quinta-feira, março 26, 2026

Autor: Redação

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Frente fria muda o tempo no país e espalha instabilidades; saiba onde chove



Uma frente fria avança pelo Brasil nesta sexta-feira (21) e reorganiza o padrão do tempo em várias regiões. Enquanto o Sul enfrenta chuva forte, rajadas de vento e queda de temperatura, o Sudeste e o Centro-Oeste seguem com calor intenso e baixa umidade. Já Norte e Nordeste têm risco de temporais em vários estados, segundo análise da Climatempo.

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Região Sul

Uma frente fria chega ao Rio Grande do Sul nas primeiras horas do dia e provoca pancadas de chuva no litoral sul e no sul gaúcho entre a manhã e o início da tarde. Ao longo do dia, o sistema avança e causa chuva moderada a forte, com raios e rajadas de vento entre 40 e 50 km/h, podendo atingir 70 km/h no litoral.

As instabilidades seguem para o nordeste do estado e o sul de Santa Catarina. No restante do Rrio Grande do Sul e da Região Sul, o tempo fica firme, com sol e temperaturas elevadas — exceto no extremo sul gaúcho, onde o clima fica mais ameno.

O vento também ganha força no noroeste do Paraná, no sul e interior catarinense e em todo o litoral do Paraná e de Santa . A umidade pode ficar abaixo de 30% no norte de Santa Catarina e em grande parte do Paraná.

Região Sudeste

O tempo permanece firme em quase todo o Sudeste, com sol forte em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e grande parte de Minas Gerais.

No norte, nordeste e noroeste mineiros, porém, há previsão de pancadas fracas a moderadas por causa da frente fria que atua na altura do sul da Bahia. No noroeste de Minas Gerais, as pancadas podem ser mais fortes.

O calor segue intenso e a umidade cai bastante. No norte e oeste paulista e no Triângulo Mineiro, os índices podem atingir menos de 20%, nível de alerta.

Rajadas de vento variam ao longo do dia no oeste mineiro, em boa parte de SP e no litoral entre São Paulo e sul do Espírito Santo. No Triângulo Mineiro, as rajadas podem chegar a 70 km/h.

Região Centro-Oeste

Calor, umidade e a influência da frente fria na Bahia formam áreas de instabilidade no Norte de Mato Grosso e Goiás. A chuva também avança para o oeste do Mato Grosso.

À tarde, as instabilidades ganham força no oeste de Mato Grosso do Sul e no sudoeste de Mato Grosso, com risco de temporais, reforçados por uma área de baixa pressão no Paraguai.

O tempo firme predomina no restante de Mato Grosso do Sul, no sudeste de Mato Grosso e na metade sul de Goiás. A umidade relativa do ar pode ficar abaixo de 20% no leste e sul sul-mato-grossenses, no sul goiano e no extremo sudeste mato-grossense.

Região Nordeste

A frente fria mantém o cenário de chuva forte e risco de temporais no sul da Bahia, com acumulados elevados e situação de alerta no Recôncavo Baiano.

Instabilidades também atuam na metade sul de Maranhão e Piauí, além do oeste de Pernambuco, Alagoas e Sergipe, onde há possibilidade de temporais.

No restante do Nordeste, o tempo é firme e quente. Em áreas do norte do Piauí, interior do Ceará, oeste do Rio Grande do Norte e da Paraíba, a umidade pode ficar abaixo de 30%. Rajadas de vento entre 40 e 50 km/h atingem o litoral e boa parte da Bahia.

Região Norte

As pancadas diminuem em Amazonas e em Roraima, mas ainda ocorrem com moderada intensidade. Acre e Rondônia seguem com chuva ao longo do dia.

No Pará, a instabilidade é mais forte, com risco de temporais no interior e no sul do estado. O Tocantins também deve registrar temporais. No Amapá, há chance de chuva na metade oeste.



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Zona Azul da COP30 é fechada após incêndio; nova atualização sai às 20h



A Blue Zone, ou Zona Azul, da COP30, em Belém, foi temporariamente fechada na tarde desta quinta-feira (20) após um incêndio registrado no local. A decisão foi tomada pelo governo brasileiro e pela Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês) como medida de segurança. O Corpo de Bombeiros realiza uma avaliação completa da área.

Segundo nota oficial do evento, o fogo foi controlado em aproximadamente seis minutos, depois da atuação imediata dos bombeiros e das equipes de segurança da ONU. Todos os participantes foram evacuados com segurança.

