{"id":9197,"date":"2025-02-06T15:04:35","date_gmt":"2025-02-06T19:04:35","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=9197"},"modified":"2025-02-06T15:04:35","modified_gmt":"2025-02-06T19:04:35","slug":"producao-de-graos-deve-crescer-17-no-parana-mas-clima-preocupa-diz-ocepar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=9197","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os deve crescer 17% no Paran\u00e1, mas clima preocupa, diz Ocepar"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os no <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/nacional\/parana\/\"><strong>Paran\u00e1<\/strong><\/a> deve atingir 41 milh\u00f5es de toneladas na safra 2024\/25, um aumento de 6 milh\u00f5es de toneladas, ou 17% maior, em rela\u00e7\u00e3o ao ciclo anterior, afirmou o presidente do Sistema Ocepar, Jos\u00e9 Roberto Ricken.<\/p>\n<p>Segundo ele, o avan\u00e7o da produ\u00e7\u00e3o deve impor desafios \u00e0 log\u00edstica e \u00e0 armazenagem no estado. \u201cNossa infraestrutura vai ser bem desafiada. Devemos ter uma concentra\u00e7\u00e3o de entrada e produ\u00e7\u00e3o bastante significativa nas pr\u00f3ximas semanas\u201d, disse.<\/p>\n<p>O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Paran\u00e1, confirmou que 23% da \u00e1rea plantada de soja no estado j\u00e1 foi colhida, principalmente nas regi\u00f5es oeste e sudoeste.<\/p>\n<p>O volume projetado para a oleaginosa foi revisado para <strong>21,3 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, quase 1 milh\u00e3o de toneladas abaixo da estimativa inicial de 22,2 milh\u00f5es de toneladas, devido ao per\u00edodo de estiagem entre dezembro e janeiro, que afetou lavouras em Toledo e Cascavel.<\/p>\n<p>Para o milho safrinha, a estimativa segue em <strong>15,5 milh\u00f5es de toneladas<\/strong>, mantendo o Paran\u00e1 como um dos principais fornecedores do cereal para a produ\u00e7\u00e3o de prote\u00edna animal. \u201cO milho \u00e9 mat\u00e9ria-prima fundamental para a cadeia de prote\u00edna animal; somos grandes produtores de frango e su\u00edno\u201d, destacou o diretor do Deral, Marcelo Garrido.<\/p>\n<h2>Momento econ\u00f4mico preocupa<\/h2>\n<p>Apesar da safra cheia, o cen\u00e1rio econ\u00f4mico suscita preocupa\u00e7\u00f5es. Ricken, da Ocepar, citou o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2%, infla\u00e7\u00e3o em 5,5% e a Selic (taxa b\u00e1sica de juros da economia) em tend\u00eancia de alta para 15%, al\u00e9m do impacto do d\u00f3lar pr\u00f3ximo a R$ 6. \u201c\u00c9 um momento de desafio para o setor\u201d, refor\u00e7ou.<\/p>\n<p>O presidente da Cooperativa Bom Jesus, Luiz Roberto Baggio, alertou para a necessidade de ajustes no Plano Safra, diante da alta dos juros e da d\u00edvida p\u00fablica superior a R$ 7 trilh\u00f5es. \u201cA safra \u00e9 grande, muito boa, mas as coisas n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o boas assim. Isso pode, em alguma medida, afetar a agricultura\u201d, advertiu.<\/p>\n<h2><b>Impacto do La Ni\u00f1a<\/b><\/h2>\n<figure id=\"attachment_223314\" aria-describedby=\"caption-attachment-223314\" class=\"wp-caption alignnone\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-223314\" alt=\"seca, falta de chuva, primavera\" width=\"960\" height=\"522\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Producao-de-graos-deve-crescer-17-no-Parana-mas-clima.jpg\"\/><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-223314\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/Producao-de-graos-deve-crescer-17-no-Parana-mas-clima.jpg\" alt=\"seca, falta de chuva, primavera\" width=\"960\" height=\"522\"  \/><figcaption id=\"caption-attachment-223314\" class=\"wp-caption-text\">Foto: Pixabay<\/figcaption><\/figure>\n<p>O fen\u00f4meno clim\u00e1tico La Ni\u00f1a segue ativo, com intensidade moderada, e continuar\u00e1 influenciando o clima no Brasil pelo menos at\u00e9 o primeiro semestre de 2025, afirmou o agrometeorologista Luiz Renato Lazinski, durante o Encontro Safra 2024\/25, promovido pelo Sistema Ocepar.