domingo, julho 12, 2026

Autor: Redação

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estado dos EUA suspende venda de aves após confirmação de caso



O estado americano da Geórgia anunciou a suspensão de todas as atividades avícolas e de venda de aves após a confirmação de um caso positivo de gripe aviária em uma operação comercial.

Em comunicado divulgado neste sábado (18), o Departamento de Agricultura da Geórgia e o Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos informaram que um caso positivo de gripe aviária altamente patogênica (HPAI, na sigla em inglês) foi confirmado em uma operação comercial localizada no condado de Elbert.

“Pela primeira vez desde que o surto nacional começou em 2022, a HPAI foi confirmada numa operação comercial de aves no Estado da Geórgia”, disse o comissário da Agricultura da Geórgia, Tyler Harper. “Esta é uma séria ameaça à indústria número 1 da Geórgia e aos meios de subsistência de milhares de georgianos que ganham a vida com avicultura do nosso estado”.

Harper disse ainda que as autoridades estão trabalhando 24 horas por dia para mitigar qualquer propagação da doença e garantir que as atividades avícolas normais na Geórgia possam ser retomadas o mais rápido possível.”

Na última quarta-feira, 15, o produtor percebeu sinais clínicos de influenza aviária. As amostras foram coletadas na manhã de quinta-feira e transportadas para a Georgia Poultry Laboratory Network (GPLN) para testes. Uma detecção positiva foi confirmada na tarde de quinta-feira e, posteriormente, validada pelo Laboratório Nacional de Serviços Veterinários do USDA na sexta-feira, segundo o comunicado.



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Certificação de origem de café mais do que dobra no Cerrado Mineiro



A região do Cerrado Mineiro registrou em 2024 um crescimento expressivo de 160% no número de sacas certificadas de café com o selo de Denominação de Origem (DO). O volume saltou de 115 mil sacas de 60 kg em 2023 para aproximadamente 300,5 mil sacas no ano passado.

O diretor-executivo da Federação dos Cafeicultores do Cerrado, Juliano Tarabal, disse em comunicado que o avanço é resultado de uma série de medidas estratégicas e inovadoras adotadas para ampliar o controle da origem e a rastreabilidade dos cafés da região, aprimorar o processo de certificação e promover a marca da Região do Cerrado Mineiro.

“Entre as mudanças, estão a viabilização da certificação de cafés em bica corrida nas cooperativas, a implementação de normas que asseguram a certificação de todos os cafés com pontuação acima de 80 pontos e a continuidade da rastreabilidade em armazéns fora da área demarcada da região. Além disso, foi instituído o envio automático do certificado e do laudo de qualidade para os compradores, aumentando a transparência e a confiança no produto, atendendo às exigências de mercados globais”, citou.

A Região do Cerrado Mineiro abrange 55 municípios e uma área cultivada de aproximadamente 234 mil hectares, produzindo em média 6 milhões de sacas de 60 kg por ano. Cerca de 70% dessa produção é destinada à exportação, com os principais mercados na Europa, Estados Unidos e Ásia.



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TikTok restaura serviço nos EUA após postagem de Trump



O TikTok está restaurando seus serviços nos Estados Unidos depois que o presidente eleito, Donald Trump, disse que baixaria uma ordem executiva nesta segunda-feira (20), dia de sua posse, para restabelecer a rede social. O republicano quer o aplicativo chinês passe ter 50% de propriedade americana.

“Em acordo com nossos provedores, o TikTok está em processo de restauração do serviço”, disse o TikTok em comunicado neste domingo (19), agradecendo a Trump. A empresa diz que vai trabalhar com o novo presidente para uma solução de longo prazo.

Os comentários de Trump em sua rede social Truth Social neste domingo ocorreram depois que o TikTok saiu do ar nos EUA por decisão da Suprema Corte.



