A segunda edição da Expedição Safra Goiás, concluída nesta quinta-feira (23/01), traz uma estimativa de produção de soja para o estado de Goiás que pode superar os 20 milhões de toneladas, um aumento de até 23% em relação à safra anterior. As informações são da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
A Expedição percorreu mais de 5 mil quilômetros em cinco regiões do estado, visitando 43 municípios e mais de 80 propriedades rurais. De acordo com a análise realizada nas lavouras, a produtividade média varia entre 66 a 70 sacas por hectare. A expectativa é que a produção atinja no mínimo 19,6 milhões de toneladas, podendo chegar até 20,7 milhões de toneladas.
O clima como aliado da soja
O clima favorável tem sido um fator importante para os bons números, mas os produtores também podem enfrentar desafios no escoamento e armazenamento da produção, conforme destacado pelo presidente do Sistema Faeg/Senar/Ifag, José Mário Schreiner. A primeira fase da colheita da soja da safra 2024/25 já começou em Rio Verde, no sudoeste de Goiás, onde 2% da área plantada já foi colhida. A região, com cerca de 400 mil hectares dedicados à soja, apresenta bons resultados iniciais, com rendimento médio entre 4.200 e 4.800 quilos por hectare.
A Expedição Safra Goiás é uma iniciativa da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), do Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag) e dos Sindicatos Rurais, com o apoio do Senar Goiás e Sebrae Goiás. Além das análises técnicas realizadas pela equipe, foram ouvidas demandas de produtores e presidentes de Sindicatos Rurais, e tudo será compilado em um relatório que será compartilhado com o poder público em busca de melhorias para o setor, conforme explicou o vice-presidente administrativo da Faeg, Armando Rollemberg.
A previsão do tempo para o período de 27 a 31 de janeiro aponta para variações climáticas em diversas regiões do Brasil. A semana será marcada por temperaturas elevadas e chuvas irregulares, com destaque para o risco de temporais, o que pode impactar os produtores nas atividades agrícolas. Confira abaixo como ficará o tempo no país:
O tempo no Sul
A semana começa sem chuvas no centro-sul, leste e litoral do Rio Grande do Sul, com temperaturas subindo à tarde. Pancadas são esperadas no noroeste e norte do estado, além de Santa Catarina e Paraná, com risco de temporais na divisa do Paraná.
A chuva se concentrará no extremo oeste de Paraná e Santa Catarina, com volumes de 80 a 100mm, auxiliando no déficit hídrico das lavouras. O restante da região deve receber de 40 a 60mm de chuva, ajudando a repor a umidade do solo sem prejudicar as operações agrícolas. No Rio Grande do Sul, a situação será mais quente e seca, com precipitação limitada a 20 a 30mm, insuficiente para recuperar as lavouras de verão.
No Sudeste
A frente fria que avança no alto mar trará temporais em São Paulo, sul do Rio de Janeiro, Triângulo Mineiro e sul de Minas Gerais. O volume de chuva pode ultrapassar os 150mm nessas áreas, o que pode dificultar a colheita da safra de verão. Em outros locais de São Paulo, o acumulado deve ficar em torno de 100mm, ajudando na recuperação de pastagens e nas lavouras. Já o centro-norte de Minas Gerais e o Espírito Santo devem ter chuvas de até 50mm, contribuindo para a boa umidade do solo.
Centro-Oeste
O tempo será abafado e com risco de temporais no sul de Mato Grosso, centro-sul de Goiás e em Mato Grosso do Sul. A previsão é de chuvas volumosas no sul de Goiás, com acumulados acima de 150mm, o que pode inviabilizar os trabalhos agrícolas.
No restante de Goiás e Mato Grosso do Sul, os volumes devem atingir cerca de 100mm, beneficiando as lavouras e o gado. Já em Mato Grosso, a previsão é de uma semana mais otimista, com precipitação entre 20 e 30mm, o que ajudará no avanço da colheita de soja, mas as chuvas no sudeste do estado continuam atrasando a secagem das vagens.
