sexta-feira, julho 17, 2026

Autor: Redação

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Você viu? Litro do mel a R$ 1,8 mil; polícia inicia operação para reprimir comércio ilegal de colmeias



A Polícia Federal deflagrou no dia 5 de dezembro a Operação Zangão, com o objetivo de coibir a prática do comércio ilegal de colmeias e enxames de abelhas sem ferrão em Goiás, ameaçadas de extinção. Essa foi uma das notícias mais lidas da última semana no site do Canal Rural.

Os oficiais cumpriram um mandado de busca e apreensão em Goiânia, onde apreenderam duas caixas de colmeias abandonadas pelos enxames de abelhas sem ferrão que nelas habitavam.

As investigações apuraram que o comércio se dava por meio de anúncios publicados na internet. Dependendo da raridade da espécie da abelha (a PF não divulgou o nome), o litro do mel pode chegar a valer R$ 1,8 mil e, um enxame de mesma espécie, de R$ 500 a R$ 700.

A aquisição, captura na natureza e/ou o comércio de colmeias, colônias e/ou enxames de abelhas sem ferrão, cujas espécies são ameaçadas de extinção, são práticas vedadas pela Resolução nº 496/2020 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), podendo caracterizar a ocorrência dos crimes de caça ilegal e de receptação.



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Agrodefesa abre edital com 30 vagas para médicos-veterinários



O governo de Goiás divulgou, nesta semana, o edital para contratação temporária de 30 médicos-veterinários júnior e pleno para atuarem na Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). As inscrições estarão abertas de 16 de dezembro de 2024 a 3 de janeiro de 2025, com taxa no valor de R$ 55.

De acordo com o edital, a seleção dos candidatos de nível superior ocorrerá em duas etapas, sendo a primeira de análise curricular, de caráter eliminatório e classificatório; e a segunda de entrevista, também de caráter classificatório e eliminatório. Os interessados podem se inscrever via internet, por meio do Portal de Seleção do governo goiano.

O processo seletivo terá validade de dois anos, a partir da homologação do resultado final no Diário Oficial de Goiás.

Os salários serão de R$ 6.500 para médico-veterinário pleno e de R$ 5.000 para médico-veterinário júnior. Para essa última função, o vencimento terá acréscimo de auxílio-alimentação no valor de R$ 500, conforme lei estadual nº 19.951/2017.

A carga horária será de 40 horas semanais para todas as funções, podendo ser cumprida entre 5 e 22 horas, incluindo fins de semana e feriados, de acordo com a necessidade da Agrodefesa.

Segundo o presidente da agência, José Ricardo Caixeta Ramos, o processo seletivo tem como objetivo a contratação de profissionais na área de medicina veterinária para auxílio no Serviço de Inspeção Estadual.

“São médicos-veterinários que vão dar suporte no trabalho de inspeção desenvolvido pela Agrodefesa, principalmente em estabelecimentos industriais que realizam abate de animais em Goiás. É fortalecer essa atuação em todo o estado, assegurando a qualidade do alimento que chega até a população”, enfatiza.

Os detalhes sobre cronograma, requisitos, quadro de vagas por municípios, convocação e outros pontos estão disponíveis na íntegra do edital nº 019/2024, divulgado no endereço eletrônico: selecao.go.gov.br.



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Juros voltam a subir e devem ter impacto direto na cesta básica



Na última reunião de 2024, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic de 11,25% para 12,25% ao ano, marcando a terceira alta consecutiva. A decisão busca controlar a inflação, mas seus impactos já são sentidos no bolso do consumidor, especialmente no aumento dos preços de alimentos e serviços.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, registrou 0,39% em novembro. O resultado desacelerou na comparação com outubro, mas continua pressionado pelo aumento do preço das carnes e das passagens aéreas. No acumulado de 12 meses, a inflação chega a 4,87%, afetando itens básicos como óleo de soja e tomate. 

