terça-feira, março 17, 2026

Autor: Redação

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Operação contra pesca ilegal gera R$ 1,1 milhão em multas no RS


pescado ilegal
Foto: Fiscalização/Ibama

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concluiu a segunda etapa da Operação Decapoda 2026, com foco no controle da pesca ilegal na Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul.

A nova fase da ação teve como objetivo coibir a pesca ilegal do camarão-rosa com o uso de rede de arrasto com portas, prática proibida por causar danos ao ecossistema lagunar e prejudicar a atividade de pescadores legalizados, que utilizam armadilhas autorizadas.

Até o momento, a operação resultou na lavratura de 10 autos de infração, que somam R$ 1.132.660,00. As equipes também realizaram inspeções em 15 veículos de transporte de pescados, uma empresa comercial e uma indústria pesqueira.

Entre os materiais e produtos apreendidos estão uma embarcação, uma rede de arrasto de camarão, duas portas de arrasto, seis veículos utilitários e 32.242 quilos de pescados, sendo 25.560 quilos de peixes e 6.682 quilos de camarão.

Além disso, uma empresa clandestina de comércio de pescados foi embargada.

A operação

A operação reuniu o Ibama, a Brigada Militar Ambiental e a Polícia Federal e envolveu patrulhamentos aquáticos, barreiras rodoviárias, além de inspeções nos setores industrial e comercial, com inspeção de estoques.

Durante a fiscalização, também foi autuada uma embarcação de pesca industrial que operava ilegalmente na Área de Exclusão de Pesca do Albardão, na costa do Rio Grande do Sul, e em águas do mar territorial uruguaio.

A partir da análise de dados de rastreamento por satélite, as autoridades identificaram a infração. Trata-se de caso de reincidência das mesmas práticas pela embarcação, e viola os direitos de soberania do país vizinho.

Produtos foram doados

Os orgãos envolvidos doaram todo o pescado apreendido ao programa social Sesc Mesa Brasil, que mantém Acordo de Cooperação Técnica com o Ibama. Dessa forma, a destinação beneficiou 160 entidades e atendeu cerca de 26 mil pessoas em situação de insegurança alimentar.

*Sob supervisão de Beatriz Gunther

Foto: Fiscalização/Ibama

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Exportações de soja do Brasil devem superar 16 milhões de t em março


embarque de soja para mercado externo
Brasil exportou US$ 2,6 bilhões para o Leste Europeu e o farelo de soja foi um dos destaques

O Brasil deve exportar até 16,316 milhões de toneladas de soja em grão em março, segundo estimativa da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O volume representa avanço em relação ao mesmo mês do ano passado, quando os embarques somaram 15,732 milhões de toneladas, e também indica forte aceleração frente a fevereiro deste ano, que registrou 8,869 milhões de toneladas.

O ritmo de embarques tem ganhado força ao longo do mês. Na semana encerrada em 14 de março, o país exportou 3,011 milhões de toneladas. Para o período entre os dias 15 e 21, a projeção é ainda mais robusta, com expectativa de 4,326 milhões de toneladas embarcadas, refletindo o avanço da colheita e maior disponibilidade do grão.

Além da soja em grão, o farelo também apresenta desempenho positivo no mercado externo. A previsão para março é de exportações de 2,661 milhões de toneladas, acima das 2,187 milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025 e bem superior ao volume de fevereiro, que ficou em 1,353 milhão de toneladas.

Na semana passada, os embarques de farelo de soja somaram 377,388 mil toneladas. Já para o intervalo entre 15 e 21 de março, a Anec projeta exportações de 729,810 mil toneladas, indicando intensificação das vendas externas do derivado ao longo do mês.

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Manejo no campo e colheita seletiva definem a qualidade do café especial, diz produtora


O café, presente na rotina de milhões de brasileiros, começa muito antes de chegar à xícara. No campo, o processo exige técnica, planejamento e atenção em cada etapa, da escolha da variedade ao pós-colheita.

Em entrevista para A Protagonista, a produtora Ana Mazzi detalhou como o manejo influencia diretamente a qualidade do produto final.

