segunda-feira, março 16, 2026

Autor: Redação

News

Preço do etanol sobe em São Paulo, aponta levantamento do Cepea


etanol
Foto: Freepik

A oferta restrita de etanol durante o período de entressafra tem mantido as cotações do biocombustível firmes no mercado spot do estado de São Paulo. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP.

Segundo o levantamento, os estoques reduzidos nas usinas têm sustentado os valores pedidos nas negociações, enquanto as distribuidoras seguem mais cautelosas nas compras diante das incertezas no cenário energético internacional.

Entre os dias 9 e 13 de março, o Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado em São Paulo foi de R$ 2,9439 por litro, valor líquido de ICMS e PIS/Cofins. O resultado representa leve alta de 0,30% em relação ao período anterior.

Já o etanol anidro registrou R$ 3,2731 por litro, valor líquido de impostos (sem PIS/Cofins), praticamente estável no período, com ligeira queda de 0,02%.

Oferta restrita sustenta preços

De acordo com o Cepea, a postura mais firme das usinas nas negociações está ligada principalmente ao baixo volume de produto disponível para comercialização nesta fase de entressafra.

Além disso, agentes do setor acompanham a recente alta nos preços do petróleo, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio. Esse movimento também contribui para dar suporte às cotações do etanol no mercado doméstico.

Distribuidoras compram com cautela

Do lado da demanda, a procura por etanol tem sido considerada razoável, mas as distribuidoras continuam atuando com cautela.

Segundo o Cepea, as incertezas relacionadas ao cenário geopolítico, aos preços do petróleo e às políticas da Petrobras têm levado compradores a adquirir apenas volumes suficientes para atender às necessidades imediatas.

Mercado físico registra alta

No mercado físico, a média semanal do Indicador diário Esalq/B3 (Paulínia-SP) ficou em R$ 3.046,20 por metro cúbico entre os dias 9 e 13 de março, o que representa alta de 0,93% frente à semana anterior.

Diferentemente do período anterior, o Cepea destaca que houve pouca presença de etanol proveniente de outros estados no mercado paulista.

Paridade favorece biocombustível

As paridades entre os produtos do setor sucroenergético também seguiram favoráveis ao biocombustível.

Segundo cálculos do Cepea:

  • o etanol hidratado ficou 1,69% mais valorizado que o açúcar equivalente
  • o etanol anidro registrou prêmio de 7,72% sobre o açúcar

Na comparação entre os dois biocombustíveis, o etanol anidro foi negociado com valor 6,5% superior ao hidratado em São Paulo.

O post Preço do etanol sobe em São Paulo, aponta levantamento do Cepea apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Milho sobe na semana com apoio do etanol e atenção voltada ao clima no Brasil


milho
Foto: Embrapa/Semeali Sementes

O mercado do milho encerrou a semana com leve valorização nas bolsas, mesmo diante de um cenário de oferta global um pouco mais confortável. O relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe revisões positivas para a produção da Ucrânia e do Brasil, parcialmente compensadas por uma redução na safra da Argentina.

Com isso, a disponibilidade mundial do cereal foi levemente ampliada, mantendo uma pressão moderada sobre os preços. Ainda assim, fatores externos ajudaram a sustentar o mercado ao longo da semana.

Entre eles, os movimentos do petróleo voltaram a influenciar o milho por meio do mercado de etanol. As oscilações nos preços da energia aumentaram a cautela dos investidores e contribuíram para a volatilidade nas negociações.

De acordo com a plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, por meio do sistema Grainsights, o milho spot negociado na Chicago Board of Trade encerrou a semana com alta de 1,3%.

No Brasil, o contrato do cereal negociado na B3 acompanhou parcialmente esse movimento, fechando a R$ 75,29 por saca, com valorização de 0,61% no período. Esse movimento nas bolsas também trouxe ajustes positivos ao mercado físico em diversas regiões produtoras.

Em Uberlândia, em Minas Gerais, as cotações encerraram a semana ao redor de R$ 64,79 por saca, registrando alta de cerca de 1%.

