{"id":4100,"date":"2024-10-28T18:09:30","date_gmt":"2024-10-28T22:09:30","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=4100"},"modified":"2024-10-28T18:09:30","modified_gmt":"2024-10-28T22:09:30","slug":"de-memorias-da-infancia-a-paixao-pelo-agro-a-produtora-da-soja-de-ms-que-honra-o-legado-familiar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=4100","title":{"rendered":"De mem\u00f3rias da inf\u00e2ncia \u00e0 paix\u00e3o pelo agro: a produtora da soja de MS que honra o legado familiar"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/De-memorias-da-infancia-a-paixao-pelo-agro-a-produtora.jpg\" \/><\/p>\n<div>\n<p>Natural de Tup\u00e3, no interior de S\u00e3o Paulo, Maira Cristina Britto Fernandes, de 57 anos, segue o legado deixado por seu pai na produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Hoje, como produtora de <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-soja-brasil\/\">soja <\/a>na regi\u00e3o de Rio Brilhante (MS), ela iniciou sua trajet\u00f3ria ap\u00f3s se formar em administra\u00e7\u00e3o de empresas e combinou sua paix\u00e3o pelo agroneg\u00f3cio com o desejo de adquirir conhecimento.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center\"><em>Confira na palma da m\u00e3o informa\u00e7\u00f5es quentes sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029Va9VnZxGk1FplZjiW43k\"><em>\u00a0<\/em><strong>siga o Canal Rural no WhatsApp<\/strong><\/a>!<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-memorias-a-tona\">Mem\u00f3rias \u00e0 tona <\/h2>\n<p>A paix\u00e3o de Maira pelo gr\u00e3o come\u00e7ou desde muito cedo. Durante as f\u00e9rias, ela ia para a fazenda de seu pai em Mato Grosso do Sul. \u201dMinhas mem\u00f3rias de inf\u00e2ncia s\u00e3o muito fortes aqui. Quando ele comprou a propriedade, eu tinha apenas nove anos. Eu adorava o bosque, que j\u00e1 era uma reserva legal, local onde tinha um riacho que eu descansava\u201d, diz.<\/p>\n<p>Em meio \u00e0s \u00e1rvores e \u00e0s \u00e1guas do riacho, Maira acompanhava seu pai nas fazendas, que inicialmente eram voltadas para a pecu\u00e1ria, com um pouco de cultivo de cana-de-a\u00e7\u00facar. \u201cVim para o Mato Grosso do Sul aos seis anos, quando tudo era fog\u00e3o a lenha, lamparina e luz a motor. Sempre gostei de explorar as matas e os pequenos rios, que eu chamava de \u2018minha florestinha\u2019, acompanhada por meus irm\u00e3os e primos\u201d, conta.<\/p>\n<p>De acordo com a sojicultora, seu pai sempre se preocupou com o meio ambiente e deixou um legado importante. \u201cN\u00f3s buscamos viver em harmonia com a natureza, com respeito ao solo e prote\u00e7\u00e3o dos mananciais, sempre com o apoio de nossos colaboradores\u201d, complementa. <\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-caminho-de-adaptacoes\">Caminho de adapta\u00e7\u00f5es <\/h2>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980, a separa\u00e7\u00e3o da empresa familiar trouxe mudan\u00e7as \u00e0 vida de Maira. Seu pai ficou com as terras em Mato Grosso do Sul, mas enfrentou dificuldades financeiras, o que o levou a arrendar parte da propriedade. Nesse per\u00edodo, seu irm\u00e3o mais velho, que decidiu n\u00e3o continuar os estudos, come\u00e7ou a trabalhar na fazenda, abrindo novos neg\u00f3cios, enquanto sua m\u00e3e assumiu a administra\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n<p>Por outro lado, Maira e seu irm\u00e3o mais novo focaram na educa\u00e7\u00e3o. Maira se mudou para S\u00e3o Paulo para ampliar seus conhecimentos, enquanto seu irm\u00e3o se formou em agronomia, em Dourados. <\/p>\n<\/div>\n<div>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-safra-atual\">Safra atual <\/h2>\n<p>A sojicultora destaca que a safra atual est\u00e1 com 80% das \u00e1reas plantadas e 60% das sementes germinadas, no entanto, enfrenta desafios, especialmente relacionados \u00e0 desseca\u00e7\u00e3o das plantas. Ela menciona que o problema vai al\u00e9m de quest\u00f5es espec\u00edficas da propriedade, o que reflete na inefici\u00eancia nos manejos adotados. Quanto \u00e0s pragas, a situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 controlada na maior parte das \u00e1reas, embora em regi\u00f5es mais \u00famidas tenha sido notado o surgimento de caramujos.