O estado de São Paulo, um dos principais produtores de café arábica do país, registra safras que variam entre 4,7 milhões e 5,4 milhões de sacas por ciclo, dependendo das condições climáticas e da bienalidade. Nesse cenário, a busca por qualidade tem ganhado espaço, especialmente no segmento de cafés especiais.

Segundo Ana Mazzi, a qualidade do café começa ainda na lavoura, com destaque para a colheita seletiva. A prática consiste em colher apenas os grãos maduros, no ponto ideal de açúcar.

Antes da colheita, a produtora realiza análises com o uso de refratômetro, equipamento que mede o teor de açúcar do grão. “A partir dessa informação, decidimos como será o processamento, se vamos fermentar ou despoupar”, explica.

Grãos verdes, pretos ou ardidos são descartados para evitar prejuízos na qualidade. “Um único grão defeituoso pode comprometer toda a saca”, ressalta.

Secagem exige controle rigoroso

Após a colheita, o processo de secagem é outra etapa crítica. Na propriedade, o café é seco em terreiros de cimento e suspensos, sendo este último considerado mais eficiente pela melhor circulação de ar.

Durante a secagem, os grãos são revolvidos até seis vezes por dia. O controle da umidade é constante, com medições frequentes. “Se não houver esse controle, o café pode desenvolver mofo ou perder qualidade”, explica a produtora.

Sustentabilidade

A adoção de práticas mais sustentáveis também tem avançado na propriedade. Ana Mazzi destaca o uso de insumos biológicos no manejo.

A produção conta com certificação que prioriza o uso de biológicos, embora ainda utilize adubação mineral (NPK), devido às dificuldades logísticas de aplicar adubos orgânicos em áreas de altitude.

“Hoje o consumidor busca um café mais saudável, e isso tem impulsionado essas práticas”, afirma.

Além disso, a produtora investe em estratégias de agricultura regenerativa, como o plantio de culturas nas entrelinhas do café, ajudando no controle natural de pragas e na conservação do solo.

Sem o uso de defensivos químicos, o manejo exige acompanhamento diário da lavoura. “É preciso monitorar constantemente. Os biológicos funcionam, mas demandam mais atenção”, explica.

Apesar dos desafios, a produtora destaca os benefícios a médio e longo prazo, tanto em qualidade quanto em valor agregado do produto.

Qualidade também depende do pós-colheita

Após a torra, a conservação do café também influencia na experiência do consumidor. O uso de embalagens com válvula desgaseificadora e aplicação de nitrogênio evita a oxidação e preserva aroma e sabor por mais tempo.

A preservação de nascentes e recursos hídricos também faz parte da rotina na propriedade. Segundo Mazzi, esse cuidado é essencial para manter a qualidade do solo e garantir a sustentabilidade da produção.

Primeiro passo

Com mais de 30 anos de experiência, a produtora destaca que o primeiro passo para quem deseja investir na atividade é escolher variedades adaptadas ao clima da região e resistentes a pragas.

Ela também aponta o crescimento da demanda por cafés orgânicos como uma oportunidade, apesar dos custos mais elevados de produção. “O café exige mais no início, mas a recompensa vem com qualidade e mercado”, afirma.

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Colheita de soja avança no Brasil, mas segue atrasada em relação ao ano passado


Bahia alcança maior média de produtividade da soja
Foto: Divulgação/Aiba

A colheita de soja alcançou 59,2% da área cultivada no Brasil, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O índice representa um avanço relevante em relação à semana anterior, quando os trabalhos estavam em 50,6%, o que corresponde a um crescimento de 17% no ritmo da colheita.

Apesar da evolução, os trabalhos seguem atrasados na comparação anual. No mesmo período de 2025, a colheita já atingia 69,8% da área, o que indica um recuo de 15,2% neste ciclo. O dado reforça que, mesmo com a aceleração recente, o andamento ainda não conseguiu alcançar o desempenho do ano passado.