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Ciclone ameaça Rio Grande do Sul com ventos de até mais de 90 km/h



A formação e intensificação de um ciclone extratropical entre a costa do Uruguai e o Rio Grande do Sul trará fortes rajadas de vento e chuva volumosa para várias regiões do estado. O alerta vale a partir da tarde deste domingo (19) até as 23h da segunda-feira (20).

Segundo a Climatempo, a nova frente fria resultante do fenômeno aumenta o risco de temporais, especialmente no sul e leste do estado.

Ciclone e ventos de mais de 90 km/h

Toda a faixa litorânea gaúcha está sob alerta para rajadas de vento em torno de 90 km/h, com possibilidade de valores ainda maiores no litoral sul e extremo sul do estado. Além disso, o mar ficará agitado, aumentando o risco para embarcações e atividades costeiras.

Com ventos intensos, há preocupação com destelhamentos, quedas de árvores e galhos, além de possíveis danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia elétrica.

Alerta para temporais e enchentes

Nesta segunda-feira (20), regiões como a Serra Gaúcha, Grande Porto Alegre, além do centro-sul e leste do estado, devem se preparar para chuvas intensas e volumosas. Temporais podem causar alagamentos, enxurradas e enchentes pontuais, principalmente em áreas urbanas e próximas a rios.

A população é orientada a evitar deslocamentos desnecessários e reforçar a segurança em residências e comércios, especialmente nas áreas com maior risco de impacto.

Recomendações

  • Fique atento a alertas meteorológicos e atualizações climáticas.
  • Evite áreas alagadas e próximas a encostas.
  • Garanta que telhados e estruturas estejam reforçados para enfrentar os ventos fortes.
  • Em casos de emergência, entre em contato com a Defesa Civil pelo número 199.

A condição climática deve persistir ao longo do dia, com tendência de melhora apenas após a passagem do ciclone.



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Ameaças de tarifas de Trump levam UE a se preparar para guerra fiscal



As ameaças tarifárias do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, estão forçando a Europa a enfrentar um dilema indesejado: manter suas próprias tarifas baixas e arcar com os custos econômicos, ou erguer novas barreiras em uma tentativa de proteger indústrias vulneráveis, segundo matéria do The Wall Street Journal.

A União Europeia (UE) tem defendido há muito tempo o sistema baseado em regras para o livre comércio e, no mês passado, anunciou um avanço em um grande acordo comercial com quatro países da América do Sul. Ao mesmo tempo, o bloco está preparando uma combinação de incentivos e sanções para responder ao plano de Trump de usar tarifas como ferramenta de política doméstica e externa.

A Europa quer evitar uma guerra comercial em grande escala. Os EUA são o maior parceiro comercial da UE, com o comércio entre as duas economias movimentando aproximadamente US$ 8,7 trilhões, segundo a Câmara de Comércio Americana para a União Europeia.

Tarifas mais altas dos EUA sobre a China poderiam redirecionar produtos baratos para a Europa, criando um duplo golpe para os fabricantes domésticos do bloco. Os representantes da UE esperam neutralizar algumas dessas ameaças com propostas que podem incluir compromissos para comprar mais gás natural liquefeito e suprimentos de defesa americanos, além de uma oferta para se aliar a Trump no enfrentamento a Pequim. O bloco também poderia se comprometer a assumir uma parcela maior do ônus financeiro de apoiar a Ucrânia, e os estados-membros poderiam aumentar os gastos militares.

Caso essas propostas não surtam efeito, a UE preparou uma série de opções de retaliação, que, segundo diplomatas, poderiam incluir tarifas direcionadas a produtos de estados americanos politicamente sensíveis.

Os planos comerciais de Trump também podem se alinhar a tensões mais amplas com a UE, envolvendo segurança regional, apoio à Ucrânia e o interesse do presidente eleito na Groenlândia. Autoridades estão preparadas para discutir uma variedade de questões com a nova administração e buscarão posicionar a UE como um parceiro que pode ajudar Trump a alcançar alguns de seus objetivos.