Juros altos e consumo reduzido

Segundo Gustavo Defendi, sócio-diretor da Real Cestas, empresa que atua no segmento de cestas básicas, as altas taxas de juros tornam o crédito mais caro, tanto para fornecedores quanto para consumidores. “Os custos de produção aumentam, refletindo no preço final das cestas básicas. Para os consumidores, o poder de compra é reduzido, o que pode impactar negativamente a demanda por alimentos essenciais”, afirma. No caso da cesta básica, essa combinação de fatores pode levar a escolhas mais econômicas e à priorização de gastos essenciais.

A previsão é de que, em dezembro, os preços permaneçam elevados devido à alta demanda típica das festas de fim de ano. O especialista alerta para restrições. “Os custos de energia, que representam cerca de 23,1% do preço final das cestas básicas, pressionam ainda mais os preços, impactando tanto consumidores quanto comerciantes”, destaca. Para Defendi, mesmo com a expectativa de maior consumo, a alta de preços e a redução do poder aquisitivo devem limitar o acesso aos produtos.

Corte de gastos e segurança alimentar

Outro fator é o corte de gastos anunciado pelo governo, que também pode afetar o mercado de cestas básicas. Defendi explica que programas sociais e subsídios, fundamentais para famílias de baixa renda, podem ser impactados, reduzindo a capacidade dessas famílias de adquirir alimentos.

Além disso, a redução em investimentos logísticos pode encarecer a distribuição, agravando a pressão nos preços.

Perspectiva para 2025

De acordo com o sócio-diretor da Real Cestas, o cenário econômico deve permanecer desafiador no próximo ano, com juros elevados e inflação ainda pressionada. Para o setor de cestas básicas, isso significa custos de produção mais altos e uma demanda possivelmente retraída. “É fundamental que políticas públicas considerem esses fatores para evitar que a segurança alimentar seja comprometida”, finaliza Defendi.



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Manejo eficiente reflete na produção de carne com sustentabilidade



Para o produtor ter lucratividade e ser sustentável é necessário manejar a propriedade com eficiência, segundo o especialista em desenvolvimento de mercado, Fernando Ongaratto, da Mosaic.

“São três palavras: manejo, manejo e manejo. Primeiro, o pecuarista tem que conhecer o objetivo do sistema de produção. Por exemplo, se a meta é entregar um boi de 24 arrobas, isso exige manejo. Manejo de confinamento, manejo de pastagens, manejo do próprio rebanho. Então, definido e conhecido o objetivo traçado, passa a ser necessário ajustar o sistema de produção para atingir o resultado esperado”, destacou Ongaratto.

Essas e outras informações de como ter um sistema de produção mais equilibrado foram apresentadas durante o Fórum Técnico Pecuária Sustentável, que ocorreu na quarta-feira (11) de dezembro, na Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos (SP). O objetivo foi promover discussões aplicadas sobre a adoção e o impacto de práticas e processos agropecuários que contribuam para uma agropecuária eficiente e com sustentabilidade.

A pesquisadora Patrícia Menezes Santos, da Embrapa Pecuária Sudeste, abordou o tema planejamento do sistema de produção. De acordo com ela, o pecuarista precisa fazer a projeção do rebanho e a demanda de alimentos durante o ano para atingir os níveis de produção desejados, permitindo aumento da produtividade, manutenção da longevidade das pastagens e otimização do uso de recursos, aumentando a rentabilidade e reduzindo a pressão para abertura de novas áreas.

“A adoção de práticas de manejo pelos pecuaristas, tanto do pasto quanto do pastejo, reflete na produção de carne bovina a baixo custo e com preservação ambiental”, disse Patrícia Santos.

O pesquisador Felipe Tonato falou sobre a importância do uso de fertilizantes como uma ferramenta de manejo. As práticas de calagem e adubação em pastagens são muito baixas no país. Apenas 1,8% dos fertilizantes são usados em pastagens. De acordo com o pesquisador, esse número está muito aquém quando se tem uma área de cerca de 160 milhões de hectares de pastagens cultivadas no Brasil.

O evento foi realizado pela Embrapa Pecuária Sudeste e pela Mosaic e contou com a participação de cerca de 50 técnicos.



