segunda-feira, abril 13, 2026

Autor: Redação

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Chuva de 150 mm e os impactos nas principais culturas: veja previsão até dezembro


O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em parceria com o Centro de Previsão de Tempo e Clima do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC/Inpe) e a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) publicou nesta segunda-feira (13) o Boletim Agroclimatológico para os meses de outubro, novembro e dezembro.

Confira as regiões brasileiras que receberão mais chuva e onde as temperaturas estarão mais ou menos elevadas:

Sul

A previsão indica volumes de chuva próximos à média histórica em todos os estados da região (áreas em branco na Figura A). As temperaturas do ar devem permanecer acima da média em toda a região (tons em laranja na Figura B), principalmente no noroeste do Rio Grande do Sul, onde os aumentos podem chegar a 2°C em relação à normal climatológica.

Contudo, em áreas mais elevadas, os valores podem permanecer abaixo de 15°C devido à influência de massas de ar frio. Na região litorânea de Santa Catarina, os aumentos devem ser menores, com elevações de até 0,5°C acima da média. Em praticamente toda a Região Sul, os valores de armazenamento hídrico no solo devem se manter acima de 80%.

Em dezembro, pode haver uma redução dos níveis de umidade do solo no centro-sul do Rio Grande do Sul, com valores abaixo de 70%. O excedente hídrico deverá predominar durante o trimestre, com destaque para o sul do Paraná, oeste de Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul, onde são previstos acumulados superiores a 150 mm. Essa condição é considerada favorável ao desenvolvimento das culturas de inverno, como trigo, aveia e cevada, além de contribuir para o adequado crescimento vegetativo das lavouras já implantadas.

Entretanto, o excesso de umidade no solo poderá interferir nas operações de campo e atrasar o início da semeadura das culturas de verão, especialmente da soja e do milho 1ª safra, nas áreas mais úmidas do Paraná e do norte do Rio Grande do Sul.

Sudeste

A previsão climática indica volumes de chuva acima da média histórica em praticamente todas as áreas de Minas Gerais e Espírito Santo, bem como no centro-norte de São Paulo (tons em azul na Figura A). No restante da região, prevê-se chuva próxima à média histórica.

As temperaturas tendem a permanecer acima da média histórica em toda a região, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, onde os valores podem ficar até 1,0°C acima da média (tons em laranja na Figura B). Nos estados do Espírito Santo e do Rio de Janeiro, os aumentos previstos são de até 0,5°C em relação à média. A previsão de armazenamento hídrico do solo indica baixa disponibilidade de água no centro-norte de Minas Gerais, Espírito Santo, norte do Rio de Janeiro e noroeste paulista, com percentuais inferiores a 30% ao longo do mês de outubro.

A partir de novembro, observa-se recuperação gradual da umidade do solo em grande parte da região, com estoques superiores a 60%, exceto no norte e Triângulo Mineiro e no oeste de São Paulo, onde a recuperação tende a ser mais lenta. Já em dezembro, o armazenamento hídrico ultrapassa 80% em quase toda a Região Sudeste, alcançando valores próximos à capacidade de campo, condição favorável ao desenvolvimento das lavouras.

A deficiência hídrica tende a predominar em outubro, especialmente no norte e Triângulo Mineiro, Espírito Santo e extremo oeste paulista, com déficits superiores a 100 mm. A escassez de umidade no solo pode comprometer o início da semeadura da soja e do milho primeira safra, provocando irregularidade na germinação e emergência das plantas. Além disso, a irregularidade das chuvas nesse período pode reduzir o desenvolvimento das pastagens e limitar o crescimento vegetativo da cana-de-açúcar em final de ciclo.

A partir de novembro, há uma transição gradual desse cenário, com excedentes hídricos acima de 60 mm no sul de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e litoral de São Paulo, tornando-se mais expressivos em dezembro, quando os valores ultrapassam 100 mm no sul e Zona da Mata Mineira. Essa melhora na disponibilidade hídrica tende a favorecer o avanço do plantio e o desenvolvimento inicial das lavouras de verão.

