{"id":6223,"date":"2024-12-07T08:30:40","date_gmt":"2024-12-07T12:30:40","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=6223"},"modified":"2024-12-07T08:30:40","modified_gmt":"2024-12-07T12:30:40","slug":"projeto-de-seguranca-alimentar-utiliza-as-950-mil-arvores-frutiferas-de-brasilia-como-base","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=6223","title":{"rendered":"Projeto de seguran\u00e7a alimentar utiliza as 950 mil \u00e1rvores frut\u00edferas de Bras\u00edlia como base"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>A cidade de <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/brasilia\/\">Bras\u00edlia<\/a> abriga um grande pomar a c\u00e9u aberto, com mais de 950 mil exemplares de \u00e1rvores frut\u00edferas de 35 esp\u00e9cies. <\/p>\n<p>A partir dessa diversidade, a estudante de Nutri\u00e7\u00e3o do Centro Universit\u00e1rio de Bras\u00edlia (Ceub) Camila Faeda buscou identificar tais recursos naturais como aliado no combate \u00e0 inseguran\u00e7a alimentar da popula\u00e7\u00e3o vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>O resultado da pesquisa foi surpreendente: com pr\u00e1ticas simples, como o aproveitamento integral de frutas, o Distrito Federal pode combater a inseguran\u00e7a alimentar e se tornar refer\u00eancia em nutri\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Nas superquadras da capital, \u00e9 poss\u00edvel colher, em diferentes \u00e9pocas do ano, frutas como abacate, acerola, a\u00e7a\u00ed, am\u00eandoa, amora, caj\u00e1-manga, caju, carambola, goiaba, graviola, jaboticaba, jambo, jamel\u00e3o, jaca, manga, n\u00easpera, pitanga, pitomba, rom\u00e3, tamarindo, uva-do-par\u00e1, ara\u00e7\u00e1, baru, cagaita, caj\u00e1, ing\u00e1, jatob\u00e1 e pequi. J\u00e1 no Parque da Cidade, podem ser encontradas esp\u00e9cies adicionais, como lim\u00e3o, jenipapo e oiti.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-aproveitamento-integral\">Aproveitamento integral<\/h2>\n<p>Focada no aproveitamento integral destes alimentos, com o uso de partes n\u00e3o convencionais, como cascas, Camila testou a aceita\u00e7\u00e3o e viabilidade do consumo de ingredientes sustent\u00e1veis e acess\u00edveis.<\/p>\n<p>\u201cAo incorporar ingredientes ricos em nutrientes, se evita a compra de produtos industrializados ou suplementos mais caros. Para fam\u00edlias vulner\u00e1veis, transformar res\u00edduos em refei\u00e7\u00f5es nutritivas \u00e9 uma estrat\u00e9gia para garantir alimentos acess\u00edveis e combater o desperd\u00edcio\u201d, destaca.<\/p>\n<p>A partir da an\u00e1lise de literatura e experi\u00eancia sensorial com uma das frutas presentes nos locais p\u00fablicos da cidade, a escolha da manga se deu pela abund\u00e2ncia em Bras\u00edlia e pelo alto valor nutricional e versatilidade em receitas culin\u00e1rias.<\/p>\n<p>\u201cAs mangueiras espalhadas pela capital fornecem um recurso alimentar riqu\u00edssimo, mas que muitas vezes \u00e9 subutilizado\u201d, alerta Camila.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a escolha do fruto, foi desenvolvida uma receita de bolo de casca de manga para a experi\u00eancia sensorial de degusta\u00e7\u00e3o para volunt\u00e1rios adultos de 20 a 60 anos (veja abaixo).<\/p>\n<p>Essa etapa consistiu em desenvolver uma receita simples, facilitando a ado\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o de alimenta\u00e7\u00e3o mais saud\u00e1vel e sustent\u00e1vel para fam\u00edlias de diferentes contextos.<\/p>\n<p>Segundo Camila, a aceita\u00e7\u00e3o positiva do bolo de casca de manga sugere que tais pr\u00e1ticas n\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o vi\u00e1veis, mas podem ser bem recebidas pela comunidade e implementadas em pol\u00edticas p\u00fablicas no combate \u00e0 fome. <\/p>\n<p>\u201cCom pr\u00e1ticas simples, como o aproveitamento das cascas de manga, a regi\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 pode combater a inseguran\u00e7a alimentar, mas tamb\u00e9m se tornar refer\u00eancia em nutri\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel, inspirando outras regi\u00f5es a fazer o mesmo\u201d, frisa.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-frutas-no-combate-a-inseguranca-alimentar\">Frutas no combate \u00e0 inseguran\u00e7a alimentar<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"642\" alt=\"Manga\" class=\"wp-image-4040898\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Projeto-de-seguranca-alimentar-utiliza-as-950-mil-arvores-frutiferas.