segunda-feira, março 16, 2026

Autor: Redação

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Cédulas de Produto Rural totalizam R$ 561 bilhões em fevereiro


seguro rural - cooperativas de crédito
Foto: Pixabay

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a nova edição do Boletim de Finanças Privadas do Agro, com dados sobre o desempenho dos principais títulos e fundos de financiamento privado do setor no mês de fevereiro.

As registradoras contabilizaram crescimento de 16% nos estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR) em fevereiro, quando comparado ao mesmo período do ano passado, com 402 mil cédulas registradas, totalizando R$ 561 bilhões.

Na atual safra, de julho de 2025 a fevereiro de 2026, as registradoras emitiram R$ 248 bilhões em CPR, valor ligeiramente menor que o verificado em igual período da safra passada, com queda de 8%.

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que também desempenham um papel importante no funding de recursos direcionados ao setor, alcançaram o estoque de R$ 588 bilhões em fevereiro, valor 9% maior em comparação a um ano atrás.

Vale mencionar que, desse estoque de LCA, no mínimo 60% do valor deve obrigatoriamente ser reaplicado pelas instituições financeiras emissoras no financiamento rural. Em fevereiro, o valor total a ser reaplicado chegou a R$ 352 bilhões, indicando aumento significativo de 31% em comparação ao verificado no mesmo período de 2025.

Desempenho

O mercado de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) vem repetindo o bom desempenho observado ao longo do início de 2026, apresentando um crescimento de 15% no valor dos estoques em doze meses até fevereiro deste ano, atingindo o montante de R$ 176 bilhões. 

Já os estoques dos Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) apresentaram retração de 8% em fevereiro, na comparação com o ano anterior, chegando a R$ 32 bilhões. A queda ainda reflete o crescimento momentâneo e atípico ocorrido em agosto de 2024, revertido gradualmente ao longo dos meses seguintes.

A atualização dos dados sobre o desempenho dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) retornou em dezembro, após uma breve interrupção no ano passado.

Em janeiro, o patrimônio líquido dos Fiagro chegou a R$ 48 bilhões, crescimento de 10% nos últimos doze meses, com 220 fundos em operação, número 60% maior do que o verificado em idêntico período do ano passado.

Sobre o boletim

O boletim é desenvolvido mensalmente pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa. Para informações mais detalhadas, acesse a publicação completa clicando aqui.

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Para cima: semana do boi gordo começa com tendência de alta nos preços


boi gordo
Foto: Secretaria de Agricultura de São Paulo

O mercado físico do boi gordo continua registrando negócios acima das referências médias em diversas praças do país. O cenário é sustentado principalmente pela oferta limitada de animais terminados e pelas escalas de abate apertadas nos frigoríficos, que giram entre cinco e sete dias úteis na média nacional.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a disponibilidade restrita de gado pronto para o abate mantém a tendência de valorização da arroba no curto prazo.

“Em geral, temos um mercado que, na variável oferta, apresenta pouca disponibilidade de animais terminados prontos para o abate. Isso nos remete a uma tendência de alta nas referências médias, que podem chegar entre R$ 355 e R$ 360 por arroba em São Paulo ao longo desta semana, no auge do movimento”, afirmou.

Além da dinâmica interna de oferta e demanda, os agentes do mercado também acompanham os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e possíveis impactos na logística global, especialmente nas rotas de exportação de carne bovina.

Confira o preço do boi gordo:

  • São Paulo: R$ 349,58 por arroba (referência média a prazo)
  • Goiás: R$ 335,54 por arroba
  • Minas Gerais: R$ 339,71 por arroba
  • Mato Grosso do Sul: R$ 336,59 por arroba
  • Mato Grosso: R$ 339,46 por arroba

No mercado atacadista, os preços da carne bovina apresentam estabilidade, mas com sinais de enfraquecimento em alguns cortes. De acordo com Iglesias, mesmo a entrada dos salários na economia não tem sido suficiente para sustentar novos reajustes.

