quinta-feira, julho 9, 2026

Autor: Redação

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Boas expectativas para a colheita de soja; confira o resumo



O Brasil está a caminho de colher uma grande safra de soja, com estimativas que superam até mesmo as projeções iniciais. Segundo a Safras & Mercado, apesar de alguns problemas climáticos, especialmente no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso do Sul, as boas colheitas em outros estados, como Mato Grosso, compensam as perdas, e a safra nacional promete um desempenho alto.

A produção de soja na safra 2024/25 deverá alcançar 174,88 milhões de toneladas, um aumento de 14,8% em relação aos 152,3 milhões de toneladas da temporada passada, conforme a estimativa de Safras & Mercado. Esse aumento é um reflexo das boas perspectivas em várias regiões, com destaque para Mato Grosso, o maior produtor de soja do Brasil.

As previsões mais recentes indicam uma elevação de 0,67% em relação à projeção de 10 de janeiro, que era de 173,71 milhões de toneladas. A área destinada ao cultivo também cresceu, com uma estimativa de 47,47 milhões de hectares plantados, um aumento de 2,2% sobre os 46,45 milhões de hectares da safra anterior. A produtividade média deverá passar de 3.295 quilos por hectare para 3.702 quilos, conforme o levantamento.

Os ajustes nas estimativas foram motivados por fatores climáticos e o andamento da colheita, que, apesar de ainda estar lenta, tem mostrado resultados positivos. “O principal motivo das revisões foi o quadro climático atual, além do andamento, ainda que lento, da colheita”, explica o analista de Safras, Rafael Silveira.

Entre os ajustes negativos, destacam-se os resultados no Rio Grande do Sul, que sofreu com o clima quente e seco, com perdas superiores a 2 milhões de toneladas. Inicialmente, a previsão para o estado era de 23,3 milhões de toneladas, mas a revisão reduziu a expectativa para 19,8 milhões de toneladas, um número inferior ao da temporada passada.

Em Mato Grosso do Sul, a região Sul foi prejudicada pelas chuvas recentes, mas a produtividade em várias áreas do estado ainda é boa, o que ameniza o impacto. A previsão inicial era de 15,8 milhões de toneladas, mas agora a expectativa é de 13,8 milhões de toneladas.

Por outro lado, o centro do país, especialmente Mato Grosso, surpreende positivamente, com um potencial produtivo elevado, apesar das fortes chuvas. “A surpresa vem do centro do país, especialmente de Mato Grosso, onde, apesar das fortes chuvas, o potencial produtivo das lavouras continua elevado”, destaca o consultor.

Além de Mato Grosso, outros estados, como Goiás, Minas Gerais e regiões do Nordeste, também apresentam boas perspectivas de produção, melhorando as expectativas gerais para a safra nacional de soja. “Dessa forma, a produção total do Brasil segue bem projetada, refletindo não apenas as perdas reais, mas também o cenário de boa produtividade em várias regiões, o que, no somatório, melhora a expectativa para a safra brasileira de soja em 2025”, conclui Silveira.

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Café brasileiro se destaca em missão comercial no Oriente Médio



A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), por meio do projeto Agro.BR, promove, entre os dias 10 a 14 de fevereiro, uma missão comercial a Dubai, com foco na promoção dos cafés brasileiros. A missão inclui a participação na World of Coffee Dubai, a principal feira da indústria cafeeira para o mercado da região e de outros países.

Segundo a CNA, além da feira, o grupo terá uma programação repleta de atividades, com visitas a importantes torrefadoras, cafés e centros especializados, visando ampliar o conhecimento sobre as inovações do setor e buscar novos parceiros comerciais. As visitas incluem locais como a Grandmother Coffee Roastery, Nightjar Coffee Roasters, e o DMCC Coffee Centre.

O foco principal da missão é a promoção do café brasileiro no exterior, especialmente em mercados emergentes como o do Oriente Médio, onde a demanda por produtos de qualidade continua a crescer. A presença das empresas brasileiras em eventos de relevância internacional contribui para a construção de novas conexões comerciais e para o fortalecimento da imagem do Brasil como um dos maiores produtores de café do mundo.

Além dos empresários, a delegação conta com especialistas do setor, como o coordenador de Promoção Comercial da CNA, Rodrigo da Matta, e a assessora de Relações Internacionais, Rosilene Bandera. O trabalho desenvolvido visa consolidar a presença do Brasil no mercado global de cafés especiais, sempre focando na qualidade e na diversidade do produto nacional.