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"900\" height=\"642\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Projeto-de-seguranca-alimentar-utiliza-as-950-mil-arvores-frutiferas.jpg\" alt=\"Manga\" class=\"wp-image-4040898\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Foto: Marcelino Ribeiro <\/figcaption><\/figure>\n<p>Para expandir o impacto da pesquisa, Camila afirma ser essencial promover, por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas, oficinas culin\u00e1rias gratuitas, ensinando fam\u00edlias a usar partes n\u00e3o convencionais dos alimentos. <\/p>\n<p>\u201cProgramas escolares podem integrar o tema em atividades e merendas, sensibilizando as novas gera\u00e7\u00f5es. Campanhas educativas podem destacar os benef\u00edcios nutricionais e econ\u00f4micos dessas pr\u00e1ticas. J\u00e1 parcerias com supermercados e feiras livres podem oferecer alimentos que seriam descartados a pre\u00e7os acess\u00edveis\u201d, refor\u00e7a a pesquisadora.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Para Paloma Popov, orientadora do projeto e professora de Nutri\u00e7\u00e3o do CEUB, a metodologia utilizada \u00e9 adapt\u00e1vel a diferentes contextos urbanos, ou seja, em outras cidades com diversidade de esp\u00e9cies frut\u00edferas. <\/p>\n<p>\u201c\u00c9 importante identificar os alimentos mais comuns em cada regi\u00e3o. Por exemplo, onde a manga n\u00e3o \u00e9 comum, cascas de banana, sementes de ab\u00f3bora ou talos de vegetais podem ser alternativas\u201d, completa a orientadora.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-receita-bolo-de-casca-de-manga\">Receita bolo de casca de manga<\/h2>\n<p><strong>Ingredientes:<\/strong><\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Casca de manga: 250 g (1 unidade)<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Polpa de manga: 150 g (1 unidade)<\/li>\n<\/ul>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Farinha de trigo: 240 g (2 x\u00edcaras)<\/li>\n<li>A\u00e7\u00facar: 200 g (1 x\u00edcara)<\/li>\n<li>\u00d3leo vegetal: 120 mL (\u00bd x\u00edcara)<\/li>\n<li>Leite: 240 mL (1 x\u00edcara)<\/li>\n<li>Ovos: 100 g (2 unidades)<\/li>\n<li>Fermento em p\u00f3: 10 g (1 colher de sopa)<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Modo de preparo:<\/strong><\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Preaque\u00e7a o forno a 180\u00b0C e unte uma forma de bolo.<\/li>\n<li>No liquidificador, bata as cascas de manga com o leite e o \u00f3leo at\u00e9 obter uma mistura homog\u00eanea.<\/li>\n<li>Em uma tigela grande, misture a farinha de trigo e o a\u00e7\u00facar.<\/li>\n<li>Adicione a mistura seca \u00e0 polpa de manga e \u00e0s cascas batidas, mexendo bem at\u00e9 incorporar todos os ingredientes.<\/li>\n<li>Adicione os ovos \u00e0 mistura e mexa at\u00e9 obter uma massa lisa. Por \u00faltimo, acrescente o fermento em p\u00f3 e misture delicadamente.<\/li>\n<li>Despeje a massa na forma untada e leve ao forno por cerca de 35-40 minutos, ou at\u00e9 que um palito inserido no centro do bolo saia limpo.<\/li>\n<li>Deixe esfriar antes de desenformar e servir.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Rendimento: <\/strong>8 por\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><strong>Custo total:<\/strong> R$ 5,50<\/p>\n<p><strong>Custo por por\u00e7\u00e3o:<\/strong> R$ 0,69<\/p>\n<p><strong>Tempo do pr\u00e9-preparo:<\/strong> 10 minutos<\/p>\n<p><strong>Tempo de preparo: <\/strong>40 minutos<\/p>\n<p><em>*Sob supervis\u00e3o de Victor Faverin<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-de-seguranca-alimentar-utiliza-as-950-mil-arvores-frutiferas-de-brasilia-como-base\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cidade de Bras\u00edlia abriga um grande pomar a c\u00e9u aberto, com mais de 950 mil exemplares de \u00e1rvores frut\u00edferas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6224,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-6223","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6223"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6223"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6223\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6224"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6223"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6223"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6223"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}