{"id":645,"date":"2024-08-24T22:15:19","date_gmt":"2024-08-25T02:15:19","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=645"},"modified":"2024-08-24T23:38:04","modified_gmt":"2024-08-25T03:38:04","slug":"brasil-precisa-expandir-politicas-ambientais-para-cop30-afirma-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=645","title":{"rendered":"Brasil precisa expandir pol\u00edticas ambientais para COP30, afirma estudo"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/08\/Brasil-precisa-expandir-politicas-ambientais-para-COP30-afirma-estudo.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Sede da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP30) em 2025 \u2013 a primeira a ser realizada na Amaz\u00f4nia \u2013, o Brasil est\u00e1 em um momento crucial. Ainda tem a possibilidade de cumprir suas metas internacionais de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de gases de efeito estufa, mas precisa ajustar as a\u00e7\u00f5es socioambientais e fortalecer pol\u00edticas focadas na salvaguarda das florestas e na restaura\u00e7\u00e3o dos biomas.<\/p>\n<p>Liderado por cientistas do <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/inpe\/\">Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe)<\/a> e do <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/cemaden\/\">Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden)<\/a>, o estudo ressalta a necessidade de controlar o desmatamento ilegal e a degrada\u00e7\u00e3o dos biomas, incorporando um olhar para florestas secund\u00e1rias que crescem ap\u00f3s a remo\u00e7\u00e3o da cobertura original.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Sugere ainda refor\u00e7ar e expandir pol\u00edticas que mantenham os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos. Esse processo deve vir acompanhado de mecanismos consistentes de atra\u00e7\u00e3o de investimentos para financiar atividades de restaura\u00e7\u00e3o e pagamentos por servi\u00e7os ambientais em todos os biomas, incentivando iniciativas de bioeconomia e criando novas \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>\u201cA pesquisa foi um trabalho conjunto visando mostrar o panorama de desmatamento, degrada\u00e7\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o dos biomas e suas rela\u00e7\u00f5es com as metas globais do Brasil. Destacamos pontos importantes nesse processo para que o pa\u00eds busque o desenvolvimento sustent\u00e1vel\u201d, explica a doutoranda no Inpe e primeira autora do artigo D\u00e9bora Joana Dutra.<\/p>\n<p>Para a bi\u00f3loga Liana Oighenstein Anderson, orientadora de Dutra e pesquisadora no Cemaden, mesmo quando h\u00e1 medidas preventivas, ainda assim elas t\u00eam sido insuficientes frente ao desafio das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. \u201c\u00c9 o caso dos inc\u00eandios florestais registrados neste ano na Amaz\u00f4nia e no Pantanal. A preven\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi suficiente para conter os n\u00fameros alarmantes. Quando fazemos estimativas como na pesquisa, temos a sensa\u00e7\u00e3o de sermos extremamente conservadores frente ao que a realidade est\u00e1 mostrando e aos desafios enfrentados\u201d, diz a bi\u00f3loga.<\/p>\n<p>O Brasil vem registrando neste ano recordes de queimadas. Entre janeiro e 4 de agosto, foram 65.325 focos de calor detectados no pa\u00eds, o maior n\u00famero em quase 20 anos \u2013 o mais alto at\u00e9 ent\u00e3o havia sido em 2005 (69.184 no mesmo per\u00edodo), segundo dados do Inpe. Os biomas Amaz\u00f4nia e Cerrado s\u00e3o os mais atingidos (28.396 e 22.217, respectivamente).<\/p>\n<p>De janeiro a julho, o Pantanal teve 4.756 focos, o maior desde 1998, in\u00edcio da s\u00e9rie hist\u00f3rica. Para o bioma, at\u00e9 o momento, 2020 teve o pior total anual de focos de queimadas.