No atendimento inicial, treze pessoas receberam suporte médico por inalação de fumaça e seguem monitoradas pelas equipes de saúde da conferência.

A organização orienta que delegados e representantes aguardem uma nova comunicação oficial, prevista para as 20h, quando será divulgada a situação atualizada da área e a eventual liberação de acesso. A Zona Verde permanece aberta e as atividades continuam conforme a programação.



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Fábrica de iogurte é interditada por uso de rótulos falsos e leite sem procedência



A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), prendeu em flagrante, nesta segunda-feira (17), o responsável por uma fábrica de iogurtes em Terenos, Mato Grosso do Sul.

A operação, realizada em parceria com fiscais da Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e da Vigilância Sanitária Municipal, levou à interdição imediata do estabelecimento.

No local, as equipes identificaram múltiplas irregularidades, dentre elas, produção sem registro, ausência de boas práticas de manipulação, inexistência de responsável técnico habilitado, rótulos com número de registro inexistente no SIM e condições inadequadas de higiene.

Durante a inspeção, os fiscais encontraram uma caldeira com cerca de 200 litros de leite em processo de pasteurização, sem qualquer documentação que comprovasse sua origem. Também foi constatado que os rótulos utilizados eram falsificados, já que a numeração impressa não correspondia a nenhum cadastro oficial.

O proprietário, um homem de 67 anos, foi detido e levado à Delegacia de Polícia Civil de Terenos, onde foi autuado pelos crimes de delitos contra as relações de consumo. As infrações têm pena de dois a cinco anos de detenção, o que impede a concessão de fiança no momento da prisão. A fábrica foi interditada e foram apreendidas 21 bobinas de rótulos e aproximadamente 200 litros de leite, que serão descartados.



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Consultoria projeta alta nas exportações e aumento dos estoques de soja



As exportações brasileiras de soja devem alcançar 109 milhões de toneladas em 2026, alta de 2% em relação às 107 milhões projetadas para 2025. As estimativas fazem parte do novo quadro de oferta e demanda divulgado pela consultoria Safras & Mercado.

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Para o processamento interno, a consultoria projeta esmagamento de 59,5 milhões de toneladas em 2026, frente a 58,5 milhões estimados para 2025. Não há previsão de importações no próximo ano, enquanto 2025 deve encerrar com 800 mil toneladas adquiridas no exterior.

A oferta total de soja deve crescer 6% em 2026, atingindo 184,29 milhões de toneladas. A demanda está projetada em 171,4 milhões, avanço de 2% sobre o ano anterior. Com isso, os estoques finais devem registrar forte aumento, passando de 5,52 milhões para 12,89 milhões de toneladas, elevação de 133%.

O analista da Safras explica que o ajuste nas exportações, revisadas de 111 para 109 milhões de toneladas, reflete uma possível atuação mais intensa da China sobre a safra norte-americana. Segundo ele, se o Brasil não mantiver embarques recordes, os estoques internos tendem a ficar excessivamente elevados.

Farelo e óleo de soja

A produção de farelo de soja deve atingir 46,905 milhões de toneladas em 2026, aumento de 1%. As exportações devem permanecer em 24 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 20,7 milhões, crescimento de 8%. Os estoques devem subir 42%, chegando a 7,47 milhões de toneladas.

Para o óleo de soja, a consultoria projeta produção de 11,505 milhões de toneladas, alta de 1%. As exportações devem recuar 25%, para 900 mil toneladas. O consumo interno deve crescer 3%, alcançando 10,55 milhões de toneladas, com uso para biodiesel também avançando 3%, para 6 milhões de toneladas. Os estoques devem subir 60%, totalizando 599 mil toneladas.



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mesmo com queda, cotação está 4,4% maior que a de outubro



A segunda quinzena de novembro começou com queda na arroba do boi gordo na praça-base São Paulo.

O Indicador do Boi Datagro, adotado pela B3 como referência para a liquidação dos contratos futuros de pecuária, mostra que na quarta-feira (19), a cotação média estava em R$ 319,71, abaixo, portanto, do patamar de R$ 320, algo que não ocorria desde o último dia 3.

Contudo, a média de preços ao longo dos primeiros 13 dias úteis do mês foi de R$ 321,10, 4,4% acima que os R$ 307,41 do mesmo período de outubro.

