Veja como ficam as condições do tempo em todas as regiões do Brasil nesta segunda-feira (17), de acordo com os meteorologistas da Climatempo. Tem temporais e muito calor no horizonte.
Sul
O Rio Grande do Sul entra em alerta para temporais e chuva volumosa. Há chance de raios e granizo em algumas localidades do oeste e norte do estado.
A chuva também aumenta no oeste e sul de Santa Catarina, mantendo-se em forma de pancadas mais localizadas no sudoeste e sul do Paraná.
Não chove no norte paranaense, e o calorão continua na região.
Sudeste
Não há previsão de chuva em grande parte da região. Uma área de alta pressão ganha força na atmosfera, e as quatro capitais do Sudeste terão um dia ensolarado e com tempo firme. Há possibilidade de recorde de calor em áreas dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro
Pouca chuva deve ser registrada no noroeste de São Paulo e no Triângulo Mineiro.
Centro-Oeste
Mato Grosso do Sul, Goiás e Distrito Federal registram pouca chuva, com pancadas irregulares entre tarde e a noite.
O calorão continua sendo destaque no oeste e sudoeste de Mato Grosso do Sul.
Temporais devem ocorrer na divisa de Mato Grosso com Rondônia, Amazonas e Pará.
Nordeste
Chuva fraca deve ser registrada no norte e oeste da Bahia, assim como no sul do Piauí e no interior da Paraíba e de Pernambuco.
O dia será sol com chuva moderada no leste e sul da Bahia e no litoral do Rio Grande do Norte de Alagoas.
Além disso, devem ocorrer temporais no Maranhão e chuva forte no norte do Piauí e no Ceará.
Norte
O sol e pancadas irregulares devem permanecer marcando o dia no Tocantins e norte de Roraima. Há ainda risco de temporais no Acre, Rondônia, Amazonas, Amapá e Pará, com possibilidade de raios e ventos de moderada a forte intensidade.
A semana foi marcada pela divulgação do relatório de fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que trouxe números neutros para o mercado de soja, confirmando a ampla oferta mundial e pressionando as cotações na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).
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O USDA manteve a previsão para a safra norte-americana de soja em 4,366 bilhões de bushels (118,82 milhões de toneladas) para a temporada 2024/25, com produtividade de 50,7 bushels por acre, números que permanecem inalterados desde o mês anterior. Além disso, os estoques finais dos EUA para 2024/25 foram estimados em 380 milhões de bushels (10,34 milhões de toneladas), abaixo da expectativa do mercado.
No cenário mundial, o USDA indicou uma previsão de safra global de soja de 420,76 milhões de toneladas para 2024/25, uma redução em relação aos 424,26 milhões estimados em janeiro. Para 2023/24, a projeção de produção global foi de 394,97 milhões de toneladas. Já os estoques finais para a temporada 2024/25 estão projetados em 124,34 milhões de toneladas, também abaixo das expectativas do mercado.
Brasil e Argentina
Para o Brasil, o USDA manteve a estimativa de produção para 2023/24 em 153 milhões de toneladas, com previsão de 169 milhões para a safra 2024/25. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) também indicou uma safra recorde para o Brasil, com 166,01 milhões de toneladas na temporada 2024/25, representando um aumento de 12,4% em relação à safra anterior, mas com uma projeção conservadora. A Conab havia estimado 166,33 milhões de toneladas em seu levantamento anterior.
Por outro lado, a produção de soja na Argentina sofreu um corte devido às condições climáticas adversas. A Bolsa de Comércio de Rosário (BCR) ajustou suas previsões para a safra 2024/25, passando para 47,5 milhões de toneladas, um número inferior ao intervalo normal de 53 a 53,5 milhões de toneladas.
A previsão do USDA também foi revisada para 49 milhões de toneladas, abaixo dos 52 milhões de toneladas estimados anteriormente. Agora, a expectativa é que as chuvas, que são fundamentais para a safra, tragam pelo menos 40 mm nas próximas duas semanas.
Desafios e expectativas
O cenário atual é de grande atenção, principalmente para a soja na Argentina, onde as condições climáticas podem ainda alterar o prognóstico. Já no Brasil, a expectativa é de uma safra recorde, embora a produção esteja sendo acompanhada de perto devido a variações nas estimativas de diferentes fontes, como a Conab e o levantamento de Safras & Mercado, que aponta uma produção de 174,9 milhões de toneladas.
