{"id":988,"date":"2024-08-31T17:40:11","date_gmt":"2024-08-31T21:40:11","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=988"},"modified":"2024-08-31T17:40:11","modified_gmt":"2024-08-31T21:40:11","slug":"rosetas-da-expointer-do-simbolismo-aos-negocios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=988","title":{"rendered":"Rosetas da Expointer: do simbolismo aos neg\u00f3cios"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">As rosetas, ou escarapelas de premia\u00e7\u00e3o, foram criadas na d\u00e9cada de 1950, pelo veterin\u00e1rio e jornalista Caio Poester, respons\u00e1vel pelo setor de informa\u00e7\u00e3o e fomento da Secretaria de Agricultura da \u00e9poca.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Trazem as cores da bandeira do Rio Grande do Sul mescladas com branco, violeta e azul, que representam o arco-\u00edris. Quanto mais importante o pr\u00eamio, mais cores comp\u00f5em a roseta. Os adere\u00e7os adornam os animais vencedores que disputam por categorias, campeonatos e, por fim, concorrem ao t\u00edtulo de grande campe\u00e3o. Os animais podem ter mais de uma premia\u00e7\u00e3o.\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Elas representam um s\u00edmbolo de vit\u00f3ria na Expointer, uma recompensa pelo trabalho \u00e1rduo e pelo investimento do agropecuarista, mas tamb\u00e9m geram valoriza\u00e7\u00e3o e oportunidades de grandes neg\u00f3cios.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cS\u00e3o os pr\u00eamios dos melhores animais para o produtor. Ganhar uma roseta de grande campe\u00e3o significa multiplicar o valor deste animal e da gen\u00e9tica da cabana. Aqui est\u00e1 se escolhendo os melhores exemplares da gen\u00e9tica do nosso pa\u00eds ou at\u00e9 mesmo do mundo, de acordo com algumas ra\u00e7as\u201d, explica Pablo Char\u00e3o, comiss\u00e1rio geral da Expointer, da Secretaria da Agricultura, Pecu\u00e1ria, Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel e Irriga\u00e7\u00e3o (Seapi).<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cO produtor traz os animais aqui n\u00e3o s\u00f3 para participar do julgamento, mas para que tenha sua gen\u00e9tica exposta para que o pessoal conhe\u00e7a e possa fazer futuros neg\u00f3cios. Por\u00e9m, o impacto de uma roseta de grande campe\u00e3o impacta em duas a tr\u00eas vezes no valor do animal\u201d, complementa Pablo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Fl\u00e1vio Humberto Tusinho, 71, agricultor e pecuarista, da cabanha Nova Esperan\u00e7a, de Glorinha (RS), foi laureado grande campe\u00e3o adulto na ra\u00e7a Pardo Brasil, com o touro Brusque. Para Tusinho, a gen\u00e9tica \u00e9 a chave do neg\u00f3cio.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cEm 1991, eu comecei a criar o Pardo Su\u00ed\u00e7o, mas, de 2014 para c\u00e1, comecei a trabalhar nesta nova ra\u00e7a que cruza sangue do zebu (Pardo Brasil). Este touro (Brusque) est\u00e1 com 2 anos e meio e pesa mil quilos. \u00c9 um animal de ponta, de alta gen\u00e9tica. E pode gerar neg\u00f3cios at\u00e9 em coleta de s\u00eamen. Digamos: um animal de 10 mil reais chega a 20, 30 mil reais. Essa premia\u00e7\u00e3o mostra que eu estou no caminho, certo, n\u00e9?\u201d, se alegra Tusinho.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Paulo Roberto Pavin, 62, propriet\u00e1rio da Est\u00e2ncia Renascer, da Barra do Quara\u00ed (RS), estava vibrante com a vit\u00f3ria do touro Milei, como grande campe\u00e3o da ra\u00e7a Red Brangus, com 2 anos e 800 quilos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cA grande vit\u00f3ria \u00e9 da ra\u00e7a Brangus. Este \u00e9 um processo seletivo que \u00e9 extremamente importante para toda pecu\u00e1ria nacional. Esse indiv\u00edduo (Milei) traz toda essa melhoria gen\u00e9tica. Tem aval do t\u00edtulo para se possa reproduzir ele atrav\u00e9s do s\u00eamen. Isso, a roseta da Expointer agrega\u201d, afirma Paulo Roberto.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">J\u00e1 o filho de Paulo Roberto, o m\u00e9dico veterin\u00e1rio Leonardo Pavin 35, \u00e9 diretor comercial da empresa de biotecnologia, Renascer, de Uruguaiana (RS), uma das 20 centrais de insemina\u00e7\u00e3o artificial que atuam no Brasil. \u00a0A roseta mais que duplicou tanto o valor do animal (Milei) quando o do s\u00eamen do touro: \u201cAs doses dele, comercializamos aqui nos tr\u00eas primeiros dias da Expointer por 35 reais. As doses p\u00f3s-premia\u00e7\u00e3o chegaram a 78 reais\u201d, diz Leonardo.\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cMas mais importante do que a premia\u00e7\u00e3o, \u00e9 ver as pessoas comprando. O Rio Grande do Sul passando por estas coisas horr\u00edveis que aconteceram (por conta das enchentes de maio), a gente est\u00e1 aqui numa Expointer lotada. O cliente est\u00e1 vindo\u201d, pondera o diretor comercial.