{"id":980,"date":"2024-08-31T02:05:38","date_gmt":"2024-08-31T06:05:38","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=980"},"modified":"2024-08-31T02:05:38","modified_gmt":"2024-08-31T06:05:38","slug":"etanol-feito-com-sisal-pode-mudar-realidade-de-produtores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=980","title":{"rendered":"Etanol feito com sisal pode mudar realidade de produtores"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Um projeto da Ag\u00eancia Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) quer promover a <strong>diversifica\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica para produtores baianos de sisal<\/strong>. A iniciativa quer destinar a maior parte da mat\u00e9ria-prima que n\u00e3o \u00e9 aproveitada na produ\u00e7\u00e3o de etanol e melhorar a realidade do setor.<\/p>\n<p>Tapetes e cordas s\u00e3o algumas das variedades de produtos artesanais que s\u00e3o obtidos atrav\u00e9s do sisal, a fibra produzida a partir da planta\u00a0<strong>Agave Sisalana<\/strong>.<\/p>\n<p>\u00c9 a partir dela que muitas fam\u00edlias se sustentam, no chamado<strong> Territ\u00f3rio do Sisal<\/strong>, localizado no <strong>semi\u00e1rido do nordeste da Bahia<\/strong>, que abrange <strong>20 munic\u00edpios<\/strong>.\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>De acordo com uma pesquisa da Unicamp em parceria com a Universidade Federal do Rec\u00f4ncavo Baiano, apenas 4% da planta \u00e9 aproveitada, ou seja, 96% do vegetal n\u00e3o \u00e9 utilizado.<\/p>\n<p>Essa pode ser uma oportunidade de reaproveitar o material descartado, fazendo o uso na fabrica\u00e7\u00e3o de <strong>biocombust\u00edvel,\u00a0bioetanol<\/strong>, al\u00e9m de outros produtos como<strong> bioinseticidas e ra\u00e7\u00e3o<\/strong>, por exemplo.<\/p>\n<p>A diretora de economia sustent\u00e1vel da ABDI, Perp\u00e9tua Almeida, explica que o projeto foi idealizado ap\u00f3s pesquisa cient\u00edfica.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s fomos procurados, no ano passado, pelo professor Gon\u00e7alo Pereira, da Unicamp e ele trouxe uma pesquisa que eu fiquei encantada, que \u00e9 exatamente uma pesquisa de como a agave pode produzir biocombust\u00edvel, etanol especificamente\u201d, disse Almeida.<\/p>\n<p>Segundo ela, o professor conseguiu identificar que a produ\u00e7\u00e3o do agave ocupa menos espa\u00e7o do que a cana-de-a\u00e7\u00facar, logo na entressafra, pode substituir a cana-de-a\u00e7\u00facar quando tiver dificuldades com o etanol.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-replanta-agave\"><strong>Replanta Agave<\/strong><\/h2>\n<p>Batizado de <strong>Replanta Agave<\/strong>, o projeto da ABDI, em <a href=\"https:\/\/www.ba.gov.br\/noticias\/348430\/edital-vai-selecionar-empresa-para-capacitar-produtores-de-agave-com-foco-na-producao-de-etanol\">parceria com o governo da Bahia<\/a>, ser\u00e1 realizado em 18 meses com proje\u00e7\u00f5es de beneficiar pelo menos 400 trabalhadores. O valor do conv\u00eanio \u00e9 de <strong>R$ 2,6 milh\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cO projeto envolve a forma\u00e7\u00e3o dos trabalhadores com novas t\u00e9cnicas, a profissionaliza\u00e7\u00e3o desses trabalhadores, desde o trabalho da terra, como \u00e9 que vai ser o plantio, armazenamento, como \u00e9 que eles v\u00e3o se modernizar nesse processo da nova colheita, ent\u00e3o, n\u00f3s vamos pegar desde prepara\u00e7\u00e3o do solo, semeadura, manejo, colheita, armazenagem e comercializa\u00e7\u00e3o. \u00c9 um processo inicial para voc\u00ea profissionalizar, voc\u00ea levar nova tecnologia para esses trabalhadores.\u201d, explica Perp\u00e9tua Almeida.