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Volta de Trump ao poder deve acirrar concorrência agrícola entre Brasil e EUA



O retorno de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos nesta segunda-feira (20) deve acentuar a concorrência no agronegócio entre Brasil e Estados Unidos. Trump volta ao poder com o anúncio de políticas comerciais protecionistas que, por um lado, podem favorecer o comércio de produtos agropecuários brasileiros a países importadores, como a China mas, de outro lado, tendem a embaraçar negociações para ampliações e aberturas de mercados entre os países.

Para especialistas em comércio exterior e representantes de entidades privadas e do governo, o agronegócio brasileiro pode ganhar com as políticas protecionistas de Trump nas exportações a outros países, mas perder no próprio comércio com os Estados Unidos.

Trump e a China

Nessa equação, um dos principais fatores é a potencial retomada da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Trump promete aplicar tarifas elevadas sobre produtos importados pelos Estados Unidos e repetir o conflito com o gigante asiático – tônica da sua primeira gestão.

Em eventual troca de retaliações entre os países, o Brasil pode se favorecer do redirecionamento da demanda chinesa de soja e milho, embora em menor grau ao observado na primeira fase da guerra comercial sino-americana no primeiro mandato de Trump.

A tendência é o Brasil ocupar mais espaço no fornecimento de grãos ao mercado asiático, se confirmada uma escalada do conflito comercial sino-americano, pelo menos no curto prazo.

Hoje exportamos 64% de soja, carne, algodão e milho para a China, enquanto os Estados Unidos exportam 34%. Portanto, os ganhos não seriam tão grandes como foram na primeira fase da guerra comercial, mas pode haver benefícios no curto e médio prazo”, avalia o coordenador do Insper Agro Global, Marcos Jank.

Jank pondera que a China, entretanto, tende a não querer abrir mão da possibilidade de adquirir soja do Hemisfério Sul e do Hemisfério Norte em diferentes períodos do ano a preços mais competitivos.

“Outra preocupação a médio prazo seria um eventual acordo de trégua entre os países, o que faz parte do jogo político de pressão e ameaças do Trump em uma possível cessão da China”, pontua Jank.

Na avaliação da diretora de Relações Internacionais da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sueme Mori, o Brasil tem condições de ampliar o fornecimento de alimentos para a China e demais destinos, seja a demanda adicional gerada por uma guerra comercial ou por questões climáticas adversas. Mori pondera que a disputa sino-americana pode ser mais crítica em comparação com a primeira fase.

“A composição do governo Trump 2 será diferente do Trump 1 pela situação geopolítica global. Trump volta com maior legitimidade, apoio político interno e liberdade para, inclusive, intensificar uma guerra comercial com a China. Por outro lado, a China mantém uma influência geopolítica muito grande”, observou.

“Temos de aguardar a chegada de Trump ao governo para ver as medidas implementadas e também como o Brasil vai se comportar nesse cenário. Defendemos o pragmatismo nas relações porque o agronegócio brasileiro vende para o mundo inteiro”, argumenta Mori.

Já na relação com o Brasil, além do distanciamento ideológico entre os governos Trump e Lula – que declarou apoio à democrata Kamala Harris -, a postura de Trump de maior protecionismo à produção local pode atrapalhar as tratativas para aberturas e ampliações de mercados entre os países. Diplomatas que atuam nos Estados Unidos avaliam que a possibilidade de ampliar a cota de carne bovina (hoje de 65 mil toneladas ao ano) e de açúcar brasileiro (volumes estipulados por ano) vendidos ao mercado norte-americano dependerão de contrapartida brasileira – como a redução da tarifa sobre importação de etanol dos EUA.

O Brasil quer também vender mais frutas aos Estados Unidos, como limão-taiti, enquanto os Estados Unidos querem ampliar vendas de vinhos, carnes premium, peras, cerejas, salmão selvagem e proteína de leite.