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O relat\u00f3rio Index, do primeiro semestre de 2024, publicado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Insemina\u00e7\u00e3o Artificial (ASBIA) identifica 3.369 munic\u00edpios, trabalhando no segmento de corte, e 3.489, no leite. Na aptid\u00e3o de corte, por exemplo, o mercado de exporta\u00e7\u00e3o de s\u00eamens brasileiros chega a 11 pa\u00edses: Venezuela, Col\u00f4mbia, Equador, Honduras, Guatemala, Panam\u00e1, Costa Rica, Bol\u00edvia, Paraguai, Angola e Paquist\u00e3o.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Fernando Veloso, 49, m\u00e9dico veterin\u00e1rio, \u00e9 diretor do conselho da ASBIA, entidade criada em 1974, tra\u00e7ou uma estimativa do mercado de insemina\u00e7\u00e3o artificial no Brasil. \u201c\u00c9 um mercado que cresceu muito. Uma curva ascendente que vem superando a casa das 25 milh\u00f5es de doses, por ano, alcan\u00e7ando mais de 20% do rebanho nacional. De cada 10 vacas, 2 s\u00e3o inseminadas artificialmente. No Rio Grande do Sul, h\u00e1 uma ades\u00e3o maior: 30%\u201d, afirma Veloso. Ele calcula que estimando um valor baixo (por cada dose, entre 20 a 50 reais), somando somente a comercializa\u00e7\u00e3o de s\u00eamen de corte e leite, o mercado chega a cerca de R$ 1 bilh\u00e3o de reais por ano.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Mas nem s\u00f3 de grandes campe\u00f5es se estrutura essa cadeia produtiva.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cO Reservado Grande Campe\u00e3o S\u00eanior Braford foi vendido aqui na exposi\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s o julgamento, por R$ 160 mil reais. Antes, valia entre 15 a 20 mil reais. E ele sair\u00e1 daqui para coleta de material de s\u00eamen para estes investidores\u201d, comenta diretor do conselho da ASBIA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Veloso lembra o papel da \u00e1rea p\u00fablica na cria\u00e7\u00e3o deste mercado, atrav\u00e9s da atua\u00e7\u00e3o da Central de Reprodu\u00e7\u00e3o e Insemina\u00e7\u00e3o Artificial, a CRIA, um servi\u00e7o que foi criado em 1946.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cFoi muito estimulada pela nossa Secretaria da Agricultura. Uma das primeiras centrais do Brasil foi instalada aqui dentro do parque de exposi\u00e7\u00f5es Assis Brasil, na d\u00e9cada de 1970. A CRIA era uma empresa p\u00fablica para o fomento\u201d, lembra Veloso. Ele lembra que terminava a Expointer e os campe\u00f5es, bovinos de corte e de leite, e os bubalinos, sa\u00edam do pavilh\u00e3o e l\u00e1 no fundo, perto do Port\u00e3o 15, ali havia uma central p\u00fablica, uma das grandes respons\u00e1veis pela difus\u00e3o da t\u00e9cnica.\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>A confec\u00e7\u00e3o das rosetas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A fabrica\u00e7\u00e3o das rosetas que desfilam com os grandes campe\u00f5es da Expointer \u00e9 feita por uma empresa familiar, a Eco Arte, de Triunfo (RS). Wilson Kuhn Garcia, o J\u00fanior, 42, ao lado da esposa, Solange Abreu, 40, e do irm\u00e3o, Leandro Garcia, toca os neg\u00f3cios da fam\u00edlia, atendendo \u00e0 demanda da Seapi e da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) para entregar o material para a feira.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cAqui trabalham um total de 10 pessoas. Seis na fabrica\u00e7\u00e3o dos trof\u00e9us, pastas e medalhas, e quatro, na parte das rosetas. Come\u00e7amos esta parte, em 2017. Trabalham aqui o pessoal da fam\u00edlia e alguns funcion\u00e1rios. E, gra\u00e7as a Deus, a gente vai expandindo o mercado\u201d, avalia J\u00fanior.<\/p>\n<\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/rosetas-da-expointer--do-simbolismo-aos-negocios_494527.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As rosetas, ou escarapelas de premia\u00e7\u00e3o, foram criadas na d\u00e9cada de 1950, pelo veterin\u00e1rio e jornalista Caio Poester, respons\u00e1vel pelo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":989,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-988","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/988"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=988"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/988\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/989"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=988"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=988"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=988"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}