<\/p>\n<p>De acordo com a ABDI, o Brasil \u00e9 o maior produtor de fibra de sisal do mundo. A Bahia corresponde sozinha por 90% do montante produzido, seguido pelos estados da Para\u00edba e Pernambuco a agricultura familiar \u00e9 a principal respons\u00e1vel pelos cultivos.<\/p>\n<p>Para Luiz Delfino, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Valente, o projeto traz esperan\u00e7a aos produtores, j\u00e1 que o setor passa por dificuldades e desvaloriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 um hist\u00f3rico de pessoas que realmente ficam, \u00e0s vezes, \u00e0 margem de a\u00e7\u00f5es e desenvolvimento, pois o sisal ainda \u00e9 subutilizado, ent\u00e3o \u00e9 uma grande esperan\u00e7a que vem com esse debate, com essa ag\u00eancia brasileira, para realmente abra\u00e7ar a causa do sisaleiro, abra\u00e7ar a causa do semi\u00e1rido nordestino\u201d, conta Delfino.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" alt=\"\" class=\"wp-image-4065385\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Etanol-feito-com-sisal-pode-mudar-realidade-de-produtores.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Etanol-feito-com-sisal-pode-mudar-realidade-de-produtores.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4065385\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Feij\u00e3o Almeida\/GOVBA<\/figcaption><\/figure>\n<p>Membro da C\u00e2mara Setorial do Sisal, ele tamb\u00e9m destaca os desafios que inviabilizam o crescimento da produ\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s precisamos de apoio governamental em diversas a\u00e7\u00f5es. Percebemos que, na hora da crise, precisamos de um pre\u00e7o m\u00ednimo subsidiado pelo governo, a compra do produto para, assim, socorrer \u00e0 ind\u00fastria de uma forma geral. Estamos precisando, com urg\u00eancia, a constru\u00e7\u00e3o de armaz\u00e9m de sisal, dep\u00f3sito de sisal, para, sim, absorver a produ\u00e7\u00e3o, o excesso nos per\u00edodos que n\u00e3o tem exporta\u00e7\u00e3o. O que fazer com essa produ\u00e7\u00e3o?\u201d, questiona Luiz Delfino.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-em-queda\">Em queda<\/h2>\n<p>Apesar do potencial produtivo, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), de 2012 a 2022, houve uma redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea plantada, passando de 258.964 mil hectares para pouco mais\u00a0de 98.795 ha.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m impactou na queda de 150 mil postos de trabalhos diretos e indiretos. De acordo com a Embrapa, diferentes estimativas apontam que cerca de 700 mil pessoas vivem da renda do sisal na Bahia.<\/p>\n<p>Para o pesquisador da Embrapa Algod\u00e3o, Gilvan Barbosa Ferreira, estudos com o Agave Tequilano, end\u00eamico no M\u00e9xico, pode aprimorar a produ\u00e7\u00e3o e efic\u00e1cia da mat\u00e9ria prima paraa fabrica\u00e7\u00e3o do etanol.<\/p>\n<p>\u201cAjudar na produ\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de custo na Bahia, que o neg\u00f3cio est\u00e1 bem feio. O pre\u00e7o do sisal caiu e os produtores est\u00e3o bem desestimulados nesse momento. Esse o formato que a gente est\u00e1 pensando em desenvolver e introduzir no Brasil, essa tecnologia do Agave Tequilano para produ\u00e7\u00e3o de \u00e1lcool e tamb\u00e9m usar essa nova demanda que a sociedade tem por \u00e1lcool, para nossos agaves, que n\u00f3s j\u00e1 estamos com ele no campo.\u201d, conta<\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<p><em>Siga o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/canalruralbahia\/\">Canal Rural Bahia no Instagram<\/a>! Voc\u00ea tamb\u00e9m pode participar deixando uma sugest\u00e3o de pauta. 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