{"id":6628,"date":"2024-12-14T14:15:53","date_gmt":"2024-12-14T18:15:53","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=6628"},"modified":"2024-12-14T14:15:53","modified_gmt":"2024-12-14T18:15:53","slug":"pesquisa-desenvolve-porta-enxertos-de-maracuja-resistentes-a-fusariose","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=6628","title":{"rendered":"Pesquisa desenvolve porta-enxertos de maracuj\u00e1 resistentes \u00e0 fusariose"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Pesquisa-desenvolve-porta-enxertos-de-maracuja-resistentes-a-fusariose.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Duas novas cultivares de maracuj\u00e1s silvestres para uso como porta-enxerto desenvolvidas pela <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa<\/a>, em parceria com a Coopernova, est\u00e3o trazendo de volta a possibilidade de produ\u00e7\u00e3o do maracuj\u00e1-azedo em Mato Grosso. <\/p>\n<p>Os materiais BRS Terra Nova (BRS TN) e BRS Terra Boa (BRS TB) s\u00e3o resistentes \u00e0 fusariose, doen\u00e7a que dizimou os maracujazeiros no estado. Selecionadas a partir de esp\u00e9cies silvestres, elas servem como porta-enxerto para cultivares comerciais de maracuj\u00e1-azedo.<\/p>\n<p>J\u00e1 validadas para o estado de Mato Grosso, essas cultivares foram apresentadas nesta semana em Terra Nova do Norte (MT). Outras duas cultivares, tamb\u00e9m resistentes \u00e0 doen\u00e7a t\u00eam apresenta\u00e7\u00e3o prevista para os pr\u00f3ximos meses: a BRSRJ MD, validada no Rio de Janeiro em condi\u00e7\u00f5es de Mata Atl\u00e2ntica, e a UFERSA BRSRM 153, validada no Rio Grande do Norte e Bahia em condi\u00e7\u00f5es do Semi\u00e1rido e Cerrado.<\/p>\n<p>As novas cultivares s\u00e3o das esp\u00e9cies <em>Passiflora nitida Kunth<\/em> (BRS TN) e <em>Passiflora alata Curtis<\/em> (BRS TB). Elas foram desenvolvidas e validadas na regi\u00e3o norte de Mato Grosso. Materiais selecionados de diferentes esp\u00e9cies e h\u00edbridos interespec\u00edficos foram testados em \u00e1reas com problemas de fusariose de produtores rurais associados \u00e0 Coopernova a partir do ano de 2008. <\/p>\n<p>As cultivares BRS TN e BRS TB foram as que melhor se adaptavam \u00e0 regi\u00e3o, apresentavam compatibilidade com cultivares de maracuj\u00e1-azedo <em>Passiflora edulis<\/em>, mantinham-se produtivas e, acima de tudo, n\u00e3o apresentavam sintomas ou mortalidade por fusariose.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-a-acao-da-fusariose-no-maracuja\"><strong>A a\u00e7\u00e3o da fusariose no maracuj\u00e1<\/strong><\/h2>\n<p>Os fungos <em>Fusarium oxysporum f. sp. passiflorae<\/em> e <em>Fusarium solani<\/em> causam, respectivamente, o entupimento do sistema vascular e a podrid\u00e3o das ra\u00edzes, levando \u00e0 morte prematura das plantas. Esses fungos est\u00e3o presentes no solo e aproveitam de les\u00f5es nas ra\u00edzes para infectar a planta. Com o tempo ocorre o apodrecimento das ra\u00edzes e a murcha das folhas, levando o maracujazeiro \u00e0 morte. O controle \u00e9 dif\u00edcil, uma vez que n\u00e3o existem alternativas qu\u00edmicas nem outras estrat\u00e9gias eficazes para o manejo da doen\u00e7a. Al\u00e9m disso, o fungo pode sobreviver por muitos anos no solo, mesmo na aus\u00eancia de plantas hospedeiras.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-acoes-de-pesquisa-comecaram-ha-26-anos\"><strong><a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/documents\/10180\/86473972\/241210_CultivaresMaracuj%C3%A1_Suzinei+Oliveira_Enxertia+de+mudas.jpg\/0c641d90-5adf-b588-baba-20d2c020815d?t=1733739194210\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">A\u00e7\u00f5es de pesquisa come\u00e7aram h\u00e1 26 anos<\/strong><\/h3>\n<p>As pesquisas que buscam desenvolver tecnologias que contribuam com o manejo dessas doen\u00e7as causadas por <em>Fusarium<\/em> come\u00e7aram h\u00e1 26 anos, na Embrapa Cerrados (DF). Segundo F\u00e1bio Faleiro, l\u00edder do Programa de Melhoramento Gen\u00e9tico dos Maracuj\u00e1s da Embrapa (PMGM), resolver o problema da fusariose sempre foi uma importante demanda dos produtores de maracuj\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cMuitos produtores desistem do maracuj\u00e1 por causa da fusariose. Por isso, a apresenta\u00e7\u00e3o das primeiras cultivares de maracuj\u00e1s silvestres, para uso como porta-enxerto, desenvolvidas pelo PMGM representa um marco importante para a cultura no pa\u00eds\u201d, afirma Faleiro, que tamb\u00e9m atua como chefe-adjunto de Transfer\u00eancia de Tecnologia da Embrapa Cerrados. Ele ressalta que os novos materiais foram validados em condi\u00e7\u00f5es comerciais e registrados no Minist\u00e9rio da Agricultura (Mapa).<\/p>\n<p>Os primeiros experimentos foram estabelecidos em 1998 pelo pesquisador Nilton Tadeu Vilela Junqueira e envolviam a identifica\u00e7\u00e3o e o uso de esp\u00e9cies silvestres e h\u00edbridos resistentes \u00e0 fusariose a serem utilizadas como porta-enxertos de maracujazeiro azedo. Com o in\u00edcio do PMGM, foram realizados cruzamentos, sele\u00e7\u00e3o e recombina\u00e7\u00e3o de gen\u00f3tipos promissoras.<\/p>\n<p>Uma rede de parcerias foi estabelecida para a realiza\u00e7\u00e3o de testes de compatibilidade com o maracujazeiro-azedo comercial (<em>Passiflora edulis<\/em> <em>L<\/em>.) para a otimiza\u00e7\u00e3o dos m\u00e9todos de produ\u00e7\u00e3o de mudas enxertadas; realiza\u00e7\u00e3o de bioensaios e valida\u00e7\u00e3o em \u00e1reas comerciais com hist\u00f3rico de ocorr\u00eancia de fusariose. O trabalho ainda envolveu o estabelecimento da log\u00edstica de produ\u00e7\u00e3o de sementes e mudas das cultivares desenvolvidas. Essas a\u00e7\u00f5es foram realizadas durante as cinco fases do programa.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/pesquisa-desenvolve-porta-enxertos-de-maracuja-resistentes-a-fusariose\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Duas novas cultivares de maracuj\u00e1s silvestres para uso como porta-enxerto desenvolvidas pela Embrapa, em parceria com a Coopernova, est\u00e3o trazendo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6629,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6628","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6628"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6628"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6628\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6629"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}