Centro-Oeste

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Foto: Reprodução

Para o trimestre de outubro, novembro, dezembro, o prognóstico climático indica volumes de chuva até 30 mm acima da média em todo o estado de Goiás, centro-sul de Mato Grosso e centro-norte de Mato Grosso do Sul (tons em azul na Figura A). As temperaturas tendem a permanecer acima da média em toda a região, devido à persistência de massas de ar seco e quente, podendo ficar cerca de 1,0°C acima da média histórica.

A previsão de armazenamento hídrico do solo indica baixos níveis de umidade em grande parte da região durante o mês de outubro, exceto no extremo sul de Mato Grosso do Sul, onde os estoques hídricos deverão permanecer acima de 60% ao longo do período. Em novembro, observa-se recuperação da umidade do solo na região, ainda que de forma irregular, e em dezembro, os níveis de armazenamento ultrapassam 80% em quase todo o Centro-Oeste.

O déficit hídrico se intensifica em outubro, com valores superiores a 100 mm no sudoeste de Mato Grosso. Essa escassez de umidade reduz a disponibilidade de água no solo para culturas como o milho segunda safra e o algodão, elevando o risco de perdas produtivas e favorecendo a ocorrência de queimadas e incêndios florestais. Em novembro, o déficit hídrico diminui, mas ainda persiste em algumas áreas de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Já em dezembro, observa-se uma reversão do quadro, com excedentes hídricos expressivos no norte de Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal, onde os valores podem ultrapassar 130 mm. A regularização das chuvas no final do trimestre garante umidade adequada no solo para o plantio e estabelecimento das lavouras de soja e milho primeira safra, favorecendo a germinação e o desenvolvimento inicial das plantas e a recuperação de pastagens.

Nordeste

Para os próximos meses, são previstos volumes de chuva abaixo da média em grande parte do Maranhão, Piauí, além das porções central e noroeste da Bahia (tons em amarelo na Figura A). Por outro lado, são previstas chuvas acima da média nos estados do Rio Grande do Norte, da Paraíba, de Alagoas, Sergipe, bem como no leste de Pernambuco, centro-leste do Ceará e costa litorânea da Bahia (tons em azul na Figura A).

No restante da região, prevê-se chuva próxima à média histórica (áreas em branco na Figura A). As temperaturas do ar deverão permanecer acima da média histórica em todo o Nordeste, com valores entre 0,5°C e 1,0°C acima da média (tons em laranja na Figura B). As menores elevações são esperadas em toda a faixa leste da região. Já os maiores aumentos devem se concentrar no leste do Maranhão, Piauí e do oeste da Bahia, onde as temperaturas podem subir até 2°C acima da média.

A previsão de armazenamento hídrico do solo indica estoques de água abaixo de 40% em praticamente toda a região durante o trimestre, especialmente no centro-norte da região. Em contrapartida, níveis superiores a 60% são previstos principalmente no oeste e sul da Bahia nos meses de novembro e dezembro.

Consequentemente, o déficit hídrico se intensifica em várias áreas, com valores superiores a 130 mm na divisa entre Piauí, Ceará e oeste de Pernambuco. Essas condições podem limitar o desenvolvimento de culturas de sequeiro.

Norte

Volumes de chuva abaixo da média histórica para o trimestre outubro, novembro, dezembro na maior parte do Pará, centro-norte de Rondônia, norte do Tocantins e na região da cabeça do cachorro, bem como no extremo norte do Amazonas (tons em amarelo na Figura A). A previsão do armazenamento hídrico no solo para os próximos meses indica elevação dos níveis no oeste e sul do Amazonas, Acre, Rondônia, além do sul do Pará e do Tocantins, com percentuais superiores a 60%.

No entanto, observa-se o predomínio de baixos estoques de água no solo, inferiores a 30%, no oeste de Roraima, Amapá e norte do Pará, principalmente no mês de dezembro. As projeções indicam a intensificação das condições de seca no norte do Pará, Amapá, Tocantins, Roraima e no extremo leste do Amazonas durante outubro, com déficits superiores a 130 mm.

As áreas mais críticas de déficits hídricos devem se concentrar no Amapá, no norte do baixo Amazonas e no extremo norte de Roraima, com uma redução gradual em novembro, o que pode impactar as atividades agrícolas e a formação de pastagens na região. Por outro lado, no mês de dezembro, observase uma melhor disponibilidade hídrica em quase toda a região, especialmente no oeste e sul da Amazônia, o que tende a favorecer a manutenção de culturas perenes tropicais e as atividades da agricultura familiar nessas áreas.