Os Estados Unidos foram o segundo principal destino dos produtos agropecuários brasileiros no ano passado, com exportações de US$ 12,092 bilhões, respondendo por 7,4% do total exportado pelo agronegócio no ano. Os embarques concentram-se em café verde, celulose, carne bovina in natura, suco de laranja e couro, segundo dados do sistema de estatísticas de comércio exterior do agronegócio brasileiro. Já o Brasil importou US$ 1,028 bilhão em produtos do agronegócio dos Estados Unidos no último ano.

Do lado do governo brasileiro, a intenção é manter as negociações bilaterais em andamento e a relação comercial “de confiança, a despeito de posições políticas”, segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua.

“Os Estados Unidos são um importante parceiro do Brasil também do ponto de vista de investimentos e com um ecossistema de inovação agropecuária importante. A ideia é manter uma relação fluida, exportando produtos complementares à pauta, como o café, entre outros, e aprofundando a relação no que for possível”, afirmou Rua.

“Dependendo da política comercial que for adotada pelo presidente Trump, o Brasil sempre estará disponível aos demais países do mundo para prover eventuais necessidades que esses países possam ter em virtude de uma possível escalada protecionista nos Estados Unidos com reflexo nos produtos exportados pelos norte-americanos”, acrescentou Rua, em entrevista recente.

Para Jank, o Brasil não é um país que apresenta ameaça à política comercial de Trump, por ser uma balança comercial geral deficitária para os produtos brasileiros – em 2024, exportações totais atingiram US$ 40,330 bilhões ante importações de US$ 40,583 bilhões.

“Os americanos vão escolher amigos e inimigos para as políticas comerciais. Do ponto de vista do Brasil, não há fatores comerciais que possam afetar as relações bilaterais, pelo contrário, há potenciais similaridades e contribuições em biocombustíveis e tecnologia agrícola”, afirmou o professor do Insper.

Em contrapartida, Jank vê possibilidade de maior pressão dos Estados Unidos para a diminuição da tarifa aplicada sobre o etanol exportado ao Brasil, hoje de 18%. Ele enxerga também fundamentos de mercado para o Brasil buscar o aumento da cota de carne bovina exportada aos EUA em virtude da crise na pecuária local.

Para Mori, da CNA, o interesse do agronegócio brasileiro em ampliar o comércio com os Estados Unidos continua. “A expectativa é que o pragmatismo seja mantido. Não há sinalizações de que isso vá mudar. Historicamente, já vimos outros momentos de desgaste entre governos e ausência de impactos em números da balança comercial”, pontuou.

Carne e açúcar

Já representantes da indústria da carne e do setor sucroenergético não esperam avanços nas negociações para ampliar a cota de exportação sem tarifas de carne bovina e açúcar brasileiros ao mercado norte-americano.

“Os Estados Unidos tendem a continuar recorrendo à carne brasileira em virtude dos problemas domésticos de oferta, mas a redução de tarifas é pouco provável. O cenário atual já é favorável ao Brasil”, observou fonte do setor exportador. Em 2024, o Brasil exportou 229 mil toneladas de carne bovina aos Estados Unidos, somando US$ 1,35 bilhão em divisas.

Os Estados Unidos são hoje ainda o principal destino do café brasileiro, com 471,539 mil toneladas (7,859 milhões de sacas) exportadas no ano passado. Interlocutores da indústria acreditam que tende a prevalecer a “racionalidade comercial” baseada no pragmatismo e no bom relacionamento entre os traders.

O professor emérito da Fundação Getúlio Vargas e ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues avalia que as demandas de mercado devem prevalecer sobre as questões ideológicas na relação entre os países.

“O que importa é o mercado funcionar adequadamente para que a gente continue participando dele também adequadamente”, diz Rodrigues. Para o professor, “pode haver mais protecionismo” em relação aos produtos agropecuários do Brasil. “Mas o Brasil tem de negociar. Nossa diplomacia tem de negociar com parcimônia e competência e estar aberta para todo mundo e para o mundo todo”, ressalta.