O que esperar para os proximos dias?

Para os próximos dias, o mercado deve concentrar atenções no encerramento da janela de plantio da segunda safra nas principais regiões produtoras do Centro-Sul do Brasil. No Mato Grosso, a semeadura já está praticamente concluída, com avanço acelerado nas últimas semanas. Em estados como Paraná e Mato Grosso do Sul, porém, ainda há incertezas devido ao plantio tardio em áreas onde a colheita da soja atrasou e às chuvas irregulares.

Nesse cenário, o clima deve ser determinante para os preços. A ocorrência de chuvas que favoreçam o estabelecimento das lavouras pode manter as expectativas de produtividade, enquanto a falta de umidade pode gerar preocupações e sustentar altas no mercado.

Outro fator de atenção é o comportamento dos combustíveis. O diesel mais caro eleva os custos logísticos para escoamento da safra e transporte de insumos, o que tende a reduzir o preço líquido recebido pelo produtor. Por outro lado, a manutenção do petróleo em patamares elevados sustenta a competitividade do milho como matéria-prima para a produção de etanol, incentivando a demanda das usinas pelo cereal.

No campo macroeconômico, o mercado também acompanha as decisões de juros no Brasil. A definição da taxa básica pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil pode influenciar o ritmo de compras das indústrias. Juros elevados tendem a reduzir o apetite comprador, já que muitas empresas preferem trabalhar com estoques menores para diminuir o custo financeiro.

Além disso, o cenário internacional segue marcado por incertezas geopolíticas, especialmente ligadas ao conflito envolvendo o Irã. Embora o impacto direto sobre o milho seja limitado, os movimentos no petróleo e no dólar continuam sendo importantes indicadores para identificar oportunidades de comercialização no mercado.

Em um ambiente de volatilidade, especialistas recomendam que produtores acompanhem de perto os preços e avaliem oportunidades de venda sempre que as cotações estiverem alinhadas às margens de rentabilidade da atividade.

O post Milho sobe na semana com apoio do etanol e atenção voltada ao clima no Brasil apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Mapa reúne setor do arroz para discutir vencimentos de custeio de produção


arroz brasileiro eua
Foto: Divulgação Mapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Política Agrícola (SPA), realizou na última quinta-feira (12) uma reunião por videoconferência com representantes do setor orizícola do Rio Grande do Sul, instituições financeiras e cooperativas de crédito.

O encontro foi realizado afim de discutir medidas relacionadas aos vencimentos dos financiamentos de custeio da produção de arroz no estado em 2026.

O encontro deu continuidade à reunião realizada em 3 de março, coordenada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, com representantes do setor, cujo foco foi a adoção de medidas de apoio à cadeia produtiva.

Durante a reunião, representantes do setor produtivo reforçaram as preocupações com o nível de endividamento e com a capacidade de pagamento das parcelas de custeio, diante das dificuldades de liquidez enfrentadas pelos produtores de arroz, sobretudo em razão dos baixos preços de mercado neste período de concentração da colheita.

Pontos centrais

Entre os pontos debatidos, estiveram propostas relacionadas à governança e à operacionalização do crédito rural, possíveis ajustes nos mecanismos de parcelamento das operações e a avaliação de limites operacionais aplicáveis às linhas de financiamento, com o objetivo de ampliar a previsibilidade e a sustentabilidade financeira da atividade.

Durante a reunião, as instituições financeiras manifestaram conhecimento e sensibilidade em relação à situação enfrentada pelos produtores de arroz e demonstraram disposição para realizar as prorrogações que se fizerem necessárias, nas condições originalmente contratadas e em prazos compatíveis, mediante análise caso a caso.

Os normativos previstos no Manual de Crédito Rural já contemplam essa possibilidade, permitindo a adoção das medidas.