<\/p>\n<p>Para lidar com as adversidades, os produtores da regi\u00e3o t\u00eam adotado um manejo cauteloso, com a rota\u00e7\u00e3o de culturas e gramas. Al\u00e9m disso, buscam diversificar as mol\u00e9culas e princ\u00edpios ativos nos fungicidas e inseticidas para evitar a resist\u00eancia. \u201cAlgumas \u00e1reas, como aquelas onde o ciclo da cana-de-a\u00e7\u00facar \u00e9 interrompido pela soja, apresentam uma infesta\u00e7\u00e3o maior de pragas, o que \u00e9 esperado\u201d, detalha Maira.<\/p>\n<p>Ela explica que, atualmente, foram realizadas coberturas com crotal\u00e1ria e braqui\u00e1ria na propriedade, e h\u00e1 expectativas de que essa mistura melhore a fertilidade do solo e, consequentemente, a produ\u00e7\u00e3o da pr\u00f3xima safra de soja. A equipe segue atenta e avalia os resultados ao longo da temporada, com o objetivo de garantir tanto a produtividade quanto a sa\u00fade do solo.<\/p>\n<h2 class=\"wp-block-heading\" id=\"h-tecnologias-e-estrategias\">Tecnologias e estrat\u00e9gias <\/h2>\n<p>Maira destaca a import\u00e2ncia da tecnologia no manejo agr\u00edcola: \u201dInvestimos em rota\u00e7\u00e3o de culturas, manejo da fertilidade do solo e controle de pragas. Nossas an\u00e1lises de solo est\u00e3o bem equilibradas, sem toxicidade de alum\u00ednio, gra\u00e7as \u00e0s corre\u00e7\u00f5es que realizamos anualmente.\u201d<\/p>\n<p>Ela ressalta que os mixes de sementes para cobertura, como a braqui\u00e1ria combinada com crotal\u00e1ria, t\u00eam mostrado resultados positivos na produ\u00e7\u00e3o de soja. \u201dO plantio do milho safrinha \u00e9 realizado com cobertura, a fim de garantir que o solo permane\u00e7a protegido, inibindo o crescimento de mato e mantendo a umidade do solo\u201d, conclui Maira.<\/p>\n<p>Embora o ano tenha sido marcado por um regime de chuvas tardias, a estrat\u00e9gia de irriga\u00e7\u00e3o em algumas \u00e1reas proporciona seguran\u00e7a adicional. Maira enfatiza que a equipe \u00e9 fundamental para o sucesso da produ\u00e7\u00e3o: \u201dPriorizamos a qualifica\u00e7\u00e3o dos trabalhadores e a aquisi\u00e7\u00e3o de equipamentos, pois s\u00e3o eles que fazem a diferen\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p>Ela conclui que o cuidado com a fertilidade do solo e a sustentabilidade das pr\u00e1ticas agr\u00edcolas s\u00e3o essenciais. \u201dDevolvemos ao solo o que ele utiliza, em um equil\u00edbrio que nos proporciona estabilidade na produ\u00e7\u00e3o, mesmo em anos secos. A gest\u00e3o adequada das coberturas e a prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandios s\u00e3o igualmente importantes para manter a sa\u00fade dos mananciais e das reservas naturais.\u201d<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/projeto-soja-brasil\/de-memorias-da-infancia-a-paixao-pelo-agro-a-produtora-da-soja-de-ms-que-honra-o-legado-familiar\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Natural de Tup\u00e3, no interior de S\u00e3o Paulo, Maira Cristina Britto Fernandes, de 57 anos, segue o legado deixado por<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":4101,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4100","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4100"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4100"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4100\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4101"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}