domingo, junho 28, 2026

Autor: Redação

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Minas Gerais e São Paulo iniciam campanhas de atualização de rebanhos


Minas Gerais e São Paulo deram início às campanhas de atualização de rebanhos, uma etapa obrigatória para produtores rurais que trabalham com aves, suínos e outras espécies. A medida é fundamental para garantir o controle sanitário, a movimentação dos animais e a segurança da produção pecuária nos dois estados.

Campanha em Minas Gerais

Em Minas Gerais, a atualização dos rebanhos segue até o dia 30 de junho e deve ser feita por todos os produtores, independentemente do tamanho da criação. O procedimento é coordenado pelo Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) e é necessário para a emissão da Guia de Trânsito Animal, documento obrigatório para o transporte e a comercialização dos animais.

  • Minas Gerais possui cerca de 166 milhões de aves e ovos férteis.
  • O estado conta com aproximadamente 4 milhões de suínos.

Campanha em São Paulo

Já em São Paulo, a campanha do primeiro semestre segue até 14 de junho e a atualização cadastral deve ser feita pelo sistema GEDAV. A regularização passou a ser exigida para a movimentação dos rebanhos e já registrou grande procura dos produtores nos primeiros dias.

Papel estratégico das campanhas

Nos dois estados, a ação tem papel estratégico na defesa sanitária. Os dados ajudam a monitorar a distribuição dos rebanhos, orientar medidas de prevenção e garantir respostas mais rápidas em casos de doenças. Além de aves e suínos, também devem ser declarados bovinos, equinos, ovinos, caprinos, abelhas e animais aquáticos.

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Chuva de granizo causa danos em cidades do interior de MS


Uma intensa chuva de granizo atingiu cidades do interior de Mato Grosso do Sul, causando danos significativos. O temporal derrubou árvores e afetou mais de 200 casas em Deodápolis, enquanto em Ivinhema, as ruas ficaram cobertas de gelo.

Moradores compartilharam imagens da tempestade nas redes sociais, mostrando a gravidade da situação. De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos, até este domingo, Deodápolis registrou 188 mm de chuva, o que representa 209% da média histórica para o mês, que é de 90 mm.

Impactos e previsões

A previsão é que os temporais continuem na região. O meteorologista Artur Miller alertou que a frente fria que trouxe a chuva deve persistir, com possibilidade de novos temporais e granizo isolado. As chuvas volumosas podem causar erosão e problemas de infraestrutura.

Condições climáticas futuras

  • Risco de geada nas áreas mais frias do centro-sul do Brasil.
  • Temperaturas mínimas podem cair abaixo de 4ºC em algumas regiões.
  • Expectativa de chuvas concentradas em São Paulo e Minas Gerais nos próximos dias.

A situação é preocupante para os produtores rurais, que enfrentam desafios devido ao excesso de água em um curto período. A umidade pode beneficiar as lavouras de milho, mas a intensidade das chuvas pode causar danos.

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BNDES e Conab firmam acordo para estudar abastecimento alimentar


Conab reabre leilões para apoiar escoamento de borracha da safra 2025/26

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) assinaram nesta segunda-feira (18) um acordo de cooperação técnica para a realização de estudos voltados ao fortalecimento do abastecimento alimentar no Brasil. A formalização ocorreu na sede do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em Brasília. A iniciativa prevê avaliação de dados, proposição de ações de inovação e identificação de parcerias para o setor.

Segundo as instituições, a atuação do banco ocorrerá por meio do Fundo de Estruturação de Projetos (BNDES FEP). O diretor de Planejamento e Relações Institucionais do BNDES, Nelson Barbosa, informou que o estudo será realizado com recursos próprios e incluirá análise do sistema de abastecimento brasileiro, além de comparação com experiências internacionais.

De acordo com Barbosa, o trabalho também deverá apoiar a organização da base de dados sobre abastecimento e armazenagem e mapear oportunidades de investimentos públicos e privados. A informação é relevante para o setor agropecuário porque a Conab produz levantamentos de safra, custos de produção, estoques e indicadores de mercado usados na formulação de políticas voltadas à agricultura.