“A carne bovina já atingiu um patamar de preços que afasta parte dos consumidores brasileiros, principalmente famílias com renda entre um e dois salários mínimos. Nesse cenário, cresce a preferência por proteínas mais acessíveis, como carne de frango, embutidos e ovos”, explicou.

Segundo o analista, os cortes desossados, especialmente os nobres, têm registrado queda nas cotações.

Preços no atacado

  • Quarto dianteiro: R$ 20,50 por quilo
  • Quarto traseiro: R$ 27,00 por quilo
  • Ponta de agulha: R$ 20,50 por quilo

No mercado cambial, o dólar comercial encerrou a sessão em queda de 1,62%, sendo negociado a R$ 5,23 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,22 e a máxima de R$ 5,28.

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Com apoio do Canal Rural, Passarela da Soja celebra 28 anos de difusão de conhecimento


28ª edição da Passarela da Soja, Milho e Culturas Alternativas. 2026, evento
Imagem: Marca Comunicação

Realizada no campo experimental da Fundação Bahia, em Luís Eduardo Magalhães, a 28ª edição da Passarela da Soja, Milho e Culturas Alternativas reuniu, no último sábado (14), 1.300 participantes. O evento congregou especialistas, empresas e produtores em torno das principais inovações e desafios da produção agrícola.

O presidente da Fundação Bahia, Jarbas Bergamaschi, destacou a importância da instituição para os produtores da região. “Nós temos o Centro de Pesquisa da Fundação, que tem muita tecnologia implantada e muito manejo a ser explorado pelos produtores. Com isso, conseguimos trazer uma estabilidade maior. Aqui temos variedades de soja, de milho e também variedades de cobertura que podem ser utilizadas na safrinha”, afirmou.

Foram apresentados trabalhos desenvolvidos em vitrines tecnológicas de cultivares comerciais e palestras técnicas. A programação também contou com debates sobre temas estratégicos para o setor.

O advogado tributarista Julio Cezar Alves abordou a mitigação de custos: “Buscamos maximizar as oportunidades tributárias para que o produtor não deixe passar créditos que eventualmente possua. Isso reflete diretamente no caixa, já que recuperamos créditos esquecidos por diversas razões para utilização em pagamentos futuros. A consequência é mais dinheiro no caixa e menos impostos, de maneira absolutamente legal”, destacou.

Produtores rurais do Oeste da Bahia durante Passarela da Soja, Milho e Culturas Alternativas 2026
Produtores rurais participaram de uma roda de conversa durante evento. Imagem: Vinicius Ramos/Canal Rural Bahia

José Maia, diretor executivo de uma empresa de insumos agrícolas a partir da nanotecnologia, enfatizou a qualificação do público. “Temos um público selecionado da agricultura e da agroindústria. Estamos trazendo o que existe de mais novo em nanotecnologia aplicada à agricultura, além do conceito de sustentabilidade na prática e o impacto das questões geopolíticas”, disse.

Geopolítica

Especialista em economia do agronegócio, a jornalista Kellen Severo apresentou uma análise do cenário macroeconômico nacional e internacional.

“A geopolítica importa porque o agro é o setor mais internacionalizado da economia brasileira. Os atuais eventos no Oriente Médio são catalisadores de custos; temos diesel e fertilizantes em alta, com muitos custos da safra nova sendo fechados ou adiados para melhor entendimento do cenário”, pontuou.

Com 28 edições, a Passarela da Soja, Milho e Culturas Alternativas é um dos principais encontros técnicos do Oeste Baiano. Moisés Schmidt, presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), reforçou o papel da instituição: “É um dos eventos mais antigos da região. A Fundação pesquisa, desenvolve e valida variedades, deixando-as à disposição dos produtores da Bahia e do Matopiba”.

Apoio institucional

O Canal Rural, referência em conteúdo especializado, foi o apoiador institucional exclusivo. O presidente da emissora, Júlio Cargnino, ressaltou o esforço na difusão de conhecimento. “O agronegócio brasileiro é referência mundial em ciência e sustentabilidade. Isso acontece porque nossas instituições estão preocupadas em fazer o conhecimento chegar na ponta. Para o Canal Rural, é uma honra fazer parte deste projeto”, concluiu.


