quarta-feira, março 18, 2026

Autor: Redação

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Soja e carnes lideram exportações pelos portos paranaenses no 1º bimestre


Foto: Codesp/Divulgação

Os portos paranaenses movimentaram 10,25 milhões de toneladas entre janeiro e fevereiro de 2026, mantendo ritmo aquecido nas operações. O destaque ficou para o avanço nas movimentações de contêineres, que cresceram 11% em fevereiro e 14% no acumulado do bimestre, com forte impulso das exportações de proteína animal.

Segundo divulgado pelo governo do estado do Paraná, a carne de frango liderou os embarques, somando 434,3 mil toneladas, frente a 371,2 mil no mesmo período de 2025. O Paraná respondeu por 52% das exportações nacionais em fevereiro e 49,9% no acumulado, consolidando os portos do estado como o maior exportador de frango do Brasil e do mundo.

A carne bovina também registrou crescimento relevante, passando de 89,7 mil toneladas para 123,5 mil toneladas no comparativo anual. Já a soja em grão reforçou o protagonismo do estado no agronegócio: os embarques cresceram 16% no bimestre, alcançando 2,4 milhões de toneladas. Os portos paranaenses representam atualmente 17,5% das exportações nacionais no mês e 29,4% no acumulado de 2026, com a China liderando como principal destino.

Outro destaque foi o açúcar ensacado, com alta expressiva de 81%, refletindo a recuperação da produção após um 2025 mais fraco. Os embarques de óleos vegetais também avançaram, com crescimento de 63% no bimestre, reforçando a diversificação da pauta exportadora.

Do lado das importações, foram movimentadas 3,88 milhões de toneladas, com destaque para derivados de petróleo, que somaram 681 mil toneladas. Já a entrada de fertilizantes recuou 21%, impactada pela valorização do dólar, custos elevados e restrições na oferta global.

O desempenho do primeiro bimestre reforça o papel estratégico dos portos paranaenses na logística nacional, especialmente no escoamento de commodities agrícolas e proteínas, mantendo o estado como um dos principais hubs de exportação do país.

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IV Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos acontecerá no Oeste da Bahia em setembro


IV Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos
Foto: Divulgação

O Oeste da Bahia será palco de um dos mais importantes debates técnicos sobre manejo, sustentabilidade e produtividade em áreas de solos arenosos do Brasil. A 4ª edição do Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos (SBSA) reunirá pesquisadores, consultores, produtores rurais, estudantes e empresas do setor para discutir inovação, ciência aplicada e estratégias práticas voltadas à realidade do campo entre os dias 1 a 3 de setembro de 2026, em Luís Eduardo Magalhães (BA).

Tradicionalmente promovido pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo (SBCS) e realizado pela Embrapa, o evento chega à sua quarta edição se aliando a Fundação Bahia e a empresas parceiras, com a proposta de ampliar o diálogo entre ciência e produção, conectando conhecimento técnico às demandas reais das regiões produtoras.

O desafio

Os solos arenosos representam um dos maiores desafios agronômicos da atualidade. Baixa capacidade de retenção de água e nutrientes, maior suscetibilidade à degradação e necessidade de manejo altamente estratégico tornam fundamental o aprofundamento técnico sobre o tema, especialmente em regiões de expansão agrícola, como o Matopiba e o Oeste baiano.

A programação contará com palestras, painéis e debates com especialistas de referência nacional, abordando fertilidade, construção de perfil de solo, manejo da matéria orgânica, sistemas produtivos sustentáveis, inovação tecnológica e perspectivas futuras para áreas arenosas.

Para o presidente do Simpósio, Dr. Henrique Maluf, o evento representa um momento estratégico para o setor produtivo.

“Os solos arenosos deixaram de ser vistos como limitantes e passaram a ser encarados como ambientes de alta performance, desde que manejados com conhecimento técnico e responsabilidade. O IV SBSA será um espaço de construção coletiva, onde ciência e campo caminham juntos para garantir produtividade com sustentabilidade”, destaca Maluf.

Além da programação técnica, o Simpósio também promoverá a integração entre instituições de pesquisa, universidades, empresas e produtores, fortalecendo parcerias e estimulando a geração de soluções aplicáveis à realidade do agronegócio brasileiro.

O IV Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos reafirma o compromisso do setor com a ciência, a inovação e o uso responsável dos recursos naturais, contribuindo diretamente para a evolução da agricultura em áreas desafiadoras e estratégicas para o Brasil.

Mais informações sobre programação e inscrições serão divulgadas em breve pelos canais oficiais do evento.