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e a Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiram, neste domingo (16), alertas quanto ao risco de chuvas intensas atingirem boa parte do território gaúcho entre hoje e amanhã (17), podendo causar transtornos em diferentes regiões do estado.
Segundo o Inmet, além do risco de chuvas fortes, entre 30 milímetros (mm) e 60 mm por hora, e de queda de granizo, os ventos podem atingir entre 60 quilômetros (km) e 100 km/h, com riscos de corte de energia elétrica, queda de árvores, alagamentos e estragos.
O aviso do instituto vale das 13h deste domingo às 10h da segunda-feira (17), para a região metropolitana de Porto Alegre e regiões sudoeste, noroeste, sudeste, nordeste, centro ocidental e centro oriental e rio-grandense, além das regiões serrana do estado e para o sul catarinense.
Já a Defesa Civil gaúcha prevê que, nas próximas horas, deve chover muito, em pouco tempo, o que potencializa o risco de cheia de rios, arroios, córregos, pequenos cursos d´água e demais áreas suscetíveis a alagamentos.
“Em função de elevados acumulados previstos, com chuvas de altas intensidades (elevado volume em pouco tempo), é indicada a condição de alerta em praticamente todas as bacias hidrográficas do estado”, comunicou o órgão estadual, que também já emitiu, hoje, alertas para chuvas e ventos fortes, com a possibilidade de queda de granizo, em Eldorado do Sul, Guaíba, Porto Alegre, Viamão, Alvorada, Canoas, Cachoeirinha, Gravataí, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapiranga, Taquari, Charqueadas, Arroio dos Ratos e Montenegro.
Os órgãos públicos recomendam que, caso sejam surpreendidas por condições adversas de tempo, com perigo iminente, as pessoas devem buscar abrigo imediatamente. Se estiverem em casa, o recomendável é fechar bem portas e janelas. E durante os temporais, retirar os fios de eletroeletrônicos das tomadas, além de abrigar animais e mantê-los em segurança. Também é importante conhecer os planos de contingência municipais para saber como proceder em caso de risco ou desastre. Os planos podem ser obtidos com os órgãos de proteção municipais.
A Defesa Civil de São Paulo emitiu, neste domingo (16), um alerta de calor intenso para todo o estado, com temperaturas podendo chegar a 38 °C em algumas localidades. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências do órgão, a elevação da temperatura, provocada por uma massa de ar quente, será sentida em várias regiões paulistas até, pelo menos, a próxima quarta-feira (19).
As temperaturas máximas devem atingir 38 °C na região de Itapeva e no Vale do Ribeira; 36 °C na Baixada Santista e nas regiões de São José dos Campos, Araçatuba, Marília e Presidente Prudente e 35 °C no litoral norte e nas regiões de Bauru e Araraquara.
Já no Vale do Paraíba e nas regiões de Presidente Prudente, Barretos e Franca, os termômetros devem chegar à casa dos 34 °C. E aos 33 °C na região metropolitana da capital paulista e nas regiões de Sorocaba e Campinas.
Segundo a Defesa Civil paulista, nessas circunstâncias, é preciso redobrar a atenção com idosos e crianças, que devem ingerir bastante água a fim de se manterem bem hidratados e protegidos do sol.
Animais de estimação também devem ser mantidos em locais com sombra e água fresca disponível.
Veja recomendações da Defesa Civil para enfrentar onda de calor
Evite exposição ao sol entre 10h e 16h;
Use protetor solar, boné ou chapéu e roupas leves;
Mantenha-se hidratado, bebendo bastante água;
Evite atividades físicas intensas ao ar livre durante o calor;
Mantenha os ambientes ventilados;
Nunca deixe crianças ou animais dentro de veículos estacionados, pois a temperatura interna pode subir rapidamente e causar risco de morte.
Uma técnica desenvolvida nos Países Baixos (popularmente conhecido como Holanda) leva em conta o bem-estar animal e, de forma personalizada, os gargalos em cada propriedade com o objetivo de aumentar a produtividade pecuária. Trata-se da metodologia Cowsignals (sinais da vaca, em tradução livre).
Cada vez mais adotada no Brasil, está diretamente inserida no conceito de sustentabilidade. O gerente de Bovinos da Auster Nutrição Animal, Wiliam Tabchoury, destaca que a metodologia costuma ser bem-sucedida na produção de bovinos de leite e de corte.
Assim, a técnica é baseada em seis fundamentais fatores que interferem, diretamente, na produtividade: alimentação, água, ventilação, iluminação, espaço e descanso.
“A metodologia é prática e científica e identifica os gargalos que podem ser trabalhados e, além disso, priorizar as ações onde elas podem ter mais resultado”.