E como fica o tempo no Nordeste?
O tempo será quente e com pancadas de chuva mais irregulares na Bahia, Sergipe e Alagoas. Já no Maranhão, Piauí, Ceará, interior do Rio Grande do Norte e Pernambuco, as chuvas podem ser fortes, com volumes variando entre 60 e 80mm, favorecendo o desenvolvimento dos cultivos.
Na região do oeste da Bahia e no interior de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará, o volume de chuva será em torno de 40mm, ajudando a aliviar o calor e a repor a umidade do solo. Porém, a seca persiste na faixa leste, onde as chuvas podem prejudicar as lavouras e aumentar o risco de focos de incêndio.
Norte do Brasil
A semana começará abafada, com risco de chuvas fortes em todos os estados. As pancadas de chuva podem ocorrer a qualquer momento no Tocantins, Pará, Roraima e Acre, com risco de temporais no Amapá e Amazonas. A previsão é de volumes de chuva em torno de 50mm em todos os estados, o que ajudará na recuperação das pastagens e no desenvolvimento das lavouras de verão. No entanto, os produtores devem ficar atentos ao manejo fitossanitário, pois o aumento da umidade pode intensificar a pressão de pragas nas lavouras.
A maçã, uma das frutas mais tradicionais do país, está pronta para ser colhida. A Associação Brasileira dos Produtores de Maçã (ABPM) projeta que a safra deste ano alcance 915 mil toneladas, representando um aumento de cerca de 10% em relação ao ciclo anterior.
Contudo, o grande diferencial desta safra é a sua qualidade excepcional. “Os frutos apresentam tamanho médio superior, ótima coloração e características ideais para uma boa conservação pós-colheita. Isso deve garantir um aproveitamento ainda maior para embalagem e oferta de frutas frescas, com uma oferta potencial 20% superior à de 2024″, diz a entidade, em nota.
A abertura oficial da colheita da safra 2024/2025 ocorrerá no dia 31 de janeiro, no Hotel Renar, em Fraiburgo, Santa Catarina. A cidade é conhecida como a “Terra da Maçã”.
Para o presidente da ABPM, Francisco Schio, o evento simboliza uma etapa importante para os produtores. “Estamos iniciando mais um ciclo de colheita com grande expectativa. A qualidade da maçã está excelente, e a previsão é de que o aumento da produção traga ótimos resultados. […] Temos certeza de que este será um ano muito positivo para os produtores e consumidores”, destaca.
O prefeito de Fraiburgo, Wilson Ribeiro Cardoso Jr., ressalta que a colheita da maçã é uma atividade econômica vital para o município. “Além disso, a cultura da maçã abre portas para o turismo, atraindo visitantes interessados em conhecer as plantações e colher o fruto no pé, o que por sua vez impulsiona o comércio local e diversifica as oportunidades econômicas no município.”
Maçã: fruta para o ano todo
A maçã é uma fruta que pode ser consumida ao longo de todo o ano, graças às tecnologias avançadas e à capacidade de frigorificação. De acordo com a ABPM, o armazenamento em câmaras frigoríficas controladas garante que as maçãs mantenham sua qualidade, frescor e características de sabor, textura e aparência por períodos prolongados.
O Brasil possui mais de 33 mil hectares de pomares, com um potencial produtivo superior a 1,35 milhão de toneladas anuais, o que gera mais de 120 mil empregos diretos e indiretos, conforme dados da ABPM.
Atualmente, a grande maioria das maçãs voltadas ao mercado interno são produzidas nacionalmente, tornando a fruta a terceira mais consumida no país.
Em Primavera do Leste, Mato Grosso, o Projeto Mãe Cidinha tem transformado a vida de 160 crianças e adolescentes, proporcionando uma alimentação mais saudável e atividades educativas essenciais para o desenvolvimento de cada um. O Programa Agrosolidário, promovido pela Aprosoja Mato Grosso, tem desempenhado um papel fundamental nesse processo ao fornecer a bebida de soja, que tem sido um complemento nutricional essencial para as crianças atendidas pela instituição.