A 4ª edição do Simpósio Brasileiro de Solos Arenosos é promovido pela Sociedade Brasileira de Ciência do Solo e realizado pela Fundação BA, Embrapa, Comitê de Ciência do Solo do Oeste da Bahia, Galvani Fertilizantes e Amasolo.


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Saúde do bezerro: como evitar doenças e mortalidade antes da desmama?


Foto: Divulgação.
Foto: Divulgação.

O Brasil perde cerca de cinco milhões de bezerros por ano entre o nascimento e a desmama. Segundo o médico veterinário André Desjardins, da Vetoquinol, para proteger o patrimônio da fazenda, a “blindagem” da bezerrada exige um checklist rigoroso que começa antes mesmo do nascimento e se estende até a separação da mãe.

Os primeiros minutos de vida são decisivos. Como o bezerro nasce com “imunidade zero”, o manejo imediato é o que define se ele sobreviverá aos primeiros desafios do pasto.

Confira:

Importância da vacinação e manejo

O sistema imune da bezerrada é imaturo, o que o torna um “primo-vacinado”. Desjardins alerta que vacinar apenas uma vez é o mesmo que não vacinar. Para evitar que doenças comuns matem a bezerrada em poucas horas, o pecuarista deve ter um estoque estratégico de socorro.

O estresse no curral gera cortisol, um hormônio que suprime o sistema imune da bezerrada. Um manejo calmo e a higiene das agulhas, com troca a cada dez a quinze animais, evitam a transmissão de doenças entre o lote e garantem animais mais resistentes.

Fatores que influenciam a saúde da bezerrada

A saúde da bezerrada começa na barriga da vaca e se consolida no capricho do vaqueiro. Evitar acidentes de manejo e seguir o checklist sanitário à risca é o que garante o peso ideal ao desmame e a sobrevivência do lucro da cria.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Cacau: indústria reage a MP e prevê perda bilionária nas exportações


Amêndoas de cacau de Tome-Açu.
Foto: Polo Sebrae Agro/divulgação

A redução do prazo do regime de drawback para importação de amêndoas de cacau, estabelecida pela medida provisória 1341/2026, publicada na semana passada, abriu um impasse entre a indústria processadora e entidades do setor produtivo. A nova regra diminui de até dois anos para seis meses o período para que empresas realizem operações vinculadas à exportação de derivados utilizando esse mecanismo.

O drawback permite a suspensão de tributos sobre insumos importados destinados à produção de bens exportados, sendo um instrumento amplamente utilizado para garantir competitividade no comércio exterior.

Indústria aponta risco de perda de competitividade

A Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC) afirma que a medida foi adotada sem diálogo com o setor e pode gerar efeitos negativos na cadeia produtiva.

Segundo a entidade, o Brasil não é autossuficiente na produção de cacau, o que exige importações regulares para manter as plantas industriais em operação e cumprir contratos de exportação.

Atualmente, indica a AIPC, cerca de 22% das amêndoas processadas no país são importadas, sendo que 99% dessas operações estão vinculadas ao regime de drawback e à exportação de derivados como manteiga, pó e líquor de cacau.

A indústria brasileira tem capacidade instalada próxima de 275 mil toneladas por ano, mas processa cerca de 195 mil toneladas, operando com aproximadamente 30% de ociosidade.

Para a AIPC, a redução do prazo cria um descompasso com o ciclo do comércio internacional. Dados do setor indicam que 92% dos contratos de exportação têm duração superior a 180 dias, considerando negociação, importação, processamento e entrega.

A entidade projeta que, em cinco anos, a mudança pode resultar em perdas de até R$ 3,5 bilhões nas exportações de derivados, além de ampliar a ociosidade industrial e reduzir a demanda por cacau nacional.

Produtores defendem medida como proteção ao mercado interno

Por outro lado, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e federações estaduais avaliam que a medida contribui para proteger a produção nacional.

Segundo as entidades, o uso do drawback pode estar associado ao aumento de estoques da indústria e à pressão sobre os preços pagos ao produtor.

A avaliação é de que a redução do prazo busca limitar distorções no abastecimento e equilibrar a relação entre demanda industrial e produção nacional.

Antes da mudança, o regime permitia operações com prazo de 12 meses, prorrogáveis por mais 12 meses. Com a nova regra, o período máximo passa a ser de seis meses.

Impactos podem atingir toda a cadeia produtiva

Na avaliação da indústria, a restrição ao uso do drawback pode comprometer a competitividade das exportações brasileiras e afetar toda a cadeia.

A redução das exportações tenderia a diminuir o volume de processamento no país, aumentar a ociosidade das indústrias e impactar o nível de emprego, segundo a AIPC.