Segundo o o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos, o Mapa continuará dialogando com o setor produtivo e com o sistema financeiro. “Vamos seguir avaliando alternativas que contribuam para o fortalecimento da atividade orizícola e para o aperfeiçoamento dos instrumentos de política agrícola”, destacou.

Presença

Participaram da reunião representantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), além de associações e cooperativas de produtores.

Também estiveram presentes representantes de instituições financeiras como Banco do Brasil, Banrisul, Sicredi e Sicoob.

O post Mapa reúne setor do arroz para discutir vencimentos de custeio de produção apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Setor reforça orientações trabalhistas antes da colheita de café


novas leis trabalhistas empregados
Foto: Cléverso Beje/Faep

Com a proximidade da colheita do café, entidades do setor e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) reforçaram orientações sobre legislação e boas práticas trabalhistas na cafeicultura.

Neste contexto, técnicos que atuam nas principais regiões produtoras participaram de uma capacitação voltada à atualização de regras sobre contratação de trabalhadores, formalização da mão de obra e segurança no campo.

Segundo a diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Silvia Pizzol, o objetivo é ampliar o conhecimento sobre boas práticas trabalhistas em um momento estratégico para o setor.

“O momento é muito oportuno para desenvolver essas ações de capacitação devido à proximidade do período de colheita do café”, afirmou.

Ela explica que o debate sobre trabalho decente e boas práticas no setor também tem impacto na fidelização da mão de obra, diante da escassez de trabalhadores nas lavouras.

“Esse debate gera impactos positivos na fidelização da mão de obra, já que a escassez de trabalhadores tem sido um problema recorrente para o setor”, disse.

Exigências do mercado externo

A iniciativa também busca orientar produtores sobre demandas do mercado internacional, que cobra cada vez mais garantias de respeito aos direitos humanos e trabalhistas ao longo da cadeia do café.

Durante encontro realizado em Vitória (ES), os participantes receberam atualizações práticas sobre a aplicação das leis trabalhistas no campo.

Entre os temas discutidos estiveram a relação entre normas internacionais de comércio e a legislação brasileira, a formalização da mão de obra na cafeicultura e aspectos da Norma Regulamentadora 31 (NR-31), que trata da segurança e saúde no trabalho rural.

De acordo com Pizzol, a capacitação segue uma abordagem colaborativa, educativa e preventiva, característica do Programa Trabalho Sustentável.

“Os participantes receberam atualizações práticas sobre a aplicação das leis trabalhistas no campo e debateram temas como a relação entre as normas internacionais de comércio e a legislação brasileira”, explicou.

Ela acrescenta que a proposta é transferir esse olhar mais preventivo da inspeção do trabalho para os técnicos que atuam nas regiões produtoras. A ideia, segundo a diretora, é que esses profissionais multipliquem as orientações em campo e contribuam para uma cafeicultura ainda mais sustentável.

O post Setor reforça orientações trabalhistas antes da colheita de café apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Mutirão para renegociar dívidas com bancos oferece condições especiais


Economia, Moeda Real,Dinheiro, Calculadora
Foto: Reprodução

Os consumidores endividados com bancos e instituições financeiras têm até o dia 31 de março para renegociar os débitos com condições especiais oferecidas durante o Mutirão Nacional de Negociação de Dívidas e Orientação Financeira da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

As vantagens disponíveis incluem alongamento de prazos, redução de taxas, alteração nas condições de pagamento ou migração para outras modalidades de crédito mais baratas.

O mutirão permite a negociação de dívidas de cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e demais modalidades de empréstimos em atraso com bancos ou financeiras.

As regras e condições são definidas pelas instituições de acordo com suas políticas de crédito. Não podem ser incluídas no mutirão as dívidas que tenham bens dados em garantia (como veículos, motocicletas e imóveis), assim como dívidas prescritas.

Como negociar

A negociação pode ser feita diretamente nos canais oficiais da instituição credora ou pelo portal Consumidor.Gov, que o consumidor acessa por meio de sua conta Gov.br prata ou ouro.