Você também pode participar deixando uma sugestão de pauta. Siga o Canal Rural Bahia no Instagram e nos envie uma mensagem.

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Soja despenca no Brasil com queda em Chicago e no dólar; confira as cotações


índices de preços - soja cotação - preços agrícolas
Foto: Daniel Popov/ Canal Rural

O mercado brasileiro de soja começou a semana em forte queda, refletindo as desvalorizações registradas na Bolsa de Chicago e no dólar. O cenário pressionou as cotações no mercado físico e praticamente travou as negociações no país.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por pouquíssima liquidez. “Foi um dia praticamente zerado de negócios relevantes, com apenas alguns lotes pontuais negociados pela manhã, mas sem ímpeto comprador e muito menos vendedor”, afirmou.

A queda nos preços elevou o spread entre compradores e vendedores. Apesar de os prêmios apresentarem leve alta, o movimento não foi suficiente para compensar as perdas provocadas pela desvalorização em Chicago e pelo recuo do dólar.

Confira os preços da soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 126,00 para R$ 122,00 por saca
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 127,00 para R$ 123,00
  • Cascavel (PR): caiu de R$ 121,00 para R$ 116,00
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 108,00 para R$ 106,00
  • Dourados (MS): caiu de R$ 112,00 para R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): caiu de R$ 111,00 para R$ 107,00
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 132,00 para R$ 127,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 132,00 para R$ 128,00

Soja em Chicago

No mercado internacional, os contratos futuros da soja fecharam em forte queda na Bolsa de Chicago. Após atingir na semana passada o maior nível em dois anos, o mercado passou por um ajuste negativo diante de incertezas no cenário geopolítico e comercial.

Negociações EUA-China

Um dos fatores de pressão foi o possível adiamento do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. A reunião poderia abrir caminho para negociações comerciais envolvendo soja entre os dois países, e o adiamento reforça a incerteza no mercado.

Outro ponto acompanhado pelos agentes foi a mudança nas normas de inspeção para embarques de soja com destino à China, anunciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária após uma paralisação na originação da oleaginosa por parte de uma grande trading na semana passada.

De acordo com Silveira, essas questões ligadas à exportação mantêm o mercado em compasso de espera. Na semana passada, muitas tradings ficaram fora das negociações, o que reduziu a liquidez e pressionou os prêmios no mercado.

Contratos futuros de soja

Em Chicago, os contratos da soja com entrega em maio fecharam a US$ 11,55 por bushel, com queda de 5,7%. O farelo de soja recuou 3,25%, enquanto o óleo de soja registrou perda superior a 5%.

Câmbio

No câmbio, o dólar comercial também contribuiu para a pressão sobre os preços no Brasil, encerrando o dia em queda de 1,62%, cotado a R$ 5,23.

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Disparada do diesel no Brasil acende alerta no campo; veja vídeos de produtores


produtora rural de Goiás relata aumento do preço do diesel
Foto: Canal Rural/reprodução

Produtores rurais de diferentes regiões do Brasil têm relatado preocupação com a alta do preço do diesel, combustível essencial para as operações agrícolas. Vídeos enviados à redação do Canal Rural mostram que o aumento do custo já começa a impactar o planejamento das atividades no campo.

A produtora de grãos Gracielle Faita, de Luziânia (GO), afirma que a recente tensão internacional no Oriente Médio tem refletido diretamente no preço do combustível utilizado nas propriedades.

“Essa guerra entre Estados Unidos e Irã tem afetado muito todo o planejamento do produtor rural aqui no Brasil. O ponto crucial dessa questão é o aumento do óleo diesel”, relata.

Segundo ela, o impacto é imediato no custo da produção. Gracielle afirma que no início de março o combustível foi comprado por R$ 8,19 o litro, valor que já preocupa produtores diante da possibilidade de novos aumentos.

“Qualquer aumento vai impactar nos custos da produção”, afirma a produtora.