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Praga que já atinge países vizinhos acende alerta no setor agrícola brasileiro


bicudo-vermelho
Foto: Embrapa/ tabuleiros costeiro

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) intensificou as ações de vigilância e prevenção contra o bicudo-vermelho das palmeiras (Rhynchophorus ferrugineus), praga quarentenária ausente no Brasil, mas já registrada em países vizinhos, como Uruguai e Argentina.

A proximidade geográfica acende o alerta para o risco de introdução no território nacional, principalmente por meio do trânsito irregular de mudas e de plantas hospedeiras.

A prevenção é a medida mais eficaz e econômica para evitar a entrada e a disseminação da praga. Por isso, o Mapa orienta produtores, comerciantes, paisagistas e a população em geral sobre a importância de adquirir plantas apenas de fornecedores regularizados e com certificação fitossanitária, além de não transportar mudas de origem desconhecida, sobretudo em áreas de fronteira.

Características

O bicudo-vermelho é um besouro altamente destrutivo que ataca diversas espécies de palmeiras, incluindo coqueiro, dendezeiro e plantas ornamentais.

Os danos são causados principalmente pelas larvas, que se desenvolvem no interior da planta, dificultando a detecção precoce e o controle. Em infestações avançadas, a praga pode provocar o colapso da copa e a morte da planta.

Sinais de presença

Entre os sinais de alerta e identificação estão a presença de orifícios no tronco com exsudação de seiva ou de fibras mastigadas; mau cheiro proveniente da planta; amarelecimento e queda das folhas centrais; e a deformação da copa, que pode ficar achatada em estágios avançados.

Impactos e prejuízos

O bicudo-vermelho pode ser confundido com a broca-do-olho-do-coqueiro (Rhynchophorus palmarum), espécie já presente no Brasil. Por isso, a confirmação deve ser realizada por profissionais do Mapa ou pelos Órgãos Estaduais de Defesa Sanitária Vegetal (OEDSV).

Os impactos potenciais incluem prejuízos econômicos significativos à produção de coco e dendê e ao setor ornamental; morte de palmeiras de elevado valor econômico e paisagístico, em áreas urbanas e rurais; potencial de rápida disseminação devido ao trânsito de mudas; e impactos ambientais e paisagísticos.

Medidas preventivas

Diante desse cenário, o Mapa vem adotando medidas preventivas, como o reforço da vigilância fitossanitária em fronteiras e pontos de ingresso no país, além da capacitação de equipes técnicas e da divulgação de alertas e materiais informativos.

Em caso de suspeita, a orientação é não manipular nem transportar o material e comunicar imediatamente a Superintendência de Agricultura e Pecuária (SFA/Mapa) ou o órgão estadual de defesa sanitária vegetal do seu estado. Informações também podem ser encaminhadas para o e-mail alertapragas@agro.gov.br.

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Portos do Sudeste movimentam 56,5 milhões de toneladas em janeiro


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Foto: Ricardo Botelho/MInfra

A movimentação de cargas nos portos e terminais do Sudeste somou 56,5 milhões de toneladas em janeiro, um crescimento de 20,84% em relação ao mesmo período de 2025. No ano passado, o volume havia sido de 46,7 milhões de toneladas.

Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Segundo o ministro Silvio Costa Filho, a região segue como principal corredor logístico do país, sustentada pela diversidade de cargas e pela integração entre portos públicos e terminais privados, além de investimentos em infraestrutura.

Granéis puxam resultado

O desempenho foi liderado pelos granéis sólidos, que movimentaram 26 milhões de toneladas, alta de 22% na comparação anual.

Já os granéis líquidos somaram 22,2 milhões de toneladas, com crescimento de 41%, impulsionados principalmente pelo petróleo e derivados.

As cargas em contêineres totalizaram 5,6 milhões de toneladas, enquanto a carga geral atingiu 2,7 milhões de toneladas no período.

Portos e terminais

Nos portos organizados, a movimentação cresceu 7%, alcançando 16,8 milhões de toneladas. O Porto de Santos (SP) liderou com 10,1 milhões de toneladas, avanço de 14% em relação a janeiro de 2025.

Na sequência aparecem Itaguaí (RJ), com 4,74 milhões de toneladas; Rio de Janeiro (RJ), com 1,07 milhão; Vitória (ES), com 706 mil; e São Sebastião (SP), com 159,7 mil toneladas.

Já nos terminais autorizados, o crescimento foi mais expressivo: alta de 28%, com 39,7 milhões de toneladas movimentadas. Entre os destaques estão o Terminal de Petróleo TPET/TOIL – Açu (RJ), com 7,6 milhões de toneladas, e o terminal de Tubarão (ES), com 7,2 milhões.

