{"id":9766,"date":"2025-02-18T17:09:31","date_gmt":"2025-02-18T21:09:31","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=9766"},"modified":"2025-02-18T17:09:31","modified_gmt":"2025-02-18T21:09:31","slug":"novo-indicador-mostra-media-de-preco-do-feijao-para-6-estados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=9766","title":{"rendered":"Novo indicador mostra m\u00e9dia de pre\u00e7o do feij\u00e3o para 6 estados"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Produtores de feij\u00e3o do Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Goi\u00e1s, Mato Grosso e <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/bahia\/\">Bahia<\/a><\/strong> agora contam com um indicador di\u00e1rio do feij\u00e3o, que disponibiliza a m\u00e9dia de pre\u00e7os nos mercados destes estados. <\/p>\n<p>A iniciativa \u00e9 coordenada pela Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA), em parceria com o Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea) e apoio do Sistema Faep. Os valores s\u00e3o publicados diariamente no <strong><a href=\"https:\/\/cepea.esalq.usp.br\/br\">site do Cepea<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>O indicador abrange os pre\u00e7os da saca de 60 quilos dos feij\u00f5es preto e carioca, levando em conta o tipo de produ\u00e7\u00e3o em cada uma das seis unidades da federa\u00e7\u00e3o. No Paran\u00e1, por exemplo, o foco ser\u00e1 o feij\u00e3o preto, j\u00e1 que o estado \u00e9 respons\u00e1vel por 70% da produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>\u201cCom as informa\u00e7\u00f5es regionalizadas, o produtor pode planejar sua safra e seu neg\u00f3cio com mais clareza, entendendo os pre\u00e7os praticados em sua regi\u00e3o. Isso facilita decis\u00f5es sobre a venda, exporta\u00e7\u00e3o e armazenagem do produto com mais confian\u00e7a\u201d, destaca o presidente interino do Sistema Faep, \u00c1gide Eduardo Meneguette.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-microrregioes-paranaenses\">Microrregi\u00f5es paranaenses<\/h2>\n<p>Para estruturar a metodologia do indicador, o Paran\u00e1 foi dividido em quatro microrregi\u00f5es homog\u00eaneas. Assim, o Cepea realizou um roteiro de reuni\u00f5es presenciais nos sindicatos rurais de Castro, Clevel\u00e2ndia, Guarapuava, Mangueirinha, Pato Branco, Ponta Grossa e Prudent\u00f3polis, para coletar informa\u00e7\u00f5es sobre as condi\u00e7\u00f5es e os valores de negocia\u00e7\u00e3o nas diferentes regi\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cO Paran\u00e1 contribuiu na etapa de caracteriza\u00e7\u00e3o do sistema de comercializa\u00e7\u00e3o regional, fundamental para subsidiar a metodologia do indicador. Os sindicatos rurais se destacaram pela mobiliza\u00e7\u00e3o dos produtores\u201d, resume a t\u00e9cnica do Departamento T\u00e9cnico e Econ\u00f4mico (DTE) do Sistema Faep, Ana Paula Kowalski. <\/p>\n<p>\u201cNo \u00e2mbito nacional, o Paran\u00e1 liderou em participa\u00e7\u00e3o de produtores rurais, que representaram quase dois ter\u00e7os da amostra\u201d, complementa.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador do Cepea e respons\u00e1vel pelo indicador, Lucilio Alves, com base na metodologia, o valor regional \u00e9 obtido pela coleta di\u00e1ria de pre\u00e7os de neg\u00f3cio efetivos ou de ofertas de compra e venda. <\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cDiariamente, o Cepea faz o contato com os produtores rurais e agentes compradores para coletar informa\u00e7\u00f5es. Esses valores passam por um tratamento estat\u00edstico para gerar a m\u00e9dia de pre\u00e7os \u00e0 vista, sem a incid\u00eancia de ICMS. A divulga\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os d\u00e1 oportunidade para todos relatarem os par\u00e2metros de neg\u00f3cios\u201d, afirma.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-demanda-antiga-da-cadeia-do-feijao\">Demanda antiga da cadeia do feij\u00e3o<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" alt=\"feij\u00e3o\" class=\"wp-image-4088228\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Novo-indicador-mostra-media-de-preco-do-feijao-para-6.