Em relação à média dos últimos cinco anos, estimada em 58,4%, o desempenho atual está levemente acima, com alta de 1,4%. Isso mostra que, apesar do atraso frente a 2025, o ritmo da colheita permanece próximo do padrão histórico.

Colheita de soja por região do Brasil

No recorte regional, os trabalhos seguem mais avançados no Centro-Oeste, com destaque para Mato Grosso, que já colheu 96,4% da área. Goiás aparece na sequência com 70%, seguido por Mato Grosso do Sul, com 68%, e Paraná, com 60%. Em outras regiões, o ritmo é mais moderado, como em Tocantins (58%), Minas Gerais (52%) e São Paulo (50%).

Já nas áreas do Matopiba e do Sul, o avanço ainda é mais lento. A Bahia registra 45% da área colhida, enquanto Piauí e Maranhão apresentam 26% e 23%, respectivamente. Em Santa Catarina, o índice é de 21%, e no Rio Grande do Sul, onde o ciclo é mais tardio, a colheita ainda está no início, com apenas 2% da área.

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Justiça padroniza análise de recuperação judicial de produtores rurais


Recuperação judicial, dívidas rurais, endividamento
Foto: Freepik

A Corregedoria Nacional de Justiça (CNJ) publicou o Provimento nº 216/2026, que define diretrizes nacionais para pedidos de recuperação judicial e falência de produtores rurais. A norma busca padronizar a atuação do Judiciário e dar mais segurança jurídica a processos que vêm crescendo no campo.

A medida responde a uma demanda do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), diante do aumento da judicialização envolvendo produtores. A preocupação é com os efeitos desse movimento sobre o risco de crédito e, consequentemente, sobre as taxas de juros no setor.

O objetivo é estabelecer critérios mais claros para que os juízes verifiquem se o solicitante se enquadra como produtor rural em situação de insolvência, reduzindo o uso indevido da recuperação judicial.

Mais previsibilidade nas decisões

O texto foi construído no âmbito do Fórum Nacional de Recuperação Empresarial e Falências (Fonaref), após meses de debates entre Judiciário, setor produtivo e especialistas.

Segundo o presidente do fórum, ministro Moura Ribeiro, a norma busca dar mais segurança às decisões e aos próprios produtores: “esse provimento é a prova de que o diálogo entre o Judiciário, o setor produtivo e a academia pode gerar bons resultados concretos”, diz.

Na avaliação do conselheiro do CNJ Rodrigo Badaró, o texto organiza parâmetros objetivos e reduz incertezas em processos com impacto econômico relevante. “ao estabelecer diretrizes para a análise desses pedidos, o provimento contribui para uniformizar a atuação do Judiciário”, afirma.

Já o ministro Raul Araújo destaca que a norma considera as particularidades da atividade rural. “o produtor rural que busca a recuperação judicial precisa encontrar um Judiciário que compreenda o ciclo da safra e os riscos climáticos”, afirma.

Regras para acesso ao benefício

O provimento detalha os requisitos para solicitar a recuperação judicial. O produtor deverá comprovar pelo menos dois anos de atividade e apresentar documentos como o Livro Caixa Digital do Produtor Rural e a declaração do Imposto de Renda.

Para pessoas jurídicas, será exigida também a Escrituração Contábil Fiscal (ECF).

Uma das novidades é a possibilidade de perícia prévia. O juiz poderá determinar visita técnica para verificar se há atividade produtiva de fato, inclusive com uso de ferramentas de geoprocessamento.

Proteção a operações do agro

A norma também reforça a preservação de operações consideradas essenciais para o setor. Contratos de troca (barter), por exemplo, não poderão ser descumpridos via recuperação judicial.

Além disso, financiamentos por meio de Cédula de Produto Rural (CPR) ficam protegidos, especialmente nos casos de entrega física do produto, que não se submete ao processo.

Limites durante a recuperação

Durante o período de suspensão de ações e execuções, o produtor poderá manter a posse de bens essenciais, como máquinas e a terra.

Por outro lado, não poderá reter recursos financeiros ou produtos agrícolas que estejam vinculados como garantia a credores.