Segundo a analista de mercado da consultoria Datagro Beatriz Bianchi, a queda de preços nos últimos dias se explica pela desaceleração na entrega de animais em função do retorno de chuva mais consistente, além da maior retenção de gado no pasto e, também, pela estação de monta.

“Além disso, vale ressaltar que a oferta segue abundante, com bons incentivos para a atividade de engorda. Em relação às escalas de abate, após uma redução gradual nas últimas semanas, as programações têm apresentado um ritmo mais confortável, operando na faixa dos dez dias corridos”, detalha.



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Bancos de dados internacionais sobre uso da terra devem ser atualizados



O presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, afirmou que os bancos de dados internacionais sobre uso da terra devem ser atualizados. Em sua visão, produtores brasileiros podem ser penalizados pelo uso de informações antigas em indicadores nos quais a produção do país já evoluiu.

Santin discursou em painel da Agrizone, na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).

Ele diz que, há cerca de 20 anos, quando foram concebidas medidas de conservação climática, o Brasil estava em uma situação diferente.

“O Brasil hoje está muito melhor do que estava um tempo atrás”, disse. Ele afirma que, anteriormente, os produtores brasileiros precisavam de 1,88 quilo de ração para fazer 1 quilo de frango. Atualmente, disse Santin, o Brasil precisa só de 1,6 quilo.

“Esse número tem de ser atualizado, se não, será colocado na conta 0,28 quilo a mais na pegada de carbono do Brasil. E ela não é mais uma realidade”, afirmou.

Santin disse ainda que os proprietários de terra do setor de proteínas, na grande maioria, cumprem a conservação do meio ambiente exigida em lei. “Quando alguém faz alguma coisa errada, nós temos que, sim, ir contra. Mas as empresas, especialmente aquelas que produzem aves, suínos e ovos, têm, sim, cumprido a legislação ambiental”, afirmou. “É por isso que defendemos que esses bancos de dados internacionais sejam atualizados”, complementou.

Santin disse ainda que o termo “segurança alimentar” deveria ser central nas conversas sobre futuro do clima. “Não há futuro climático sem segurança alimentar; não há segurança alimentar sem proteína”, afirmou. Ele defendeu ainda a ausência de barreiras comerciais para alimentos no mundo.



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‘É a chance de recuperar minha dignidade’ diz moradora ao receber nova moradia após tornado



Marilda Risse, que perdeu a casa e o marido no tornado que devastou Rio Bonito do Iguaçu, Paraná, em 7 de novembro, foi anunciada nesta quinta-feira (20) como a primeira contemplada entre as 320 casas pré-fabricadas que o governo do estado destinará às famílias atingidas.

Dona Marilda contou que o neto, de apenas dois anos, tem sido sua maior fonte de força. Na noite anterior a entrega, ele a consolou dizendo que “daria uma casa amarela” para a avó. Ela sorriu ao lembrar e afirmou que, na nova moradia, ao menos uma parede será amarela.

“A gente recupera os bens materiais, mas a vida não. Ainda assim, estou contente por começar pela minha casa. Sou muito grata. É a chance de recuperar minha dignidade e voltar a viver em paz”, afirmou.

Primeiras moradias

As primeiras estruturas das moradias deixaram Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, na tarde desta quinta-feira (20). A expectativa é de que as casas cheguem a Rio Bonito do Iguaçu até o fim da tarde desta quinta. Ao todo, serão investidos R$ 44 milhões do Tesouro do Estado para a aquisição das 320 residências.

Atualmente há 189 unidades prontas em estoque, as demais casas serão produzidas no prazo de até 90 dias. A Cohapar está finalizando o cadastramento para definir a destinação das unidades.

Requisitos técnicos

A montagem das novas moradias ocorrerá nos próprios terrenos das famílias que atendem aos requisitos técnicos. Para quem perdeu completamente a casa e não possui área própria, a prefeitura destinou um espaço onde as unidades serão erguidas.

As casas possuem sala, cozinha, dois quartos, banheiro e área de serviço, com tamanhos que variam entre 46 m², 51 m² e 53 m². Como o processo se assemelha a uma linha de produção, após a fundação, as paredes são montadas em cerca de 2h30 por unidade, seguidas do telhado e dos acabamentos. A previsão é de que a primeira casa seja concluída em até 10 dias.