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Exclusivo! Secretário do Mapa fala sobre novos mercados e desafios com Trump



Em entrevista exclusiva ao Canal Rural, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Luís Rua, abordou as incertezas sobre novas tarifas impostas pelos Estados Unidos e as oportunidades geradas por uma possível guerra comercial entre a maior economia do mundo e a China.

Soja e mercado chinês

Um dos temas centrais foi a suspensão da importação de soja de cinco empresas brasileiras pela China, ocorrida em janeiro. Segundo Rua, a situação envolve apenas cinco unidades produtivas entre mais de 1.700 habilitadas a exportar para o país asiático.

“É um problema pequeno no contexto do comércio internacional. Já estamos trabalhando junto às unidades notificadas pela autoridade chinesa”, afirmou. Ele prevê que a situação será resolvida até março.

Expansão de mercados

Rua ressaltou o trabalho do governo na abertura de novos mercados, citando a recente habilitação do Quênia para importar carne bovina brasileira. O secretário reforçou que, além da busca por novas oportunidades externas, o mercado doméstico continua sendo uma prioridade, já que responde por 70% do consumo da produção nacional.

“A ampliação das exportações é essencial, mas sem esquecer da demanda interna”, destacou.

Tarifas dos EUA e relação comercial

Sobre as tarifas do governo Trump, Rua afirmou que ainda há muita especulação e destacou que os produtos brasileiros são, em sua maioria, complementares aos americanos, sem concorrência direta.

“O Brasil quer manter uma relação próxima com os Estados Unidos, um dos nossos principais compradores de produtos agropecuários”, disse.

Oportunidades para o agro brasileiro

O secretário enfatizou que o Brasil está pronto para negociar com mercados estratégicos, destacando a solidez, a segurança e a sustentabilidade da produção nacional.

“O Brasil é um parceiro confiável e estável, capaz de fornecer alimentos com qualidade e sustentabilidade para atender às demandas globais”, concluiu.

Confira a entrevista completa no vídeo a seguir:



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Onda de calor se prolonga pelo país



Uma onda de calor que atinge o Sul do Brasil desde o início de fevereiro continuará na região por mais alguns dias. O fenômeno é o causador de temperaturas altas, com a previsão de que as máximas continuem a superar os 40°C no Rio Grande do Sul. Com informações do canal de comunicação Climatempo, essa onda de calor se estenderá até pelo menos o dia 12, próxima quarta-feira.

As áreas mais afetadas incluem, também, Santa Catarina e do Paraná, com destaque para as regiões oeste, centro e sul de Santa Catarina, e o sudoeste e sul do Paraná. Essas áreas também estão em alerta, com a previsão de temperaturas excepcionais para os próximos dias. A intensidade do calor tem sido notável, com a sensação térmica frequentemente muito mais alta devido ao calor seco e à baixa umidade do ar.

Além disso, o impacto da onda de calor não se limita ao Brasil. O Paraguai, o Uruguai, o norte e o centro-oeste da Argentina também estão sendo severamente atingidos, com algumas regiões chegando a temperaturas recordes de até 46° C nos últimos dias. O serviço nacional de meteorologia da Argentina já emitiu um alerta para a continuidade dessa onda de calor em várias regiões do país, destacando os riscos associados à saúde e ao meio ambiente.

Esse fenômeno climático, que afeta uma grande área da América do Sul, está sendo monitorado de perto, pois pode gerar impactos, como o aumento do risco de incêndios, danos à agricultura e dificuldades no abastecimento de água em algumas regiões. A recomendação das autoridades meteorológicas é que a população tome cuidados especiais para evitar complicações de saúde, como desidratação e insolação, além de evitar exposição prolongada ao sol.

A expectativa é de que o calor persista por mais alguns dias, até que o sistema de alta pressão que vem provocando esse clima de verão intenso comece a perder força. Até lá, o alerta continua sendo reforçado, e é importante que as pessoas sigam as orientações para se proteger desse calor extremo.



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Mosca-dos-chifres causa prejuízos de R$ 15 bi ao ano à pecuária; saiba como controlar o parasita



A mosca-dos-chifres é uma praga que causa prejuízos diretos à pecuária brasileira, com impactos financeiros da ordem de R$ 15 bilhões ao ano.