<\/p>\n<p>\u201cEm 2020, os inc\u00eandios no Pantanal chamaram a aten\u00e7\u00e3o do mundo e levaram a uma s\u00e9rie de rea\u00e7\u00f5es. O Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia criou, por exemplo, a Rede Pantanal e, em escala local, o Estado de Mato Grosso do Sul instituiu um plano de manejo integrado do fogo. Em 2023, o governo federal lan\u00e7ou um plano de manejo para o bioma e, em abril, Mato Grosso do Sul decretou estado de emerg\u00eancia. Ou seja, houve um conjunto de a\u00e7\u00f5es de gest\u00e3o, de governan\u00e7a, de regulamenta\u00e7\u00e3o para tentar evitar os inc\u00eandios, mas, infelizmente, n\u00e3o foi suficiente. Tivemos avan\u00e7os. Por\u00e9m, h\u00e1 necessidade de aperfei\u00e7oamentos na governan\u00e7a, nas estrat\u00e9gias adotadas e no financiamento das a\u00e7\u00f5es. \u00c9 preciso acelerar o passo\u201d, completa Liana Oighenstein.<\/p>\n<p>Coautor do artigo e pesquisador do Inpe, Luiz Arag\u00e3o diz que a pesquisa \u00e9 um alerta para a sociedade sobre quest\u00f5es relacionadas \u00e0s emiss\u00f5es. \u201cA sociedade tem de encarar o problema n\u00e3o s\u00f3 do ponto de vista ambiental, mas sim socioecon\u00f4mico. Est\u00e1 tudo ligado. Isso porque o desmatamento, por exemplo, \u00e9 indutor do fogo, que por sua vez traz problemas de sa\u00fade para a popula\u00e7\u00e3o e degrada a floresta. A floresta desmatada e degradada tem menor potencial de prover servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, como a ciclagem de \u00e1gua e a biodiversidade, que garantem a qualidade de vida das popula\u00e7\u00f5es locais e t\u00eam influ\u00eancia muito grande em atividades econ\u00f4micas.\u201d, diz Arag\u00e3o. <\/p>\n<p>As mudan\u00e7as no uso e na cobertura da terra (por exemplo, o desmatamento para o uso agropecu\u00e1rio e a degrada\u00e7\u00e3o florestal) s\u00e3o as principais fontes de emiss\u00f5es do Brasil. Como um dos mais de 190 signat\u00e1rios do Acordo de Paris, firmado em 2005, o pa\u00eds assumiu o compromisso de ajudar a conter o aumento da temperatura m\u00e9dia global em at\u00e9 1,5\u00b0C em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis pr\u00e9-industriais (anos 1850-1900) \u2013 marca que j\u00e1 tem sido ultrapassada nos \u00faltimos meses.<\/p>\n<p>O acordo, que deve passar por revis\u00e3o na COP30, prev\u00ea que os pa\u00edses definam metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es at\u00e9 2030, tendo o Brasil se comprometido a diminuir em 53% (comparado aos n\u00edveis de 2005). Apesar disso, as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono (CO2) l\u00edquidas (descontadas as remo\u00e7\u00f5es) por mudan\u00e7as no uso e na cobertura da terra dobraram entre 2017 e 2022, segundo o Sistema de Estimativa de Emiss\u00e3o de Gases de Efeito Estufa (Seeg). Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o, o Brasil tem a meta de restaurar 12 milh\u00f5es de hectares de florestas nativas, o que corresponde a quase a \u00e1rea territorial de Portugal.<\/p>\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o de Henrique Almeida<\/em><\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<em>Saiba em primeira m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo. <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?ceid=BR:pt-419&amp;oc=3&amp;hl=pt-BR&amp;gl=BR\"><strong>Siga o Canal Rural no Google News<\/strong><\/a>.<\/em>\n<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/sustentabilidade\/brasil-precisa-expandir-politicas-ambientais-para-cop30-afirma-estudo\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sede da Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (COP30) em 2025 \u2013 a primeira a ser realizada na Amaz\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":646,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1],"tags":[],"class_list":["post-645","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/645"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=645"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/645\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":716,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/645\/revisions\/716"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/646"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=645"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=645"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=645"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}