Para entender como participar da campanha, basta acessar a página disponibilizada pela Febraban, que conta com um vídeo de passo a passo para negociar e como acessar o portal Gov.BR, encontrar a instituição credora e abrir o pedido de negociação.

Na negociação com a instituição credora, o consumidor interessado deve informar a dívida que pretende quitar e perguntar quais são as condições oferecidas para a sua quitação.

Se concordar com o que foi proposto, um acordo de negociação será assinado. Caso não concorde, pode fazer contrapropostas para chegar a um acordo que caiba no seu bolso.

Como saber se tenho dívidas?

Na mesma página, o consumidor também encontra conteúdo exclusivo sobre orientação financeira e acesso a outros canais, como o Registrato, sistema do Banco Central que permite acessar o Relatório de Empréstimos e Financiamentos (SCR). O relatório contém a lista de dívidas em nome do consumidor com instituições financeiras.

“O mutirão de negociação de dívidas auxilia o consumidor, contribui para a diminuição da inadimplência no país e fortalece a economia ao permitir que mais pessoas retornem ao mercado de consumo de forma sustentável”, explicou o diretor executivo de Cidadania Financeira da Febraban, Amaury Oliva.

Segundo ele, a iniciativa também estimula a cultura do diálogo e da transparência entre instituições financeiras e clientes, além de prevenir o superendividamento.

O post Mutirão para renegociar dívidas com bancos oferece condições especiais apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Soja reage ao relatório do USDA e à alta do petróleo no mercado internacional


Foto: Pixabay

O mercado da soja encerrou a semana com movimento de alta moderada, influenciado principalmente por fatores externos. O relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe ajustes no balanço global, com elevação das estimativas de esmagamento acompanhando o aumento das importações. Segundo a plataforma Grão Direto, na América do Sul, a projeção para a safra brasileira foi mantida em 180 milhões de toneladas, enquanto a produção da Argentina sofreu leve redução.

Mesmo com poucas mudanças estruturais nos números globais, o comportamento dos preços foi influenciado pela escalada das tensões no Oriente Médio. A alta do petróleo ao longo da semana ajudou a impulsionar os contratos da oleaginosa na Bolsa de Chicago, trazendo momentos de valorização mesmo diante da pressão de oferta vinda da América do Sul.

Por outro lado, o avanço da colheita no Brasil continua ampliando a disponibilidade de grãos no mercado e limitando parte dos ganhos observados no exterior para o produtor brasileiro. Com isso, o mercado caminhou de forma dividida ao longo da semana, alternando entre momentos de alta e de acomodação dos preços.

De acordo com a plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, o contrato spot da soja em Chicago para maio de 2026 encerrou a semana cotado a US$ 12,24 por bushel, registrando valorização de 1,83% no período. No câmbio, o dólar terminou a semana em R$ 5,32, com alta de 1,53%.

Esse cenário resultou em melhora das condições de preços no mercado físico em diversas regiões do Brasil. O Índice Soja FOB Santos também avançou, registrando alta de 4,83% na semana.

O que esperar para os próximos dias?

Para os próximos dias, a volatilidade deve continuar elevada. Os desdobramentos do conflito no Oriente Médio seguem no radar dos agentes, principalmente pelos impactos sobre o mercado de energia. Caso persistam bloqueios ou restrições de tráfego no Estreito de Ormuz, o petróleo pode permanecer em patamares elevados, mantendo influência indireta sobre as commodities agrícolas.

Além disso, o mercado acompanha se os contratos em Chicago conseguirão sustentar o patamar de US$ 12 por bushel. O relatório WASDE de março indicou que os estoques globais de soja seguem confortáveis, mesmo com pequenas quebras produtivas em países como Argentina e Ucrânia, o que pode limitar movimentos mais fortes de alta.

Outro fator de atenção é a dinâmica dos fundos de investimento, que têm operado com maior volatilidade diante do aumento do risco geopolítico.