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A ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, afirmou que a cooperação terá foco na infraestrutura de abastecimento e também nos pequenos mercados das periferias urbanas. Já o diretor-presidente da Conab, Sílvio Isoppo Porto, disse que os estudos podem subsidiar planejamento para logística e política de abastecimento.

Criada em 1990, a Conab tem atuação estratégica ao fornecer informações técnicas ao governo federal sobre produção agropecuária, armazenagem e estoques. Esse conjunto de dados influencia decisões sobre oferta, distribuição e apoio às cadeias produtivas.

O BNDES e a Conab já mantêm outras frentes conjuntas. Uma delas envolve a requalificação de nove ativos da estatal no Centro-Oeste. Outra é o projeto Florestas e Comunidades: Amazônia Viva, financiado com R$ 96,6 milhões do Fundo Amazônia, dos quais R$ 80 milhões são destinados a chamada pública para produção sustentável na Amazônia Legal.

O acordo firmado nesta segunda-feira (18) ainda não detalha prazos para a conclusão dos estudos nem medidas operacionais imediatas. Neste momento, o principal efeito é a abertura de uma frente técnica para revisão de infraestrutura, dados e instrumentos de abastecimento, com potencial de subsidiar políticas públicas e investimentos ligados à armazenagem, logística e segurança alimentar.

Fonte: agenciadenoticias.bndes.gov.br

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Empregadores defendem negociação coletiva para jornada de 36 horas


Empregadores defendem negociação coletiva para jornada de 36 horas

Representantes de setores produtivos defenderam nesta segunda-feira (18), em audiência pública na Câmara dos Deputados, que uma eventual redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 36 horas seja tratada por negociação coletiva, e não por alteração direta na Constituição. O tema está em análise em comissão especial da Casa, que discute duas propostas de emenda à Constituição (PECs) e deve receber o relatório inicial nesta quarta-feira (20).

A discussão envolve a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que prevê redução gradual da jornada de 44 para 36 horas ao longo de dez anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que propõe semana de quatro dias e limite de 36 horas, com transição de um ano.

Na audiência, entidades empresariais argumentaram que a mudança precisa considerar diferenças operacionais entre os setores. Pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Mello afirmou que as propostas não contemplam especificidades do campo, onde atividades ligadas a seres vivos exigem continuidade operacional. Segundo ele, aumento de produtividade não pode ser determinado apenas por norma legal.

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também defendeu que a redução de horas seja negociada. O diretor Alexandre Furlan disse que uma diminuição da jornada sem redução salarial tende a elevar custos de produção. No transporte, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) estimou necessidade de contratar mais de 250 mil profissionais caso a mudança ocorra sem transição adequada.

O debate ganhou novo parâmetro após o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciar na semana passada acordo com o governo para reduzir a jornada para 40 horas semanais, com dois dias de descanso e sem corte salarial. Segundo ele, situações específicas seriam tratadas pelo Projeto de Lei 1838/26 e por convenções trabalhistas.

Para o agro, o avanço da discussão é acompanhado por produtores e empregadores rurais porque alterações na jornada podem afetar escalas de trabalho, custo de mão de obra e organização de atividades contínuas, como pecuária, granjas e operações de colheita. Até o momento, não foram apresentados cálculos oficiais específicos para o impacto no setor agropecuário.

O relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) será apresentado nesta quarta-feira (20), e a votação do texto final na comissão está prevista para o dia 26 de maio. O alcance prático para a agropecuária dependerá da redação final, especialmente sobre transição, exceções operacionais e espaço para acordos coletivos.

Fonte: camara.leg.br

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Sisteminha amplia produção e segurança alimentar em comunidades do Maranhão


Sisteminha
Foto: reprodução/Planeta Campo

No Maranhão, famílias da comunidade quilombola de Pedrinhas, no Maranhão, estão utilizando o Sisteminha, tecnologia social desenvolvida pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A iniciativa integra a produção de peixes, hortaliças e criação de aves em um mesmo espaço e vem contribuindo para ampliar a segurança alimentar, gerar renda e fortalecer a autonomia de comunidades em situação de vulnerabilidade social.