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Pix automático passa a ser obrigatório a partir desta segunda-feira (13)



A partir desta segunda-feira (13), o Pix automático passa a ser obrigatório para as instituições financeiras que oferecem esse tipo de serviço. Criada pelo Banco Central (BC) em junho deste ano, a ferramenta deixa de ser opcional e tem como objetivo facilitar o pagamento de contas recorrentes, como energia, água e assinaturas digitais.

De acordo com o Banco Central, a função beneficiará até 60 milhões de brasileiros sem cartão de crédito.

Para as empresas, a nova tecnologia facilitará a cobrança ao simplificar a adesão à cobrança automática. Isso porque o débito automático exige convênios com cada um dos bancos, o que na prática só era possível a grandes companhias. Com o Pix automático, bastará a empresa ou o MEI pedir a adesão ao banco onde tem conta.

Como funciona?

O processo do Pix automático começa quando a empresa envia um pedido de autorização ao cliente. No aplicativo do banco ou instituição financeira, o usuário acessa a opção “Pix automático”, lê e aceita os termos da operação. Em seguida, define a periodicidade da cobrança, o valor (que pode ser fixo ou variável) e o limite máximo por transação.

A partir da data acordada, o sistema realiza os débitos de forma automática, 24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive em feriados. O usuário pode cancelar a autorização ou ajustar valores e periodicidade a qualquer momento, mantendo total controle sobre os pagamentos recorrentes.

Tipos de contas

A função só é válida para pessoas físicas como pagadoras e empresas ou prestadores de serviços como cobradores. O pagamento periódico entre pessoas físicas, como mesadas ou salários de trabalhadores domésticos, é feito por outra modalidade, o Pix agendado recorrente, serviço que os bancos devem oferecer obrigatoriamente desde outubro de 2024.

Pix agendado recorrente e Pix automático

No Pix agendado recorrente, o pagador tinha de digitar a chave com a conta da empresa, o valor e a periodicidade da cobrança, o que poderia levar a erros e divergências. No Pix automático, o usuário receberá uma proposta de adesão, bastando confirmar a cobrança, podendo ajustar valores e a frequência dos pagamentos.

  • Contas de consumo (luz, água, telefone)
  • Mensalidades escolares e de academias
  • Assinaturas digitais (streaming, música, jornais)
  • Clubes de assinatura e serviços recorrentes
  • Outros serviços com cobrança periódica

Segurança

O Pix automático traz alguns riscos de segurança. O principal são falsas empresas que enviam propostas de cobrança que irão para contas de terceiros. Para minimizar o risco de golpes, o BC editou, em junho, uma série de normas para as empresas que aderirem ao Pix automático.



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Soluções da Kuhn do Brasil aumentam eficiência da nutrição no setor leiteiro


A pecuária leiteira brasileira demonstra uma alta força produtiva, consolidando um volume recorde de 35,7 bilhões de litros produzidos em 2024 e iniciando 2025 com uma alta de 4,3% na captação diária no primeiro trimestre, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outro marco histórico foi registrado no segundo trimestre desse ano, com uma captação formal de 6,5 bilhões de litros, um aumento de 9,4% sobre o mesmo período do ano anterior, conforme o IBGE.

O crescimento, no entanto, acontece em um cenário de forte pressão econômica, onde a escalada no preço dos insumos, principalmente a ração, desafia a rentabilidade e exige do produtor uma gestão cada vez mais técnica e eficiente. O paradoxo de um setor que cresce em volume, mas luta para manter a lucratividade, é a realidade vivida nas principais bacias leiteiras do país, que se concentram em estados como Minas Gerais, o líder nacional, seguido por potências como Paraná – onde está localizado Castro, o município com a maior produção do Brasil – e Rio Grande do Sul.

Para os produtores dessas regiões, a otimização de cada etapa da operação já não é mais um diferencial, pois se tornou uma condição de sobrevivência e competitividade, especialmente diante da concorrência de lácteos importados de países do Mercosul. A alimentação do rebanho, que pode representar até 60% dos custos totais de produção, é considerada a área mais crítica e com maior potencial de otimização.