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pesquisa transforma fruto em embalagens biodegradáveis



As embalagens biodegradáveis estão ganhando força no mercado como uma alternativa sustentável para o meio ambiente. A engenheira de alimentos, pesquisadora e mestranda na Universidade Estadual de Maringá (UEM) Carmen Guedes está desenvolvendo dois tipos de embalagens inovadoras a partir da macaúba (Acrocomia aculeata), uma palmeira brasileira de grande potencial produtivo.

Com a fibra do fruto, Guedes cria uma alternativa às bandejas de isopor usadas para armazenar alimentos. Já a polpa é transformada em substituto biodegradável para sacos plásticos descartáveis.

“Como a macaúba está sendo usada para reflorestamento, podemos destinar seus frutos para a indústria, substituindo plásticos de uso único, que não são ecológicos”, destaca a pesquisadora.

Impacto Ambiental e Inovação

As embalagens desenvolvidas apresentam vantagens ambientais significativas. Quando descartadas, tornam-se adubo para plantas, desaparecendo sem deixar resíduos e contribuindo para a fertilidade do solo. Além disso, incorporam o conceito de “embalagem ativa”, interagindo com alimentos para retardar reações de oxidação e prolongar sua vida útil.

A matéria-prima utilizada no projeto foi fornecida pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), que também usa a macaúba na recuperação de áreas degradadas no estado.

Pesquisa e Sustentabilidade

O estudo é realizado no Laboratório de Desenvolvimento de Novos Produtos, no câmpus-sede da UEM, e atende a seis dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Orientada pelas professoras Grasiele Scaramal Madrona e Mônica Scapim, a pesquisa é financiada pela Capes e pelo IDR.

Carmen Guedes pretende dar continuidade aos estudos no doutorado, com foco na caracterização da macaúba nativa do Paraná. “O nosso principal objetivo é desenvolver produtos usando a macaúba. Infelizmente, hoje ela é aproveitada apenas para produção de biodiesel e é um fruto muito nobre para ser designada apenas para esse fim”, afirma.

Outras Iniciativas

A pesquisa segue um histórico de aproveitamento da macaúba no laboratório. Anteriormente, estudantes produziram uma manteiga com 40% de macaúba como Trabalho de Conclusão de Curso, projeto que contou com a participação de Guedes.

A previsão é que a pesquisa seja concluída ainda este mês, ampliando horizontes para o uso sustentável da macaúba no Brasil.



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Mesmo com resistência do agro, homenagem a líder do MST é confirmada



A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul confirmou a entrega da Medalha do Mérito Farroupilha ao líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile. A homenagem está prevista para a segunda-feira (16), às 17h.

A honraria é a condecoração máxima conferida pelo Poder Legislativo gaúcho e é destinada a pessoas que contribuíram para o desenvolvimento econômico, social e cultural do estado.

Com isso, a Mesa Diretora da Assembleia não atendeu ao pedido de deputados da oposição, produtores rurais e entidades do setor agropecuário de barrar a outorga da medalha. De acordo com o presidente da Casa, deputado Afonso Brito, “não há viabilidade jurídica de cancelar a homenagem, cuja decisão foi tomada em fevereiro deste ano”.

No comunicado, ele enfatiza que a concessão da honraria ocorreu no começo de 2024 e, apenas agora, na véspera da cerimônia de sua entrega, os deputados suscitam tal discussão.

Repúdio à indicação do líder do MST

Na última segunda-feira (9), o presidente da Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o deputado Luciano Silveira, destacou que para o agronegócio, a entrega da medalha a Stédile é uma afronta.

“Estamos com uma grande mobilização para que isso não aconteça, baseado na defesa do agricultor, na insegurança que as invasões de terra geram. Há poucos dias, em Pedras Altas, tivemos novas invasões e não pode um estado produtivo, um estado que depende da agricultura, estar homenageando um invasor de terra”, disse.

No mesmo dia, a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) também manifestou o seu repudio à indicação da medalha ao líder do MST.