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Além de promover o fortalecimento nutricional, o projeto oferece atividades como judô, capoeira, artesanato, reforço escolar, informática e muito mais, contribuindo diretamente para a educação e o preparo dos pequenos para o mercado de trabalho. Maria Eduarda, de 10 anos, compartilha com entusiasmo o que tem aprendido nas aulas, como manobras de dança e bordado no artesanato. “Quando eu crescer, posso fazer crochê e bordado. Eu adoro aprender essas coisas aqui”, contou ela, destacando as oportunidades de aprendizado.
Lara Fernanda, de 9 anos, também expressou sua gratidão pelas aulas e pelo apoio recebido, especialmente no aprendizado de matérias como português e matemática. Ela ainda destacou os benefícios da bebida de soja, que a mantém animada e pronta para as atividades. “Eu gosto da bebida de soja de morango, porque ela é bem geladinha. Quando eu tomei, fiquei mais animada e disposta para brincar com meus coleguinhas”, disse Lara.
A diretora-presidente do Projeto Mãe Cidinha, Creonice Pessoa dos Santos, reafirma a importância do trabalho realizado pela instituição, que se dedica a oferecer atividades gratuitas que contribuem para o desenvolvimento integral das crianças. “Nós oferecemos oficinas culturais e educacionais, como judô, dança, capoeira, música e reforço escolar. O objetivo é que nossos alunos aprendam de forma divertida e criativa, mas também se preparem para a vida e o mercado de trabalho”, afirmou Creonice.
Ela também destacou o impacto positivo da bebida de soja no cotidiano das crianças. “Temos visto que a bebida tem uma vitamina altíssima e ajuda muito na energia das crianças. Isso reflete no aprendizado delas, que ficam mais dispostas para as atividades”, explicou a diretora-presidente, agradecendo o apoio recebido.
Douglas Rodrigues Cruz, professor de capoeira, expressou o orgulho de fazer parte dessa história de transformação. “A capoeira tem um papel importante na formação de cidadãos. Ela ajuda a criança a aprender respeito, disciplina e a se tornar mais educada, tanto na escola quanto em casa”, afirmou Douglas, que acompanha o desenvolvimento das crianças ao longo dos anos.
Com a parceria do Programa Agrosolidário, o Projeto Mãe Cidinha tem fortalecido a alimentação das crianças e oferecido a elas a oportunidade de se desenvolverem de forma integral. A bebida de soja, além de ser uma importante fonte de nutrição, tem contribuído para o ganho de peso e o bem-estar das crianças, promovendo não apenas saúde, mas também carinho e cuidado.
Como o cupuaçuzeiro reage aos estágios iniciais da infecção por Moniliophthora perniciosa, fungo causador da vassoura-de-bruxa, doença que traz grandes prejuízos tanto para a cultura do cupuaçu como para a do cacau? Esse foi o objeto de pesquisa da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF).
O estudo identificou os genes da planta relacionados à sua resistência ou mesmo à sua suscetibilidade ao fungo.
Conduzido pelas pesquisadoras Lucilia Helena Marcellino e Loeni Ludke Falcão, o trabalho é pioneiro no estudo da expressão gênica em grande escala voltado para a cultura do cupuaçu.
De acordo com nota explicativa no site da Embrapa, a pesquisa foi feita a partir do sequenciamento de alta profundidade do transcritoma da planta, particularmente de uma parte que é alvo do ataque do patógeno: as regiões meristemáticas presentes nas pontas dos galhos.
O que é o transcritoma?
Transcritoma é o conjunto completo de transcritos (RNAs mensageiros, RNAs ribossômicos, RNAs transportadores e os microRNAs) de um dado organismo, órgão, tecido ou linhagem celular.
De acordo com as pesquisadoras, a análise de transcritoma é uma ferramenta poderosa para estudar a expressão gênica e, ao examinar os RNAs mensageiros (mRNAs), é possível desvendar os mecanismos moleculares que determinam os diferentes processos biológicos em curso.