Na avaliação do ex-ministro, se considerado o primeiro mandato de Trump, os efeitos sobre o agronegócio tendem a incluir a tendência é de maior “desglobalização”, com implicação no enfraquecimento de organizações multilaterais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização Mundial do Comércio (OMC).

“Isso é ruim para todo mundo, inclusive para o Brasil também. Sem organismos multilaterais, não há rumo”, conclui.



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Selic alta desafia crédito rural pressionando produtores e novo Plano Safra 



O cenário econômico de 2025 traz grandes desafios ao crédito rural, com a taxa Selic projetada para atingir 15% ao ano e uma inflação estimada em 5%, de acordo com o último Boletim Focus. Contexto que já pressiona o setor agrícola de diversas formas, especialmente pelo encarecimento dos subsídios que garantem juros reduzidos e pela limitação orçamentária para equalização das taxas.

Segundo David Télio, diretor de Novas Estruturas Financeiras da TerraMagna, o patamar atual dos juros certamente vai impactar a rentabilidade no campo, além de aumentar o endividamento. “Porém, o maior custo do produtor é a aquisição de insumos e equipamentos em que os fornecedores já estão incluídos nos preços de vendas com prazo safra estes juros atualizados”, alerta.

Um levantamento recente do Banco Central revelou que a contratação de crédito rural no segundo semestre de 2024 caiu 22,2% em relação ao mesmo período de 2023. Para Télio, essa queda se explica pela “inadimplência dos produtores, que impede a renovação de crédito rural subsidiado por parte dos bancos, além da possível falta de recursos controlados, já que o subsídio foi afetado pelo aumento da taxa Selic, consumindo boa parte do orçamento destinado ao agronegócio.”

Competitividade e alternativas de financiamento

Apesar do encarecimento do crédito, o especialista acredita que a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global não será afetada, pois a taxa cambial exerce maior influência nesse cenário.

“Historicamente, a cadeia de suprimentos tem acomodado os aumentos nos juros, ajustando preços de insumos e serviços, de modo que não prevemos grandes impactos na competitividade externa”, afirma.

Quanto ao financiamento, Télio destaca a crescente importância de alternativas como crédito privado e recursos do mercado de capitais. “Os mecanismos de financiamento por meio de CPR, títulos do agronegócio e fintechs têm ganhado espaço, oferecendo crédito ao produtor por meio da venda de insumos, equipamentos e serviços com prazo safra.”

Importância do Fiagro para o crédito rural

O especialista também reforça o papel do crédito privado e a importância da regulamentação do Fundo de Investimentos nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro). 

“Desde 2021, o crédito privado vem crescendo, e com a aprovação do Fiagro, conseguimos captar recursos no mercado de capitais, permitindo que investidores financiem fornecedores de insumos e, indiretamente, os produtores. O mais importante é assegurar recursos para a continuidade da produção de alimentos no Brasil”, conclui.



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População empregada no agronegócio cresceu 2%



A população empregada no agronegócio brasileiro alcançou 28,4 milhões de pessoas no terceiro trimestre de 2024, aumento de 1,9% (ou aproximadamente 533 mil pessoas) em comparação com igual período do ano anterior.

A participação do setor no total de ocupações do Brasil manteve-se em 26% de julho a setembro de 2024, mostram pesquisas realizadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), divulgadas nesta sexta-feira (17).

O número de ocupados no agronegócio no período foi impulsionado pelo aumento no contingente de pessoas nas agroindústrias (com avanço de 6,7% em relação ao terceiro trimestre de 2023, ou cerca de 303 mil pessoas) e, principalmente, nos agrosserviços (6,3% ou aproximadamente 611 mil pessoas), informam os pesquisadores do Cepea/CNA.