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Estudo revela que Pará detém 93,8% do valor da produção nacional de açaí


açaí - frutos tropicais
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Base alimentar da população paraense e símbolo da Amazônia, o açaí consolidou-se como um dos principais indutores de desenvolvimento sustentável na região.

Um estudo estruturado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa), intitulado “O Contexto econômico e ambiental do açaí”, revela que a produção do fruto saltou de 145,8 mil toneladas para 1,9 milhão de toneladas em 38 anos (1987-2024) – um crescimento de 14 vezes.

Nesse cenário, o Pará mantém a liderança absoluta com 89,5% do total nacional, seguido por Amazonas (7,2%) e Amapá (1,3%). Dentro do estado, dez municípios concentram cerca de 60% da produção brasileira, com destaque para Igarapé-Miri (13,2%), Cametá (7,9%) e Anajás (6,2%).

Em termos financeiros, o valor da produção paraense saltou de R$ 509,7 milhões, em 1994, para R$ 8,8 bilhões em 2024, respondendo por 93,8% do valor total gerado no setor no Brasil.

Impacto no mercado de trabalho e exportações

A expansão da cadeia produtiva reflete diretamente no emprego. O número de estabelecimentos produtores no Pará cresceu de 5,2 mil, em 1986, para mais de 81 mil em 2017, integrando desde a agricultura familiar ao agronegócio.

Estima-se que a atividade sustente 4.763 postos de trabalho diretos e indiretos, impulsionando subsetores como transporte, comercialização e beneficiamento.

No comércio exterior, o protagonismo paraense é confirmado pela valorização do produto. O valor exportado de derivados do açaí passou de US$ 334,2 mil, em 2002, para US$ 127,8 milhões em 2024. O preço médio da tonelada para exportação também acompanhou a alta, subindo de US$ 1,1 mil para US$ 3,6 mil no mesmo período.

Sustentabilidade e créditos de carbono

Além do impacto econômico, o cultivo da espécie atua como uma ferramenta ambiental. Entre 2015 e 2024, a área reflorestada com açaí no Pará cresceu de 135 mil para 252 mil hectares. Esse avanço permitiu que o estado quase dobrasse sua capacidade de captura de dióxido de carbono (CO2), atingindo cerca de 907 mil toneladas capturadas em 2024.

“O estudo demonstra a liderança nacional e internacional do açaí paraense e desvenda seu papel importante no equilíbrio climático como sumidouro de CO2. Com a expansão das lavouras de açaí plantado, o fruto gera riquezas, constitui uma grande cadeia produtiva que preserva a natureza e agora também gera créditos de carbono, além de ser um dos principais símbolos da cultura paraense”, avalia o diretor da Fapespa responsável pelo estudo, Márcio Ponte.

Liderança tecnológica

Para a Fapespa, o futuro da hegemonia paraense depende do investimento em ciência. O presidente da fundação, Marcel Botelho, reforça que o crescimento exige responsabilidade tecnológica para manter a competitividade global.

“Esses números mostram a grande potencialidade da cadeia produtiva do açaí para o Pará. Essa liderança traz a responsabilidade de manter e ampliar o nível tecnológico no cultivo, garantindo uma produção sustentável, economicamente viável e ecologicamente correta”, destaca Botelho.

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Grupo 3corações compra Yoki e Kitano por R$ 800 milhões


O Grupo 3corações, líder no segmento de cafés no Brasil, anunciou a compra das operações da norte-americana General Mills no país. A transação, avaliada em R$ 800 milhões, inclui as marcas Yoki e Kitano.

As operações adquiridas contribuíram com US$ 350 milhões para as vendas líquidas da General Mills no ano fiscal de 2025. A empresa norte-americana havia comprado a Yoki em 2012, por cerca de R$ 2 bilhões, da família Matsunaga, em meio à repercussão do assassinato de Marcos Kitano Matsunaga, neto do fundador.