Nesta linha, Tabchoury aconselha o pecuarista a identificar e a investir em três pontos prioritários que mais são deficitários em sua propriedade para, só então, investir nos outros três.
Identificação de problemas na alimentação
Foto: Plínio Queiroz/Canal Rural
O gerente de bovinos esclarece que um dos pontos mais críticos entre os seis gargalos da técnica Cowsignals é a alimentação do animal.Isso porque não basta que a dieta seja bem equilibrada, é preciso se assegurar que o animal ingira os nutrientes necessários.
“O ventre do animal, a barriga, [é um desses indicativos], se ela estiver estufada é uma medida de como esse animal ingeriu na última semana. Se a barriga estiver com o rúmen vazio, ela não ingeriu nas últimas 24 horas. Se a barriga estiver ‘chupada’, o animal não vem se alimentando bem na última semana”.
Neste ponto, a avaliação do escore corporal serve para entender a forma como o animal vem se alimentando nos últimos meses.
“O animal que está mais gordo, está recebendo uma dieta superior à demanda nutricional dele, então seria necessário retirá-lo do lote para ter a dieta ajustada. O mesmo vale para o animal que está muito magro. […] Veja que isso acontece com a mesma dieta que está disponível no coxo porque existem outros fatores que interferem na ingestão e, obviamente, no desempenho do animal”.
A iniciativa do presidente da Argentina, Javier Milei, ao promover o lançamento de uma criptomoeda por uma empresa privada desencadeou uma nova crise política no país, forçando-o a anunciar uma investigação contra si mesmo.
O episódio que parte da imprensa argentina está tratando como o “cripto gate” envolve a suspeita de funcionários do governo federal, incluindo o próprio presidente, em supostas irregularidades envolvendo a criação da $Libra, uma criptomoeda que, segundo Milei, ajudaria a financiar pequenas empresas e empreendimentos argentinos.
As críticas e as reações à iniciativa de Milei se avolumaram depois que o presidente argentino publicou, nas redes sociais, um texto de apoio ao projeto Viva La Libertad, que é encabeçado pelo lançamento da $Libra.
Assim que o presidente tornou público seu apoio à iniciativa, o valor do ativo digital disparou, valorizando-se exponencialmente. Os poucos detentores da criptomoeda começaram então a vendê-la, com lucros altíssimos. Porém, o valor da $Libra voltou a cair tão logo especialistas e oposicionistas a Milei começaram a apontar o risco de fraude no empreendimento.
A primeira reação do presidente argentino foi apagar a publicação promocional de sua conta no X (antigo Twitter), substituindo-a por uma nova mensagem na qual afirmava não ter nenhum vínculo com o “suposto empreendimento privado”, do qual não conhecia os “pormenores”.
O esclarecimento não conteve a escalada da crise, a ponto do jornal La Nacion, um dos mais influentes do país, noticiar que o “escândalo $Libra abriu uma caixa de Pandora”, com acusações de que pessoas próximas a Milei teriam pedido vantagens pessoais a empresários em troca de franquear o acesso ao presidente argentino.
Pressionado, o governo argentino anunciou duas medidas. Em uma nota oficial divulgada neste sábado (15), a equipe de Milei informou que o presidente determinou ao Gabinete Anticorrupção que apure se algum membro do governo nacional, incluindo ele mesmo, agiu de forma imprópria.
Além disso, Milei informou que será criada, no âmbito da própria presidência, uma força-tarefa composta por representantes de vários órgãos e organizações interessadas no tema para que avaliem o projeto Viva La Libertad, a $Libra e todas as empresas ou pessoas envolvidas com a iniciativa.
Ainda na nota, a equipe de Milei esclarece que o primeiro contato do presidente com os representantes da empresa responsável pela $Libra aconteceu em 19 de outubro de 2024, durante um encontro no qual os empresários comentaram a intenção de “desenvolver um projeto para financiar empreendimentos privados na Argentina utilizando tecnologia blockchain”. O encontro, público, foi devidamente registrado na agenda de Milei, segundo sua equipe.
Cerca de dois meses e meio depois, em 30 de janeiro deste ano, por sugestão dos mesmos empresários, Milei se reuniu com o sócio do empreendimento que forneceria toda a infraestrutura tecnológica necessária.