O objetivo central do projeto é garantir autonomia alimentar e reduzir a insegurança alimentar, especialmente em regiões de vulnerabilidade social. Na prática, as famílias passam a produzir parte dos alimentos que consomem diariamente, como ovos, hortaliças, macaxeira, milho, batata-doce, melancia e peixe.

Segundo o supervisor de projetos rurais, Elinaldo Lima Costa, o Sisteminha funciona como uma tecnologia social de baixo custo, adaptável tanto a áreas rurais quanto urbanas.

“A principal finalidade do sisteminha hoje, é a questão da garantia de segurança alimentar. Então, ele é um projeto que foi desenvolvido, visando retirar famílias da insegurança alimentar”, destaca.

O modelo combina piscicultura, avicultura de corte e postura e produção vegetal, formando um sistema integrado de produção de alimentos.

“E tem uma parte vegetal também, onde é produzido diversos alimentos, desde a macaxeira, o milho, batata doce, melancia, abóbora, hortaliças em geral, entre outros”, explica Costa.

Produção que gera renda

Além do consumo próprio, o excedente da produção também se torna fonte de renda. Famílias relatam a comercialização de ovos e outros produtos, o que ajuda na compra de insumos como ração e fortalece a economia local.

O projeto faz parte do Conexão Família, articulado com a Estação Conhecimento e com apoio de ações sociais ligadas à Vale, dentro de um programa mais amplo de combate à pobreza multidimensional, que considera fatores como renda, saúde, educação, infraestrutura e nutrição.

“Então, quando chegamos aqui nesse quintal, que são os quintais produtivos aqui dentro da da casa das pessoas nós temos o sisteminha implantado, sabemos que isso impacta diretamente tanto na renda quanto na própria na nutrição”, explica a supervisora de projetos sociais, Monise Rafaela Viveiros Gomes.

Educação e nutrição

A iniciativa também inclui oficinas de educação financeira e nutricional, com foco no melhor aproveitamento dos alimentos produzidos e na gestão da renda gerada.

Segundo Monise Rafaela, a proposta vai além da produção de alimentos: busca fortalecer a formação das famílias e promover autonomia sustentável no campo.

Em uma das comunidades, moradores destacam que o sistema trouxe benefícios diretos no dia a dia, permitindo até a venda de peixes e ovos excedentes.

Impacto na educação

Outro destaque da reportagem é a aplicação do Sisteminha em espaços de formação técnica, como a Casa Familiar Rural (CFR). Nesses ambientes, as famílias participam da implantação e do manejo dos módulos produtivos, aprendendo na prática sobre piscicultura, agricultura e reaproveitamento de recursos.

“Isso transforma essa escola em um espaço de aprendizagem prática, porque os alunos têm as aulas práticas. Eles têm esse essa oportunidade de transformar, vamos dizer assim, a aula teórica em prática com esse sisteminha, porque eles fizeram parte de todo o processo de implantação”, conta a diretora da geral da CFR Vale do Itapecuru, Maria Hilza Oliveira da Silva.

A proposta fortalece a teoria e a prática e preparando jovens para atuarem na agricultura familiar com conhecimento técnico e experiência aplicada.

Expansão internacional

Criado como uma solução de base comunitária, o Sisteminha já ultrapassou fronteiras brasileiras e vem sendo adotado também em países da África, ampliando seu alcance como ferramenta de combate à insegurança alimentar.

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Juros futuros caem com alívio externo e recuo do dólar


Juros futuros recuam e curva perde inclinação nesta segunda-feira

Os juros futuros fecharam em queda na sessão desta segunda-feira, conforme o material de referência, acompanhando a melhora do ambiente externo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicar avanço nas negociações com o Irã. O movimento ganhou força no fim do pregão, em linha com o recuo do dólar e a perda de fôlego dos rendimentos dos Treasuries e do petróleo. Apesar do alívio, a curva a termo permaneceu ao redor de 14% nos principais vencimentos.