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"682\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Novo-indicador-mostra-media-de-preco-do-feijao-para-6.jpg\" alt=\"feij\u00e3o\" class=\"wp-image-4088228\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de um indicador de pre\u00e7os do feij\u00e3o atende a uma antiga demanda da cadeia produtiva, que carecia de refer\u00eancia t\u00e9cnica para embasar as negocia\u00e7\u00f5es de comercializa\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Para Tiago Galina, vice-presidente do Sindicato Rural de Clevel\u00e2ndia, no sudoeste do Paran\u00e1, o novo \u00edndice \u00e9 uma iniciativa para retratar o pre\u00e7o do produto de forma mais fiel e de acordo com a realidade das regi\u00f5es produtivas.<\/p>\n<p>\u201c\u00c0s vezes, dava muita diferen\u00e7a de pre\u00e7o nas negocia\u00e7\u00f5es, deixando a gente em uma situa\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel. Agora o produtor paranaense ter\u00e1 mais embasamento para se planejar a longo prazo, com mais seguran\u00e7a\u201d, avalia. \u201cEsse indicador tamb\u00e9m chega em boa hora, pois percebemos um aumento do interesse comercial no feij\u00e3o preto por outros pa\u00edses, o que valoriza o produto\u201d, complementa.<\/p>\n<p>J\u00e1 Edimilson Rickli, presidente do Sindicato Rural de Prudent\u00f3polis, na regi\u00e3o Centro-Sul, a comercializa\u00e7\u00e3o do feij\u00e3o sempre enfrentou desafios pela falta de informa\u00e7\u00f5es. \u201cCom uma refer\u00eancia, ajuda na negocia\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o produtor nunca determinava o pre\u00e7o. Agora, ele poder\u00e1 verificar se a oferta do comprador est\u00e1 de acordo com a m\u00e9dia\u201d, aponta.<\/p>\n<p>Os dirigentes tamb\u00e9m acreditam que informa\u00e7\u00f5es regionalizadas podem embasar pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas ao setor, promovendo a estrutura\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para a cadeia produtiva. \u201cCom a valoriza\u00e7\u00e3o do produto, come\u00e7a a se intensificar pesquisas, novas cultivares adaptadas, para melhorar o mercado. A cria\u00e7\u00e3o do indicador \u00e9 um \u00f3timo ponto de partida\u201d, observa Galina.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-produtores-devem-participar-do-indicador\">Produtores devem participar do indicador<\/h2>\n<p>O pesquisador do Cepea destaca a import\u00e2ncia de os produtores rurais participarem da iniciativa, fornecendo dados sobre suas negocia\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>\u201cTodos s\u00e3o convidados a contribuir, seja grande comprador ou pequeno produtor. Assim, reduzimos a assimetria de informa\u00e7\u00f5es, que se torna p\u00fablica e de f\u00e1cil acesso, permitindo que todos ajustem seus planos de neg\u00f3cio conforme a realidade do mercado\u201d, diz. <\/p>\n<p>Segundo ele, com o tempo, isso tamb\u00e9m possibilitar\u00e1 ao poder p\u00fablico identificar alternativas e melhorias para fortalecer toda a cadeia produtiva.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/novo-indicador-mostra-media-de-preco-do-feijao-para-6-estados\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Produtores de feij\u00e3o do Paran\u00e1, S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, Goi\u00e1s, Mato Grosso e Bahia agora contam com um indicador di\u00e1rio<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9319,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-9766","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9766"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9766"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9766\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9766"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9766"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9766"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}