No campo, o mercado acompanha a reta final da colheita no Brasil e as primeiras estimativas de intenção de plantio da safra 2026/27 nos Estados Unidos, que devem ser divulgadas no fim do mês. No Brasil, chuvas irregulares no Sul e excesso de umidade em áreas do Norte e Nordeste podem influenciar o ritmo de entrega da produção e a qualidade dos grãos remanescentes.

No ambiente macroeconômico, a chamada “super quarta”, com decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, também deve movimentar os mercados. A expectativa de corte na taxa básica brasileira pode ser menor do que o inicialmente previsto, diante da pressão inflacionária ligada aos combustíveis. Caso os juros permaneçam elevados por mais tempo e o Federal Reserve adie cortes nos Estados Unidos, o dólar tende a seguir forte, fator que pode sustentar os preços da soja no mercado interno.

O post Soja reage ao relatório do USDA e à alta do petróleo no mercado internacional apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

CMN regulamenta crédito de até R$ 500 milhões para atingidos por chuvas em MG


Temporais provocam perdas em propriedades rurais da zona da mata mineira
Foto: Sistema Faemg/Senar

O Conselho Monetário Nacional (CMN) regulamentou uma linha emergencial de crédito para pessoas físicas e jurídicas afetadas pelas chuvas registradas em fevereiro e março de 2026 em Minas Gerais.

A medida busca apoiar a recuperação econômica e social de municípios que tiveram situação de calamidade pública reconhecida pelo governo federal.

A resolução aprovada na última sexta-feira (13) estabelece as condições de financiamento com recursos de até R$ 500 milhões do superávit financeiro do Fundo Social, autorizados pela Medida Provisória nº 1.337, de 6 de março de 2026.

Segundo o governo, os recursos poderão ser usados para reconstrução de instalações, aquisição de máquinas e equipamentos e capital de giro, com o objetivo de viabilizar a retomada das atividades produtivas nas regiões afetadas.

Operação do crédito

As operações serão realizadas por meio do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, que atuarão como agentes financeiros e assumirão integralmente o risco das operações de crédito.

Os pedidos de financiamento poderão ser apresentados às instituições até 4 de julho de 2026.

Os encargos financeiros das operações serão compostos pela remuneração das instituições financeiras e pela remuneração do Fundo Social. O spread dos bancos poderá chegar a até 4% ao ano.

A taxa destinada ao Fundo Social varia conforme a finalidade da operação e o porte do beneficiário. Para capital de giro, a remuneração ficará entre 2% e 6% ao ano. Já nas operações destinadas à reconstrução, aquisição de máquinas e equipamentos, a taxa será de 1% ao ano para todos os beneficiários.

Limites de financiamento

Os limites de crédito variam conforme o porte do beneficiário. Para pessoas físicas que exerçam atividades produtivas nos setores agropecuário, florestal, de pesca ou aquicultura, o financiamento pode chegar a até R$ 200 mil.

Microempresas e empresas de pequeno porte poderão acessar até R$ 500 mil. Para empresas com receita operacional bruta de até R$ 300 milhões, o limite é de R$ 5 milhões.

Já empresas de maior porte poderão contratar até R$ 10 milhões para capital de giro e até R$ 50 milhões para reconstrução e aquisição de máquinas e equipamentos.

Prazos de pagamento

Os financiamentos para capital de giro terão prazo de até 60 meses, incluindo até 12 meses de carência.

Nas operações voltadas à reconstrução ou compra de máquinas e equipamentos, o prazo poderá chegar a até 120 meses, também com até 12 meses de carência.

De acordo com o governo, a utilização dos recursos do Fundo Social não gera impacto no resultado primário do setor público, já que o risco das operações será assumido integralmente pelas instituições financeiras que operarem as linhas de crédito.

O post CMN regulamenta crédito de até R$ 500 milhões para atingidos por chuvas em MG apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

JBS aposta em inovação e parceria com o varejo na Super Rio Expofood 2026


JBS na Super Rio Expofood
Imagem: JBS/divulgação

A JBS participa da 36ª edição da SRE Super Rio Expofood, uma das principais feiras do setor supermercadista do país, realizada entre 17 e 19 de março no Riocentro, no Rio de Janeiro. No evento, organizado pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) e pela Base Eventos, a companhia apresenta iniciativas voltadas ao fortalecimento da parceria com o varejo.