Também aparecem o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis (RJ), com 6 milhões de toneladas; o de São Sebastião (SP), com 5,1 milhões; e o Terminal da Ilha de Guaíba (RJ), com 2,2 milhões.

Petróleo e minério lideram cargas

O petróleo e seus derivados foram a principal mercadoria movimentada na região, com 18,3 milhões de toneladas, o equivalente a 32,5% do total e alta de 46,7%.

O minério de ferro aparece na sequência, com 17,9 milhões de toneladas e crescimento de 21,5%.

Já as cargas em contêineres somaram 5,6 milhões de toneladas. Derivados de petróleo (sem óleo bruto) atingiram 3,2 milhões de toneladas, com alta de 20,8%.

O açúcar também ganhou destaque, com 1,6 milhão de toneladas movimentadas e avanço de 70%, impulsionado pelo agronegócio.

Exportações avançam

Do total movimentado, 40,7 milhões de toneladas foram transportadas na navegação de longo curso, com crescimento de 20,76% na comparação anual.

A cabotagem somou 12,9 milhões de toneladas, alta de 23,5%, reforçando o papel da modalidade na logística interna.

Os dados indicam ainda avanço de 26,25% nas exportações pelos portos do Sudeste em janeiro, enquanto as importações recuaram 1,71%, sinalizando ajustes pontuais no fluxo de mercadorias.

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Governo oferece R$ 3 bilhões para estados zerarem cobrança de ICMS de diesel importado


diesel combustivel - icms
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A União propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação.

A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), nesta quarta-feira (18).

Órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, o Confaz teve um encontro virtual para discutir medidas para conter a alta do diesel após o início da guerra no Oriente Médio.

Impacto fiscal

Segundo a equipe econômica, a zeragem do imposto pode gerar renúncia de cerca de R$ 3 bilhões por mês para os estados. Desse total, R$ 1,5 bilhão seria coberto pelo governo federal.

A proposta prevê que a medida tenha caráter temporário, com validade até 31 de maio. O impacto total pode chegar a R$ 6 bilhões no período, dos quais R$ 3 bilhões serão arcados pela União.

Pressão externa

A iniciativa ocorre em meio à disparada dos preços do petróleo no mercado internacional, impulsionada pela guerra envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. O aumento tem pressionado os custos do diesel no Brasil, que depende de importações para cerca de 30% do consumo.

Segundo Durigan, o preço do diesel importado tem se descolado do valor praticado no mercado interno, o que pode comprometer o abastecimento.

Negociação

A decisão final depende dos governadores e deve ser discutida até o próximo dia 27, quando o Confaz realiza reunião presencial em São Paulo. A proposta surge após resistência inicial de estados a cortes de ICMS sem compensação financeira.

O governo federal afirmou que não pretende impor a medida, como ocorreu em 2022, quando o governo anterior reduziu o ICMS dos combustíveis e deixou para o atual governo compensar, em 2023, os prejuízos dos estados. O número dois da Fazenda destacou a importância do diálogo federativo.

“A nossa orientação é fazer isso, caso os estados concordem, porque isso é muito importante para garantir o abastecimento, para discutir essa oferta forte e firme de diesel no País”, declarou o secretário-executivo da Fazenda.

“Esses são os melhores esforços que a gente pode fazer dentro da linha que eu dei: responsabilidade fiscal, responsabilidade com a população, responsabilidade regulatória.”

Outras medidas

A proposta complementa ações já anunciadas pelo governo, como a redução de tributos federais, como o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre o diesel e subsídios à produção interna.

Além disso, foi aprovado um acordo entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e 21 estados para compartilhamento em tempo real de notas fiscais de combustíveis, com o objetivo de reforçar a fiscalização e coibir abusos de preços.

Segundo Durigan, seis estados – Alagoas, Amazonas, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina e São Paulo – pediram mais tempo para avaliar o acordo com a ANP.

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Veranicos reduzem produtividade da soja no PI, mas colheita avança para 25%, diz Aprosoja


soja Piauí
Foto: Pedro Silvestre

A colheita de soja no estado Piauí avançou nos últimos dias e já alcança 25% da área estimada em 1,148 milhão de hectares, segundo levantamento da Associação dos Produtores de Soja do Piauí (Aprosoja PI). A expectativa é que a área cultivada registre avanço de 4,6% em relação à temporada anterior, refletindo o quadro de chuvas mais amenas no estado.

O diretor-executivo da Aprosoja PI, Rafael Maschio, explica que os veranicos ocorridos em novembro e em janeiro comprometeram a produtividade média das lavouras, que inicialmente variava entre 3.420 e 3.480 quilos por hectare. Já a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta rendimento final um pouco maior, de 3.554 quilos por hectare.