O negócio, anunciado nesta terça-feira (17), marca um movimento estratégico da 3corações para expandir sua atuação no setor alimentício, além do café. A Yoki é conhecida por produtos como farofa, pipoca de micro-ondas, batata palha e farináceos, enquanto a Kitano é referência em temperos naturais.

Segundo comunicado da companhia, a integração das marcas permitirá ampliar o portfólio e atender diferentes momentos de consumo. “A integração dos novos produtos permite que a companhia atenda a todas as ocasiões de consumo do brasileiro, do café da manhã ao jantar”, informou o grupo.

As marcas serão mantidas após a conclusão da operação.

Fundado em 1959, o Grupo 3corações reúne mais de 30 marcas no Brasil, com produtos que incluem cafés torrados e moídos, cápsulas, solúveis, cappuccinos e bebidas prontas. A empresa está presente em mais de 600 mil pontos de venda no país.

Para a General Mills, a venda faz parte da estratégia de reestruturação do portfólio. “A operação reforça a prioridade da companhia de remodelar seu portfólio para gerar crescimento lucrativo de longo prazo”, informou a empresa.

Desde 2018, o grupo vem promovendo ajustes em suas operações globais, com venda de ativos e aquisições, priorizando segmentos como sorvetes premium, comida mexicana, snacks e alimentos para pets. Segundo a companhia, após a conclusão da transação, cerca de um terço do portfólio terá sido renovado desde então.

A operação ainda depende de aprovação dos órgãos reguladores e deve ser concluída até o final de 2026.

O Goldman Sachs assessorou a General Mills, enquanto o Deutsche Bank atuou junto ao Grupo 3corações. Na área jurídica, participaram o KLA Advogados, pela empresa norte-americana, e o Miguel Neto Advogados, pela brasileira.

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Artur Chinelato, criador do programa Balde Cheio, morre aos 66 anos


Foto: Gisele Rosso.
Foto: Gisele Rosso.

Morreu nesta segunda-feira (16), aos 66 anos, o engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa, Artur Chinelato de Camargo. Ele atuou na difusão de conhecimento técnico e na organização da produção de leite no país.

Formado em Engenharia Agronômica pela Universidade de São Paulo (USP), Chinelato também concluiu mestrado em Nutrição e Produção Animal e doutorado em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Atuação na Embrapa e criação do Balde Cheio

Na Embrapa Pecuária Sudeste, o pesquisador desenvolveu projetos voltados à produção de leite. O principal deles foi o programa Balde Cheio. A iniciativa levou assistência técnica a propriedades rurais, com foco em gestão, acompanhamento e práticas produtivas. O modelo incluiu visitas técnicas e orientação contínua aos produtores.

O programa também envolveu a capacitação de técnicos e a formação de profissionais para atuação no campo. A morte do pesquisador gerou manifestações entre produtores, técnicos e profissionais do setor. Mensagens foram compartilhadas em grupos ligados à pecuária leiteira.

Difusão de conhecimento no campo

O trabalho de Chinelato incluiu a aplicação de técnicas em propriedades leiteiras e a formação de produtores e consultores. A atuação contribuiu para a adoção de práticas de manejo e organização da atividade.

O Balde Cheio foi implementado em diferentes regiões do país, com participação de produtores e técnicos.

Legado na produção de leite

As ações desenvolvidas por Chinelato seguem presentes em propriedades atendidas pelo programa e na atuação de técnicos formados ao longo dos anos. O modelo de assistência técnica implantado no Balde Cheio permanece em operação e é utilizado como referência na produção de leite no Brasil.

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Paraná conclui plantio de feijão da segunda safra com redução de área, aponta Deral


grãos de feijão
Foto: Pixabay

O plantio da segunda safra 2025/26 de feijão foi concluído no Paraná, conforme levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), ligado à Secretaria de Agricultura do estado. A área cultivada foi estimada em 264,6 mil hectares, o que representa uma queda expressiva de 24% em relação aos 348,5 mil hectares registrados na safra anterior.

