{"id":5077,"date":"2024-11-16T15:49:23","date_gmt":"2024-11-16T19:49:23","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=5077"},"modified":"2024-11-16T15:49:23","modified_gmt":"2024-11-16T19:49:23","slug":"cafe-raro-extraido-das-fezes-do-jacu-ultrapassa-os-r-30-mil-por-saca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=5077","title":{"rendered":"Caf\u00e9 raro extra\u00eddo das fezes do jacu ultrapassa os R$ 30 mil por saca"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/11\/Cafe-raro-extraido-das-fezes-do-jacu-ultrapassa-os-R.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Com uma plumagem preta e porte m\u00e9dio, a ave jacua\u00e7u, popularmente conhecida como jacu, nem sempre foi bem-vinda nas lavouras de caf\u00e9. <\/p>\n<p>Isso porque ela se alimenta dos gr\u00e3os maduros, atrapalhando o rendimento da colheita. No entanto, de amea\u00e7a, a ave tem se tornado uma aliada e respons\u00e1vel pela produ\u00e7\u00e3o de um dos caf\u00e9s mais caros do Brasil, o caf\u00e9 do jacu.<\/p>\n<p>No s\u00edtio Pico do Bon\u00e9, no munic\u00edpio de Araponga, em Minas Gerais, a presen\u00e7a do p\u00e1ssaro \u00e9 constante e motivo de satisfa\u00e7\u00e3o para a cafeicultora K\u00e1tia Belo Martins, pois sinaliza que j\u00e1 est\u00e1 na hora da colheita e tamb\u00e9m haver\u00e1 uma boa quantidade de gr\u00e3os do suave e ex\u00f3tico caf\u00e9 do jacu.<\/p>\n<p>Ela conta que a ave n\u00e3o era bem-vinda na propriedade, mas mudou de ideia ap\u00f3s conhecer a import\u00e2ncia do p\u00e1ssaro como dispersor de sementes, contribuindo para a regenera\u00e7\u00e3o florestal, e tamb\u00e9m sobre o alto valor dos gr\u00e3os que s\u00e3o retirados das fezes dele. <\/p>\n<p>\u201cAqui tem muito jacu e a gente viu que, ao inv\u00e9s de espantar e v\u00ea-lo como inimigo, decidimos transform\u00e1-lo em aliado\u201d, relata.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-cafe-do-jacu\"><strong>Caf\u00e9 do jacu<\/strong><\/h2>\n<p>A colheita dos gr\u00e3os do caf\u00e9 do jacu \u00e9 feita manualmente e de forma cuidadosa, afinal \u00e9 preciso procurar no ch\u00e3o onde est\u00e3o as fezes da ave. \u00c9 dessas fezes, parecidas com o tradicional doce \u201cp\u00e9 de moleque\u201d, que se retiram os valiosos gr\u00e3os de caf\u00e9. <\/p>\n<p>Assim, todas as tardes, K\u00e1tia conta com a ajuda da m\u00e3e, da irm\u00e3 ou do namorado para recolher os excrementos da ave.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Ap\u00f3s recolhidas, as fezes passam por um processo de secagem para a retirada dos gr\u00e3os de caf\u00e9, que em seguida s\u00e3o higienizados, secados, torrados, mo\u00eddos e embalados.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-exotico-e-caro\">Ex\u00f3tico e caro<\/h2>\n<p>Al\u00e9m de ser retirado das fezes de um p\u00e1ssaro, h\u00e1 outras caracter\u00edsticas que fazem com que esse caf\u00e9 seja considerado ex\u00f3tico e tenha alto valor agregado. O extensionista da <a href=\"https:\/\/www.emater.mg.gov.br\/\">Emater-MG<\/a> Regivaldo Moreira Dias, explica que entre os fatores est\u00e3o a qualidade dos gr\u00e3os que o p\u00e1ssaro se alimenta, o processo de fermenta\u00e7\u00e3o, a dificuldade de colheita e a baixa produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Dias informa que o p\u00e1ssaro se alimenta dos melhores gr\u00e3os de caf\u00e9, garantindo uma boa qualidade final. Al\u00e9m disso, o processo de fermenta\u00e7\u00e3o j\u00e1 ocorre no animal. <\/p>\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cO sistema digestivo do jacu s\u00f3 vai processar a casca e a polpa do caf\u00e9, que \u00e9 a mucilagem. Ent\u00e3o o gr\u00e3o fica praticamente intacto, mas ele j\u00e1 passou por uma fermenta\u00e7\u00e3o natural que confere a esse gr\u00e3o caracter\u00edsticas sensoriais muito superiores ao caf\u00e9 comum\u201d, explica.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Segundo K\u00e1tia Martins, a colheita exige um olhar atento e a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 pequena, mas todo esfor\u00e7o vale a pena, pois a lista de espera para a compra do Pen\u00e9lope Majestosa (uma homenagem ao nome cient\u00edfico do jacu) \u00e9 grande. <\/p>\n<p>A comercializa\u00e7\u00e3o, por enquanto, \u00e9 feita apenas no pa\u00eds. O valor da saca (60kg) pode chegar a incr\u00edveis<strong> R$ 34 mil<\/strong> e o pacote de 150 gramas custa <strong>R$ 125.<\/strong><\/p>\n<p>O extensionista da Emater-MG ressalta a import\u00e2ncia do p\u00e1ssaro para o setor cafeeiro. \u201cO jacu n\u00e3o \u00e9 um vil\u00e3o. Na verdade, ele \u00e9 um aliado, pois n\u00e3o est\u00e1 comendo o caf\u00e9, mas sim processando e produzindo um produto de melhor qualidade\u201d, afirma.<\/p>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\"\/>\n<p><em>Saiba em primeira m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo. <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?ceid=BR:pt-419&amp;oc=3&amp;hl=pt-BR&amp;gl=BR\"><strong>Siga o Canal Rural no Google News<\/strong><\/a>.<\/em>\n\t<\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/cafe-raro-extraido-das-fezes-do-jacu-ultrapassa-os-r-30-mil-por-saca\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com uma plumagem preta e porte m\u00e9dio, a ave jacua\u00e7u, popularmente conhecida como jacu, nem sempre foi bem-vinda nas lavouras<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":5078,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-5077","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5077"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5077"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5077\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5078"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5077"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5077"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5077"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}