“Esta indicação fere gravemente a integridade da honraria e o princípio constitucional do direito à propriedade, representando uma afronta ao povo gaúcho, vítima de uma onda de invasões do movimento na semana passada, no município de Pedras Altas”, disse a nota.

O texto da FPA finaliza: “Homenagear alguém que motiva a desordem, promove a violência e ameaça a segurança de milhares de famílias dias após tomar a terra de pessoas na ‘mão grande’ mais se parece pano de fundo para uma série de ações orquestradas do movimento e que contraria os interesses da população do RS”.

De acordo com o portal Sul 21, em debate na última quinta-feira (12) no programa “Conversas Cruzadas”, da GZH, o deputado delegado Zucco (Republicanos) chegou a dizer que poderá dar voz de prisão para Stédile se ele “incentivar invasão de terras” durante a homenagem na Assembleia.

Justificativa à homenagem

Para justificar a indicação de Stédile à medalha do Mérito Farroupilha, o autor da proposta, deputado Adão Pretto Filho, ressaltou que “trata-se de uma justa homenagem ao maior movimento social do Brasil, amplamente reconhecido no cenário internacional por sua contribuição à produção de alimentos saudáveis, à preservação ambiental e à luta por justiça social no campo”.

Pretto Filho prosseguiu: “Mesmo diante de ataques de parlamentares mais radicais, cuja visão preconceituosa busca deslegitimar o movimento e os trabalhadores rurais sem terra, nunca houve receio de que a condecoração pudesse ser cancelada. Confiamos plenamente na soberania do Parlamento gaúcho e na integridade de suas decisões”.



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Organizações da sociedade civil lançam manifesto em defesa da Moratória da Soja



Um grupo de 66 organizações da sociedade civil publicou na quinta-feira (12), um manifesto em defesa da Moratória da Soja, em resposta às recentes ofensivas de produtores e parlamentares contra o acordo voluntário firmado em 2006.

A iniciativa proíbe a compra de soja de áreas desmatadas na Amazônia após julho de 2008, mesmo em casos de desmatamento legal. Segundo o manifesto, “o acordo da Moratória parece estar caminhando para o fim por pressão de setores mais retrógrados do agronegócio brasileiro”.

A publicação ocorre em um momento de crescente polarização sobre o tema. Estados como Mato Grosso e Rondônia já aprovaram legislações que retiram incentivos fiscais de empresas signatárias da Moratória, enquanto o Pará discute medidas similares.

Paralelamente, a Aprosoja-MT protocolou representação no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) contra o que considera práticas anticompetitivas relacionadas ao acordo. O presidente da entidade, Lucas Costa Beber, afirmou em nota que o acordo “viola a livre iniciativa e a livre concorrência”.

Avanços com a Moratória da Soja

Em contrapartida, o manifesto destaca os avanços ambientais promovidos pela Moratória. Dados do Grupo de Trabalho da Soja mostram que, desde 2008, a participação da soja no desmatamento da Amazônia caiu de 30% para 1%, mesmo com a expansão da área plantada no bioma de 1,64 milhão de hectares em 2007 para 7,28 milhões em 2022.

“Com a Moratória, houve uma queda dramática no desmatamento e um aumento na eficiência da agropecuária brasileira”, afirmou o WWF-Brasil, em nota.

O manifesto também alerta para os riscos à reputação do país e econômicos do fim do acordo, especialmente em mercados internacionais. A coordenadora do Greenpeace Brasil, Cristiane Mazzetti, destacou em comunicado: “O desmatamento zero é uma exigência crescente de mercado, sendo a Moratória uma medida fundamental neste sentido. Qualquer tentativa de flexibilização representa um retrocesso inaceitável”.

Entidades da indústria, como a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), também se manifestaram recentemente sobre a questão. Embora alertem para o impacto econômico de legislações estaduais que punem signatários da Moratória, reconhecem a contribuição do acordo para a manutenção de mercados internacionais, como Europa e China.