Além da alta no preço, agricultores da região também relatam dificuldades de abastecimento, o que aumenta ainda mais a apreensão no campo.

Combustível pesa na produção de cana

A preocupação com o diesel também é compartilhada por produtores de cana-de-açúcar no interior de São Paulo.

Em vídeo, o produtor Rogério Pazeto, da cidade de Peúna, na região de Rio Claro e Piracicaba, afirma que o aumento do combustível ocorre em um momento delicado para o setor.

“Já não basta ver o preço da cana muito abaixo do esperado. Agora temos o problema do combustível, do óleo diesel, que é um dos principais insumos para fazer a safra de cana”, diz.

De acordo com ele, a alta ocorre justamente no período em que os produtores iniciam os preparativos para o plantio da cana de ano e meio.

“Agora estamos na entressafra, que é a época de preparo do solo, da terra para fazer o plantio da cana de ano e meio, que acontece entre março, abril e maio”, explica.

Diesel é essencial para as operações agrícolas

O diesel é um dos principais insumos da atividade agrícola. O combustível é utilizado em tratores, colheitadeiras, caminhões, pulverizadores e em diversas operações mecanizadas no campo.

Por isso, qualquer variação no preço afeta diretamente o custo de produção e pode comprometer a rentabilidade das lavouras.

Diante da alta recente, produtores temem que o aumento do combustível provoque efeitos em cadeia, elevando custos de transporte, preparo do solo, plantio e colheita.

Enquanto aguardam possíveis medidas para aliviar o impacto, agricultores reforçam que a volatilidade do diesel se tornou mais um fator de incerteza para o setor agropecuário brasileiro.

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Exportações de café recuam em março, aponta Secex


grãos de café em mãos femininas
Foto: Şahin Yeşilyaprak/Unsplash

As exportações brasileiras de café em grão somaram 1,348 milhão de sacas de 60 quilos em março de 2026, considerando dez dias úteis, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

No período, o país registrou média diária de 134.850 sacas embarcadas, com receita total de US$ 533,372 milhões e média diária de US$ 55,337 milhões. O preço médio da saca ficou em US$ 410,34.

Na comparação com março de 2025, os embarques apresentam queda no volume e na receita, apesar da valorização do café no mercado internacional.

A receita média diária obtida com as exportações é 26,7% menor em relação ao mesmo período do ano passado. Já o volume médio diário embarcado recua 29,9% na mesma base de comparação.

Por outro lado, o preço médio por saca registra alta de 4,4%, indicando valorização do produto mesmo diante da redução do ritmo dos embarques.

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Diesel mais caro pressiona custos e preço dos alimentos; entenda


alimentos alta inflação
Foto: Tânia Rêgo/ Agência Brasil

A escalada da guerra no Oriente Médio já provoca reflexos nos mercados internacionais e levanta preocupações sobre os impactos para o agronegócio brasileiro. O avanço do conflito tem pressionado o preço do petróleo, o que pode elevar custos de combustíveis, fertilizantes e logística no país.

Em entrevista ao telejornal Mercado & Companhia, o economista Alberto Ajzental, professor da Fundação Getulio Vargas e da Faculdade Cásper Líbero, explicou que a alta do petróleo já é perceptível desde o início da guerra.

Segundo ele, o barril do Brent está sendo negociado em cerca de US$ 100 nesta segunda-feira (16), ante aproximadamente US$ 70 no começo do conflito, no fim de fevereiro. No início do ano, o petróleo era negociado perto de US$ 61.

Ajzental destacou que a valorização da commodity tende a se espalhar por toda a cadeia de derivados. “Na medida em que sobe o petróleo, todos os derivados acompanham, tanto combustíveis como fertilizantes”, afirmou.

Diesel mais caro pressiona custos

O economista também chamou atenção para a dependência brasileira de importações de diesel. De acordo com ele, cerca de 30% do combustível consumido no país vem do exterior.

Isso ocorre porque o Brasil não é autossuficiente na refinação do petróleo e a produção nacional não cobre toda a demanda. Além disso, parte do petróleo importado tem características específicas necessárias para o processo de refino.

