{"id":4218,"date":"2024-10-30T16:05:09","date_gmt":"2024-10-30T20:05:09","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=4218"},"modified":"2024-10-30T16:05:09","modified_gmt":"2024-10-30T20:05:09","slug":"setor-lacteo-preve-2025-positivo-mas-com-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=4218","title":{"rendered":"Setor l\u00e1cteo prev\u00ea 2025 positivo, mas com desafios"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">O setor l\u00e1cteo brasileiro projeta um 2025 positivo, mas com alguns desafios para a manuten\u00e7\u00e3o da rentabilidade da atividade no m\u00e9dio prazo. A proje\u00e7\u00e3o alicer\u00e7ada em estudos capitaneados pela Embrapa Gado de Leite foi debatida na manh\u00e3 desta ter\u00e7a-feira (29\/10) entre lideran\u00e7as do setor industrial e dos produtores ga\u00fachos durante reuni\u00e3o mensal do Conseleite, na sede do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do RS (Sindilat\/RS), em Porto Alegre (RS).\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em uma apresenta\u00e7\u00e3o densa e repleta de reflex\u00f5es que dialogam com a realidade do Rio Grande do Sul, o economista e pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Glauco Carvalho, alertou que a estabilidade dos pre\u00e7os do leite vem sendo mantida por um crescimento econ\u00f4mico projetado em 3% do PIB para 2024, sustentado pela expans\u00e3o do cr\u00e9dito, consumo das fam\u00edlias e gastos do governo. No entanto, um arrojo maior nos investimentos \u00e9 necess\u00e1rio para sustentar o desenvolvimento no longo prazo, alerta Carvalho. No setor l\u00e1cteo, h\u00e1 amea\u00e7as reais no horizonte, entre elas, est\u00e1 a falta de competitividade do leite brasileiro frente aos importados, que seguem ingressando no Brasil a taxas crescentes. A apresenta\u00e7\u00e3o do especialista foi viabilizada por meio de parceria entre o Conseleite, Sindilat\/RS e a Fecoagro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Com produ\u00e7\u00e3o estagnada, o mercado brasileiro torna-se um prato cheio para a produ\u00e7\u00e3o externa. De janeiro a setembro de 2024, a importa\u00e7\u00e3o de l\u00e1cteos cresceu 6%. Um cen\u00e1rio motivado apenas por quest\u00f5es de mercado uma vez que, enquanto o pre\u00e7o do leite em p\u00f3 no Brasil \u00e9 de R$ 27,87, o importado chega ao Brasil a R$ 20,28. \u201cA importa\u00e7\u00e3o tende a seguir elevada, pois o produto importado est\u00e1 mais competitivo. A medida do governo para limitar a importa\u00e7\u00e3o tirou o latic\u00ednio da jogada, mas as compras seguem via tradings e varejistas\u201d, disse citando tamb\u00e9m a abertura de um nicho de companhias que v\u00eam operando no porcionamento de produtos para redistribui\u00e7\u00e3o no mercado interno. \u201cO que preocupa \u00e9 que nossa produ\u00e7\u00e3o est\u00e1 perdendo participa\u00e7\u00e3o no abastecimento dom\u00e9stico\u201d, alertou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O segredo para o equil\u00edbrio est\u00e1 em tornar a produ\u00e7\u00e3o nacional mais competitiva, reduzindo custos de produ\u00e7\u00e3o. Um modelo que, segundo o presidente do Sindilat\/RS, Guiherme Portella, j\u00e1 foi exitoso ao fundamentar a expans\u00e3o do setor av\u00edcola brasileiro. \u201cCom base na redu\u00e7\u00e3o de custos por quilo, se conseguiu elevar o consumo interno, expandir produ\u00e7\u00e3o e, s\u00f3 ent\u00e3o, achar o caminho das exporta\u00e7\u00f5es\u201d, comparou. Segundo ele, a tend\u00eancia deve estar atrelada \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do produtor eficiente, independentemente do tamanho e produ\u00e7\u00e3o mensal.\u00a0&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Outra potencialidade indicada pelo pesquisador da Embrapa \u00e9 a explora\u00e7\u00e3o de nichos de maior valor agregado e que trabalhem o consumo dentro da fatia populacional que o Brasil disp\u00f5e hoje, com boa parte da popula\u00e7\u00e3o mais velha. Com o baixo crescimento demogr\u00e1fico e com a renda relativamente estagnada na \u00faltima d\u00e9cada, o caminho \u00e9 explorar potencialidade e funcionalidades, criando demandas em novas faixas de idade e renda. \u201cAqui temos o papel da inova\u00e7\u00e3o e a possibilidade de trabalhar itens diferentes para rendas diferentes. \u00c9 importante explorar nichos de mercado e inovar, para melhorar as vendas\u201d.\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo ele, a rentabilidade das opera\u00e7\u00f5es com produtos como leite UHT e queijo mu\u00e7arela vem reduzindo no tempo, sendo necess\u00e1rios importantes ganhos de efici\u00eancia na ind\u00fastria para manter rentabilidade, citando caracter\u00edsticas intr\u00ednsecas do mercado l\u00e1cteo que o colocam nessa situa\u00e7\u00e3o, como alta pulveriza\u00e7\u00e3o industrial, baixo poder de negocia\u00e7\u00e3o e achatamento de margens no setor.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Riscos do clima<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Glauco Carvalho apresentou dados que confirmam o impacto dos epis\u00f3dios clim\u00e1ticos na produ\u00e7\u00e3o brasileira. Segundo ele, as enchentes no Rio Grande do Sul promoveram um decl\u00ednio imediato de 750 mil litros\/dia na bacia leiteira ga\u00facha no m\u00eas de maio. O impacto foi continuado e, apesar do patamar de produ\u00e7\u00e3o ter se recuperado, verifica-se, no campo, uma dif\u00edcil retomada. O principal motivo \u00e9 a falta de comida abundante para acelerar a produ\u00e7\u00e3o das vacas, o que indica que a coleta a pleno s\u00f3 deve ocorrer em um novo ciclo de produ\u00e7\u00e3o de forragens.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os impactos clim\u00e1ticos na produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o se limitaram ao RS. De acordo com dados da Embrapa, no m\u00eas de setembro, houve aumentos de at\u00e9 3\u00b0C na temperatura em um cintur\u00e3o que cruza o Brasil de Sul e Norte. \u201cIsso teve muito impacto na produ\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos meses\u201d, salientou o especialista, sinalizando que a situa\u00e7\u00e3o deve se normalizar no pr\u00f3ximo trimestre com temperaturas e precipita\u00e7\u00f5es mais pr\u00f3ximas da m\u00e9dia hist\u00f3rica. \u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/setor-lacteo-preve-2025-positivo--mas-com-desafios_496305.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O setor l\u00e1cteo brasileiro projeta um 2025 positivo, mas com alguns desafios para a manuten\u00e7\u00e3o da rentabilidade da atividade no<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4219,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-4218","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4218"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4218"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4218\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4219"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4218"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4218"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4218"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}