Atividades que mais contrataram

Entre as atividades agroindustriais, destacaram-se os segmentos de massas e outros alimentos (13,8% ou 55.355 pessoas), móveis de madeira (11,3% ou 54.284 pessoas), açúcar (24,7% ou 31.025 pessoas), moagem e produtos amiláceos (12,5% ou 30.984 pessoas) e têxteis de base natural (8,4% ou 9.326 pessoas que, juntos, adicionaram 198.166 trabalhadores.

“Essa expansão nas atividades agroindustriais intensificou a demanda por serviços, aquecendo o mercado de trabalho nos agrosserviços, reflexo da maior complexidade operacional de algumas atividades industriais, que mobilizam uma ampla gama de serviços”, contaram os pesquisadores.

Conforme as pesquisas, “o aumento na população ocupada no agronegócio no terceiro trimestre de 2024 frente ao mesmo período do ano anterior esteve atrelado a avanços no número de empregados com e sem carteira assinada, aos trabalhadores com maior nível educacional (seguindo uma tendência histórica do setor) e, principalmente, à maior participação feminina no período”.



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Chuva intensa coloca maior parte do Brasil em alerta


Grande parte do país está em alerta de potencial perigo para chuvas intensas neste domingo (19), segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Uma faixa que se estende do norte do Amapá ao sudoeste do Rio Grande do Sul, passando por 21 estados e pelo Distrito Federal, tem previsão de altos volumes de chuvas e ventos intensos.

A formação de sistema de baixa pressão na região Sul do país tem intensificado as chuvas nos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde o alerta é de perigo. No noroeste, sudoeste e em parte do centro do Rio Grande do Sul, há risco de vendaval, com ventos variando entre 60 e 100 quilômetros por hora (km/h) até as 18 horas deste domingo.

A formação de uma ampla área de baixa pressão deve originar um ciclone que se intensificará, cruzará o estado e se deslocará para o oceano entre a noite de domingo e a segunda-feira (20).

Estão previstas pancadas de chuva forte com trovoadas e volumes superiores a 50 milímetros em 24 horas. Também podem ocorrer queda de granizo e rajadas de vento acima de 80 km/h entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Essa instabilidade se deslocará para o norte de Santa Catarina e o Paraná, na tarde da segunda-feira, atingindo também parte do litoral gaúcho, até perder força durante a noite. Em Porto Alegre a temperatura máxima será de 33 graus Celsius (ºC), e a mínima, de 23 ºC.

Em Brasília, a previsão também é de céu com muitas nuvens e pancadas de chuva isoladas. A máxima será de 28 ºC, e a mínima, de 18 ºC. Em Salvador, a previsão é de muitas nuvens com chuva isolada e temperatura que varia de 23 ºC a 29 ºC.



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Frente fria e chuva de até 100 mm estão na previsão do tempo para regiões nesta semana; confira



A semana de 20 a 24 de janeiro será marcada por condições climáticas diversas em todas as regiões do Brasil, com destaque para a formação de uma nova frente fria no Sul, pancadas de verão no Sudeste e excesso de chuvas no Centro-Oeste e Norte.

Já no Nordeste, a atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) mantém bons níveis de umidade em partes da região, enquanto outras áreas enfrentam tempo mais seco.

Confira os detalhes da previsão para cada região, com informações da Climatempo e análise do meteorologista do Canal Rural, Arthur Müller.

Sul

Uma nova frente fria se forma na região, ajudando a organizar novas áreas de instabilidades no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. No Paraná, são esperadas pancadas de chuva com intensidade entre moderada e forte, além de tempo abafado. Não chove apenas no oeste gaúcho.

A chuva se distribui na semana em todas as áreas produtoras dos três estados, com acumulados de até 70 mm em cinco dias.

Atenção para temporais nos próximos dias, com possibilidade de granizo e rajadas de vento acima de 70 km/h, devido ao avanço da frente fria com um cavado meteorológico associado.