No fechamento, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou de 14,227% no ajuste anterior para 14,135%. O contrato para janeiro de 2029 caiu de 14,16% para 13,995%, enquanto o DI para janeiro de 2031 passou de 14,251% para 14,125%. No câmbio, o dólar cedeu 1,37%, a R$ 4,99, reforçando o movimento de alívio nos ativos domésticos.

Segundo o material enviado, parte da baixa refletiu correção técnica após a abertura de prêmios de risco observada na semana passada, quando taxas intermediárias e longas subiram quase 70 pontos-base. Marianna Costa, economista-chefe da Mirae Asset, afirmou que o pregão foi marcado por uma devolução de parte da alta anterior, em meio à reprecificação do cenário eleitoral de 2026.

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No exterior, a percepção de menor risco geopolítico ganhou espaço após Trump afirmar que suspendeu um ataque ao Irã e que há negociações em andamento. Ainda assim, o cenário permaneceu volátil, com continuidade do bloqueio no estreito de Ormuz, ponto sensível para o fluxo global de petróleo.

No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,67% entre fevereiro e março, na série dessazonalizada, ante expectativa de queda de 0,3%. No trimestre, porém, houve alta de 1,3%. Matheus Pizzani, economista do PicPay, avaliou que parte desse desempenho foi favorecida pelo setor agropecuário e pelo consumo das famílias.

Para o setor rural, o recuo das taxas melhora o ambiente financeiro no curto prazo, mas o nível ainda elevado da curva e a revisão da mediana da Selic de 13% para 13,25% no boletim Focus mantêm cautela sobre o custo do crédito e das operações de investimento.

O mercado segue condicionado à evolução do conflito no Oriente Médio, ao câmbio e às expectativas para a política monetária. Sem redução mais consistente dos prêmios ao longo da curva, o alívio observado no pregão ainda não configura mudança estrutural no custo financeiro para cadeias produtivas dependentes de crédito.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Preços da soja avançam: veja como as cotações iniciaram a semana


seta formada com soja apontando para notas de 50 reais - preço da soja
Foto: Daniel Popov

O mercado brasileiro de soja teve um dia mais agitado, com avanço nas cotações e bom ritmo de comercialização.

Segundo o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, a recuperação da Bolsa de Chicago, que voltou ao patamar de US$ 12,00 por bushel, sustentou melhores indicações no mercado interno.

De acordo com ele, apesar dos ajustes negativos no câmbio e também nos prêmios, o movimento em Chicago garantiu suporte aos preços no físico, com reporte de bons volumes negociados tanto na indústria quanto nos portos.

“O resumo do dia foi de um mercado agitado e com bons lotes negociados”, afirma Silveira. O analista destaca ainda que os portos passaram a apresentar melhores ofertas para embarques de julho em diante. “Para junho, a janela já aparece mais curta, embora ainda tenha gerado oportunidades pontuais de negócios”, completa.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124 para R$ 125
  • Santa Rosa (RS): avançou de R$ 125 para R$ 126
  • Cascavel (PR): passou de R$ 118 para R$ 119
  • Rondonópolis (MT): foi de R$ 108 para R$ 110
  • Dourados (MS): aumentou de R$ 111 para R$ 113
  • Rio Verde (GO): cresceu de R$ 110 para R$ 113
  • Porto de Paranaguá (PR): elevou de R$ 129 para R$ 131
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 130 para R$ 131

Bolsa de Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em forte alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

O dia foi de ampla recuperação, reflexo do anúncio de acordo feito durante o final de semana pela Casa Branca, envolvendo a aquisição de produtos agrícolas americanos por parte da China.

O gigante asiático se comprometeu a comprar pelo menos US$ 17 bilhões por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028. Segundo o governo norte-americano, o compromisso foi firmado durante as reuniões realizadas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na semana passada, em Pequim.

“A Casa Branca destacou que esse valor não inclui os compromissos relacionados às compras de soja acertados anteriormente, em outubro de 2025. O anúncio ocorre após forte retração das exportações agrícolas estadunidenses para a China provocada pela escalada tarifária entre os dois países no ano passado”, lembra Silveira.

A Casa Branca informou ainda que a China trabalhará com reguladores norte-americanos para suspender restrições sobre frigoríficos dos Estados Unidos e retomar importações de carne de aves provenientes de estados considerados livres de gripe aviária.

