domingo, agosto 23, 2026

Autor: Redação

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Plano Safra da Agricultura familiar será de R$ 76 bilhões | Blogs


O governo federal anuncia, nesta quarta-feira (3), que irá destinar R$ 76 bilhões ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o chamado Plano Safra da Agricultura Familiar, para 2024/2025.

No ano passado, foram destinados R$ 71,6 bilhões.

Esse dinheiro está inserido em ações de investimento e financiamento para pequenos produtores.

Somado com o crédito para os agricultores de médio e grande porte, o governo espera anunciar mais de R$ 500 bilhões, nesta quarta-feira.

O presidente Luiz Inácio Inácio Lula da Silva e o ministro de Desenvolvimento Agrário Paulo Teixeira participam do evento sobre o Plano Safra da Agricultura Familiar, nesta manhã, no Palácio do Planalto. À tarde, será a vez de Lula e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, divulgarem o pacote todo.

Além dos valores, o governo pretende anunciar diminuição de juros e estímulo à mecanização no campo.



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Débora Oliveira: Agronegócio teme prejuízos com alta do dólar diante do Plano Safra 2024/25


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou nesta quarta-feira (3) o Plano Safra 2024/25 para a agricultura empresarial e familiar, com R$ 475,56 bilhões em recursos disponíveis para financiamentos. Embora o valor represente um aumento de 9% em relação ao ano anterior, o agronegócio demonstra preocupação com a alta do dólar.

De acordo com Débora Oliveira, analista da CNN Brasil, o setor teme prejuízos financeiros devido ao impacto da valorização da moeda americana nos custos de produção.

Custo de insumos

Segundo o especialista Aledelara, da Pine Agronegócio, o setor ainda precisa comprar 45% dos fertilizantes e 70% dos defensivos para as safras de verão, a serem plantadas a partir de setembro. Com o dólar cotado a R$ 5,66 na quarta-feira, esses insumos ficam mais caros.

Além disso, caso o dólar despenque em janeiro de 2024, quando a safra atual começar a dar retorno, a margem de lucro pode ser reduzida devido aos altos custos iniciais de produção.

Necessidade de financiamento

O agronegócio depende de planos como o Plano Safra para subsidiar e financiar as safras antecipadamente. Porém, mesmo com os recursos anunciados, a alta do dólar pode tornar os valores insuficientes para as necessidades do setor.

Alguns produtores também criticam o discurso do governo, alegando que declarações contra o setor econômico contribuem para a valorização do dólar e impactam negativamente os custos de produção.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais



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Governo lança Plano Safra para o agro e totaliza R$ 476 bilhões em recursos para o setor


O governo Lula lançou na tarde desta quarta-feira (3) o Plano Safra para o agronegócio, com R$ 400 bilhões em crédito. Somando o valor anunciado à cifra voltada à agricultura familiar, a gestão federal totaliza R$ 476 bilhões em recursos para o setor para a safra 2024-2025.

O agro ainda poderá contar com R$ 108 bilhões em recursos de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), para emissões de Cédulas do Produto Rural (CPR) — que serão complementares aos incentivos do novo Plano Safra. Assim, os empresários terão à disposição R$ 508,59 bilhões.

As LCAs são títulos de dívida emitidos por instituições financeiras, que têm como lastro os empréstimos e financiamentos para a atividade agropecuária. Quando investidores aplicam seus recursos em LCA, está emprestando dinheiro para a instituição financeira e ajudando a fomentar o agronegócio.

Dos R$ 400 bilhões em crédito, R$ 293 bilhões estarão voltados a custeio e comercialização, enquanto 107,30 bilhões servirá a investimentos. O valor total para estas operações é 10% maior do que aquele voltado à safra 2023/2024.

Em relação aos recursos por beneficiário, R$ 189,09 bilhões serão com taxas controladas, direcionados para o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e demais produtores e cooperativas, e os outros R$ 211,5 bilhões destinados a taxas livres.

As taxas de juros para custeio e comercialização são de 8% ao ano para os produtores enquadrados no Pronamp. Já para investimentos, as taxas de juros variam entre 7% ao ano e 12%, de acordo com cada programa.