Argumentos jurídicos

No plano jurídico, o manifesto também aponta que leis estaduais que retiram incentivos fiscais de empresas participantes violam a Constituição Federal. Segundo o documento, “essas leis ferem o princípio da ordem econômica atrelado à defesa ambiental, conforme previsto no artigo 170, VI, da Constituição”.

Segundo o documento, o contexto global agrava o cenário. Com a aproximação da COP30, que será sediada em Belém (PA) em 2025, e a entrada em vigor de leis europeias que proíbem importação de commodities de áreas desmatadas, o Brasil está sob pressão crescente para demonstrar avanços na proteção ambiental.

Para Angela Mendes, presidente do Comitê Chico Mendes, “é fundamental manter a Moratória da Soja para evitar o desmonte de mecanismos que ainda protegem a Amazônia e suas populações”.



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Lula recebe alta e deixará hospital ainda neste domingo



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu alta médica e deixará o Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, ainda neste domingo (15). Ele ficará em sua residência, em São Paulo, até pelo menos a próxima quinta-feira (19).

A informação foi divulgada em coletiva de imprensa na manhã de hoje (15) no auditório do hospital, onde o presidente está internado desde a última terça-feira (10) para uma cirurgia de emergência em que precisou drenar um hematoma na cabeça, entre o osso do crânio e o cérebro.

A entrevista foi concedida pelo cardiologista Roberto Kalil Filho, o neurologista Rogério Tuma, o neurocirurgião Marcos Stávale, a médica do presidente, Ana Helena Gremoglio, e o médico José Guilherme Caldas, que realizou o procedimento de embolização no presidente.

“O quadro foi extremamente acima do esperado. Para minha felicidade e de toda a equipe, ele está de alta hospitalar”, disse a médica Ana Helena Gremoglio.

“Ele está de alta hospitalar, não alta médica”, esclareceu Kalil. Por isso, disse o médico, o presidente precisará continuar na capital paulista por mais alguns dias para acompanhamento. Na próxima quinta-feira, Lula deverá passar por exames no hospital, entre eles, uma tomografia.

De acordo com Kalil, Lula poderá exercer suas atividades normalmente nesse período, só evitando exercícios físicos.

“Ele está estável, caminhando, se alimentando, falando normalmente. Ele teve um pós-operatório muito bom, dentro do que se esperava”, afirmou Kalil.

Histórico de saúde

Lula teve de ser hospitalizado por causa de uma queda doméstica que sofreu em outubro. O presidente chegou a São Paulo na madrugada de terça-feira, após ter sentido dores de cabeça.

Uma ressonância magnética feita no Hospital Sírio-Libanês, ainda em Brasília, mostrou uma hemorragia intracraniana, decorrente do acidente domiciliar sofrido no dia 19 de outubro. O presidente foi então transferido para a unidade do hospital, na capital paulista, onde passou pelo procedimento cirúrgico.

Na quinta-feira (12), dois dias após a cirurgia, o presidente foi submetido a um novo procedimento, para bloquear o fluxo de sangue e reduzir o risco de formação de novo hematoma. Já na última sexta-feira (13), Lula teve retirado o dreno intracraniano que havia sido colocado na cirurgia da última terça-feira (10). Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Lula apareceu caminhando ao lado do neurocirurgião Marcos Stavale.

Na mensagem publicada nas redes sociais, o presidente escreveu: “Estou firme e forte! Andando pelos corredores […], conversando bastante, me alimentando bem e, em breve, pronto para voltar para casa e seguir trabalhando e cuidando de cada família brasileira”.

No boletim médico, divulgado ontem (14), os médicos informaram que o presidente fez apenas exames de sangue.



