{"id":5831,"date":"2024-11-30T06:22:03","date_gmt":"2024-11-30T10:22:03","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=5831"},"modified":"2024-11-30T06:22:03","modified_gmt":"2024-11-30T10:22:03","slug":"clima-desafia-mas-producao-do-rs-mantem-qualidade-e-busca-expansao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=5831","title":{"rendered":"clima desafia, mas produ\u00e7\u00e3o do RS mant\u00e9m qualidade e busca expans\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>Pensar em azeite de oliva no Brasil era uma realidade inimagin\u00e1vel h\u00e1 poucos anos. A cultura tem grande destaque e tradi\u00e7\u00e3o em pa\u00edses como Espanha, Gr\u00e9cia e It\u00e1lia, e encontrou no clima tropical bons resultados. Os primeiros cultivos de olivais no Rio Grande do Sul \u2013 hoje o maior estado produtor, respons\u00e1vel por cerca de 70% do total \u2013 datam da d\u00e9cada de 1950.<\/p>\n<p>O embaixador Batista Luzardo plantou em Uruguaiana, na Fronteira Oeste, 72 mil plantas, sendo este por um per\u00edodo o maior olival do Brasil. Na \u00e9poca, a Secretaria da Agricultura ga\u00facha examinou em laborat\u00f3rio a azeitona e o azeite produzidos, verificando que n\u00e3o eram inferiores aos italianos. A partir de ent\u00e3o, a pasta passou a incentivar o plantio de olivas no estado. <\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" alt=\"\" class=\"wp-image-4078382\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/clima-desafia-mas-producao-do-RS-mantem-qualidade-e-busca.jpg\"\/><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/clima-desafia-mas-producao-do-RS-mantem-qualidade-e-busca.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4078382\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Motion Array<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Mas foi s\u00f3 em 2005 que o espa\u00e7o de pesquisa foi ampliado. A Embrapa Clima Temperado implantou 25 unidades experimentais de observa\u00e7\u00e3o; cada uma era composta por tr\u00eas \u00e1rvores de 30 cultivares, totalizando 90 plantas. No projeto, tamb\u00e9m foi realizado o zoneamento clim\u00e1tico para a cultura no Rio Grande do Sul, assim como a implanta\u00e7\u00e3o de um banco de germoplasma com 56 cultivares definidas e dez acessos n\u00e3o definidos, al\u00e9m de identificar e monitorar as principais pragas e doen\u00e7as que atacam a cultura.<\/p>\n<p>Os olivais come\u00e7aram a dar resultados. Nesses quase vinte anos de cultivo, novas \u00e1reas e regi\u00f5es ganharam pomares. De acordo com a Radiografia da Agropecu\u00e1ria Ga\u00facha, atualmente s\u00e3o 6,2 mil hectares plantados, sendo metade j\u00e1 em produ\u00e7\u00e3o. Na safra 23\/24 foram produzidos 193,1 mil litros de azeite. A extra\u00e7\u00e3o do azeite \u00e9 feita em 25 lagares espalhados pelas regi\u00f5es produtivas.<\/p>\n<p>As maiores planta\u00e7\u00f5es est\u00e3o nos munic\u00edpios de Encruzilhada do Sul, Pinheiro Machado, Cangu\u00e7u, Ca\u00e7apava do Sul, S\u00e3o Sep\u00e9, Cachoeira do Sul, Santana do Livramento, Bag\u00e9, S\u00e3o Gabriel, Viam\u00e3o e Sentinela do Sul. Desde 2019 uma lei estadual criou a \u201cRota das Oliveiras\u201d, englobando 40 munic\u00edpios, e busca fomentar e promover o cultivo dos olivais. Como entraves ainda est\u00e3o o alto custo inicial do investimento e o tempo para come\u00e7ar a produzir, em m\u00e9dia a partir do quinto ano.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-clima-desafia-safra\">Clima desafia safra<\/h2>\n<p>O recorde de produ\u00e7\u00e3o de azeites ga\u00fachos ocorreu no ciclo 2022\/23, quando foram extra\u00eddos 580 mil litros. No ciclo passado, o estado teve redu\u00e7\u00e3o de 67% na produ\u00e7\u00e3o. A causa foi um ciclone que ocorreu em setembro, com elevad\u00edssimos volumes de chuvas, afetando a flora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para 2024\/25 h\u00e1 nova expectativa de baixa, em fun\u00e7\u00e3o das enchentes de maio e do clima chuvoso de setembro. <\/p>\n<p>A produtora Rosane Coradini Abdala, de Ca\u00e7apava do Sul (RS), destaca que \u00e9 necess\u00e1rio mais investimento em pesquisa para buscar variedades mais adaptadas aos problemas clim\u00e1ticos do estado. <\/p>\n<p>\u201cNo ano que vem j\u00e1 observamos que teremos safra baixa, aqu\u00e9m do que foram as anteriores. J\u00e1 buscamos junto \u00e0s entidades recursos para pesquisa para termos variedades mais adaptadas ao nosso clima. Em Portugal, por exemplo, s\u00e3o plantadas variedades de solo \u00e1cido, que \u00e9 o nosso caso aqui. Tamb\u00e9m tem variedades que convivem melhor com umidade, o que \u00e9 um problema nosso tamb\u00e9m\u201d, ressalta.