De acordo com o médico-veterinário Felipe Pivoto, temperaturas acima de 25 °C e umidade relativa do ar superior a 80% são condições favoráveis ao aparecimento do parasita.

Segundo ele, a maior frequência de chuva acelera significativamente o ciclo do parasita, possibilitando mais de 30 gerações da praga durante o período de um ano.

“Isso acontece porque a umidade do ar evita a dessecação do ovo no ambiente, gerando maior eclosão das larvas e, consequentemente, o desenvolvimento da pupa da mosca”, destaca.

Por outro lado, em ambientes que sofrem com a estiagem, como o Rio Grande do Sul nos últimos anos, a infestação ambiental do parasita é menor. Pivoto destaca que o agente causador da tristesa parasitária bovina é um exemplo de doença transmitida pela mosca-dos-chifres.

“Esse parasita também prejudica muito a questão de bem-estar animal que, consequentemente, traz prejuízo na questão de consumo alimentar e, assim, no ganho de peso médio diário dos animais”, afirma o médico-veterinário.

Medidas de controle à mosca-dos-chifres

Pivoto destaca que o controle do parasita depende muito de cada região do país e, também, da realidade de cada fazenda. No entanto, os brincos mosquicidas são o que há de mais efetivo e com ação prolongada atualmente.

“Existem no mercado vários brincos mosquicidas e, além deles, também temos produtos injetáveis à base de lactonas que vão agir principalmente a nível de bolo fecal, evitando o desenvolvimento desse parasita. Há também os produtos por via purol à base de piretroides e organos fosforados que também vão ser efetivos no controle da mosca”.

Segundo ele, a diferença é a durabilidade de cada produto, sendo que a ação do brinco mosquicida é de longo período, com até 210 dias de eficácia.

“Os produtos por via purol, principalmente à base de piretroides, têm intervalo muito curto de proteção, de quatro ou cinco dias, mas, muitas vezes, são ferramentas fundamentais para serem associadas ao uso de brinco mosquicida para se alcançar uma efetividade próxima de 100%”.



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Conhece o perifíton? Pois saiba que ele traz benefícios para produção sustentável de peixes e hortaliças



Na última semana, o Instituto de Pesca (IP-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, apresentou mais um episódio da série “Pós em Ação!”. O destaque foi o estudo de Daiane Mompean Romera, mestra em Aquicultura e Pesca, sobre o uso do perifíton como biofiltro e fonte de alimento em sistemas de recirculação aquícola (RAS) e aquaponia desacoplada.

O perifíton é um conjunto de microrganismos que se desenvolve naturalmente em superfícies submersas e contribui tanto para a filtragem da água quanto para a alimentação dos peixes.

Alternativa sustentável para sistemas de aquicultura

Os sistemas RAS são amplamente utilizados na piscicultura por permitirem economia de água e maior controle da produção. Quando associados ao cultivo de hortaliças sem solo, surge a aquaponia, em que a água rica em nutrientes dos tanques de peixes irriga as plantas. Na modalidade desacoplada, o fluxo de água entre os compartimentos é controlado separadamente, garantindo melhor gestão dos parâmetros de qualidade hídrica.

Uma das principais demandas desses sistemas é a manutenção da qualidade da água. Normalmente, isso é feito por biofiltros comerciais, que podem ser onerosos. O estudo de Romera propõe uma solução natural: o perifíton, que age tanto na filtragem da água quanto para a alimentação dos peixes.

Resultados promissores na produção de tilápias e hortaliças

A pesquisa comparou dois sistemas de criação de tilápias-do-nilo (Oreochromis niloticus): um tradicional, com filtros biológicos comerciais, e outro utilizando substratos para crescimento do perifíton diretamente no tanque dos peixes. Paralelamente, cinco cultivares de alface foram cultivadas em aquaponia para avaliar a absorção de nutrientes.

Os resultados demonstraram que o perifíton melhorou a ciclagem de nutrientes, reduziu o descarte de resíduos sólidos e serviu como complemento alimentar para os peixes, favorecendo seu desenvolvimento. Segundo a pesquisadora, as plantas cultivadas no sistema com perifíton apresentaram crescimento superior e melhor absorção de micronutrientes.