Veja as taxas:

  • Pronamp: 8%
  • RenovaAgro e PCA: 8,5%
  • PCA até 6.000 toneladas: 7%
  • Custeio Empresarial: 12%
  • Moderfrota: 11,5%
  • RenovAgro Ambiental e Recuperação / Conversão de Pastagens: 7%
  • Moderagro, Proirriga e Invest. Empresarial: 10,5%
  • Prodecoop e Procap-Agro: 11,5%
  • Moderfrota Pronamp: 10,5%

Agro e meio ambiente

O Plano mantém incentivos ao fortalecimento dos sistemas de produção ambientalmente sustentáveis. Para isso, serão premiados os produtores rurais que já estão com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) analisado e, também, aqueles produtores rurais que adotam práticas agropecuárias consideradas mais sustentáveis.

A redução poderá ser de até 1,0 ponto percentual na taxa de juros de custeio.

O Programa para Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro) incorpora os financiamentos de investimentos identificados com o objetivo de incentivo à Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono na Agropecuária.



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Victor Irajá: Agronegócio fica insatisfeito com Plano Safra e afastado de Fávaro


O anúncio do Plano Safra nesta quarta-feira (3) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou o desgaste entre a bancada ruralista e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro. Esta é a opinião do analista da CNN, Victor Irajá.

A principal queixa do setor não envolve o volume de recursos disponibilizados, mas sim as taxas de juros consideradas elevadas para o financiamento da safra, pontuou Irajá durante o CNN Arena.

De acordo com fontes ouvidas pelo analista, o setor e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) reclamam que não foram devidamente consultados durante a elaboração do plano.

Uma fonte chegou a comentar que o governo é “muito bom” em conversar, mas que a preocupação está no que é efetivamente publicado no Diário Oficial, muitas vezes sem o diálogo prévio esperado.

Este episódio agravou a crise entre a bancada ruralista e Fávaro, pontuou Irajá, que já vinha enfrentando uma série de embates com o setor. Anteriormente, houve críticas ao ministro em relação ao leilão de arroz e à falta de interlocução com os parlamentares ligados ao agronegócio.

Segundo o analista, a relação entre o ministro e a bancada ruralista já era difícil e não existente. Ele ressaltou que uma série de episódios, incluindo a falta de diálogo na consolidação do Plano Safra, aprofundaram essa crise e o afastamento.

Irajá ressaltou que havia uma resistência prévia por parte de expoentes do agronegócio em relação à Lula. No entanto, os recentes embates com Fávaro pioraram ainda mais essa relação já complicada.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais

(Publicado por Gabriel Bosa, da CNN Brasil)



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Plano Safra amplia desgaste na relação do governo com agronegócio, dizem fontes da bancada ruralista | Blogs


Os detalhes do Plano Safra, anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, causaram insatisfação na Frente Parlamentar do Agronegócio, a FPA, e esgarçaram ainda mais a relação de parlamentares e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, segundo fontes ouvidas pela CNN.

De acordo com deputados ligados ao agro, a “equalização de juros do Plano Safra não está adequada” e as taxas estão muito altas. As taxas de juros variam entre 7% ao ano e 12%, de acordo com cada linha de crédito disponibilizada pelo programa.

A bancada ruralista vem de uma relação de desgaste crescente com Fávaro e reclama que o Plano não foi discutido com os parlamentares.

A avaliação de deputados ouvidos pela CNN é de que o governo perdeu a pouca interlocução que tinha com o setor, ideologicamente mais próximo às ideias do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo esses deputados, já havia uma indisposição com a atual gestão petista e o governo afugenta ainda mais o diálogo.

Em reuniões privadas, ministros de Lula admitem que têm problema de aproximação de Fávaro com o agronegócio e que o diálogo entre o governo e o setor “caiu no colo” do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Durante o lançamento do Plano Safra, Carlos Fávaro fez uma menção honrosa à Frente Parlamentar do Agronegócio, elogiando a postura de trabalhar por mais recursos, e afirmou que estão na mesma linha do governo. A fala foi interpretada como uma sinalização de paz à bancada.

A CNN procurou o Ministério da Agricultura sobre as críticas da bancada ruralista e aguarda o retorno.



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Representantes dos setores privados manifestam preocupação com reforma tributária


Após o grupo de trabalho que discute a regulamentação da reforma tributária na Câmara dos Deputados apresentar sugestões ao projeto enviado pelo governo, a reação expressa por parte dos setores foi de preocupação. O texto final foi apresentado nesta quinta-feira (4).

Do lado da discussão sobre desonerar ou não a proteína animal na cesta básica está o setor de supermercados, que alega que a alíquota reduzida em 60%, como ficou no texto apresentado pelos parlamentares acabará encarecendo esses alimentos.