Apesar da redução na área, as condições das lavouras são consideradas positivas. Atualmente, 86% das plantações estão em boas condições e 14% em situação média. As lavouras se concentram principalmente na fase de crescimento vegetativo, que corresponde a 74% da área, enquanto 19% já estão em floração, 4% em germinação e 3% em frutificação.

A colheita da segunda safra já começou no estado, embora ainda de forma bastante inicial, atingindo menos de 1% da área total. O avanço reflete o calendário agrícola e as condições climáticas que permitiram o desenvolvimento das lavouras dentro do esperado até o momento.

Na comparação com a semana anterior, quando o plantio ainda não havia sido totalmente finalizado, houve leve piora nas condições das lavouras. No dia 9 de março, 94% das áreas eram classificadas como boas e apenas 6% como médias, indicando uma mudança no cenário ao longo dos últimos dias.

Mesmo com a menor área plantada, a produção estimada para a safra 2025/26 é de 496,1 mil toneladas, volume 8% inferior ao colhido no ciclo passado. Por outro lado, a produtividade média deve apresentar avanço significativo, projetada em 1.875 quilos por hectare, acima dos 1.573 quilos por hectare registrados na temporada anterior, o que ajuda a compensar parte da retração na área cultivada.

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Etanol deve compensar impacto da alta do petróleo, afirmam entidades


etanol usina cana - produção industrial - mato grosso
Foto: Canal Rural

O setor bioenergético brasileiro deve iniciar a safra 2026/27 com produção recorde de etanol, adicionando quase 4 bilhões de litros ao mercado doméstico, volume próximo ao total de gasolina importado pelo país em 2025.

A avaliação consta em nota conjunta de Bioenergia Brasil, União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica).

Segundo as entidades, a expansão da oferta ocorre em um momento de forte volatilidade no mercado internacional de energia e reforça o papel do biocombustível como alternativa doméstica.

“O setor bioenergético inicia a safra 2026/2027 com projeção de produção recorde de etanol, acrescentando quase 4 bilhões de litros ao mercado”, diz a nota.

As associações afirmam que a ampliação da produção ajuda a proteger o consumidor brasileiro diante de oscilações do petróleo, sem necessidade de subsídios. “O anúncio ocorre em momento de crescente volatilidade nos preços internacionais do petróleo e reafirma a capacidade do etanol de proteger o consumidor brasileiro sem subsídios e sem impacto sobre as contas públicas”, afirmam.

De acordo com as entidades, o etanol, considerando o hidratado e o anidro misturado à gasolina, já representa mais de 30 bilhões de litros de gasolina equivalente na matriz de combustíveis do país. Além disso, o biocombustível tem mantido competitividade em relação à gasolina na maior parte do mercado consumidor.

Segundo a nota, o preço do etanol permaneceu nos últimos anos abaixo da paridade de 73% frente à gasolina, patamar considerado competitivo para o motorista. Esse diferencial teria gerado economia de R$ 5 bilhões em 2025 e mais de R$ 140 bilhões desde a introdução dos veículos flex no Brasil, com ganhos maiores em períodos de petróleo elevado.

As entidades ressaltam que o atual nível de oferta é resultado de políticas públicas de longo prazo.

“O etanol não é uma resposta de emergência, mas uma estrutura que o Brasil levou décadas para construir – e que hoje oferece ao consumidor uma alternativa real ao petróleo, com competitividade de mercado e produção 100% nacional”, afirma o documento.

Entre os marcos citados estão o Proálcool, nos anos 1970, a criação dos veículos flex e programas mais recentes voltados à transição energética, como o RenovaBio, o Programa Combustível do Futuro e o Mover. As entidades também destacam a ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina de 27% para 30%.

Segundo a nota, esse ambiente regulatório permitiu crescimento de cerca de 30% na capacidade produtiva do setor nos últimos anos, com mais de 20 novas plantas com comunicado de construção registrado na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Para as associações, a expansão da produção fortalece a segurança energética do país em um cenário internacional incerto. “Esse ambiente de previsibilidade regulatória permitiu crescimento de 30% na capacidade produtiva do setor nos últimos anos”, afirmam.

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