<\/p>\n<p>Segundo ele, o fen\u00f4meno j\u00e1 atingiu seu pico e deve perder for\u00e7a gradualmente nos pr\u00f3ximos meses, mas seus efeitos ainda ser\u00e3o sentidos no campo. \u201cLa Ni\u00f1a atingiu o m\u00e1ximo agora. Daqui para a frente, a tend\u00eancia \u00e9 diminuir gradativamente, mas seus efeitos sobre o clima continuam\u201d destacou Lazinski.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A atua\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno tem provocado um desequil\u00edbrio clim\u00e1tico entre as regi\u00f5es produtoras do pa\u00eds. No Centro-Oeste, o excesso de chuvas tem atrasado a colheita da soja e pode empurrar para a frente o plantio da safrinha, enquanto no Sul, a estiagem e o calor intenso comprometem a produtividade das lavouras.<\/p>\n<p>No Centro-Oeste, o volume de chuvas tem sido muito acima do esperado, acumulando 300 a 400 mil\u00edmetros em 30 dias. Segundo Lazinski, o problema n\u00e3o \u00e9 apenas o volume, mas a frequ\u00eancia das precipita\u00e7\u00f5es. \u201cO problema \u00e9 que tem chovido todo dia. Podia at\u00e9 chover 200 mil\u00edmetros, metade disso, mas todos os dias tem chovido\u201d, ressaltou.<\/p>\n<p>Essa condi\u00e7\u00e3o tem mantido o solo encharcado, dificultando a colheita da soja. \u201cO produtor entra com a m\u00e1quina no campo, vai colher a soja e entregar na cooperativa com <strong>25% ou 30%<\/strong> de umidade. Isso encarece o processo porque exige secagem e aumenta os custos log\u00edsticos\u201d, comentou.<\/p>\n<h2>Cuidados com a produ\u00e7\u00e3o do Sul<\/h2>\n<p>No Paran\u00e1, o padr\u00e3o clim\u00e1tico \u00e9 caracter\u00edstico de La Ni\u00f1a, com chuvas bem distribu\u00eddas no leste do estado e volumes reduzidos no oeste e noroeste. \u201cAs \u00e1reas mais ao leste recebem bem. \u00c0 medida que vou me deslocando para o oeste do estado, as chuvas v\u00e3o diminuindo\u201d, observou Lazinski.<\/p>\n<p>A umidade do solo segue alta na regi\u00e3o central e nos Campos Gerais, variando entre 60% e 70%. No oeste e noroeste, por\u00e9m, os n\u00edveis est\u00e3o entre 40% e 50%, o que pode comprometer a produtividade do milho safrinha, caso o per\u00edodo seco se estenda.<\/p>\n<p>\u201cPara o milho safrinha, o ideal \u00e9 que tenha mais de 70% de umidade no solo. Se pegar um veranico de 20 a 25 dias, a lavoura come\u00e7a a pedir \u00e1gua\u201d, alertou o meteorologista.<\/p>\n<p>O Sul do Brasil e a Argentina enfrentam temperaturas elevadas e escassez de chuvas. O Rio Grande do Sul est\u00e1 em situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, com temperaturas chegando a 42,4 graus em Quara\u00ed e umidade do solo abaixo de 20 mil\u00edmetros.<\/p>\n<p>\u201cNo n\u00edvel da lavoura, uma temperatura dessas chega a 60 graus. A planta n\u00e3o aguenta. Cada dia que passa com temperaturas elevadas e falta de precipita\u00e7\u00e3o, ela vai perdendo produtividade\u201d, afirmou Lazinski.<\/p>\n<p>Na Argentina, o cen\u00e1rio \u00e9 ainda mais extremo. As temperaturas est\u00e3o 6 graus acima da m\u00e9dia, com m\u00e1ximas de <strong>42 \u00baC a 43 \u00baC<\/strong> em algumas regi\u00f5es. A previs\u00e3o para os pr\u00f3ximos 15 dias indica pouca ou nenhuma chuva, com exce\u00e7\u00e3o do norte de Buenos Aires. \u201cA Argentina est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o complicada, sem previs\u00e3o de chuvas significativas. Se isso se confirmar, o impacto na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola pode ser severo\u201d, destacou.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/producao-de-graos-em-2024-25-no-pr-deve-crescer-17-diz-ocepar\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os no Paran\u00e1 deve atingir 41 milh\u00f5es de toneladas na safra 2024\/25, um aumento de 6 milh\u00f5es<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5909,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-9197","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9197"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9197"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9197\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5909"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9197"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9197"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9197"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}