A expectativa é que a feira receba mais de 78 mil visitantes, entre supermercadistas, fornecedores e profissionais do setor.

A empresa estará representada por duas de suas principais marcas no país: Friboi e Seara, que levarão ao evento soluções voltadas à expansão das vendas, inovação em produtos e melhoria da experiência do consumidor no ponto de venda.

Friboi destaca programa para açougues e portfólio de hambúrgueres

Pela Friboi, marca líder no segmento de carne bovina no Brasil, o principal destaque é o Friboi+, programa voltado ao desenvolvimento de açougues dentro dos supermercados.

A iniciativa busca apoiar varejistas com qualidade no abastecimento, melhoria de rendimento e capacitação de açougueiros, além de suporte em marketing e trade marketing.

“O Rio de Janeiro é uma praça de grande relevância para nós e a participação na SRE Super Rio Expofood é uma oportunidade importante para fortalecer o relacionamento com os varejistas cariocas e apresentar soluções que geram valor para o negócio dos nossos parceiros”, afirma Leonardo Monteiro, diretor Comercial da Friboi.

Segundo o executivo, a estratégia da marca é baseada em parcerias de longo prazo com o varejo. “Nossa atuação é baseada em parcerias de longo prazo, com o objetivo de apoiar o crescimento do varejo por meio de produtos, serviços e iniciativas que impulsionem a categoria”, completa.

Outro destaque apresentado pela Friboi na feira é o portfólio de hambúrgueres bovinos, uma categoria que tem apresentado crescimento consistente no consumo no Brasil.

A marca lidera o segmento com produtos das linhas Maturatta Friboi e 1953 Friboi, incluindo hambúrgueres 100% bovinos, desenvolvidos para preparo direto do freezer na churrasqueira, grelha ou frigideira.

Logística inteligente amplia agilidade nas entregas

A companhia também destaca investimentos em logística inteligente para atender o mercado fluminense.

Recentemente, a Friboi implementou no Rio de Janeiro o modelo de Entrega Expressa, que utiliza tecnologia para otimizar rotas e tornar mais ágil o abastecimento de açougues e varejistas.

A iniciativa busca aumentar a eficiência na reposição de produtos e melhorar a disponibilidade das mercadorias no ponto de venda.

Seara aposta em inovação e portfólio para o churrasco

A Seara também utiliza a feira como vitrine para apresentar sua estratégia de crescimento conjunto com o varejo e iniciativas planejadas para 2026.

A marca aposta na inovação de produtos e na experiência do consumidor no ponto de venda como pilares para expandir a categoria.

Aproveitando o contexto da Copa do Mundo, a empresa dá destaque à linha churrasco, que reúne cortes de frango, suínos, hambúrgueres e linguiças.

O portfólio foi desenvolvido para oferecer praticidade, variedade e qualidade, atendendo diferentes ocasiões de consumo.

“Temos um foco claro em excelência e é isso que queremos mostrar na feira. Vamos trazer nosso trabalho de execução em loja e iniciativas que facilitem a jornada do consumidor no ponto de venda, promovendo experimentação e criando valor”, afirma o diretor-executivo de Alimentos Preparados da Seara, Giorgio Cafasso.

Projetos para aumentar conversão nas lojas

Entre as iniciativas apresentadas pela marca estão projetos como o Empório de Frios e as estações Seara Gourmet, que buscam melhorar a organização e a exposição dos produtos nas lojas.

A estratégia inclui ainda a adequação do mix de produtos conforme o perfil de cada loja, além de projetos de exposição pensados para facilitar a navegação dos consumidores nas categorias.

Outro destaque é o calendário promocional estruturado com inteligência de shopper, desenvolvido para aproveitar melhor as sazonalidades do varejo e aumentar a conversão de vendas.