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Plantio de soja em MT avança, mas enfrenta replantios e dificuldades com o clima



O plantio da safra 2025/26 de soja avança em Mato Grosso, mas em diversas regiões as chuvas têm ocorrido de forma irregular, o que já provoca preocupação entre produtores e ameaça o desenvolvimento inicial das lavouras.

Segundo a consultoria Safras & Mercado, em Querência, no leste mato-grossense, a situação é a mais delicada. Segundo o Sindicato Rural do município, cerca de 95% da área estimada de 450 mil hectares já foi plantada, porém a ausência de precipitações consistentes vem levando muitos agricultores à necessidade de replantio.

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O presidente do sindicato municipal, Osmar Frizo, relata que os talhões apresentam grandes diferenças de desenvolvimento por causa da irregularidade das chuvas. ”Tem lavouras que estão mais ou menos e outras que estão meio ruins. A situação está bem complicada”, afirma. Ele explica que algumas áreas estão há mais de 15 dias sem chuva, enquanto outras recebem volumes muito baixos, insuficientes para garantir o crescimento adequado das plantas.

Cerca de 10% das lavouras semeadas mais cedo já estão em floração, 80% seguem no estágio vegetativo e o restante ainda está em germinação. O atraso no desenvolvimento da soja também acende alerta para a próxima safra de milho. Segundo Frizo, aproximadamente 30% da área deve ficar fora da janela ideal de plantio da safrinha, com pelo menos 20% efetivamente desajustados em relação ao período recomendado. A tendência é de produtividade menor tanto para a soja quanto para o milho safrinha em comparação ao ciclo anterior.

A soja em Mato Grosso

No cenário estadual, levantamento de Safras & Mercado indica que o plantio de soja em Mato Grosso deve atingir 12,83 milhões de hectares em 2025/26, aumento de 1,7% sobre os 12,62 milhões de hectares do ciclo passado. Até a última sexta-feira (20), o estado havia semeado 20% da área prevista, acima dos 9% registrados no mesmo período do ano anterior, mas abaixo da média de 27,6% dos últimos cinco anos.

A produção projetada para 2025/26 é de 49,787 milhões de toneladas, queda de 2,1% frente às 50,855 milhões colhidas em 2024/25. O rendimento médio estimado é de 3.900 quilos por hectare, abaixo dos 4.050 quilos alcançados na safra anterior.



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Raiva em bezerro acende alerta no Paraná e reforça urgência da vacinação



A morte de um bezerro diagnosticado com raiva, no município de Ortigueira, reacendeu o alerta das autoridades sanitárias e do setor pecuário para o avanço da doença no Paraná. A raiva, considerada uma das zoonoses mais perigosas, ameaça a saúde pública e provoca impactos diretos na economia agropecuária, levando o estado a intensificar ações de vigilância e prevenção.

Segundo Rafael Gonçalves Dias, chefe do Departamento de Saúde Animal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o vírus é transmitido por morcegos hematófagos e é letal tanto para animais quanto para humanos. “A presença da doença no estado é recorrente. Em 2024, tivemos 258 casos em herbívoros. Em 2025, mais de 400 investigações já foram abertas, com 218 confirmações até agora”, conta.

A transmissão ocorre quando o morcego morde o animal para se alimentar de sangue e inocula o vírus. A partir daí, o contágio pode alcançar outros animais e também pessoas que tenham contato com indivíduos doentes.

Vacinação é a única proteção eficaz

A vacina antirrábica segue como principal ferramenta para prevenir a doença. Dias reforça que ela é barata, pode ser aplicada pelo próprio produtor e deve ser feita anualmente. “A vacinação precisa ser preventiva. Após o aparecimento dos sinais clínicos, não há mais o que fazer”, alerta.

Pela portaria nº 368/2025 da Adapar, 30 municípios do Paraná têm vacinação obrigatória em herbívoros domésticos a partir de três meses de idade — incluindo bovinos, búfalos, equinos, muares, ovinos e caprinos. Entre eles estão Cascavel, Foz do Iguaçu, Medianeira, Santa Terezinha de Itaipu, São Miguel do Iguaçu, Quedas do Iguaçu, Realeza e outros da região Oeste e Sudoeste.

A agência destaca, porém, que produtores de outras regiões também devem adotar a imunização, mesmo sem obrigatoriedade formal.

O Paraná é pioneiro no uso de técnica molecular para diagnóstico rápido de raiva em herbívoros. O Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti, da Adapar, é o primeiro laboratório da Rede Nacional de Agricultura a empregar essa tecnologia. “Antes, o resultado levava dias. Agora, conseguimos confirmar casos em menos de 24 horas”, afirma Dias.