Foto: Kuhn/divulgação

Nesse mercado, onde o consumidor final valoriza produtos de maior valor agregado e o custo da matéria-prima é ditado por fatores globais, o investimento em tecnologia de precisão na alimentação é a resposta mais estratégica. Segundo o especialista Daniel Wolff, da KUHN do Brasil, a eficiência da mistura impacta diretamente a produtividade leiteira, garantindo uma distribuição uniforme dos ingredientes, evitando a seleção pelo animal e assegurando que cada bocado contenha o perfil nutricional planejado.

Como resultado, há maior estabilidade ruminal e melhor conversão alimentar. “Uma mistura homogênea pode elevar a produção diária por vaca entre 1,5 a 2 litros, além de reduzir em até 15% o desperdício de ração. Em um cenário de insumos caros, essa economia é uma vantagem competitiva direta”, explica Wolff.

A KUHN do Brasil tem investido para atender a essa demanda com soluções que aliam precisão nutricional e eficiência operacional. O destaque são os misturadores autopropelidos das linhas SPV e SPW, projetados para transformar o maior centro de custo da fazenda em uma alavanca de rentabilidade.

Equipados com sistema de mistura vertical e contra-facas ajustáveis, os equipamentos garantem uma homogeneização superior da dieta total (TMR). A fresa frontal realiza o carregamento direto do silo sem descompactar o material, preservando a estrutura da fibra e a qualidade da silagem. Diferente dos sistemas convencionais, os ingredientes caem diretamente no fluxo da mistura, o que reduz o tempo de processamento, melhora a uniformidade e contribui para uma operação mais rápida e com menor consumo de combustível.

A automação do carregamento também elimina a necessidade de uma pá carregadeira, reduzindo o número de máquinas e o esforço do operador, um ganho relevante diante da escassez de mão de obra qualificada.

  • O SPV se destaca pela compacidade e agilidade em propriedades com estruturas mais estreitas, com reservatórios de 12 a 17 m³.
  • O SPW oferece maior volume de carga (até 27 m³), com duas roscas verticais, ideal para propriedades de grande escala.

Ambos os modelos podem ser equipados com o sistema EvoNIR, que realiza uma leitura instantânea dos parâmetros nutricionais dos ingredientes (matéria seca, proteína, fibra) durante o carregamento. Com esses dados, o sistema pode realizar correções simultâneas na formulação, garantindo que o rebanho receba exatamente o perfil nutricional planejado. Essa inteligência embarcada coloca o produtor no controle total da nutrição, transformando precisão em resultado financeiro.

Foto: Kuhn/divulgação

Sobre a KUHN do Brasil

O Grupo KUHN, que tem como propósito o desenvolvimento de soluções confiáveis para alimentar a população mundial preservando o meio ambiente , está presente em 110 países e emprega mais de 5.000 pessoas em 11 unidades de produção e 11 unidades de distribuição em todo o mundo. De origem francesa, com um know-how e expertise de 197 anos , possui a linha mais completa de implementos agrícolas para agricultura e pecuária.

A KUHN tem 20 anos de atuação no Brasil com sedes nas cidades de São José dos Pinhais (PR) e Passo Fundo (RS ). Conta ainda com quatro centros de distribuição e treinamentos, localizados em Rondonópolis (MT), Palmas (TO), São José dos Pinhais (PR) e Passo Fundo (RS). Em 2025, a empresa reforça a sua presença nacional com a campanha “20 anos no Brasil – Fazendo história com você”.

Para conhecer mais sobre as linhas de produtos da KUHN do Brasil, acesse o site da empresa.



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Opep mantém projeção de alta na oferta global de petróleo



A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve suas previsões de crescimento para a produção de petróleo fora da aliança Opep+ nos próximos dois anos. O grupo estima que a oferta aumente 800 mil barris por dia (bpd) em 2025 e 600 mil bpd em 2026, conforme relatório mensal divulgado nesta segunda-feira (13).

Produção deve crescer em países das Américas

Segundo a Opep, Estados Unidos, Brasil, Canadá e Argentina devem liderar a expansão da oferta. Juntos, esses países devem responder por grande parte do incremento esperado no mercado internacional.