O estudo reforça o potencial do perifíton como uma alternativa viável e sustentável para a aquicultura e a produção integrada de alimentos, trazendo benefícios tanto para o meio ambiente quanto para os produtores.



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encontro marca mais uma temporada do Soja Brasil!



O estado de Mato Grosso foi palco, nesta sexta-feira (7), da Abertura Nacional da Colheita da Soja, evento que marcou o início da 13ª temporada do programa Soja Brasil. Com o encontro de mais de mil pessoas, a celebração reuniu produtores de soja de todo o Brasil em uma grande troca de informações sobre o setor.

Durante o encontro, diversos temas de relevância para o setor foram discutidos, com destaque para os desafios e as oportunidades do mercado da soja, a sustentabilidade na produção e os avanços em biocombustíveis.

O público teve a oportunidade de acompanhar debates enriquecedores, como a análise macroeconomia de Marcos Fava Neves, professor da USP, o ‘Dr. Agro’, que traçou um cenário para o futuro da soja, destacando a importância do desenvolvimento e da inovação no campo.

O primeiro painel foi dedicado à sustentabilidade na produção, com foco na COP 30, que acontecerá em novembro, Belém do Pará, enfatizando a necessidade de novos acordos internacionais para garantir um futuro mais sustentável. Já o segundo painel abordou a produção de alimentos e os biocombustíveis, discutindo temas como o aumento da mistura de etanol e o crescente mercado de combustíveis sustentáveis.

A edição deste ano da Abertura Nacional da Colheita da Soja é ainda mais especial, pois comemora os 20 anos da soja em Mato Grosso. O estado, líder na produção de soja no Brasil, espera superar a marca de 44 milhões de toneladas nesta safra, representando mais de 26% da produção nacional. A colheita simbólica nas lavouras reafirmou a importância do trabalho árduo e da dedicação dos produtores rurais, que continuam a impulsionar o agronegócio brasileiro.

Assista aos programas Soja Brasil através deste link.



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Solo mais ácido diminui capim invasor e ajuda a restaurar vegetação do Cerrado



Em estudo publicado na revista Restoration Ecology, um grupo liderado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aponta um caminho promissor para a restauração do Cerrado.

Por meio de um experimento realizado no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goiás, os autores demonstraram como, diferentemente do que fazem algumas iniciativas de restauração convencionais, não se deve adicionar nutrientes ao solo quando se trata do Cerrado, pelo contrário.

Em uma área em restauração dentro do parque, os pesquisadores analisaram o crescimento de gramíneas invasoras e de espécies nativas depois da aplicação de sulfato ferroso, que torna o solo mais ácido e diminui a disponibilidade de nutrientes. Nos locais em que o mineral foi aplicado, reduziu-se em quase 71% a ocorrência de invasoras, sem que houvesse prejuízo para as nativas.

“As plantas do Cerrado têm uma baixa demanda nutricional, são de crescimento lento. Enquanto as gramíneas invasoras crescem rápido e demandam muitos nutrientes. O sulfato ferroso devolve ao solo a condição mais próxima da original, favorecendo as nativas e dificultando o crescimento das invasoras”, explica Demétrius Lira Martins, que conduziu o trabalho durante seu pós-doutorado no Instituto de Biologia (IB) da Unicamp, com apoio da Fapesp.

A área de 50 hectares passou a ser restaurada em 2016, após cerca de 30 anos como pastagem. Quatro anos depois de retirado o capim exótico, feita a preparação do solo e a semeadura de espécies nativas, o local foi novamente tomado pelas gramíneas africanas.

Em 2021, a restauração foi retomada. Desta vez, foi estabelecido o experimento para verificar o efeito da acidificação do solo na contenção do capim exótico. Os pesquisadores demarcaram 14 blocos de 100 metros quadrados (m2). Em cada um deles, separaram quatro blocos menores, de 1 m2 cada, separados em 10 metros de distância entre si.

Em metade desses blocos, foi aplicado sulfato ferroso no solo antes da semeadura de gramíneas e arbustos nativos. Após quatro meses da última aplicação, foram coletadas e pesadas amostras das plantas que cresceram em cada quadrado, tanto nativas quanto exóticas.

Ao comparar os blocos, observou-se uma redução de 70,7% na biomassa das espécies invasoras onde foi realizada a acidificação, sem que houvesse prejuízo às espécies nativas. 

