{"id":9651,"date":"2025-02-16T15:38:27","date_gmt":"2025-02-16T19:38:27","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=9651"},"modified":"2025-02-16T15:38:27","modified_gmt":"2025-02-16T19:38:27","slug":"superenzima-pode-transformar-residuos-em-biocombustivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=9651","title":{"rendered":"&#8216;Superenzima&#8217; pode transformar res\u00edduos em biocombust\u00edvel"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Superenzima-pode-transformar-residuos-em-biocombustivel.jpeg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) divulgaram nesta quinta-feira (13), na revista <em>Nature<\/em>, o processo e potencial de um biocatalisador isolado a partir de bact\u00e9rias do solo brasileiro, chamado de CelOCE (do ingl\u00eas <em>Cellulose Oxidative Cleaving Enzyme<\/em>).<\/p>\n<p>As amostras s\u00e3o de \u00e1reas normalmente cobertas por <strong><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/cana-de-acucar\/\">baga\u00e7o de cana-de-a\u00e7\u00facar<\/a><\/strong>, e as bact\u00e9rias analisadas n\u00e3o tiveram uma \u201cfase de laborat\u00f3rio\u201d de sele\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>A pesquisa foi desde a bioprospe\u00e7\u00e3o, quando se encontraram os microorganismos com potencial, at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o da enzima em escala industrial, na planta-piloto do CNPEM.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-pequenas-enzimas\">Pequenas enzimas<\/h2>\n<p>A CelOCE \u00e9 uma enzima muito pequena, composta por 115 amino\u00e1cidos, o que a torna mais simples de alterar em laborat\u00f3rio do que o tipo de enzima usada atualmente. Essa \u201cflexibilidade\u201d \u00e9 um dos motivos que a faz ser tratada pela equipe do CNPEM como um avan\u00e7o, com potencial de mudar a cadeia de produ\u00e7\u00e3o baseada em biomassa, e pode ser usada em combust\u00edveis, em produtos obtidos por petroqu\u00edmicos, como pl\u00e1sticos, \u00e1cidos org\u00e2nicos e outras mol\u00e9culas.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Dados sob condi\u00e7\u00f5es industriais mostraram que, ao ser usada junto com enzimas j\u00e1 utilizadas na ind\u00fastria, a CelOCE aumentou em at\u00e9 21% a quantidade de glicose liberada a partir de res\u00edduos vegetais.<\/p>\n<p>Ela funciona acelerando a quebra da celulose por desconstru\u00e7\u00e3o, etapa necess\u00e1ria para produzir energia no processo de constru\u00e7\u00e3o de bioqu\u00edmicos. \u201cEssa descoberta muda o paradigma da degrada\u00e7\u00e3o da celulose na natureza e tem o potencial de revolucionar as biorrefinarias\u201d, explicou o pesquisador do CNPEM Mario Murakami, respons\u00e1vel por liderar os estudos.<\/p>\n<p>A enzima j\u00e1 teve seu pedido de registro de patente depositado e est\u00e1 em licenciamento para uso industrial. O uso no setor produtivo pode come\u00e7ar entre um e quatro anos ap\u00f3s o licenciamento, dependendo da tecnologia aplicada em seu desenvolvimento.<\/p>\n<p>Encontrar as bact\u00e9rias n\u00e3o foi um acidente, mas parte dos resultados do programa de mapeamento gen\u00e9tico da vida microbiana da biodiversidade brasileira, realizado pelo CNPEM com parceiros nacionais e internacionais, como o que isolou compostos com potencial para uso m\u00e9dico em bact\u00e9rias de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Essa descoberta teve parcerias com o Instituto Nacional de Pesquisa para Agricultura, Alimentos e Meio Ambiente da Fran\u00e7a (INRAE, da Universidade Aix Marseille), e com a Universidade T\u00e9cnica da Dinamarca (DTU).<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/super-enzima-e-encontrada-em-solo-coberto-por-bagaco-de-cana-de-acucar\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) divulgaram nesta quinta-feira (13), na revista Nature, o processo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":9652,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-9651","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9651"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9651"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9651\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9652"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9651"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9651"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9651"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}