O governo de Donald Trump também confirmou a criação do Conselho EUA-China de Comércio e do Conselho EUA-China de Investimentos. Segundo os dois governos, os novos organismos deverão tratar de questões relacionadas a acesso a mercados agrícolas e ampliação do comércio bilateral dentro de um modelo de redução tarifária recíproca.

Contratos futuros da soja

cotação preço soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 36,00 centavos de dólar, ou 3,05%, a US$ 12,13 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,11 por bushel, com elevação de 34,50 centavos de dólar ou 2,93%.

Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 0,20 ou 0,05% a US$ 334,50 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 75,63 centavos de dólar, com ganho de 1,75 centavo ou 2,36%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 1,34%, sendo negociado a R$ 4,9974 para venda e a R$ 4,9954 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9954 e a máxima de R$ 5,0523.

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Dólar cai 1,37% e fecha abaixo de R$ 5,00


Dólar cai 1,37% e fecha abaixo de R$ 5,00

O dólar voltou a fechar abaixo de R$ 5,00 nesta segunda-feira (18), após recuar 1,37% e encerrar o pregão a R$ 4,9985. O movimento devolveu parte dos ganhos da semana passada, quando a moeda americana havia subido mais de 3%. Segundo dados do mercado, a queda ocorreu em meio à recuperação das divisas emergentes, à redução parcial da aversão ao risco no exterior e à revisão das expectativas para a taxa Selic.

Durante a maior parte do dia, o dólar ainda operou acima de R$ 5,00, mas acelerou as perdas na reta final dos negócios. A mínima foi de R$ 4,9960. Em maio, a moeda americana ainda acumula alta de 0,92% frente ao real, após baixa de 4,36% em abril. No ano, as perdas do dólar ante a moeda brasileira somam 8,94%.

No cenário externo, o mercado reagiu à acomodação dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos e a declarações mais moderadas do presidente Donald Trump sobre o Irã. O contrato do petróleo Brent para julho fechou com alta de 2,6%, a US$ 112,10 por barril, mas perdeu força no pregão eletrônico e voltou a operar abaixo de US$ 110 após sinalizações de continuidade das negociações diplomáticas.

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Segundo Jacques Zylbergeld, superintendente do Banco Rendimento, a fala de Trump ajudou a reduzir perdas na Bolsa e intensificou a queda do dólar no fim do pregão. Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, afirmou que a alta na mediana das estimativas do Boletim Focus para a Selic no fim de 2026, de 13% para 13,25%, reforça a perspectiva de juros brasileiros elevados por mais tempo, fator que sustenta o real. O Focus também mostrou ajuste marginal da projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,91% para 4,92%, enquanto a expectativa para o câmbio em dezembro foi mantida em R$ 5,20.

Para o agronegócio, a variação cambial influencia diretamente a formação de preços de exportação e os custos de fertilizantes, defensivos, combustíveis e máquinas. Com o dólar abaixo de R$ 5,00, tende a haver alívio em parte dos itens dolarizados, embora o petróleo ainda siga como fator de atenção para fretes, energia e insumos.

O comportamento do câmbio nos próximos dias deve seguir condicionado ao ambiente externo, à trajetória dos juros no Brasil e nos Estados Unidos e à oscilação do petróleo. Sem novas definições sobre esses vetores, o mercado tende a permanecer sensível a notícias geopolíticas e à revisão de expectativas macroeconômicas.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Atraso na compra de fertilizantes eleva risco para a safra de soja 2026/27


Atraso na compra de fertilizantes eleva risco para a safra de soja 2026/27

As entregas de fertilizantes no Brasil devem cair entre 10% e 15% em 2026, após o recorde de 49 milhões de toneladas em 2025, segundo o Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos-PR). Em nota divulgada nesta segunda-feira (18), a entidade informou que o cenário está ligado a conflitos geopolíticos, aumento de custos e atraso nas compras feitas pelos produtores. O quadro atinge diretamente o planejamento da safra de soja 2026/27.

