{"id":6716,"date":"2024-12-16T16:44:37","date_gmt":"2024-12-16T20:44:37","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=6716"},"modified":"2024-12-16T16:44:37","modified_gmt":"2024-12-16T20:44:37","slug":"area-queimada-no-brasil-quase-dobra-em-relacao-a-2023-e-bate-recorde-de-seis-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=6716","title":{"rendered":"\u00c1rea queimada no Brasil quase dobra em rela\u00e7\u00e3o a 2023 e bate recorde de seis anos"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A \u00e1rea queimada no Brasil de janeiro a novembro de 2024 quase dobrou em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Os dados divulgados nesta segunda-feira (15) s\u00e3o do Monitor do Fogo, elaborado pelo MapBiomas, rede colaborativa de universidades, ONGs e empresas de tecnologia, focada em monitorar as transforma\u00e7\u00f5es na cobertura e no uso da terra no Brasil.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Area-queimada-no-Brasil-quase-dobra-em-relacao-a-2023.png\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Area-queimada-no-Brasil-quase-dobra-em-relacao-a-2023.png\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Area-queimada-no-Brasil-quase-dobra-em-relacao-a-2023.gif\"\/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Area-queimada-no-Brasil-quase-dobra-em-relacao-a-2023.gif\"\/><\/p>\n<p>Segundo o levantamento, ao todo, foram queimados no per\u00edodo 29,7 milh\u00f5es de hectares, um aumento de 90% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2023 e a maior extens\u00e3o dos \u00faltimos seis anos. A diferen\u00e7a em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado \u00e9 14 milh\u00f5es de hectares a mais, uma \u00e1rea equivalente ao estado do Amap\u00e1.<\/p>\n<p>Para a coordenadora do Monitor do Fogo do MapBiomas, Ane Alencar, o aumento desproporcional da \u00e1rea queimada em 2024, principalmente a \u00e1rea de floresta, acende um alerta sobre a necessidade de controlar o uso do fogo, al\u00e9m de reduzir o desmatamento.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos reduzir e controlar o uso do fogo, principalmente em anos onde as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o extremas e podem fazer o que seria uma pequena queimada virar um grande inc\u00eandio\u201d, disse a coordenadora.<\/p>\n<p>Os dados mostram que 57% da \u00e1rea queimada entre janeiro e novembro no Brasil fica na <strong><a href=\"http:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/amazonia\/\">Amaz\u00f4nia<\/a><\/strong>. Na regi\u00e3o, 16,9 milh\u00f5es de hectares foram afetados pelo fogo, com 7,6 milh\u00f5es de hectares de florestas, incluindo florestas alag\u00e1veis. A \u00e1rea ficou \u00e0 frente da extens\u00e3o das \u00e1reas de pastagem queimadas na Amaz\u00f4nia, que totalizaram 5,59 milh\u00f5es de hectares.<\/p>\n<p>O Cerrado foi o segundo segmento mais afetado pelas queimadas. No total foram 9,6 milh\u00f5es de hectares consumidos pelo fogo. Desse montante, 85%, cerca de 8,2 milh\u00f5es de hectares, em \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa. De acordo com os dados, esse n\u00famero representa um aumento de 47% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia dos \u00faltimos 5 anos.<\/p>\n<p>O Monitor do Fogo mostra que tamb\u00e9m houve aumento tamb\u00e9m no Pantanal, onde a \u00e1rea queimada de janeiro a novembro foi 1,9 milh\u00e3o de hectares e representou um crescimento de 68% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia dos \u00faltimos 5 anos.<\/p>\n<p>\u201cA \u00e1rea queimada nos demais biomas entre janeiro e novembro deste ano foi: 1 milh\u00e3o hectares na Mata Atl\u00e2ntica, sendo que 71% da \u00e1rea afetada estava em \u00e1reas agropecu\u00e1rias; 3,3 mil hectares no Pampa; e 297 mil hectares na Caatinga \u2013 uma diminui\u00e7\u00e3o de 49% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2023, com 82% das queimadas concentradas em forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nicas\u201d, informou o MapBiomas.