Com os novos volumes, a produção total fora da Opep+ deve alcançar 54,01 milhões de barris por dia em 2025 e 54,64 milhões em 2026, segundo as estimativas.

Avanço também entre países da Opep+

Entre os membros da Opep+ — grupo que inclui a Rússia e outros grandes produtores — também houve aumento na produção. Em setembro, o volume médio subiu 630 mil barris por dia em relação a agosto, chegando a 43,05 milhões de barris diários.



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Cruzamento entre caracu e devon pode ajudar a potencializar a pecuária moderna; saiba mais



A pecuária moderna busca aliar a rusticidade dos taurinos adaptados à alta produtividade das raças de corte e o cruzamento entre caracu e devon se destaca como uma estratégia eficiente nesse contexto.

Ao programa Giro do Boi, o pecuarista Guilherme Machado, de Barra do Bugres (MT), consultou o zootecnista Alexandre Zadra sobre a viabilidade de inseminar suas vacas caracu puras com touros devon. A resposta do especialista é clara: “a combinação é uma excelente opção que garante bezerros pesados e precoces no abate”. Confira:

O criador possui vacas caracu, que são taurinas adaptadas e tropicais, com alta tolerância ao calor do Mato Grosso. Ao cruzar o caracu (raça de grande porte e biotipo continental) com o devon (raça europeia de menor porte), o pecuarista gera 100% de heterose (vigor híbrido), uma vez que são raças geneticamente distantes. Essa complementariedade resulta em um animal com alta adaptabilidade e excelente desempenho.

Cruzar para melhorar a adaptação

Um dos grandes benefícios do cruzamento é a garantia da adaptação ao clima tropical. O Caracu é reconhecido pela linhagem slick hair (pelo zero). Ao utilizar o devon nessas fêmeas, 100% dos produtos serão de pelo zero, o que otimiza o conforto térmico e o desenvolvimento dos bezerros desde o nascimento. Além disso, o porte menor do devon sobre o caracu de grande porte assegura a facilidade de parto.

O zootecnista Zadra sugere que as fêmeas F1 (devon x caracu) também sejam aproveitadas, seja com a reintrodução do Caracu ou com o uso de um bimestiço, como brangus ou braford, para um cruzamento terminal.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.



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Consumo de ‘falsa couve’ deixa quatro em estado grave em MG



Quatro pessoas da mesma família foram internadas na região do Alto Paranaíba em Minas Gerais após o consumo da nicotiana glauca, planta tóxica conhecida como ‘falsa couve’. O caso aconteceu na última quarta-feira (8), e entre os pacientes intoxicados estão uma mulher de 37 anos, e três homens de 60, 64 e 67 anos.

A ingestão, que ocorreu após a família confundir a planta com um pé de couve, e causou sérios problemas de saúde, deixando as quatro pessoas em estado grave. A mulher, que está internada desde o dia 8, foi diagnosticada com uma lesão cerebral grave e que, possivelmente, deixará sequelas. Um dos idosos saiu do coma enquanto o outro permanece em coma induzido. O homem de 67 anos, por sua vez, recebeu alta na quinta-feira (9). As informações são da Secretaria de Saúde do município de Patrocínio (MG).

A planta, também conhecida como fumo bravo, é comum em áreas rurais e beiras de estrada. A sua característica tóxica se dá pela presença da anabazina, substância que causa paralisia muscular e respiratórias, podendo levar à morte.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a família havia se mudado para a propriedade recentemente, e confundiu a nicoitiana com o vegetal. Apesar da semelhança, as folhas da couve-falsa apresentam coloração verte-acinzentada, textura aveludada e folhas mais finas. Por sua vez, a couve verdadeira, apresenta nervuras bem marcadas. Mas mesmo assim, a orientação é evitar o consumo caso não haja certeza da procedência.

Por volta das 15h na quarta-feira as vítimas, que chegaram a sofrer paradas cardiorrespiratórias, forama tendidas por equipes dos Bombeiros, da Polícia Militar e do Samu. Após o atendimento, todos foram encaminhados para a Santa Casa do município de Patrocínio e para a Unidade de Pronto Atendimento.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.