O post JBS aposta em inovação e parceria com o varejo na Super Rio Expofood 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Ferrugem asiática eleva custos da soja e reforça aposta em nova tecnologia de fungicida


fazenda, soja
Foto: Ihara/divulgação

A ferrugem asiática segue como a principal ameaça fitossanitária das lavouras de soja no Brasil. Nos municípios produtores, o controle da doença representa entre 5% e 11% do custo operacional efetivo, podendo responder por mais de 40% dos gastos da lavoura.

Além da ferrugem, outras doenças fúngicas também desafiam o produtor ao longo do ciclo da cultura, como mancha-alvo, oídio, antracnose e anomalias da soja, que podem surgir em diferentes fases do desenvolvimento da planta.

Nesse cenário, especialistas reforçam que planejamento agronômico e manejo adequado são fundamentais para preservar o potencial produtivo das lavouras.

Manejo começa antes mesmo do plantio

Segundo o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Ihara, Andrey Boiko, o sucesso no controle de doenças depende de uma série de decisões tomadas ao longo de todo o sistema produtivo.

“Existem diversas etapas do processo que precisam ser observadas pelo agricultor e ele sabe fazer isso melhor do que ninguém. Desde a escolha da variedade, os tratos culturais iniciais, o preparo do solo, a adubação e o plantio direto”, afirma.

De acordo com o especialista, o controle de pragas e plantas daninhas também faz parte desse conjunto de práticas que contribuem para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento da cultura.

Paraná lidera registros de ferrugem na safra

Na safra atual, o Paraná aparece entre os estados com maior número de casos de ferrugem asiática, com mais de 50 registros confirmados, segundo dados do Consórcio Antiferrugem.

Considerada uma das doenças mais severas da soja, a ferrugem pode provocar perdas de até 90% na produtividade quando não controlada, o que mantém os produtores em constante alerta.

A experiência do produtor Juarez Penz, de Passo Fundo (RS), mostra como o impacto pode ser significativo. Em anos anteriores, a ferrugem comprometeu parte da lavoura e resultou em perdas de cerca de 10 sacas por hectare.

“Tivemos anos com muita ferrugem, principalmente quando tem umidade e temperatura alta. A incidência aumenta e tivemos dificuldade no controle”, relata.

Tecnologia busca ampliar proteção das lavouras

Diante da pressão crescente das doenças, novas tecnologias de proteção têm sido incorporadas ao manejo fitossanitário.

Uma das soluções desenvolvidas pela Ihara é o fungicida Sugoy, formulado com três ingredientes ativos que atuam de forma complementar no controle das principais doenças da soja.

Segundo o gerente de produtos da Ihara, Archimedes Nishida, a proposta é oferecer uma solução completa para o produtor.

“Sugoy é uma grande oportunidade ao agricultor. Ele tem em sua formulação fungicida protetor, sendo uma solução completa, trazendo controle de doenças com alta seletividade”, afirma.

Dez anos de pesquisa até chegar ao campo

O desenvolvimento do produto exigiu uma década de pesquisa e investimento em tecnologia.

De acordo com Boiko, o maior desafio foi reunir diferentes ingredientes ativos em uma formulação estável e eficiente.

“É muito difícil unir três ingredientes ativos em uma formulação estável e seletiva, que permita ao agricultor trabalhar com eficiência e agilidade no campo”, conta.

A formulação em suspensão concentrada permite que os ingredientes ativos sejam rapidamente absorvidos pela planta e permaneçam disponíveis por mais tempo, protegendo a lavoura mesmo sob condições climáticas adversas.

Estratégia no manejo de resistência

Outro desafio no controle de doenças é o manejo da resistência dos fungos aos produtos utilizados no campo.

Segundo o pesquisador Carlos Forcelini, da Agro Tecno Research, a combinação de diferentes grupos químicos aumenta a eficácia da estratégia.