No geral, a semana traz otimismo para os produtores da região, com o retorno da umidade. Porém, trata-se de uma chuva que já chega tarde para muitas lavouras no Rio Grande do Sul, especialmente as da porção sul do estado.

Sudeste

Pancadas verão devem ser registradas no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo no começo da semana. A segunda-feira (20) será marcada por sol, temperaturas elevadas e chuva ocorrendo de maneira irregular à tarde e à noite.

O sol aparece em São Paulo e as temperaturas sobem, podendo chover no inicio da tarde no interior do estado. O litoral e a capital paulista iniciam a semana em atenção.

Um bom volume de chuva, na casa de 50 mm, deve ser registrado na semana em São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas, ajudando a manter a boa umidade do solo. Nas demais áreas mineiras e no Espírito Santo, o período será mais quente e seco, ajudando a fazer avançar os trabalhos em campo, após uma primeira quinzena de janeiro chuvosa.

Centro-Oeste

O sol aparece um pouco mais em Mato Grosso e Goiás. Já Mato Grosso do Sul inicia a semana com predomínio de nebulosidade e pancadas de chuva que podem ocorrer a
qualquer momento do dia. Há chance de chuva forte e temporais nesse estado e no Distrito Federal.

A semana terá bom volume de chuvas no centro-sul de Mato Grosso de Sul, variando de 50 a 70 mm. Isso ajuda a aliviar o calorão na região e a eliminar o estresse hídrico nas lavouras. Nas demais áreas do estado, a tendência é de uma semana mais quente e seca, com acumulados de chuva girando em torno de 30 mm.

No oeste de Mato Grosso, os acumulados do período podem passar de 100 mm, atrasando ainda mais o avanço da colheita de soja. Na porção leste do estado e em Goiás, a semana será mais quente e seca, com o acumulado de chuva ficando na casa de até 30 mm.

Nordeste

A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) estimula a umidade na costa norte da região. A segunda-feira terá sol, tempo abafado e pancadas moderadas a fortes no litoral do Maranhão, Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte. Chove em forma de pancadas mais rápidas na costa leste e no interior da Bahia.

A semana será mais quente e seca na Bahia, com acumulados na casa de 40 mm nas faixas oeste e norte. No restante do estado, a tendência é que a chuva não ultrapasse 10 mm no período.

Em Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Pará e Rio Grande do Norte, as chuvas intercaladas com períodos de sol devem predominar nos próximos dias, com acumulados na casa de
30 mm aliviando a estiagem na porção leste da região.

Maranhão, Piauí e Ceará devem registrar acumulados de 70 a 80 mm, o que ajuda a manter a boa umidade do solo, sem atrasar as operações em campo.

Norte

Não chove no começo da semana em Roraima e no noroeste do Pará. O tempo mais fechado com pancadas em vários momentos desta segunda-feira no litoral paraense. Faz sol com pancadas fortes de chuva e risco de raios e trovoadas no Tocantins e no sul do Pará. Chove a qualquer momento no Amazonas e em Roraima.

Durante a semana, a chuva devem atingir a casa de 100 mm em Rondônia e Pará, o que é uma boa notícia para os pecuaristas locais, pois isso ajudará na recuperação de pastagens e de cultivos de verão.

No Tocantins, Acre, Amazonas, Roraima e Amapá, a chuva varia entre 40 e 60 mm no período, contribuindo para manutenção de umidade do solo, sem prejudicar as operações em campo.

O tráfego de embarcações pela bacia amazônica deve voltar ao normal. Em Manaus (AM), o nível do Rio Negro alcançou 21 metros na última sexta-feira (17), cerca de 50
centímetros a mais do que no mesmo dia em janeiro de 2024. No ano passado, inclusive, o nível do curso d’água chegou a atingir 12,11 metros, o ponto mais baixo já registrado em mais de 120 anos de medições.



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