Segundo Ajzental, importadores independentes ajudam a complementar o abastecimento interno. Porém, quando os preços praticados no Brasil ficam abaixo das cotações internacionais, essas empresas deixam de trazer o produto. Nesse caso, pode haver redução da oferta no mercado doméstico.

Impacto indireto na inflação

Embora o diesel tenha peso reduzido no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o economista explicou que o impacto ocorre principalmente de forma indireta.

Ajzental destacou que a gasolina representa mais de 5% da cesta usada para medir a inflação das famílias, enquanto o diesel tem participação de cerca de 0,23%. Ainda assim, o combustível é essencial para o transporte e para a produção agrícola.

“O diesel representa entre 35% e 40% do frete dos alimentos e de 10% a 15% do custo operacional no campo”, disse. Por isso, segundo o economista, o impacto acaba chegando ao consumidor. “Se o diesel sobe, o alimento fica mais caro”, resumiu.

Ele também lembra que alimentos têm grande peso no orçamento das famílias, principalmente das mais pobres.

Efeito na decisão do Copom

A alta das commodities energéticas também entra no radar da política monetária. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne para decidir o rumo da taxa Selic.

Antes da intensificação do conflito, parte do mercado apostava em um corte de 0,5 ponto percentual. Agora, o cenário ficou mais incerto. “Essa crise externa é um choque de oferta”, afirmou Ajzental.

Segundo ele, isso tende a reduzir o espaço para cortes maiores nos juros.

“Provavelmente aquele corte de 0,5 ponto percentual pode diminuir para 0,25 ou até levar à manutenção da Selic por mais tempo”, avaliou.

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Vaca que pare no meio da lactação exige manejo especial, alerta veterinário


Foto: Reprodução/Giro do Boi.
Foto: Reprodução/Giro do Boi.

Uma situação atípica desafiou o produtor Wagner Queiroz, de Inhaúma (MG): uma vaca de seu plantel Girolando pariu sem ter passado pelo período seco, ou seja, enquanto ainda estava em plena produção. Para responder a essa dúvida crítica, o médico veterinário Guilherme Vieira trouxe orientações técnicas.

O manejo correto é a única forma de evitar que a vaca sofra um colapso metabólico e que a produção do tanque seja comprometida. Quando uma vaca pare durante a lactação, o leite que ela já produzia se transforma em colostro. Este alimento é vital para o bezerro, mas um veneno para a indústria de laticínios.

Confira:

Cuidados necessários

O colostro é riquíssimo em anticorpos e proteínas (caseína), o que o torna altamente ácido. Wagner deve retirar essa vaca da linha de ordenha imediatamente. Se esse leite for para o tanque comum, ele pode azedar toda a produção da fazenda, causando um prejuízo financeiro direto. Forneça esse leite exclusivamente para o bezerro.

A vaca está enfrentando o que os especialistas chamam de Balanço Energético Negativo (BEN) extremo. Ela não teve o descanso de sessenta a noventa dias necessário para regenerar o úbere e recompor reservas.

Planejamento da estação de monta

O organismo dessa vaca não parou, o que a torna uma candidata fortíssima a complicações graves nos primeiros dias pós-parto. Parir no meio da lactação é um sinal de falha no planejamento da estação de monta. O descanso do úbere é fundamental para a longevidade da vaca. O foco agora deve ser salvar a saúde da matriz e garantir a cura do umbigo do bezerro.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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Zona de Convergência Intertropical traz chuvas para o Brasil e volumes podem superar 80 mm


gurada-chuva aberto em temporal
Foto: Pixabay

A previsão do tempo indica uma semana marcada por chuvas volumosas em importantes áreas produtoras de soja do Brasil, especialmente no Centro-Norte do país. A atuação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) deve manter instabilidades e provocar acumulados entre 50 e 70 milímetros em diversas regiões.

As precipitações retornam para o sul de Mato Grosso, Goiás e também Mato Grosso do Sul, ajudando a manter bons níveis de umidade no solo. No entanto, o excesso de chuva pode atrasar algumas operações no campo, principalmente nas áreas onde os produtores ainda realizam atividades ligadas à colheita e à preparação para o plantio da segunda safra.