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Goiás amplia número de cidades aptas a exportar melancia, melão e abóbora ao Mercosul



O município de Itapirapuã, no Oeste de Goiás, foi oficialmente reconhecido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) como apto a exportar cucurbitáceas (melancia, melão, abóbora, entre outros) para os países do Mercosul.

A conquista é resultado do trabalho conjunto entre a Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), produtores rurais e responsáveis técnicos. Com o novo reconhecimento, Goiás soma 19 cidades certificadas para a exportação desse tipo de cultivo.

O reconhecimento foi concedido pela Portaria SDA/Mapa nº 1.418/2025, publicada no Diário Oficial da União em 7 de outubro.

O documento inclui o município no Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para a praga Anastrepha grandis, conhecida como mosca-das-frutas das cucurbitáceas.

Certificação de exportação

Para obter o reconhecimento, o município passou por monitoramento fitossanitário rigoroso em lavouras, conduzido por um responsável técnico habilitado pela Agrodefesa, durante um período mínimo de seis meses.

Com base nos dados coletados, a Agência elaborou e encaminhou ao Mapa o Projeto Técnico de inserção no SMR, atendendo a todos os critérios exigidos pela Secretaria de Defesa Agropecuária.

“Essa parceria entre poder público e setor produtivo tem sido fundamental para ampliar o número de municípios goianos reconhecidos”, afirma o gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo.

Confira os 19 municípios aptos a exportar:

  • Carmo do Rio Verde;
  • Cristalina;
  • Edealina;
  • Goianésia;
  • Ipameri;
  • Itapirapuã;
  • Itapuranga;
  • Jaraguá;
  • Jussara;
  • Luziânia;
  • Maurilândia;
  • Mundo Novo;
  • Nova Crixás;
  • Porangatu;
  • Rio Verde;
  • Rubiataba;
  • Santa Helena;
  • São Miguel do Araguaia;
  • Uruana.



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Mato Grosso semeou 21% da área prevista de soja na safra 2025/26



A semeadura de soja da safra 2025/26 em Mato Grosso atingiu, na sexta-feira (10), 21,22% da área prevista, avanço de 6,19 pontos porcentuais em comparação com os 15,03% da área semeada até a sexta-feira anterior. A informação foi divulgada pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

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Em comparação com igual período da safra 2024/25, quando 8,81% da área havia sido plantada, os trabalhos estão adiantados em 12,41 pontos porcentuais. Já em relação à média dos últimos cinco anos, de 17,17%, há um adiantamento de 4,05 pontos porcentuais.

Trabalhos com a soja em MT

A região médio-norte lidera o plantio, com 30,94% da área semeada, avanço semanal de 6,67 pontos porcentuais. Em seguida aparecem norte, com 29,55% e ganho de 12,29 pontos porcentuais na semana, e oeste, com 28,91% e alta de 10,67 pontos porcentuais. A região noroeste atingiu 25,38%, com avanço de 6,49 pontos porcentuais, enquanto centro-sul chegou a 19,03%, alta de 5,40 pontos porcentuais.

As regiões com menor avanço foram sudeste, com 9,92% da área plantada e ganho de 2,37 pontos porcentuais na semana, e nordeste, com 9,66% e alta de 4,29 pontos porcentuais. Na comparação entre safras, a região médio-norte apresenta o maior adiantamento, de 18,31 pontos porcentuais ante igual período do ano passado, seguida por oeste, com 16,80 pontos porcentuais, e noroeste, com 16,56 pontos porcentuais.



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Incerteza no mercado de soja? La Niña e trabalhos limitados preocupam sojicultores no Brasil



O mercado de soja encerrou a segunda semana de outubro em ritmo cauteloso, com influências vindas tanto do cenário internacional quanto das condições climáticas no Brasil. Segundo a plataforma Grão Direto, o impasse político nos Estados Unidos e o avanço do fenômeno La Niña compõem um cenário de incerteza, mas também de oportunidades para o produtor brasileiro.

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Shutdown nos EUA

O impasse político norte-americano mantém o governo parcialmente paralisado há mais de uma semana. Com isso, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) segue sem divulgar relatórios essenciais, como o de inspeções de exportação e o acompanhamento da safra, o que aumenta a volatilidade nos mercados futuros.

