos, como eletrônicos, transição energética e equipamentos de alto desempenho, o que amplia a relevância do tema para a política industrial e comercial.

A lista de convidados para o debate foi mencionada na divulgação oficial, mas não foi detalhada no conteúdo disponível até o momento.

A expectativa é que a audiência ajude a definir prioridades para futuras propostas legislativas e medidas de política pública relacionadas à mineração estratégica no país. Novos encaminhamentos dependerão das contribuições técnicas apresentadas durante o debate.

Fonte: camara.leg.br

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