Segundo Maschio, o curto prazo deve apresentar chuvas mais esparsas, especialmente no sul do estado, o que pode impactar o ritmo da colheita. Ainda assim, a Conab projeta produção total de 4,081 milhões de toneladas para a safra 2025/26, representando uma alta de 8% em relação às 3,777 milhões de toneladas da safra anterior.

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Governo endurece regras e mira empresas que desrespeitam piso do frete


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Foto: Pixabay

O governo federal pretende endurecer as regras contra empresas que descumprirem a tabela mínima de frete rodoviário. Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, companhias infratoras poderão ser impedidas de contratar novos fretes no país.

A medida integra um pacote em discussão para ampliar a fiscalização e garantir o cumprimento do piso do frete.

De acordo com o ministro, o governo pretende utilizar instrumentos jurídicos para reforçar a capacidade de fiscalização e punição. Entre as propostas está a suspensão cautelar do direito de contratar fretes para empresas reincidentes. Em casos mais graves, pode haver até o cancelamento do registro para operar no transporte de cargas.

“A empresa que não cumpre a tabela poderá ser impedida de contratar frete”, afirmou.

Descumprimento é considerado generalizado

Segundo o governo, há indícios de descumprimento generalizado da tabela de frete no país, o que tem impactado diretamente a renda dos caminhoneiros.

Levantamentos da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) indicam que cerca de 20% das fiscalizações resultaram em autuações.

Entre as empresas com maior número de infrações estão grandes companhias de diferentes setores, como BRF, Vibra Energia, Raízen, Ambev e Cargill. Também aparecem entre as maiores autuadas empresas como Motz Transportes, Transágil, Unilever e a Spal, ligada ao sistema Coca-Cola.

Procurada, a Raízen afirmou que não utiliza transporte autônomo em suas operações e que o cálculo do frete considera componentes fixos e variáveis, não sendo corretamente refletido nas fiscalizações. O Canal Rural entrou em contato com as demais empresas citadas e assim que obtiver retorno, atualizará a reportagem

Fiscalização eletrônica deve ampliar controle

O governo também pretende ampliar o monitoramento eletrônico dos fretes em todo o país, além de reforçar as ações presenciais.

A estratégia busca evitar que as multas sejam tratadas apenas como custo operacional pelas empresas e ampliar a responsabilização, que poderá atingir não só transportadoras, mas também embarcadores e controladores em casos de irregularidades recorrentes.

Segundo o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, as medidas vão ao encontro das demandas dos caminhoneiros e devem fortalecer o cumprimento das regras.

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Fim do vazio sanitário libera plantio da soja em RR a partir de hoje


Início do plantio da soja em Roraima
Foto: Alcione Nicoletti/ Alto Alegre (RR)

O período do vazio sanitário da soja chega ao fim nesta quarta-feira (18), em Roraima, permitindo oficialmente o início do plantio da safra 2026 no estado. A medida segue o calendário oficial definido pela Portaria nº 1618 da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr), publicado em setembro de 2023, que estabelece o plantio entre 19 de março e 26 de junho de cada ano, sujeito a eventuais ajustes do Ministério da Agricultura.

O vazio sanitário é uma estratégia fitossanitária fundamental para conter a ferrugem asiática, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, uma das doenças mais agressivas da cultura da soja. Durante esse período, fica proibida a presença de plantas vivas no campo, interrompendo o ciclo do fungo e reduzindo significativamente o risco da doença, que pode causar desfolha precoce e perdas de produtividade.

O governador Antonio Denarium ressaltou a importância do avanço da soja no estado. “A soja em Roraima tem apresentado crescimento expressivo nos últimos anos, fortalecendo a produção agrícola, gerando emprego e renda, e consolidando o estado como uma nova fronteira produtiva do país”, afirmou.

O presidente da Aderr, Marcelo Parisi, destacou que o período de 90 dias sem cultivo permite maior controle da ferrugem, facilita o manejo da cultura e garante mais produtividade e rentabilidade aos produtores. Ele lembra que agora, com o fim do vazio sanitário, o plantio pode começar assim que as condições climáticas forem favoráveis.

A doença foi registrada oficialmente em Roraima em 2021, em propriedades dos municípios de Alto Alegre e Iracema, após análises laboratoriais do Ministério da Agricultura. Segundo Marcos Prill, diretor de Defesa Vegetal da Aderr, embora o controle químico seja eficaz, seu uso contínuo pode gerar resistência do fungo, reforçando a importância das medidas preventivas como o vazio sanitário.

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