Para as cientistas da Embrapa, os resultados da pesquisa representam um avanço no entendimento da interação entre o cupuaçuzeiro e o fungo causador da vassoura-de- bruxa, abrindo novas perspectivas para o desenvolvimento de tecnologias que impulsionem a produção sustentável de cupuaçu no Brasil.
“Diferentemente do cacau, que já conta com um volume considerável de pesquisas, o cupuaçu ainda possui um grande potencial a ser explorado, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento de cultivares resistentes e ao controle de doenças”, assinala Loeni.
Lucilia, por sua vez, afirma que foi o sequenciamento de alta profundidade do transcritoma do cupuaçuzeiro, ao gerar um vasto banco de dados, que permitiu a identificação de genes relacionados à resposta à infecção por M. perniciosa. Assim, foram registrados milhares de genes expressos tanto em plantas suscetíveis como nas resistentes.
“Por meio da análise bioinformática desses dados, foi possível identificar genes relacionados à resposta imune da planta, ao metabolismo secundário e ao crescimento”, conta.
Controle da doença do cupuaçu
Vassoura-de-bruxa no cupuaçuzeiro. Foto: Lucilia Helena Marcellino/ Embrapa
A informação detalhada sobre a interação planta-patógeno serve para o desenvolvimento de novas estratégias de controle da doença, como a criação de marcadores moleculares para a seleção de plantas resistentes; a identificação de alvos para o desenvolvimento de fungicidas; bem como a identificação de genes envolvidos na resistência e suscetibilidade à doença.
“Nossa pesquisa é um trabalho básico, que pode ajudar os melhoristas no desenvolvimento de plantas resistentes à doença e disponibilizar genes de interesse para estudos de função. Alguns desses genes, inclusive, foram inseridos no tomate Micro-Tom, uma planta-modelo para estudos com o fungo. Isso permitirá um estudo mais aprofundado sobre a função e potencial uso dos genes”, afirma Loeni.
Em outra frente, Lucilia conta que está em andamento um trabalho em parceria com a Embrapa Agricultura Digital (SP) que visa sintetizar uma molécula capaz de inibir o fungo, ao se ligar a uma proteína presente no microrganismo.
Com isso, a expectativa é de que a tecnologia seja capaz de controlar tanto a M. perniciosa como a M. roreri, praga quarentenária que já está entrando no Brasil.
“A obtenção de plantas que aliem resistência, boa produção e qualidade de fruto é essencial para o desenvolvimento da cultura. Entretanto, o menor conhecimento a respeito da genética molecular do cupuaçuzeiro é um gargalo para o desenvolvimento de plantas com essas características; daí a importância dessa pesquisa”, declara a pesquisadora.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) está realizando, entre os dias 26 e 31 de janeiro, uma missão à Europa com o objetivo de defender os interesses do produtor rural brasileiro e destacar a produção sustentável do setor agropecuário do país.
A comitiva é liderada por importantes representantes do setor, como o vice-presidente de Relações Internacionais da CNA e presidente do Sistema Farsul (RS), Gedeão Pereira, e o presidente da Famasul (MS), Marcelo Bertoni, além de diretores da CNA e membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), como o presidente Pedro Lupion e a senadora Tereza Cristina.
Durante a missão, os integrantes da comitiva da CNA terão a oportunidade de participar de uma série de encontros estratégicos em três importantes capitais europeias: Roma, Bruxelas e Paris. Os encontros envolverão representantes de organizações internacionais, como a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) e a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), além de adidos agrícolas, embaixadores, membros do Parlamento Europeu e da Comissão Europeia.
A agenda dos encontros abrange uma série de temas de grande relevância tanto para o Brasil quanto para a União Europeia. Entre os principais tópicos, destacam-se o Green Deal e seus impactos diretos sobre a agropecuária, incluindo a implementação da Lei Antidesmatamento (EUDR), que impõe restrições ao comércio de produtos vinculados ao desmatamento ilegal.