“Finalmente, nesta sexta-feira, o presidente [Milei] compartilhou uma publicação em suas contas pessoais comunicando o lançamento do projeto, tal como faz cotidianamente em relação a muitos empreendedores que querem lançar um projeto para criar empregos e investir na Argentina”, acrescenta, na nota, a equipe do chefe do executivo da Argentina, reafirmando que ele não participou da criação e do desenvolvimento da criptomoeda.
“Frente as repercussões [negativas] que o anúncio do projeto gerou, para evitar qualquer especulação e para não dar mais publicidade [à iniciativa], [o presidente argentino] decidiu eliminar a publicação [de sua conta pessoal no X]”, finaliza a equipe presidencial, garantindo que todas as informações sobre o assunto que forem reunidas pelo Gabinete Anticorrupção e pela força-tarefa que será criada serão encaminhadas à Justiça, “para que esta determine se alguma empresa ou pessoa vinculada ao projeto cometeu algum delito”.
Na manhã deste domingo, representantes de duas organizações sociais (Observatório do Direito à Cidade e Movimento A Cidade Somos Nós Que A Habitamos) e de um partido político (Unidade Popular) ingressaram na Justiça com uma denúncia contra o presidente argentino, a quem acusam de ter prejudicado a mais de 40 mil pessoas ao se associar a um esquema que, segundo os denunciantes, teriam causado um prejuízo da ordem de US$ 4 bi.
Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) divulgaram nesta quinta-feira (13), na revista Nature, o processo e potencial de um biocatalisador isolado a partir de bactérias do solo brasileiro, chamado de CelOCE (do inglês Cellulose Oxidative Cleaving Enzyme).
As amostras são de áreas normalmente cobertas por bagaço de cana-de-açúcar, e as bactérias analisadas não tiveram uma “fase de laboratório” de seleção e criação.
A pesquisa foi desde a bioprospeção, quando se encontraram os microorganismos com potencial, até a produção da enzima em escala industrial, na planta-piloto do CNPEM.
Pequenas enzimas
A CelOCE é uma enzima muito pequena, composta por 115 aminoácidos, o que a torna mais simples de alterar em laboratório do que o tipo de enzima usada atualmente. Essa “flexibilidade” é um dos motivos que a faz ser tratada pela equipe do CNPEM como um avanço, com potencial de mudar a cadeia de produção baseada em biomassa, e pode ser usada em combustíveis, em produtos obtidos por petroquímicos, como plásticos, ácidos orgânicos e outras moléculas.
Dados sob condições industriais mostraram que, ao ser usada junto com enzimas já utilizadas na indústria, a CelOCE aumentou em até 21% a quantidade de glicose liberada a partir de resíduos vegetais.
Ela funciona acelerando a quebra da celulose por desconstrução, etapa necessária para produzir energia no processo de construção de bioquímicos. “Essa descoberta muda o paradigma da degradação da celulose na natureza e tem o potencial de revolucionar as biorrefinarias”, explicou o pesquisador do CNPEM Mario Murakami, responsável por liderar os estudos.
A enzima já teve seu pedido de registro de patente depositado e está em licenciamento para uso industrial. O uso no setor produtivo pode começar entre um e quatro anos após o licenciamento, dependendo da tecnologia aplicada em seu desenvolvimento.
Encontrar as bactérias não foi um acidente, mas parte dos resultados do programa de mapeamento genético da vida microbiana da biodiversidade brasileira, realizado pelo CNPEM com parceiros nacionais e internacionais, como o que isolou compostos com potencial para uso médico em bactérias de uma unidade de conservação na Amazônia.
Essa descoberta teve parcerias com o Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentos e Meio Ambiente da França (INRAE, da Universidade Aix Marseille), e com a Universidade Técnica da Dinamarca (DTU).
Com o touro sindi, a escolha da terceira raça para cruzamento com novilhas F1 angus x nelore é uma decisão estratégica para pecuaristas que buscam otimizar o ganho de peso e a adaptabilidade dos animais em regime de pastagem.
A reportagem, originalmente escrita pelo jornalista Fábio Moitinho, foi a mais lida do Giro do Boi, programa que vai ao ar diariamente na tela do Canal Rural. Assista ao vídeo abaixo e confira as recomendações:
No quadro “Giro do Boi Responde”, o zootecnista e especialista em cruzamento industrial Alexandre Zadra esclareceu a dúvida do produtor Eliezer Cardoso, do Sul da Bahia, que considera utilizar o touro sindi sobre essas novilhas para produzir animais de ciclo terminal.
O touro sindi pode ser uma alternativa interessante, pois contribui com heterose, adaptabilidade e rusticidade.