Apesar dos possíveis atrasos, a chuva é considerada bem-vinda em regiões como Mato Grosso do Sul, onde contribui para a manutenção das condições hídricas das lavouras.

Por outro lado, estados como Paraná, São Paulo e Bahia devem enfrentar uma semana com pouca ou nenhuma chuva. A condição de tempo mais firme favorece o avanço dos trabalhos em campo, permitindo que os produtores aproveitem a janela de clima mais seco.

22 a 26 de março

Entre os dias 22 e 26 de março, a tendência é de redução das chuvas em Mato Grosso do Sul, Goiás e Mato Grosso, com acumulados que não devem ultrapassar 30 a 40 milímetros no período de cinco dias.

Já no Rio Grande do Sul, a chuva volta a ganhar força, enquanto boa parte do Matopiba, região que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, deve registrar volumes entre 70 e 80 milímetros em cinco dias.

Na última semana de março, os modelos indicam tempo mais firme no Sudeste e em grande parte do Matopiba. Ainda assim, a chuva deve persistir no oeste e no norte de Mato Grosso, onde os acumulados podem superar os 100 milímetros em apenas cinco dias.

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Nova espécie de orquídea é identificada em unidade de conservação


Orquidea
Foto: Gabriela Cruz-Lustre/divulgação Agência de Minas

Uma nova espécie de orquídea foi identificada no Parque Estadual de Grão Mogol, no norte de Minas Gerais. A planta foi identificada pelos pesquisadores Gabriela Cruz-Lustre e João Batista, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A nova espécie recebeu o nome científico de Habenaria adamantina, em referência aos diamantes que marcaram a história do município de Grão Mogol e também ao brilho delicado de suas pequenas estruturas florais.

A descoberta reforça o papel das unidades de conservação como espaços estratégicos para a produção de conhecimento científico e a preservação da biodiversidade. A descoberta foi destacada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Espécie endêmica

A orquídea é considerada endêmica da região, ou seja, ocorre apenas naquele território e não existe naturalmente em nenhum outro lugar do mundo. Mesmo sendo encontrada em áreas abertas e próximas a trilhas, a espécie permaneceu desconhecida pela ciência até agora.

Com a identificação, o número de espécies do gênero Habenaria registradas no município aumentou de quatro para 12.

Habitat

A planta ocorre em áreas de campo rupestre, ecossistema característico da Serra do Espinhaço e reconhecido como um dos ambientes mais biodiversos e, também mais ameaçados do país. No parque, a espécie cresce em solos arenosos e úmidos, geralmente em áreas ensolaradas e próximas a pequenos cursos d’água.

Até o momento, os pesquisadores identificaram apenas duas populações da espécie, distribuídas em uma área estimada de 16,9 km².

Autorização para pesquisa

Segundo o gerente de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do IEF, Edmar Monteiro Silva, pesquisas científicas em áreas protegidas dependem de autorização prévia dos órgãos gestores, procedimento fundamental para garantir que os estudos sejam realizados de forma responsável.

“A autorização assegura que os trabalhos ocorram sem comprometer os objetivos de conservação das áreas protegidas. Também possibilita que o órgão acompanhe e avalie as atividades, garantindo que estejam alinhadas às normas ambientais e contribuam para a gestão das Unidades de Conservação”, explicou.

Ameaças

Entre as principais ameaças estão o pisoteio acidental de visitantes, a erosão do solo e mudanças na vegetação natural. Apesar disso, a pesquisadora Gabriela Cruz-Lustre destaca que o parque já adota medidas importantes de proteção, como o controle do uso público e a orientação para que visitantes permaneçam nas trilhas e não removam material vegetal.

Importância

A identificação da nova espécie demonstra como áreas protegidas continuam revelando espécies ainda desconhecidas, contribuindo para o avanço do conhecimento sobre a flora brasileira e para o fortalecimento das estratégias de conservação da natureza.

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