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Semana reserva chuva de 100 mm, queda de raios e tempo abafado


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Foto: Freepik

A segunda quinzena de dezembro inicia e, com ela, o clima fica mais intenso, com chuva forte, trovoadas, queda de raios e, também, tempo abafado. Veja a previsão entre esta segunda-feira (16) e a próxima sexta (20):

Sul

  • Tempo carregado: os ventos do oceano em direção ao continente continuam mantendo o tempo mais carregado entre os litorais do Rio Grande do Sul e do Paraná. Em grande parte da Campanha Gaúcha, região central e metropolitana de Porto Alegre, Serra Gaúcha e Vale do Itajaí, a possibilidade de chuva é mais passageira e isolada, sem previsão para temporais.
  • Chuva de 40 mm: as três capitais da região devem ter registro de chuva pontual. Tempo firme apenas no noroeste gaúcho, oeste de Santa Catarina e no interior do Paraná. Em 5 dias, a chuva deve se concentrar na faixa leste gaúcha, catarinense e em todo o estado do Paraná com 40 mm acumulados.
  • Calor: Nas demais áreas do Sul, a tendência é de uma semana mais quente e seca com temperaturas máximas ultrapassando os 30ºC com um volume de chuva entre 5 mm e 10 mm. No geral, o tempo mais firme deve favorecer os trabalhos em campo.

Sudeste

  • Alto risco de transtornos: tempo ainda bem instável em todos os estados do Sudeste. Durante a semana, a chuva cai com intensidade entre Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Ainda é alto o risco para transtornos, principalmente em áreas de risco. No litoral paulista, o tempo fica um pouco mais carregado. Mesmo assim, a previsão não é de chuva intensa.
  • Confira na palma da mão informações quentes sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no WhatsApp!
  • Chuva superior a 100 mm: o tempo fica mais estável apenas no norte do Espírito Santo e nordeste de Minas Gerais. O acumulado de chuva em 5 dias pode passar de 100 mm em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. No triângulo mineiro e território paulista, o acumulado da semana fica em, aproximadamente, 40 mm, o que ajuda a manter a boa umidade do solo.

Centro-Oeste

  • Trovoadas, raios e ventania: a chuva se concentra entre o norte de Mato Grosso do Sul e os estados de Goiás e Mato Grosso. Trata-se de precipitação que cai localmente forte, de forma isolada, mas tem potencial para trovoadas, raios e ventania até 60 km por hora. Já a capital Campo Grande deve ter tempo firme, assim como grande parte da região sul, oeste e central de Mato Grosso do Sul.
  • Precipitações acima de 60 mm: semana com chuva se distribuindo ainda nos três estados com acumulados acima de 60 mm, o que ajuda a manter a boa umidade do solo, favorecendo os trabalhos em campo da safra 24/25. No geral o período com mais nebulosidade deve afetar negativamente o desenvolvimento das lavouras em Mato Grosso pela falta de luminosidade.

Nordeste

  • Pancadas fortes de chuva: entre as capitais São Luís, Natal e também Salvador, o tempo fica mais encoberto, com chuva passageira entre a madrugada e o período da manhã por conta da infiltração marítima, ou seja, dos ventos do oceano em direção ao continente. Pancadas pontualmente fortes podem acontecer entre o oeste da Bahia, o extremo sul do Piauí e do Maranhão.
  • Temperatura superior a 33°C e chuva de 70 mm: as temperaturas na região Nordeste seguem em elevação e as máximas passam facilmente dos 33 graus. Em 5 dias a chuva se concentra no centro-oeste baiano, centro-sul piauiense e maranhense com acumulados de 60 mm a 70 mm, o que ajuda a manter a boa umidade do solo.
  • Proximidade do natal deve trazer mais chuva: nas demais áreas da região, a chuva começa a retornar aos poucos, com volumes que não ultrapassam 15 mm, o que contribui para a diminuição do risco para focos de incêndio. A tendência é que conforme a semana do natal for chegando, o volume de chuva aumente em todas as áreas.

Norte

  • Chuva intensa e tempo abafado: estados do Acre, Rondônia, grande parte do Amazonas, sul do Pará e também Tocantins devem registrar chuva com forte intensidade ao longo desta segunda-feira (16), mas, mesmo assim, as temperaturas seguem em elevação e o tempo fica bastante abafado. O tempo é mais estável no norte de Roraima e também em parte do Amapá. Contudo, a chuva acontece de forma mais isolada à tarde.
  • Acumulados de 80 mm: em 5 dias, o volume de chuva na região ganha força, chegando ao centro-norte paraense. Em todos os estados do Norte, o acumulado de chuva na semana será de cerca de 80 mm, o que eleva a umidade do solo nas áreas que ainda precisam avançar com a semeadura da safra 24/25.