“O que acabou sendo proposto hoje é um aumento claro de impostos sobre a proteína. É por isso que fizemos uma reforma? Para aumentar os impostos para a população brasileira? Não faz nenhum sentido. O discurso é esse, de que se colocar as proteínas vai aumentar [o valor] da carne. Não há esse aumento, não há esses impostos como está hoje”, argumenta João Galassi, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Para o advogado Eduardo Lourenço, que representa o setor agropecuário, a conta ficará mais alta para o consumidor brasileiro.

“Hoje temos uma tributação reduzida de alguns itens, que com a reforma tributária, ficando com a redução de 60%, ficando com uma alíquota perto de 11%, vai aumentar muito o custo das carnes, das proteínas animais”, exemplifica.

Lourenço julga que onerar outros itens para compensar a alíquota zero para a proteína animal é uma conta “boa e justa”. Para ele, a negociação continua. “Até porque senão a gente vai exportar carne com alíquota zero, com imunidade, mas o brasileiro quando vai consumir aqui, vai pagar 11%”.

Imposto seletivo

Entre as alterações realizadas pelos deputados está a inclusão de apostas esportivas online, as chamadas bets, e carros elétricos na lista de itens taxados pelo Imposto Seletivo (IS).

Também conhecido como “imposto do pecado”, o IS será aplicado sobre produtos considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente e a alíquota ainda será definida.

No âmbito das apostas esportivas, os fantasy sports foram incluídos. Trata-se de esportes online (e-sports), em que o jogador atua como se fosse o treinador de um time, escalando os jogadores que irão disputar a partida.

Uma taxa é cobrada do participante para ingressar na competição, assim como ao final há um prêmio. O setor defende a diferenciação em relação às bets.

“A reforma preocupa o setor justamente por essa confusão de conceitos. Está havendo uma indevida comparação do fantasy com as apostas esportivas. Acho que essa confusão é que gerou essa sobretaxação ao setor que pode ser fulminante para a atividade. Fomos pegos de surpresa”, diz Rafael Marcondes, presidente da Associação Brasileira de Fantasy Sports.

“Foram várias conversas, principalmente com a Fazenda e parecia que esse problema estava sanado. Além de permanecer equiparado a uma aposta esportiva, a atividade do fantasy ainda foi onerada no Imposto Seletivo, como se causasse impactos para saúde e meio ambiente, o que não faz o menor sentido”, argumenta.

Também incluída na taxação extra do Imposto Seletivo está a extração mineral. A mudança desagradou o setor, que expressou preocupação com a competitividade do Brasil na exportação de petróleo.

“O impacto vai ser mais forte para a percepção que o investidor vai ter do país, o ambiente de negócios. Ou seja, o que a gente verifica é a complexidade com a criação de um novo tributo e a falta de segurança jurídica em relação ao sistema fiscal brasileiro. Vamos sugerir pelo menos a não incidência nas exportações para o novo relatório”, adianta Daniel Antunes, gerente-executivo de Relações Governamentais do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).

Tramitação

Membros do grupo de trabalho adiantaram à reportagem que um novo relatório deve ser apresentado na semana que vem, com a votação da urgência na próxima terça-feira (9).

A expectativa adiantada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) se mantém: de que a votação ocorra ainda antes do recesso parlamentar, que se inicia em 18 de julho.

Porém, na avaliação dos parlamentares ouvidos, caso não seja incluída a desoneração da proteína animal no texto, dificilmente será aprovado na Câmara.

Ao mesmo tempo, a negociação precisará ser feita lado a lado com a Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), que possui amplo número de votos, necessário para que o relatório como um todo seja aprovado.

O deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo e membro do GT fez críticas ao texto que havia sido enviado pelo governo ao Congresso.

“O imposto seletivo não pode ser um imposto arrecadatório. Mas quando se fala que é um imposto para inibir consumo. Como eu posso inibir a arrecadação, por exemplo? Para mim não é uma conta lógica. Por que você taxa o refrigerante e não taxa bebidas açucaradas? Porque o refrigerante vende muito. Isso mostra que o governo está usando como imposto arrecadatório”, argumentou.

Ele defende que se encontre o “meio do caminho” para avançar a regulamentação.

“Todo mundo quer ver, nesse momento, o seu setor beneficiado. Mas nós temos que pensar que é uma mudança de mentalidade. Todos precisam ficar em atenção, até os setores que foram contemplados. Não pode dormir, porque o texto ainda pode mudar”, alertou.



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