Além da agilidade, o sucesso no controle depende da atenção dos pecuaristas aos sinais clínicos. Entre os sintomas estão isolamento, andar cambaleante, perda de apetite, paralisias e salivação abundante. Qualquer suspeita deve ser comunicada imediatamente à Adapar.

A raiva impacta toda a cadeia produtiva, gerando prejuízos em exportações, produção e abastecimento interno. Por isso, a prevenção no campo é vista como a principal barreira contra surtos.



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Destravar financiamento é decisivo para restauração de florestas, diz pesquisadora da Embrapa



A restauração florestal ganhou espaço na programação da COP30, em Belém, especialmente pela busca de soluções para remover carbono da atmosfera e apoiar a adaptação climática. Em entrevista à COP TV do Agro desta quinta-feira (20), a pesquisadora da Embrapa Amazônia Oriental, Joice Ferreira, afirmou que o tema avançou nas últimas edições da conferência, mas ressaltou que nenhuma agenda de restauração se sustenta sem financiamento adequado.

Segundo ela, a presença crescente do assunto nos debates internacionais reflete a urgência em recuperar áreas degradadas e fortalecer as chamadas soluções baseadas na natureza. “A restauração evoluiu muito rapidamente. Ela está na agenda e faz parte desse corpo de soluções baseadas na natureza”, afirmou.

A pesquisadora destacou também que, embora a redução das emissões fósseis seja a prioridade global, retirar o carbono já acumulado também é indispensável, especialmente em países de floresta tropical como o Brasil.

Arco da restauração e necessidades estruturais

Ferreira explicou que a Amazônia concentra múltiplas realidades. Enquanto ainda abriga a maior floresta tropical do planeta, também inclui áreas fortemente desmatadas, conhecidas como arco do desmatamento. É ali que se concentram projetos como o programa Arcos da Restauração, do BNDES, que busca reverter passivos ambientais.

Para avançar, a pesquisadora reforçou que restauração exige planejamento e estrutura. Ela detalhou que o processo depende de secretarias organizadas, instituições fortes, comunidades informadas e logística capaz de conectar sementes, viveiros e áreas de plantio. Em suas palavras, “não podemos falar em restauração sem pensar em planejamento. É fundamental ter estrutura, instituições fortes e comunidades bem conectadas”.

Ela também lembrou que a regeneração natural é uma aliada importante e deve ser aproveitada como estratégia de baixo custo em grande parte da Amazônia. “Os agricultores e as comunidades precisam utilizar essa regeneração como uma forma de acelerar a recuperação”, afirmou.

Financiamento envolve bancos, fundos e setor privado

No entanto, entre todas as barreiras discutidas na COP30, o financiamento foi o ponto que mais se destacou. A pesquisadora relatou que participou de eventos com o Banco Mundial, instituições públicas, bancos privados e entidades que discutem mecanismos de apoio, incluindo o mercado de carbono.

Segundo Ferreira, a pergunta central foi: como financiar a restauração? Ela explicou que as melhores apostas hoje envolvem parcerias entre setor público e privado, articulações locais e arranjos coletivos que conectem produtores e comunidades. “As discussões estão muito focadas em melhorar o ecossistema da conservação e da restauração, principalmente a partir das conexões. Essa conexão é fundamental”, disse.

A pesquisadora também citou o Fundo para Florestas Tropicais (TFFF), proposto pelo governo brasileiro, como uma possível fonte relevante de recursos no médio prazo. Para ela, a expectativa é de que o fundo garanta, quando operacionalizado, acesso real ao financiamento para produtores e comunidades empenhados em recuperar florestas.

Recursos para levar tecnologia ao campo

Na entrevista, a profissional destacou ainda o papel da Embrapa como ponte entre ciência e prática. Ela afirmou que o país já dispõe de tecnologias capazes de reduzir emissões, recuperar áreas e melhorar a produtividade agrícola, mas que a adoção ainda é limitada por falta de formação, assistência técnica e recursos.

“A Embrapa é ciência, e a ciência precisa estar conectada com quem faz na prática”, afirmou. Segundo ela, além do financiamento para restaurar florestas, há necessidade de mais recursos para que a própria Embrapa consiga ampliar sua atuação no campo, levando conhecimento e tecnologias até agricultores e comunidades.



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