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centro investe R$ 200 milhões no combate às principais doenças



A Fapesp, o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP) somaram esforços para combater as principais doenças da citricultura. Entre elas estão a clorose variegada dos citros (CVC), também conhecida como amarelinho, que provoca a morte súbita dos citros e em especial o greening, com incidência de 44% nos pomares paulistas em 2024.

Para reforçar essas ações, as três instituições criaram o Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade da Citricultura (CPA), lançado na última semana, durante o evento SP Agro, no Palácio dos Bandeirantes, na presença do governador Tarcísio de Freitas.

“A pesquisa realizada no CPA vai atender a um tema tão importante quanto o greening, que dizimou a lavoura na Flórida. Nunca mais a Flórida se recuperou. A gente não pode deixar isso acontecer aqui e não vamos. Esse centro de pesquisa aplicada será voltado para o greening num primeiro momento, mas vai investigar outros problemas. É um grande patrimônio”, disse o governador.

O centro contará com investimento total de R$ 200 milhões nos próximos cinco anos, renováveis por mais cinco. Desse total, R$ 90 milhões serão aportados pelo Fundecitrus e a Fapesp, e os demais recursos correspondem à contrapartida não financeira, na forma de investimentos em infraestrutura, salários de técnicos, entre outros itens.

O centro terá como missão desenvolver pesquisa, difundir conhecimento e transferir tecnologia para o setor, que é responsável por 8,2% das exportações paulistas e por 45 mil empregos no estado.

“É assim que o estado de São Paulo reage e responde aos desafios. Mais uma vez, a aliança entre a Fapesp, o Fundecitrus, a Esalq e outros centros de pesquisa vai ajudar a restabelecer o setor responsável por 8% da economia paulista. E esse é só o primeiro passo do plano que estabelecemos para o agronegócio. Esta é a primeira entrega. Dentro de duas semanas vamos lançar o quarto edital do programa Ciência para o Desenvolvimento, uma parceria com secretarias de estado. Cada real que investimos em agropecuária retorna 12 vezes”, afirmou o presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago, no evento no Palácio dos Bandeirantes.

A principal linha de trabalho do CPA será promover a formação de novos grupos de pesquisa e consolidar outros já estabelecidos, visando o controle do greening, particularmente nas áreas de conhecimento ainda não cobertas atualmente.

Para o diretor-executivo do Fundecitrus, Juliano Ayres, a construção conjunta do CPA é uma conquista de uma frente ampla de trabalho comprometida com o setor. “Estamos no momento de realização de um sonho! O CPA representa a construção conjunta de um projeto que tem um objetivo muito claro, que é promover a sustentabilidade fitossanitária e econômica da citricultura, tão importante para a economia do estado de São Paulo”, afirmou Ayres.

“Com ele, renovamos, uma vez mais, o compromisso público e privado com o setor diante do sério desafio de mitigar a incidência do greening e, quem sabe, no futuro, encontrar um caminho sustentável para a prevenção da doença e/ou a sua cura”, contou o diretor-executivo.

“Estamos lançando o maior centro de citricultura voltado para o combate ao greening em todo o mundo, com mais de R$ 200 milhões investidos. A Flórida perdeu a batalha contra o greening, São Paulo não vai perder essa batalha. O greening cresceu 50% menos este ano que o previsto pelo Fundecitrus. De cada dez copos de suco tomado no mundo sete são produzidos em São Paulo”, disse o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Guilherme Piai.

O diretor científico da Fapesp, Marcio de Castro Silva Filho, lembrou que a parceria entre Fapesp e Fundecitrus é histórica. “Juntos conseguimos importantes resultados em pesquisa, ao longo de quase 20 anos, para estabelecermos estratégias eficazes para mitigação e a compreensão do greening. Agora, demos um passo muito importante que vai transformar a citricultura no estado de São Paulo”.