Clima no Brasil

No Brasil, o clima continua sendo o principal fator de atenção pelos sojicultores. O tempo seco no Centro-Oeste, por exemplo, limitou os trabalhos em campo. Produtores que se anteciparam com as primeiras chuvas enfrentam agora problemas de germinação e necessidade de replantio, especialmente em Mato Grosso e Goiás.

Preços de soja no cenário internacional

Mesmo com o dólar em leve baixa e os preços em Chicago estáveis, os prêmios nos portos brasileiros permanecem sustentados pela forte demanda chinesa.

Em Chicago, o contrato de soja para agosto de 2025 encerrou a semana a US$ 9,67 por bushel, alta de 0,52%. Já o contrato para março de 2026 recuou 0,10%, fechando a US$ 10,22 por bushel.

No Brasil, o dólar caiu 1,98%, cotado a R$ 5,44, e os preços físicos mantiveram-se estáveis, sustentados pelos prêmios portuários.

O que esperar do mercado de soja?

A NOAA confirmou oficialmente que o fenômeno La Niña está ativo desde setembro e deve persistir até o início de 2026, abrangendo o período crítico de plantio da safra 25/26. Segundo os modelos climáticos, trata-se de um evento fraco, mas suficiente para alterar o regime de chuvas na América do Sul.

Entre outubro e dezembro, o fenômeno pode provocar irregularidade nas chuvas, especialmente nas regiões centrais do Brasil, exigindo atenção redobrada dos produtores para evitar perdas na germinação e no estabelecimento das lavouras.

Taxação dos EUA

O cenário externo volta a ser marcado por incertezas. Na última sexta-feira (10), o presidente Donald Trump anunciou tarifas de 100% sobre importações chinesas, em resposta a uma nova política de Pequim que impõe relatórios obrigatórios sobre exportações de terras raras aos EUA. A medida intensificou as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo e pressionou as cotações da soja em Chicago.

No curto prazo, o movimento tende a favorecer o Brasil, com o real desvalorizado e a necessidade da China de recompor estoques até dezembro, os prêmios nos portos brasileiros devem continuar elevados, ampliando a competitividade da soja nacional.

Câmbio

O dólar encerrou a semana em alta, após uma sequência de quedas. A oscilação foi provocada por fatores internos e externos. No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a redução do compulsório da poupança, medida que libera cerca de R$ 37 bilhões para investimentos em infraestrutura e construção civil.

Embora a iniciativa estimule a economia, a entrada de recursos tende a pressionar a inflação no curto prazo, o que pode aumentar a volatilidade cambial nos próximos dias.



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Tensões entre EUA e China não ‘mudam jogo’ para soja brasileira, diz analista



Os recentes eventos envolvendo China e Estados Unidos seguirão reverberando no mercado agrícola, especialmente na soja. Na última sexta-feira (10), Donald Trump anunciou uma tarifa adicional de 100% contra o país asiático, após a limitação das exportações de terras raras e produtos fabricados a partir desses elementos.

O governo dos EUA, entretanto, voltou atrás e adiou a medida, que passaria a valer em 1º de novembro. Para o consultor em agronegócios, Carlos Cogo, esse movimento não “muda o jogo” para o Brasil. Sobre um possível acordo entre os dois países, ele avalia que esse cenário fica cada vez mais distante.

Impactos na soja em Chicago e no Brasil

Na avaliação de Cogo, o cenário mais provável a partir de agora é de pressão sobre as cotações futuras em Chicago, mas sem avanço significativo, já que não há demanda por soja norte-americana. Nesse sentido, o Brasil segue abastecendo o mercado chinês. Das 12,87 milhões de toneladas compradas pela China em setembro, 78% correspondem à soja brasileira.

“Os chineses continuam comprando grandes volumes aqui e já se preparam para a nova safra brasileira e na América do Sul, o que deve fortalecer os prêmios no Brasil”, explica. Segundo o especialista, o movimento deve ocorrer principalmente no primeiro semestre de 2026, gerando preços melhores para o produtor.

Diante desse cenário, Cogo afirma que não há impacto relevante ou mudança significativa para o mercado brasileiro. “Com a colheita, nossa soja já tende a ser mais valorizada, o que praticamente não muda o jogo para nós neste momento”, conclui.



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