Como é um zebuíno de menor porte, quando cruzado com a F1 angus x nelore, gera bezerros bem adaptados, com bom peso na desmama e fêmeas que podem ser utilizadas como matrizes.
Além disso, a carne produzida pode ser valorizada em programas de qualidade, como o 1953 da JBS, que premia animais jovens e bem acabados.
Outras alternativas
Apesar das vantagens do sindi, Zadra explica que há opções que podem maximizar a complementariedade genética e aumentar o rendimento da produção:
Caracu: uma excelente escolha, pois oferece bom ganho de peso, adaptabilidade ao calor e animais com pelo curto, ideais para sistemas a pasto. Além disso, a carne dos tricross caracu pode receber prêmio em programas de qualidade.
Outro zebuíno de maior porte: se o objetivo for produzir bezerros com maior peso e rendimento de carcaça, raças zebuínas como tabapuã ou brahman também podem ser opções interessantes.
Independentemente da escolha, o especialista reforça que a decisão deve considerar o tamanho da fêmea F1, o sistema de engorda e as condições climáticas e de manejo da propriedade.
O cruzamento bem planejado pode resultar em animais precoces, produtivos e com alto valor de mercado, otimizando a lucratividade do pecuarista.
Tem dúvidas? Envie sua pergunta
Você também pode obter resposta à sua pergunta sobre qualquer dúvida que tiver na fazenda.
Envie para o quadro Giro do Boi Responde no link do WhatsApp do Giro do Boi, pelo número (11) 93310-7346 ou ainda pelo e-mail [email protected].
A limeira ácida tahiti (popularmente conhecida como limão-tahiti) tem ganhado destaque no semiárido nordestino, especialmente no Vale do São Francisco, como uma alternativa promissora para os fruticultores da região.
Por meio de um convênio entre a Embrapa Semiárido e a Eletrobras, foram implantadas áreas demonstrativas de 0,5 hectare em propriedades de agricultura familiar no município de Casa Nova, na Bahia.
A iniciativa, que também conta com o apoio da prefeitura, busca demonstrar o potencial da cultura e incentivar sua adoção por pequenos produtores.
Pesquisas indicam que a limeira ácida tahiti se adapta bem às condições climáticas locais, produzindo frutos de alta qualidade, mediante o uso de técnicas de manejo mais simples em comparação com outras espécies cítricas.
“Estamos trabalhando para que essas áreas sirvam como vitrine tecnológica. Os resultados observados até agora mostram que a cultura pode ser uma excelente opção para a diversificação de renda no Semiárido”, afirma a pesquisadora Débora Bastos, da Embrapa Semiárido.
Interesse pela cultura tem crescido
A limeira ácida tahiti se destaca pela rusticidade e facilidade de manejo, possibilitando sua adoção tanto por grandes produtores quanto pela agricultura familiar, contribuindo para a diversificação da produção regional.
Nos últimos anos, o interesse pela cultura cresceu, impulsionado pela crise enfrentada por outros estados produtores de citros, como São Paulo e Minas Gerais, devido ao greening (HLB), doença que tem dizimado pomares no país.
De acordo com Bastos, o clima do Semiárido oferece um ambiente menos propício para o desenvolvimento do greening e outras doenças, garantindo maior segurança fitossanitária. Isso, aliado à qualidade dos frutos, torna a região atrativa para os mercados interno e externo.
Produtividade da limeira ácida tahiti
Foto: Vinícius Braga
Com o uso do manejo adequado e da irrigação por gotejamento, a limeira ácida tahiti tem alcançado altos índices de produtividade no Semiárido. Em uma área experimental de 0,5 hectare, cultivada com a cultivar copa Cnpmf 02 e o porta-enxerto San Diego, foram colhidas 341 caixas de 25 kg entre setembro de 2024 e janeiro de 2025, totalizando 25,52 kg por planta e 17 toneladas por hectare.
Os dados econômicos também empolgam: a receita bruta em 0,5 hectare alcançou R$ 29 mil, com preços variando entre R$ 70 e R$ 100 por caixa. “Isso demonstra o grande potencial da cultura para agricultores da região”, destaca a pesquisadora.
Além disso, o escalonamento da produção possibilita atender às épocas de maior demanda e melhores preços, como entre agosto e novembro. Essa estratégia amplia as oportunidades de comercialização, tanto no Brasil quanto no exterior.
Parcerias que geram resultados
Um dos produtores do município de Casa Nova beneficiados pelo projeto é Domingos Castro. Em sua propriedade, foram plantadas 300 mudas da limeira ácida tahiti.