Outro ponto importante é a continuidade das negociações do acordo Mercosul-União Europeia, com foco na redução de barreiras comerciais e na ampliação do acesso do agro brasileiro ao mercado europeu. Também será discutida a relação do Brasil com o bloco europeu, com ênfase em estratégias para fortalecer a parceria em áreas como comércio, sustentabilidade e desenvolvimento rural.
Além disso, a missão abordará os preparativos para a COP 30, evento que será realizado no Brasil em 2025, com foco na agenda ambiental e nas questões relacionadas às mudanças climáticas, onde o papel do agronegócio brasileiro será crucial.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a retirada do país do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. A decisão, revelada durante seu discurso de posse na última segunda-feira (20), reforça sua visão de que o tratado prejudica a economia americana e beneficia outros países.
Essa é a segunda vez que Trump retira os Estados Unidos do acordo. A primeira ocorreu em 2017, mas foi revertida durante o governo de Joe Biden em 2021. Agora, o processo de saída deve levar um ano para ser concretizado, conforme as regras do tratado.
O Acordo de Paris foi criado em 2012, durante a COP21 da Organização das Nações Unidas, realizada na capital francesa. Ele propõe que os governos adotem medidas para conter o aumento da temperatura global em até 2 ºC em relação aos níveis pré-industriais, além de buscar limitar o aquecimento a menos de 1,5 ºC, visando prevenir os efeitos mais severos da crise climática.
Peso global da decisão de sair do Acordo de Paris
Os Estados Unidos são o segundo maior emissor de gases de efeito estufa e desempenham um papel crucial na agenda climática. Na visão de Talita Martins, professora da Trevisan Escola de Negócios, sem esse compromisso da maior economia do mundo, o impacto no esforço coletivo global pode ser significativo.
“A ausência dos Estados Unidos no Acordo de Paris enfraquece a pressão internacional por ações climáticas e compromete a credibilidade do acordo”, alerta.
A especialista cita ainda a necessidade de ações coordenadas para limitar o aquecimento global, após 2024 ser registrado como o ano mais quente da história. De acordo com Martins, a decisão ocorre em um momento crítico e pode gerar um efeito dominó, incentivando outros países a flexibilizar seus compromissos climáticos.
Repercussões para o Brasil e para o agro
Para o Brasil, a saída dos Estados Unidos do tratado climático gera desafios e oportunidades. Como um dos maiores exportadores de commodities agrícolas, o país pode enfrentar maior pressão por sustentabilidade nos mercados internacionais.
“Fortalecer mecanismos de rastreabilidade e combate ao desmatamento é sempre importante para garantir acesso aos mercados internacionais”, ressalta.
Para a professora, o país também precisa liderar pelo exemplo em energia renovável, bioeconomia e restauração florestal, mostrando que é possível crescer economicamente e contribuir para o cenário global de redução das emissões.
Oportunidades no setor privado
Mesmo com a redução esperada de recursos financeiros para ações climáticas, há espaço para o setor privado preencher essas lacunas. Além disso, a ausência americana pode abrir espaço para o setor privado liderar soluções climáticas.
Martins também chama a atenção para a realização da COP30 no Brasil, o que traz uma oportunidade de atrair investimentos e demonstrar liderança em energia renovável e bioeconomia, reafirmando o protagonismo do país na agenda ambiental.
“A inovação pode se tornar um diferencial competitivo, criando novos mercados e fortalecendo a imagem do Brasil como parceiro confiável no comércio global”, afirma Talita Martins.
Sobre a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, a professora ressalta que, embora represente um retrocesso, isso reforça a urgência de liderança responsável em um momento em que as decisões de hoje moldam o futuro climático do planeta.
O mercado brasileiro de boi gordo registrou acomodação nos preços da arroba em grande parte das praças de comercialização durante a semana.
De acordo com o analista de Safras & Mercado Fernando Iglesias, a mudança se deve ao enfraquecimento dos patamares da carne bovina no mercado interno.
