{"id":6084,"date":"2024-12-04T22:31:57","date_gmt":"2024-12-05T02:31:57","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=6084"},"modified":"2024-12-04T22:31:57","modified_gmt":"2024-12-05T02:31:57","slug":"novos-boletins-destacam-avancos-no-manejo-e-genetica-do-cafe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=6084","title":{"rendered":"Novos boletins destacam avan\u00e7os no manejo e gen\u00e9tica do caf\u00e9"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">O Instituto Agron\u00f4mico (IAC-Apta), de Campinas, respons\u00e1vel por grande parte das tecnologias que sustentam a cafeicultura brasileira, desenvolve pacotes tecnol\u00f3gicos que incluem variedades e porta-enxertos de <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/cafe\/?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">caf\u00e9<\/a>, sistemas de manejo do cafeeiro, al\u00e9m de estudos sobre qualidade da bebida e nichos de mercado. Com o objetivo de transferir informa\u00e7\u00f5es atualizadas, o IAC elabora boletins e os disponibiliza ao setor. Com esse prop\u00f3sito, foram produzidas quatro novas publica\u00e7\u00f5es, uma sobre o porta-enxerto IAC Hercul\u00e2ndia, material in\u00e9dito que apresenta resist\u00eancia simult\u00e2nea a tr\u00eas esp\u00e9cies de nematoides do g\u00eanero Meloidogyne, e outras tr\u00eas sobre as mais recentes cultivares de caf\u00e9 Ar\u00e1bica lan\u00e7adas pela institui\u00e7\u00e3o: IAC 125 RN, IAC Obat\u00e3 4739 e IAC Catua\u00ed SH3. As publica\u00e7\u00f5es, dispon\u00edveis gratuitamente no <a href=\"https:\/\/www.iac.sp.gov.br\/publicacoes\/tipo.php?p=1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">link<\/a>, abordam as caracter\u00edsticas desses materiais e tamb\u00e9m aspectos relacionados ao processo de obten\u00e7\u00e3o, sementes, desempenho e fitossanidade.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">H\u00e1 um ano, o setor cafeeiro nacional conta com um novo porta-enxerto IAC Hercul\u00e2ndia, considerado uma op\u00e7\u00e3o robusta no enfrentamento de parasitas em solos infestados por m\u00faltiplas esp\u00e9cies desses vermes microsc\u00f3picos e abundantes. O porta-enxerto IAC Hercul\u00e2ndia apresenta alto n\u00edvel de resist\u00eancia aos nematoides Meloidogyne exigua, M. incognita e M. paranaensis. Desenvolvido para a enxertia de cultivares suscet\u00edveis de caf\u00e9 Ar\u00e1bica, suas informa\u00e7\u00f5es est\u00e3o no Boletim T\u00e9cnico IAC 239.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cO porta-enxerto IAC Hercul\u00e2ncia proporciona resist\u00eancia total aos nematoides Meloidogyne exigua e Meloidogyne incognita com diversas cultivares de copa de Coffea arabica, como IAC Ouro Verde e Catua\u00ed Vermelho IAC 99, IAC Catua\u00ed SH3, Obat\u00e3 IAC 1669-20, entre outras\u201d, ressalta o pesquisador do IAC, Oliveiro Guerreiro Filho.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cIAC Hercul\u00e2ncia \u00e9 uma cultivar sint\u00e9tica, que resultou de recombina\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas entre cinco clones de C. canephora, identificados como IAC WG, IAC FEBS, IAC PM, IAC LCCBF e IAC ARM\u201d, explica o cientista sobre a pesquisa que gerou esse material in\u00e9dito no Brasil e que representa um avan\u00e7o significativo no melhoramento do caf\u00e9, por trazer esta resist\u00eancia multiesp\u00e9cies.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O grande ineditismo do IAC Hercul\u00e2ndia reside na combina\u00e7\u00e3o de resist\u00eancia m\u00faltipla, em n\u00edvel bastante elevado, a tr\u00eas esp\u00e9cies diferentes de nematoides, uma caracter\u00edstica n\u00e3o presente em outros porta-enxertos dispon\u00edveis no mercado. \u201cEste avan\u00e7o permite que cafeicultores superem limita\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o causadas por esses parasitas, mantendo a sa\u00fade das plantas e garantindo melhores resultados em produtividade. Sua alta adaptabilidade e compatibilidade com as principais cultivares de copa o tornam uma escolha vers\u00e1til para diversas \u00e1reas do cultivo de caf\u00e9 no Brasil\u201d, ressalta Guerreiro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo o pesquisador, os quatro boletins trazem informa\u00e7\u00f5es relacionadas ao processo de sele\u00e7\u00e3o, ao desempenho agron\u00f4mico em condi\u00e7\u00f5es experimentais e \u00e0s caracter\u00edsticas diversas sobre cada uma das cultivares e porta-enxerto \u2013 todos registrados no Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os textos publicados anteriormente em peri\u00f3dico cient\u00edfico especializado divulgam o tema junto \u00e0 comunidade cient\u00edfica e acad\u00eamica, mas s\u00e3o de dif\u00edcil acesso para o setor produtivo. \u201cOs boletins t\u00e9cnicos disponibilizados gratuitamente buscam ampliar o p\u00fablico com uma linguagem acess\u00edvel para personagens relevantes do setor cafeeiro, como cafeicultores, viveiristas, produtores de sementes, t\u00e9cnicos e consultores, al\u00e9m de dar maior visibilidade \u00e0s tecnologias geradas pelo Instituto\u201d, diz o pesquisador do IAC, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>IAC 125 RN, excelente op\u00e7\u00e3o para o setor, est\u00e1 no Boletim T\u00e9cnico IAC 236<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Com resist\u00eancia \u00e0 ferrugem-do-cafeeiro e \u00e0s ra\u00e7as 1 e 2 do nematoide M. exigua, esta cultivar IAC 125 RN \u00e9 \u00f3tima op\u00e7\u00e3o para a cafeicultura nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cPor ser resistente a todas as ra\u00e7as de ferrugem encontradas no Brasil, IAC 125 RN reduz a necessidade de defensivos qu\u00edmicos e, consequentemente, os custos de produ\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, sua resist\u00eancia aos nematoides, especialmente M. exigua, que afetam severamente solos arenosos, \u00e9 uma vantagem econ\u00f4mica significativa em \u00e1reas de ocorr\u00eancia dos mesmos\u201d, explica Oliveiro Guerreiro Filho. Apesar da destacada resist\u00eancia \u00e0 ferrugem e aos nematoides, a cultivar \u00e9 suscet\u00edvel ao bicho-mineiro, \u00e0 broca-dos-frutos e \u00e0 cercosporiose.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Com altura reduzida e copa compacta, a IAC 125 RN apresenta ramifica\u00e7\u00e3o entre m\u00e9dia e alta, as folhas novas s\u00e3o verdes e os frutos s\u00e3o grandes e cor vermelho-escura, que amadurecem precocemente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Recomendada para o cultivo de caf\u00e9 Ar\u00e1bica em S\u00e3o Paulo e Minas Gerais, especialmente em regi\u00f5es irrigadas, a IAC 125 RN demonstrou maior produtividade em compara\u00e7\u00e3o ao Catua\u00ed Vermelho IAC 144, em condi\u00e7\u00f5es irrigadas ou n\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cEssa cultivar combina resist\u00eancia a pragas e doen\u00e7as com caracter\u00edsticas agron\u00f4micas e tecnol\u00f3gicas que a tornam uma escolha promissora para os cafeicultores, destacando-se como um marco no melhoramento gen\u00e9tico de Coffea arabica no Brasil\u201d, resume o cientista.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Caracter\u00edsticas inovadoras da IAC Obat\u00e3 4739 est\u00e3o no Boletim T\u00e9cnico IAC 237<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A cultivar IAC Obat\u00e3 4739 possibilita o cultivo sem o uso de fungicidas, reduzindo custos e impactos ambientais gra\u00e7as \u00e0 sua resist\u00eancia a v\u00e1rias ra\u00e7as de ferrugem-do-cafeeiro. Com esse perfil, atende \u00e0 busca pela alta produtividade, resist\u00eancia a doen\u00e7as e excepcional qualidade de bebida, al\u00e9m de colaborar com a sustentabilidade ambiental.