Para ele, a parceria com a Embrapa tem sido fundamental para ampliar o conhecimento técnico e melhorar a condução da cultura.
“Quando você tem o apoio de profissionais dedicados e competentes como os da Embrapa, Eletrobras e os técnicos da prefeitura, o retorno é praticamente garantido”.
Castro ressalta que, financeiramente, a limeira ácida tahiti é uma cultura promissora. “Uma das principais vantagens do cultivo do tahiti é a regularidade do retorno financeiro: toda semana há uma renda, o que ajuda bastante na gestão da propriedade.
Ele explica que, em comparação com outras culturas, como a manga, que exige um tempo maior para começar a gerar retorno, o “limão tahiti” apresenta uma vantagem.
“Assim que começa a produzir, você tem uma safra e um pico de produção. Depois, com as plantas adultas, a produção se mantém constante, garantindo uma entrada semanal de recursos”, destaca.
Para a pesquisadora Débora Bastos, transferir tecnologias adaptadas à região é um dos focos de atuação da Embrapa Semiárido.
“Por meio de projetos como o Eólicas de Casa Nova, buscamos fortalecer a sustentabilidade da produção agrícola, criando oportunidades e gerando renda para os produtores locais. O cultivo da limeira ácida tahiti é uma dessas alternativas promissoras que queremos incentivar”, ressalta a pesquisadora.
A semana entre 17 e 21 de fevereiro será marcada por chuvas intensas nas regiões Sul e Norte , além de uma onda de calor no Sudeste e Centro-Oeste.
A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) e uma frente fria estacionária influenciam as condições climáticas nas diferentes regiões do país.
Confira a previsão do tempo para o período, com dados da Climatempo e análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.
Sul
Uma frente fria continua atuando sobre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, provocando chuvas acima de 100 mm e temporais ao longo da semana. Os volumes elevados ajudam a repor a umidade do solo e a recuperar as lavouras, mas inviabilizam os trabalhos em campo.
No sul do Paraná, a chuva pode acumular 50 mm, garantindo boas condições para o desenvolvimento das lavouras. No norte do estado, os volumes serão menores, em torno de 20 mm, reduzindo o estresse hídrico das plantações. Há previsão de rajadas de vento superiores a 70 km/h e queda de granizo, com risco de danos a estruturas.
Sudeste
A onda de calor persiste na região, com temperaturas acima de 40 °C no interior de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e centro-norte de Minas Gerais.
As pancadas de chuva serão passageiras e isoladas, com 20 a 30 mm no sul de São Paulo e regiões próximas ao Paraná, podendo vir acompanhadas de rajadas de vento de até 50 km/h.
No nordeste de Minas Gerais e no Espírito Santo, há previsão de trovoadas no fim da tarde, favorecendo a umidade para os cafezais. No restante da região, o tempo seco acelera os trabalhos em campo, mas exige atenção com a baixa umidade do ar, inferior a 30%.
Centro-Oeste
A semana será quente e seca em Goiás, centro-norte de Mato Grosso do Sul e leste de Mato Grosso, com chuvas de apenas 5 a 10 mm, favorecendo a colheita da soja e o plantio do milho safrinha.
No oeste de Mato Grosso, a precipitação será maior, entre 60 e 70 mm, desacelerando as operações agrícolas. No sul de Mato Grosso do Sul, a chuva retorna com 50 mm, e há risco de rajadas de vento intensas.
Apesar das chuvas irregulares, a semeadura da safra de algodão 2024/2025 será finalizada em Mato Grosso e Goiás.
Nordeste
A Zona de Convergência Intertropical provoca chuvas intensas no Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba, com acumulados superiores a 70 mm. A umidade favorece o desenvolvimento das lavouras, mas prejudica a semeadura do algodão no Maranhão.
Nos estados de Pernambuco, Sergipe, Alagoas e centro-leste da Bahia, pancadas de chuva de 10 a 20 mm devem melhorar as condições para os produtores. No restante da Bahia, o tempo firme favorece a realização dos tratos culturais.
Norte
A ZCIT também mantém chuvas fortes no Amapá, Pará, Amazonas, Roraima, Acre e Rondônia, com volumes acima de 100 mm.
Os altos acumulados dificultam a semeadura da safra de verão, além de aumentar os riscos de doenças fúngicas nas lavouras e proliferação de parasitas no gado em confinamento. Apesar do volume de chuva, os níveis dos rios seguem abaixo do esperado para o período, mas ainda garantem a navegação fluvial.