Fapesp e Fundecitrus foram parceiros no Projeto Genoma, que, em 2000, sequenciou pela primeira vez o genoma de uma bactéria de interesse econômico, a xylella fastidiosa – causadora do amarelinho –, fazendo avançar a pesquisa em biotecnologia no país.

Impactos da doença

Em algumas regiões tradicionais de cultivo de citros, a incidência da doença ultrapassa 60%. Só em 2024, a incidência de greening é equivalente a 90,7 milhões de árvores que estão irremediavelmente condenadas, tal como os mais de 64 milhões de árvores adicionais eliminadas desde 2004 na tentativa de controlar a doença.

“A doença chama muito atenção pela sua capacidade de impactar, negativamente, a produtividade dos pomares, colocando em risco a sustentabilidade de uma cadeia produtiva. O CPA foi concebido para descobrir caminhos e, muito em breve, oferecer respostas ao manejo mais eficaz da doença. Nosso trabalho terá o foco de atender essa demanda tão importante e minimizar o impacto nas safras”, reforça a pesquisadora da Esalq/USP e diretora do CPA, Lilian Amorim.

Nas últimas cinco safras de laranja, o greening causou queda prematura de frutos equivalente a 97,2 milhões de caixas, levando a uma perda estimada de US$ 972 milhões de receita. Esse cenário se torna ainda mais grave devido ao crescente aumento da população do inseto vetor nos últimos anos, resultando no incremento de mais de dez vezes de 2019 a 2024, decorrente, entre outros fatores, da seleção de indivíduos resistentes aos inseticidas, antevendo o progresso da disseminação da doença nos próximos anos.

Linhas de pesquisa

As principais linhas de pesquisa acadêmica do CPA envolvem o entendimento das interações patógeno-planta-vetor, com ênfase na histopatologia, fisiologia e metabolismo do hospedeiro (citros), genética da interação planta-patógeno-hospedeiro e consequências das mudanças climáticas. As pesquisas de cunho aplicado englobam o manejo do greening, com ênfase em resistência genética do hospedeiro e em medidas de controle químico, biológico, físico e cultural da bactéria e de seu vetor.

Outra linha aplicada de pesquisa, voltada à mitigação de danos e aumento da produção, dará ênfase ao sistema de produção, nutrição das plantas e redução dos danos, avaliação de perdas, risco de ocorrência da doença e análise econômica das medidas de manejo e seus impactos. No entanto, pesquisas com outros aspectos da cultura poderão ser desenvolvidas no futuro.

Para Piai, a citricultura paulista é vitrine para o mundo, com impactos importantíssimos na socioeconomia.

“Estamos falando de um setor que ocupa o posto de maior exportador no seu segmento no planeta. São Paulo quer que a citricultura seja cada vez mais forte para enfrentar essa doença desafiadora. E isso só é possível com a construção de parcerias que fomentem o desenvolvimento de pesquisas. O CPA conta com o que há de melhor no nosso estado no que diz respeito à linha de investimentos e pesquisadores. Estamos muito otimistas para colhermos resultados e disseminar conhecimento”, disse.

Transferência de tecnologia

Para além da pesquisa, o CPA terá forte atuação no ensino, na difusão de conhecimento e na transferência de tecnologia. No ensino, o centro atuará nas ações de formação de recursos humanos já desenvolvidas pelas instituições parceiras, como programas de pós-graduação stricto e lato sensu, mas também no oferecimento de cursos à distância, on-line, visando alcançar público mais amplo e diverso.

A transferência de tecnologia será realizada tanto por pesquisadores do CPA quanto por técnicos da Coordenadoria de Assistência Integrada (Cati e da Defesa Agropecuária da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo.

O CPA será sediado na Esalq/USP, em Piracicaba (SP). Além do Fundecitrus, o centro contará com pesquisadores de outras unidades da USP – Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena), Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP), da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Instituto Biológico, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), do Instituto Agronômico (IAC) e Embrapa.



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