De acordo com o Sindiadubos-PR, apenas 50% dos fertilizantes necessários para a próxima safra de soja foram negociados até agora, abaixo da média histórica superior a 60% para este período. Segundo a entidade, a postergação das compras amplia o risco de concentração da demanda nos próximos meses.

O sindicato alerta que, se houver retomada mais forte dos pedidos entre junho e agosto, o país poderá enfrentar gargalos logísticos nos portos. A estimativa é de espera de até 60 dias para o descarregamento de navios. No mesmo período do ano passado, as filas para atracação variavam de 10 a 15 dias, conforme informou o presidente da entidade, Aluisio Schwartz.

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Na avaliação do Sindiadubos-PR, o ambiente de custos também pressiona a decisão de compra. A entidade cita a incidência de PIS/Cofins sobre insumos agrícolas, os efeitos da tabela do frete mínimo e a alta do diesel. Além disso, o sindicato aponta restrição de crédito no campo, em meio ao avanço de recuperações judiciais no setor.

Segundo Schwartz, o custo de produção da soja está entre 50 e 55 sacos por hectare, diante de uma produtividade média de 60 sacos por hectare. Esse intervalo reduz a margem operacional e, de acordo com a entidade, pode limitar o uso de fertilizantes e comprometer o potencial produtivo da safra, caso o produtor adie ou reduza a adubação.

O cenário descrito pelo Sindiadubos-PR indica que o ritmo de negociação dos fertilizantes nos próximos meses será decisivo para o abastecimento e para o custo da safra 2026/27. A entidade também menciona risco climático associado ao El Niño, com possibilidade de seca no Centro-Oeste, mas não apresentou projeção consolidada de produção para a próxima temporada.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Exportações do agro de Minas Gerais somam US$ 19,9 bilhões em 2025


Exportações do agro de Minas Gerais somam US$ 19,9 bilhões em 2025

As exportações do agronegócio de Minas Gerais atingiram US$ 19,9 bilhões em 2025, maior valor da série histórica iniciada em 1997, segundo a Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado (Seapa). O resultado, divulgado nesta segunda-feira (18), representa alta de 15,8% em relação a 2024. Com isso, o agro passou a responder por 43,4% das exportações totais mineiras, a maior participação já registrada.

Os dados constam na 17ª edição do Panorama do Comércio Exterior do Agronegócio de Minas Gerais, elaborado pela Seapa. Segundo o levantamento, o avanço da receita ocorreu mesmo com redução de 4,3% no volume embarcado, que somou 16,3 milhões de toneladas em 2025.

De acordo com a assessora técnica da secretaria, Manoela Teixeira, o resultado reflete uma combinação de preços médios mais elevados, valorização de produtos estratégicos e maior capacidade de captura de valor nas vendas externas. Em nota, ela afirmou que, pela segunda vez, o agronegócio se manteve como principal segmento exportador do estado.

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Entre os produtos com maior peso na pauta exportadora, o café respondeu por 57,1% da receita do agro mineiro. Na sequência aparecem complexo soja, complexo sucroalcooleiro, carnes e produtos florestais. Juntos, esses cinco segmentos concentraram 96,3% das exportações do setor, indicando forte dependência de cadeias já consolidadas no mercado internacional.

No recorte por destino, a China liderou as compras de commodities agrícolas de Minas Gerais, com US$ 4,6 bilhões. Estados Unidos e Alemanha aparecem em seguida, com US$ 1,9 bilhão cada. Itália, com US$ 1,1 bilhão, e Japão, com US$ 1 bilhão, completam a lista dos principais mercados. Ao todo, o estado registrou negócios com 178 países.

Os números mostram que o desempenho externo do agro mineiro foi sustentado mais pela valorização da pauta exportada do que pelo aumento do volume, dado relevante para cadeias produtoras ligadas a café, soja, açúcar, proteínas e base florestal.

O resultado reforça o peso do agronegócio na balança comercial de Minas Gerais e indica continuidade da relevância das cadeias exportadoras mais tradicionais. O levantamento divulgado pela Seapa, no entanto, não detalha nesta prévia o comportamento individual de preços, volumes por produto ou perspectivas para 2026.

Fonte: Estadão Conteúdo

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