“O padrão de demanda delimitado para o período direciona o consumo para proteínas de menor valor agregado. Por outro lado, as exportações em alto nível e a atual posição das escalas de abate, bastante encurtadas, ainda são variáveis chave a serem consideradas visando a sustentação dos preços internos”, considera.
Preços do boi gordo
Os preços da arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças do país estavam assim no dia 23 de janeiro:
São Paulo (capital): R$ 335, estável frente à semana passada
Goiás (Goiânia): R$ 325, inalterado frente à última semana
Minas Gerais (Uberaba): R$ 325, aumento de 1,56% frente ao fechamento da semana anterior, de R$ 320
Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 330, sem mudanças frente à última semana
Mato Grosso (Cuiabá): R$ 320, sem alterações
Rondônia (Vilhena): R$ 295, similar ao registrado na semana passada
Mercado atacadista
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O mercado atacadista apresentou preços acomodados no decorrer da semana. Para Iglesias, o ambiente de negócios sugere queda das cotações no curto prazo.
Ele entende que a baixa maior pode ocorrer nos cortes do traseiro bovino, pelo padrão de consumo delimitado no primeiro bimestre.
O analista de Safras & Mercado destaca que a preferência da população ainda recai sobre as proteínas de menor valor agregado, a exemplo da carne de frango, embutidos e ovos.
O quarto do dianteiro do boi foi cotado a R$ 18,50 o quilo, sem mudanças frente ao valor praticado na semana passada. Já o quarto do traseiro do boi foi vendido por R$ 26,00 o quilo, queda de 1,89% frente aos R$ 26,50 por quilo registrados na última semana.
Exportações de carne
As exportações de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada do Brasil renderam US$ 568,186 milhões em janeiro (12 dias úteis), com média diária de US$ 47,348 milhões, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
A quantidade total exportada pelo país chegou a 112,731 mil toneladas, com média diária de 9,394 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 5.040,20.
Em relação a janeiro de 2024, houve alta de 26,8% no valor médio diário da exportação, ganho de 13,8% na quantidade média diária exportada e avanço de 11,4% no preço médio.
O avanço de uma nova frente fria sobre a costa deverá realizar a manutenção das instabilidades em parte dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A chuva seguirá associada à combinação entre calor e umidade no estado de São Paulo e sul de Minas Gerais. O fluxo de umidade transportado pela circulação de ventos em níveis baixos da atmosfera, o calor e a atuação de uma área de baixa pressão sobre o Paraguai devem estimular o reforço da chuva em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
A atuação do Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN) espalha novamente as instabilidades sobre Pernambuco, Sergipe, Alagoas e interior da Paraíba, que ficam em atenção para a chance de chuva localmente forte. Já a umidade contribui para que as instabilidades sigam ganhando força e se espalhando por praticamente todos os estados. Destaque para a chuva mais expressiva em Roraima, no Amazonas, Pará e no Amapá. Confira os detalhes do tempo em todas regiões do Brasil, segundo a Climatempo:
Sul
Centro-sul e oeste do RS, sem previsão de chuva. Frente fria se desloca e aumenta as instabilidades entre SC e o PR; dia com muitas nuvens e pancadas a qualquer momento com risco de temporais. A chuva em SC, fica mais concentrada sobre leste do PR.
Sudeste
Frente fria ajuda a aumentar a condição de chuva em SP, no Triângulo e sul de MG e no RJ. Pancadas a qualquer momento, redução do calor mais intenso. Tempo firme no ES e pancadas isoladas no norte e nordeste de Minas.
Centro-Oeste
O tempo fica instável com condições de pancadas de chuva a qualquer momento. Dia abafado com risco de pancadas fortes e temporais localizados entre MT e MS.
Nordeste
Não chove em áreas do centro-norte e nordeste da Bahia, mas, a umidade que vem do mar, estimula um pouco mais de nuvens de chuva no litoral. Dia de sol, calor, nas demais áreas e pancadas de chuva forte entre MA, PI, CE e o RN.