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Sua adaptabilidade a diferentes altitudes e latitudes a torna vers\u00e1til para diversas regi\u00f5es cafeeiras, destacando-se em Minas Gerais e S\u00e3o Paulo. \u00c9 recomendada para regi\u00f5es com d\u00e9ficit h\u00eddrico moderado, preferencialmente em sistemas irrigados. \u201cEm \u00e1reas irrigadas, a produtividade \u00e9 elevada, com m\u00e9dia de 83,2 sacas de caf\u00e9 beneficiado por hectare, superando outras cultivares de refer\u00eancia\u201d, afirma Guerreiro.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Outras caracter\u00edsticas incluem: porte baixo, intern\u00f3dios curtos e copa compacta, perfil que facilita o manejo nas lavouras. Seus frutos amarelos t\u00eam amadurecimento m\u00e9dio a tardio e, em algumas regi\u00f5es, amadurecem mais tarde que o Catua\u00ed Amarelo IAC 62.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Pacote tecnol\u00f3gico in\u00e9dito trazido pela cultivar IAC Catua\u00ed SH3 est\u00e1 no Boletim T\u00e9cnico IAC 238<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A cultivar IAC Catua\u00ed SH3 reduz o uso de defensivos e traz a combina\u00e7\u00e3o equilibrada de resist\u00eancia \u00e0 ferrugem, toler\u00e2ncia \u00e0 seca e alta qualidade de bebida, perfil raro entre as cultivares de porte baixo. \u201cEssa inova\u00e7\u00e3o faz da IAC Catua\u00ed SH3 uma escolha estrat\u00e9gica para produtores que buscam sustentabilidade, efici\u00eancia agron\u00f4mica e qualidade\u201d, ressalta o pesquisador Oliveiro Guerreiro Filho.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A IAC Catua\u00ed permite maior densidade de plantio e facilita a colheita por ter baixa estatura, copa cil\u00edndrica e di\u00e2metro vari\u00e1vel. Com ciclo de matura\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1rio a tardio, assemelha-se ao Catua\u00ed Vermelho IAC 99.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Adapt\u00e1vel a diferentes regi\u00f5es, \u00e9 especialmente eficaz em \u00e1reas propensas \u00e0 incid\u00eancia de ferrugem e \u00e0 seca, como Mococa e Franca, no interior paulista, onde sua produtividade m\u00e9dia supera 39 sacas por hectare.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u201cA IAC Catua\u00ed SH3 apresenta vigor excepcional ap\u00f3s per\u00edodos de seca, com qualidade de bebida superior, alcan\u00e7ando 82 pontos na escala da Associa\u00e7\u00e3o Americana de Caf\u00e9s Especiais (SCAA), o que a torna apta para o mercado de caf\u00e9s especiais\u201d, comenta o pesquisador do IAC, da Ag\u00eancia Paulista de Tecnologia dos Agroneg\u00f3cios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/novos-boletins-destacam-avancos-no-manejo-e-genetica-do-cafe_497376.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Instituto Agron\u00f4mico (IAC-Apta), de Campinas, respons\u00e1vel por grande parte das tecnologias que sustentam a cafeicultura brasileira, desenvolve pacotes tecnol\u00f3gicos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6085,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-6084","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6084"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6084"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6084\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6085"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6084"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6084"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6084"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}