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-estados\">Estados<\/h2>\n<p>O Par\u00e1 foi o estado que mais queimou nos 11 primeiros meses deste ano, com 6,97 milh\u00f5es de hectares. Esse total equivale a 23% de toda a \u00e1rea queimada no Brasil e a 41% do que foi queimado na Amaz\u00f4nia entre janeiro e novembro. Na sequ\u00eancia vem Mato Grosso, com 6,8 milh\u00f5es de hectares. Em terceiro lugar est\u00e1 o Tocantins, onde 2,7 milh\u00f5es de hectares foram atingidos por queimadas. Juntos, esses tr\u00eas estados totalizaram 56% da \u00e1rea queimada no per\u00edodo no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Entre os munic\u00edpios S\u00e3o F\u00e9lix do Xingu (PA) e Corumb\u00e1 (MS) foram registradas as maiores \u00e1reas queimadas entre janeiro e novembro de 2024, com 1,47 milh\u00e3o de hectares e 837 mil hectares, respectivamente.<\/p>\n<p>\u201cEm todo o pa\u00eds, o fogo atingiu prioritariamente \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa, que representam 73% do total. Um quarto (25%) da \u00e1rea queimada no Brasil foi em florestas. Entre as \u00e1reas de uso agropecu\u00e1rio, as pastagens se destacaram, com 6,4 milh\u00f5es de hectares entre janeiro e novembro de 2024, representando 21% do total nacional\u201d, disse o MapBiomas.<\/p>\n<p>Os dados sobre queimadas registrados no m\u00eas de novembro, apontam que 2,2 milh\u00f5es de hectares foram queimados no m\u00eas passado, uma \u00e1rea equivalente ao estado de Sergipe. O volume corresponde a 7,4% de toda a \u00e1rea queimada no Brasil de janeiro a novembro de 2024.<\/p>\n<p>A maior concentra\u00e7\u00e3o foi na Amaz\u00f4nia, com 1,8 milh\u00e3o de hectares, representando 81% do total queimado no m\u00eas. Quase metade (48%) da \u00e1rea queimada em novembro fica no Par\u00e1, onde 870 mil hectares foram afetados pelo fogo. O Maranh\u00e3o, com 477 mil hectares e o Mato Grosso, com 180 mil hectares, s\u00e3o o segundo e o terceiro estados com maior \u00e1rea queimada em novembro.<\/p>\n<p>\u201cOs tr\u00eas munic\u00edpios que mais queimaram no Brasil em novembro ficam no Par\u00e1: Oriximin\u00e1 (81 mil hectares), Moju (54 mil hectares) e Nova Esperan\u00e7a do Piri\u00e1 (50 mil hectares). Em Santar\u00e9m, foram queimados 10,7 mil hectares em novembro \u2013 mais de 277% em rela\u00e7\u00e3o a outubro deste ano, atingindo 2,8 mil hectares no munic\u00edpio. Apesar desse grande crescimento de um m\u00eas para o outro, a \u00e1rea queimada em novembro de 2024 est\u00e1 abaixo do mesmo per\u00edodo no ano passado, quando 54,7 mil hectares foram atingidos pelo fogo em Santar\u00e9m\u201d, aponta o MapBiomas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o aos outros biomas, o Cerrado foi o segundo mais atingido, onde 237 mil hectares foram queimados em novembro. \u00c1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa representaram 74% desse total, ou 175 mil hectares, principalmente forma\u00e7\u00f5es sav\u00e2nicas, com 96 mil hectares e forma\u00e7\u00f5es florestais, com 63 mil hectares.<\/p>\n<p>No Pantanal, a \u00e1rea atingida pelo fogo em novembro foi 98 mil hectares, 87% em \u00e1reas de forma\u00e7\u00e3o campestre. Na Mata Atl\u00e2ntica, 12,5 mil hectares foram queimados em novembro, principalmente em \u00e1reas de v\u00e1rzea (35% ou 4,4 mil hectares).<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/area-queimada-no-brasil-quase-dobra-em-relacao-a-2023-e-bate-recorde-de-seis-anos\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00e1rea queimada no Brasil de janeiro a novembro de 2024 quase dobrou em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6717,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6716","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6716"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6716"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6716\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6717"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6716"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6716"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6716"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}