Norte
O sol aparece entre nuvens em Manaus, Belém, Macapá e Boa Vista; pode chover a qualquer momento com risco alto de temporais. Chuva típica de verão em forma de pancadas com trovoadas no AC, em RO e no TO.
Um encontro dedicado ao desenvolvimento de um novo tipo de queijo! Esse foi um dos objetivos da reunião entre representantes da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA) e a Embaixada Francesa, no Brasil. O grupo também quer desenvolver centros de referência queijeiras no estado de São Paulo
No evento os participantes discutiram o conteúdo pedagógico, a relação com as instituições, a infraestrutura necessária, e explicaram os erros e acertos na experiência das Écoles Nationales d’Industries Laitères (ENIL) francesas e o treinamento dos técnicos paulistas – todos tiveram a oportunidade de conhecer as tecnologias aplicadas a queijos macios e prensados, incluindo semeadura, maturação do leite, coagulação e drenagem.
Durante três dias, a Comissão Francesa apresentou os conhecimentos da produção do queijo azul, explorando os principais pontos a serem dominados nos diferentes estágios da fabricação. “O encontro proporcionou uma experiência prática e enriquecedora para todos os envolvidos, que puderam “pôr a mão na massa” para produzir os queijos”, explicou Maria Izabel Merino de Medeiros, diretora da Apta Regional de Bauru, que esteve acompanhando todas as atividades, representando a SAA durante as visitas.
As instituições de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta): Apta Regional, Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital) e Instituto de Zootecnia (IZ), a Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), além de acadêmicos do Centro Paula Souza e membros do setor agroindustrial acompanharam a reunião da missão francesa no ITAL com a presença do professor Maxence Virelaude, juntamente com o presidente da Associação Paulista do Queijo Artesanal (APQA) Christophe Faraud e do presidente da Câmara Setorial do Queijo Paulista Martin Breuer.
Criação de Centros de Referência Queijeira
O presidente da APQA, Christophe, destacou que São Paulo conta com mais de cinco mil produtores de queijos. “É muito relevante esse projeto para a capacitação e melhoria da produção local”.
Para Maxence a criação das “escolas de queijos” deve respeitar o ecossistema e a microbiota específica de cada região, com foco no controle de riscos sanitários. “O conhecimento sobre a produção de leite de qualidade é essencial e deve ser parte do curso”, acrescentou.
O professor também apresentou o modelo das seis escolas leiteiras francesas (ENILs), que oferecem formação tanto industrial quanto artesanal, ressaltando a importância de um setor de zootecnia para produzir leite de qualidade. E ainda disse que na França existem três grupos distintos de produtores – de queijos industriais, de queijos artesanais e os produtores de leite.
Outro ponto discutido foi a criação de unidades de treinamento para queijeiros, com cinco locais inicialmente propostos no estado de São Paulo: Pindamonhangaba (Apta Regional), Santa Cruz do Rio Pardo (Centro Paula Souza), Cerqueira César (Centro Paula Souza), Presidente Prudente (Centro Paula Souza) e Campinas (Ital).
“Há o interesse em estabelecer mais cinco unidades de irradiadores de tecnologia queijeira da iniciativa privada, cobrindo áreas do Estado ainda não contempladas pelas unidades governamentais. Os produtores dessas unidades serão treinados pelos Institutos de Pesquisa da Apta em parceria com os técnicos franceses, acrescentou Daniel.
“A parceria entre a Embaixada Francesa, SAA e iniciativa privada trará um grande impacto na produção de queijos no estado de São Paulo, impulsionando a diversidade e qualidade dos produtos”, ressaltou.
Queijos azuis
Com variados métodos e ferramentas, o grupo acompanhou as técnicas de coagulação e drenagem de massas de veios azuis, focando no acabamento de massas marmorizadas, maturação e defeitos na fabricação, específicos desses queijos, finalizando com uma sessão de debates sobre as produções dos queijos especiais.
Com informações da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo.