{"id":8521,"date":"2025-01-25T08:22:37","date_gmt":"2025-01-25T12:22:37","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=8521"},"modified":"2025-01-25T08:22:37","modified_gmt":"2025-01-25T12:22:37","slug":"471-anos-e-o-elo-com-quem-trabalha-no-campo-e-alimenta-a-cidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=8521","title":{"rendered":"471 anos e o elo com quem trabalha no campo e alimenta a cidade"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Carinhosamente chamada de \u201cSampa\u201d, \u201cEsseP\u00ea\u201d, \u201cTerra da Garoa\u201d e \u201cCapital da Gente\u201d, mais de 11 milh\u00f5es de pessoas d\u00e3o vida \u00e0 cidade neste dia 25 de janeiro, data em que S\u00e3o Paulo celebra seus 471 anos.<\/p>\n<p>O sotaque paulistano tamb\u00e9m \u00e9 uma marca registrada na capital. Quem mora no munic\u00edpio j\u00e1 deve ter ouvido: \u201cE a\u00ed, par\u00e7a, beleza?\u201d, \u201cBom dia, mano!\u201d ou o cl\u00e1ssico \u201cCara, tipo assim, \u2018EsseP\u00ea\u2019 \u00e9 s\u00f3 trabalho, meu, t\u00e1 ligado?\u201d.\u00a0<\/p>\n<p>S\u00e3o essas express\u00f5es e muitas outras que refor\u00e7am o jeitinho \u00fanico de Sampa, a cidade que nunca dorme.<\/p>\n<p>Mas, por tr\u00e1s dessa leveza \u201cpaulistan\u00eas\u201d, existem hist\u00f3rias que muitas vezes passam despercebidas como as dos micro e pequenos produtores rurais, pe\u00e7as-chave no abastecimento di\u00e1rio da metr\u00f3pole.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"alignleft size-large is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" alt=\"Homem de avental com o fundo dos boxes da Ceagesp \" class=\"wp-image-4084522\" style=\"width:420px\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/471-anos-e-o-elo-com-quem-trabalha-no-campo.jpeg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/471-anos-e-o-elo-com-quem-trabalha-no-campo.jpeg\" alt=\"Homem de avental com o fundo dos boxes da Ceagesp \" class=\"wp-image-4084522\" style=\"width:420px\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Ant\u00f4nio Marcos Lara de Oliveira, produtor rural. Foto: Arquivo Pessoal <\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c\u00c0s segundas-feiras eu acordo \u00e0s 3h30 para preparar as caixas de alface, couve, br\u00f3colis e outras verduras. Nos outros dias, consigo sair um pouco mais tarde, mas n\u00e3o muito, sen\u00e3o pego tr\u00e2nsito\u201d, conta Ant\u00f4nio Marcos Lara de Oliveira, agricultor de hortali\u00e7as h\u00e1 17 anos.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ant\u00f4nio Marcos trabalha em uma propriedade arrendada em Ibi\u00fana, no interior paulista, e traz em m\u00e9dia, 60 caixas de verduras diariamente para vender na Companhia de Entrepostos e Armaz\u00e9ns Gerais de S\u00e3o Paulo, <a href=\"https:\/\/ceagesp.gov.br\/\">Ceagesp<\/a>, a maior central de abastecimento de alimentos da Am\u00e9rica do Sul, onde passam aproximadamente 48 mil pessoas e 14 mil ve\u00edculos todos os dias.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u00a0\u201c\u00c9 cansativo, mas gratificante. Cuido da produ\u00e7\u00e3o como se fosse um filho\u201d, diz o pequeno produtor com orgulho, diz o produtor.<\/p>\n<\/blockquote>\n<figure class=\"wp-block-image alignleft size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" alt=\"Homem em p\u00e9 com o fundo de caixas de verduras, na Ceagesp\" class=\"wp-image-4084526\" style=\"width:420px\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/1737807757_487_471-anos-e-o-elo-com-quem-trabalha-no-campo.jpeg\"\/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"768\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/1737807757_487_471-anos-e-o-elo-com-quem-trabalha-no-campo.jpeg\" alt=\"Homem em p\u00e9 com o fundo de caixas de verduras, na Ceagesp\" class=\"wp-image-4084526\" style=\"width:420px\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Igor Aparecido Vieira de Camargo, produtor rural. Foto: Arquivo Pessoal<br \/>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>Outro exemplo \u00e9 o Igor Aparecido Vieira de Camargo, tamb\u00e9m de Ibi\u00fana. A liga\u00e7\u00e3o dele com S\u00e3o Paulo come\u00e7ou na adolesc\u00eancia. Hoje aos 28 anos, ele e a fam\u00edlia est\u00e3o ampliando os neg\u00f3cios.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cCome\u00e7amos com um boxe na Ceagesp e agora temos tr\u00eas. Nunca foi f\u00e1cil, sempre foi trabalho\u201d, relembra o empreendedor rural, que j\u00e1 est\u00e1 na terceira gera\u00e7\u00e3o da agricultura familiar.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Os agricultores plantam, colhem e transportam alimentos e, al\u00e9m disso, s\u00e3o respons\u00e1veis por conectar o campo \u00e0 cidade de S\u00e3o Paulo.\u00a0<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cQuando vejo o pessoal comprando minhas verduras, sinto que meu trabalho n\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa. Fico feliz porque sei que estou ajudando na alimenta\u00e7\u00e3o [da popula\u00e7\u00e3o]\u201d, conta Igor Aparecido com orgulho do que faz.<\/p>\n<\/blockquote>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" alt=\"Marquise da Ceagesp com boxes de frutas\" class=\"wp-image-4084529\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/471-anos-e-o-elo-com-quem-trabalha-no-campo.jpg\"\/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"576\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/471-anos-e-o-elo-com-quem-trabalha-no-campo.jpg\" alt=\"Marquise da Ceagesp com boxes de frutas\" class=\"wp-image-4084529\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Divulga\u00e7\u00e3o | Ceagesp<br \/>\n<\/figcaption><\/figure>\n<p>De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica, IBGE, os alimentos mais cultivados na capital s\u00e3o: tomates (1.118 toneladas) e \u00a0bananas (630 toneladas). Al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, S\u00e3o Paulo tamb\u00e9m abriga rebanhos de gado e porcos que, somados, chegam a cerca de 2,5 mil cabe\u00e7as.\u00a0<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cOutro dado interessante \u00e9 que cerca de 26% do chuchu vendido na Ceagesp (10.300 toneladas), v\u00eam de pequenos produtores da Zona Sul da cidade\u201d, explica Thiago de Oliveira, da Se\u00e7\u00e3o de Economia e Desenvolvimento.<\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div>\n<p>No agroneg\u00f3cio, nem sempre h\u00e1 lucros. Os <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/empreendedorismo\/credito-fortalece-pequenos-negocios\/\">micro e pequenos produtores <\/a>rurais, muitas vezes familiares, enfrentam desafios como mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, custos elevados de insumos e a concorr\u00eancia com grandes produtores, mas eles seguem desempenhando um papel essencial para a seguran\u00e7a alimentar da maior cidade do pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cOs pequenos produtores foram resilientes para manterem-se no setor [\u2026]. Os anos de 2023 e 2024 foram marcados por estiagens, ondas de calor e chuvas acima da m\u00e9dia para os locais de produ\u00e7\u00e3o\u201d, diz Oliveira.\u00a0<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Atualmente, a Companhia comercializa mais de 3 milh\u00f5es de toneladas de alimentos por ano, que v\u00eam de todos os estados brasileiros, com destaque para S\u00e3o Paulo e Minas Gerais. Ao todo s\u00e3o 1500 munic\u00edpios e aporte tamb\u00e9m de mercadorias de outros 24 pa\u00edses.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cGra\u00e7as \u00e0 exist\u00eancia da central de abastecimento pode-se encontrar verduras do Cintur\u00e3o Verde, laranjas do interior, ma\u00e7\u00e3s de Santa Catarina, uvas, mangas e mel\u00f5es do Nordeste, peras da Argentina e laranjas do Egito\u201d, afirma Gabriel Bitencourt, chefe da Se\u00e7\u00e3o do Centro de Qualidade Hortigranjeira.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>No maior entreposto da cidade, s\u00e3o cerca de 300 produtos comercializados ao longo do ano, que somando as distintas variedades, chegam a mais de 500 itens, dispon\u00edveis a feirantes e compradores em geral. Jos\u00e9 Louren\u00e7o Pechtoll, diretor-presidente da Ceagesp, refor\u00e7a a import\u00e2ncia de apoiar os pequenos agricultores.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cNossa estrat\u00e9gia de apoio \u00e0 agricultura familiar atua em tr\u00eas eixos centrais: aproximar produtores e consumidores, capacitar agricultores e o terceiro, est\u00e1 em curso, um processo que visa disponibilizar, dentro dos entrepostos e armaz\u00e9ns, espa\u00e7os para que agricultores familiares comercializam diretamente seus produtos\u201d, esclarece Pechtoll.<\/p>\n<\/blockquote>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong><em>Participe do Porteira Aberta Empreender: envie perguntas, sugest\u00f5es e conte sua hist\u00f3ria de empreendedorismo pelo\u00a0<\/em><\/strong><a href=\"https:\/\/api.whatsapp.com\/send?phone=5511932796720&amp;PorteiraAbertaEmpreender=SuaMensagem\"><strong><em>WhatsApp<\/em><\/strong><\/a>.<\/li>\n<\/ul>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-celebrando-quem-faz-sao-paulo-acontecer\"><strong>Celebrando quem faz S\u00e3o Paulo acontecer<\/strong><\/h2>\n<p>No Brasil, o agroneg\u00f3cio \u00e9 respons\u00e1vel por 21,1% do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o <a href=\"https:\/\/polosebraeagro.sebrae.com.br\/novas-oportunidades-de-negocio-para-o-pequeno-produtor\/\">Polo Sebrae Agro<\/a>, desse percentual, cerca de 25% s\u00e3o provenientes da agricultura familiar, ou seja, dos pequenos produtores rurais. Isso significa que pouco mais de 5% do PIB brasileiro \u00e9 gerado nas pequenas propriedades do pa\u00eds.\u00a0<\/p>\n<p>J\u00e1 a capital paulista, re\u00fane aproximadamente 1.100 pontos de agricultura, com grande concentra\u00e7\u00e3o nos distritos de Graja\u00fa, Parelheiros e Marsilac, na Zona Sul, segundo dados da <a href=\"https:\/\/capital.sp.gov.br\/w\/programa-sampa-rural-da-prefeitura-impulsiona-agricultura-sustent%C3%A1vel-com-a-produ%C3%A7%C3%A3o-de-mais-de-2-mil-toneladas-de-alimentos-na-capital?p_l_back_url=%2Fbusca%3Fq%3Drurais%26start%3D1%26news%3D79914%26sort%3DcreateDate-&amp;p_l_back_url_title=Busca\">prefeitura de S\u00e3o Paulo<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola da capital atinge cerca de 2,1 mil toneladas anualmente, destacando-se pela prioridade de alimentos sem agrot\u00f3xicos. Essa pr\u00e1tica promove o consumo de produtos org\u00e2nicos e movimenta a economia local.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cS\u00e3o Paulo \u00e9 a terra da oportunidade para quem gosta de trabalhar. S\u00f3 tenho a agradecer\u201d, conta Ant\u00f4nio Marcos, produtor de 44 anos, que junto com a mulher e os filhos encontrou no agroneg\u00f3cio o meio de prosperar.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Ent\u00e3o, neste anivers\u00e1rio, os parab\u00e9ns v\u00e3o para quem, do campo \u00e0 cidade, ajuda a escrever a hist\u00f3ria dessa gigante m\u00e1quina conhecida como a Capital da Gente.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cSe n\u00e3o fosse S\u00e3o Paulo, eu n\u00e3o teria nada na minha vida. Sou muito grato\u201d, finaliza Igor Aparecido.<\/p>\n<\/blockquote><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/empreendedorismo\/sao-paulo-471-anos-e-o-elo-com-quem-trabalha-no-campo-e-alimenta-a-cidade\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carinhosamente chamada de \u201cSampa\u201d, \u201cEsseP\u00ea\u201d, \u201cTerra da Garoa\u201d e \u201cCapital da Gente\u201d, mais de 11 milh\u00f5es de pessoas d\u00e3o vida<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":8522,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-8521","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8521"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8521"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8521\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8522"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}