“A acidificação aumentou os níveis de alumínio no solo, que é tóxico para plantas convencionais. Mas as espécies nativas lidam muito bem com isso. Não é à toa que a primeira coisa que se faz após desmatar uma área de Cerrado para lavoura ou pastagem é fazer a calagem [aplicação de calcário], que diminui a disponibilidade de alumínio e aumenta de outros nutrientes”, conta Martins.

No alto, bloco experimental em início de implementação e que teve o solo acidificado ficou livre de capim invasor, com nativas retornando lentamente.
Na outra foto, local que não recebeu o sulfato ferroso tomado pelas espécies africanas (fotos: Demétrius Lira Martins)

Estratégias

O estudo integra o projeto “Restaurando ecossistemas neotropicais secos: seria a composição funcional das plantas a chave para o sucesso?”, apoiado pela Fapesp e coordenado por Rafael Silva Oliveira, professor do IB-Unicamp.

A estratégia apresentada agora se soma a outras desenvolvidas pelo grupo. Em trabalho anterior, também apoiado pela FAPESP, os pesquisadores mostraram como uma maior diversidade de espécies nativas funciona como forma de conter gramíneas invasoras (leia mais em: agencia.fapesp.br/50773).

No caso da acidificação, os pesquisadores ressalvam que o sulfato ferroso é apenas um dos compostos que podem realizar essa função. Experimentos no hemisfério Norte, por exemplo, usaram enxofre para o mesmo fim. Mas para realizar algo em grande escala no futuro é preciso antes avaliar o melhor custo-benefício.

“Em tese, qualquer substrato ácido pode servir. Uma das opções poderia ser o resíduo do processamento da cana-de-açúcar, que é abundante e barato. Por sua vez, a cama de frango descartada [serragem ou outro material usado no chão de granjas] é bastante ácida, mas contém muito nitrogênio, que favorece as invasoras. É preciso avaliar os possíveis impactos de cada opção e a viabilidade financeira”, pontua o pesquisador.

Ainda segundo Martins, outro fator a ser levado em conta em futuros trabalhos de restauração é a comunidade microbiana do solo, algo ainda pouco conhecido quando se trata do Cerrado.

“Os microrganismos do solo são a base da ciclagem de nutrientes. Por isso, formas de trazer de volta os originais do Cerrado são fundamentais para restaurar esse bioma tão ameaçado”, encerra.



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Agrosolidário promove bem-estar e saúde para crianças



Desde 2012, o Programa Agrosolidário da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) impacta positivamente a vida e a saúde de centenas de crianças e adolescentes em Jaciara, com o oferecimento de uma alimentação saudável e rica em proteínas. Uma das instituições beneficiadas ao longo dos 15 anos do programa é o Lar Recanto Feliz Rosa Deolídia Martins (Casa Transitória), que serve a bebida de soja no café da manhã dos atendidos.

A bebida de soja, rica em vitaminas e nutrientes essenciais para o crescimento, tem sido fundamental para a saúde e bem-estar das crianças, como explica Micheli Souza Alves, cuidadora do Lar. “As crianças estão mais dispostas e animadas. A bebida tem sido um complemento nutricional valioso. Agradecemos muito por essa parceria que faz toda a diferença em nossas vidas”, afirmou.

O programa e o benefício à saúde

O Agrosolidário é uma iniciativa que reconhece a importância de uma alimentação saudável, especialmente para aqueles que enfrentam desafios em suas vidas desde a infância. As crianças atendidas pela instituição, que muitas vezes vêm de situações difíceis, recebem não só a bebida de soja, mas também o carinho e a atenção necessários para seu desenvolvimento.

A coordenadora do Lar Recanto Feliz, Edineia de Fátima Danieli Tissiani, destaca a importância de garantir uma alimentação balanceada e cuidados psicológicos para as crianças e adolescentes. “A soja é uma excelente fonte de proteína. Quando não conseguimos fornecer carne, a proteína da soja é essencial para o desenvolvimento deles. Agradecemos imensamente à Aprosoja MT pela continuidade dessa parceria”, explicou Edineia.

Além da alimentação, o Lar oferece um ambiente acolhedor, com atenção integral às necessidades das crianças. A parceria com o Agrosolidário tem sido uma das bases para garantir que esses jovens se sintam cuidados, acolhidos e amparados.



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