“Mesmo que o patógeno tenha resistência a algum dos ativos, é muito difícil que consiga se defender do fungicida aplicado quando há múltiplos mecanismos de ação”, afirma.

Aplicação no momento certo é decisiva

No manejo fitossanitário da soja, o momento da aplicação também é determinante para o sucesso do controle.

Boiko afirma que a severidade das doenças no Brasil exige mais de uma aplicação ao longo do ciclo da cultura.

“Muitas vezes é necessário lançar mão de várias aplicações para proteger a cultura no período mais sensível, que é a fase reprodutiva, quando a planta está formando os grãos”, destaca.

Fungicidas se tornam indispensáveis

Produtores que acompanham a evolução da cultura da soja relatam que o cenário atual exige cada vez mais atenção ao manejo fitossanitário.

O produtor Sergio Pierdoná, terceira geração de agricultores no Sul do país, afirma que a realidade mudou nas últimas décadas.

“Até o começo dos anos 2000 a gente praticamente não tratava a soja. Com a ferrugem, isso mudou. Hoje é indispensável fazer o tratamento com fungicida”, diz.

Ele destaca que soluções prontas também facilitam a operação no campo. “Em vez de colocar três produtos no pulverizador, você coloca um só. Fica muito mais prático e ágil.”

Eficiência e segurança na aplicação

Além da proteção da lavoura, a tecnologia também busca reduzir riscos operacionais no momento da aplicação.

Segundo Nishida, a formulação do fungicida elimina a necessidade de misturas adicionais no tanque.

“O produtor tem uma solução completa, que minimiza o risco operacional e traz maior consistência no controle”, afirma.

A expectativa da Ihara é continuar investindo em inovação para a proteção de cultivos nos próximos anos.

“Nós podemos garantir que a Ihara vai trazer ainda mais inovação e novos produtos para o agricultor brasileiro”, conclui Boiko.

Com a expansão da área de soja e a pressão crescente de doenças, especialistas avaliam que manejo integrado, monitoramento constante e tecnologias avançadas serão cada vez mais essenciais para manter a produtividade e a sustentabilidade das lavouras brasileiras.

O post Ferrugem asiática eleva custos da soja e reforça aposta em nova tecnologia de fungicida apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link

News

Receita Federal divulga calendário para declaração de imposto de renda 2026


Imposto, produtores rurais, receita federal
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O prazo para envio da Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) de 2026 começa na próxima segunda-feira (23) e segue até o dia 29 de maio.

As informações, referentes ao ano-calendário de 2025, foram publicadas nesta segunda-feira (16) pela Receita Federal por meio de instrução normativa no Diário Oficial da União.

De acordo com o texto, devem apresentar a declaração contribuintes residentes no Brasil que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584 em 2025.

Também estão obrigadas a enviar a declaração pessoas que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil.

A obrigatoriedade também vale para investidores que fizeram operações de alienação em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas, cuja soma foi superior a R$ 40 mil ou que tiveram ganhos líquidos sujeitos à tributação.

No caso da atividade rural, devem declarar os contribuintes que registraram receita bruta superior a R$ 177.920.

De acordo com o texto, a declaração deve ser elaborada, exclusivamente, por meio dos seguintes canais:

Programa Gerador da Declaração (PGD) relativo ao exercício de 2026, disponível para download no site da Secretaria Especial da Receita Federal;
serviço Meu Imposto de Renda, também disponível no site da secretaria e em aplicativo da secretaria para dispositivos móveis como tablets e smartphones.

Tira-dúvidas

No ar desde 2023, a série Tira-Dúvidas do IR, da Radioagência Nacional, terá 22 episódios em 2026. Os áudios serão exibidos pela Rádio Nacional e estarão disponíveis na Radioagência Nacional e Agência Brasil. De hoje até o último dia da declaração, os veículos publicam episódios às segundas e sextas-feiras.

O post Receita Federal divulga calendário para declaração de imposto de renda 2026 apareceu primeiro em Canal Rural.



Source link