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-festa-celebra-o-azeite\">Festa celebra o azeite<\/h2>\n<p>Neste fim de semana, a cidade de Ca\u00e7apava do Sul, na Campanha, uma das maiores produtoras de azeite do estado, recebe a 3\u00aa Festa do Azeite de Oliva. O evento come\u00e7ou na sexta-feira (29) e vai at\u00e9 o domingo (1\u00b0), no Largo Farroupilha.<\/p>\n<p>No local, h\u00e1 exposi\u00e7\u00e3o de azeites locais, artesanato e produtos da agricultura familiar t\u00edpicos do munic\u00edpio, um dos mais antigos do Rio Grande do Sul e considerado um Geoparque Mundial pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco).<\/p>\n<p>Segundo o Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), a cidade \u00e9 uma das que mais investe no oliviturismo, outro aspecto importante da cultura. Turistas podem conhecer olivais, vivenciar a colheita e se hospedar em pousadas que ficam nas propriedades. Neste ano o evento acontece mais tarde em fun\u00e7\u00e3o da calamidade que o estado viveu. <\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o poder\u00edamos deixar de realizar para n\u00e3o perder a identidade, esse fortalecimento dessa atividade. Mantemos firme nosso prop\u00f3sito de qualidade e Ca\u00e7apava do Sul \u00e9 um centro de divulga\u00e7\u00e3o e premia\u00e7\u00e3o. Com o turismo agregamos valor e j\u00e1 h\u00e1 interesse de expans\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de novas marcas\u201d, aponta o presidente da entidade, Renato Fernandes.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-qualidade-e-excelencia\">Qualidade e excel\u00eancia<\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"804\" alt=\"\" class=\"wp-image-4078380\"  data-lazy- src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/clima-desafia-mas-producao-do-RS-mantem-qualidade-e-busca.png\"\/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"804\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/clima-desafia-mas-producao-do-RS-mantem-qualidade-e-busca.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-4078380\"  \/><figcaption class=\"wp-element-caption\"><em>Foto: Abrazeite<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>S\u00e3o mais de 100 marcas de azeite de oliva existentes no territ\u00f3rio ga\u00facho. Dessas, pelo menos 11 se destacaram com premia\u00e7\u00f5es em concursos pelo mundo, por conta da qualidade dos produtos.<\/p>\n<p>Agora, entidades representativas do setor buscam esclarecer ao consumidor a diferen\u00e7a entre os azeites importados e os nacionais. O Ibraoliva trabalha para a retirada da palavra \u201cextravirgem\u201d dos r\u00f3tulos dos azeites importados. <\/p>\n<p>\u201cAcho que tivemos um ganho institucional. O governo reconheceu essa quest\u00e3o. S\u00e3o azeites virgens e n\u00e3o extravirgens, e temos muitas falsifica\u00e7\u00f5es (cerca de 80% do que entra). Nisso, este ano foi positivo. Mas vai entrar mais azeite importado no Brasil porque n\u00f3s produzimos cerca de 1,5% da demanda do nosso consumo interno e ainda teremos safra menor. Temos uma preocupa\u00e7\u00e3o com a qualidade do que vai chegar aqui\u201d, detalha a produtora Rosane.<\/p>\n<p>Desde 2021m a an\u00e1lise sensorial de azeites de oliva auxilia na constata\u00e7\u00e3o de fraudes. O painel funciona no Laborat\u00f3rio Federal de Defesa Agropecu\u00e1ria no Rio Grande do Sul (LFDA-RS) e tem o reconhecimento do Conselho Ole\u00edcola Internacional (COI). <\/p>\n<p>O painel sensorial \u00e9 formado por um grupo de pessoas treinadas regularmente para provar um azeite de oliva e identificar nele aromas e sabores. A a\u00e7\u00e3o \u00e9 complementar a an\u00e1lises laboratoriais f\u00edsico-qu\u00edmicas e \u00e9 fundamental para determinar se um azeite de fato \u00e9 extravirgem ou n\u00e3o.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/azeite-de-oliva-clima-desafia-mas-producao-do-rs-mantem-qualidade-e-busca-expansao\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pensar em azeite de oliva no Brasil era uma realidade inimagin\u00e1vel h\u00e1 poucos anos. 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