{"id":40207,"date":"2026-08-22T10:11:56","date_gmt":"2026-08-22T14:11:56","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=40207"},"modified":"2026-08-22T10:11:56","modified_gmt":"2026-08-22T14:11:56","slug":"pesquisadores-redescobrem-plantas-raras-em-minas-gerais-apos-decadas-sem-registros","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=40207","title":{"rendered":"Pesquisadores redescobrem plantas raras em Minas Gerais ap\u00f3s d\u00e9cadas sem registros"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Pesquisadores-redescobrem-plantas-raras-em-Minas-Gerais-apos-decadas-sem.png\" alt=\"\" \/><figcaption>Paepalanthus magalhaesii e a Coracoralina amoena<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um grupo de pesquisadores encontrou na regi\u00e3o do Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero, em Minas Gerais, esp\u00e9cies raras de plantas, antes consideradas extintas h\u00e1 mais de 30 anos. O local onde essas variedades foram encontradas \u00e9 uma \u00e1rea protegida e mantida pela Vale em parceria com o Projeto de Conserva\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies Raras e End\u00eamicas do Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero, que envolve universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/previsao-do-tempo\/\" title=\"Previs\u00e3o e informa\u00e7\u00f5es sobre previs\u00e3o do tempo\">previs\u00e3o do tempo<\/a>:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>\u00a0siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), La\u00eds Zeferino, contou que o projeto vai a campo nos locais onde esp\u00e9cies raras costumam ser encontradas, &#8220;Algumas plantas que a gente tinha na nossa lista de esp\u00e9cies-alvo n\u00e3o eram vistas h\u00e1 mais de 100 anos e eram consideradas potencialmente extintas (&#8230;) Mas fazendo esse trabalho de ir procurar por essas plantas, a gente acabou encontrando-as na natureza e redescobrindo-as novamente&#8221;, comentou a doutora em biologia vegetal.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esp\u00e9cies encontradas recentemente s\u00e3o t\u00edpicas da regi\u00e3o das serras de Minas Gerais e s\u00e3o conhecidas por suas flores que mant\u00eam a apar\u00eancia mesmo depois de secas, s\u00e3o elas: Paepalanthus magalhaesii e a Coracoralina amoena.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEssas plantas s\u00e3o espec\u00edficas do Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero, onde a gente tem aquela vegeta\u00e7\u00e3o em um solo ferruginoso, que \u00e9 aquela terra bem vermelha\u201d, completou La\u00eds.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A engenheira agr\u00f4noma, Patr\u00edcia Favoreto Renci, gerente de propaga\u00e7\u00e3o da Rede Propagar, confirma que essas plantas s\u00e3o end\u00eamicas, o que significa que s\u00e3o espec\u00edficas de uma determinada regi\u00e3o e t\u00eam grande import\u00e2ncia para a biodiversidade. \u201cS\u00e3o plantas que conseguem sobreviver em condi\u00e7\u00f5es de temperatura e de estresse relacionado a estresse h\u00eddrico e estresse t\u00e9rmico, condi\u00e7\u00f5es a que outras plantas n\u00e3o conseguiriam sobreviver\u201d, disse Patr\u00edcia.<\/p>\n<h2 id=\"h-especies-redescobertas\" class=\"wp-block-heading\">Esp\u00e9cies Redescobertas<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eentre as esp\u00e9cies encontradas, a Paepalanthus magalhaesii \u00e9 parecida com um min\u00fasculo pompom espalhado entre as rochas rente ao ch\u00e3o. A esp\u00e9cie foi localizada nas \u00e1reas protegidas de Capanema, Capivari I, Capivari II e Cata Branca, entre Itabirito, Rio Acima e Ouro Preto.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Coracoralina amoena, outra planta reencontrada, \u00e9 mais rara e vive em \u00e1reas de rochas, com solo fino, muito sol e pouca disponibilidade de \u00e1gua. Essa esp\u00e9cie chegou a ser apontada como desaparecida da natureza.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">La\u00eds refor\u00e7a o que essa pesquisa pode trazer no futuro, \u201cAcredito que trabalhos como esses v\u00e3o trazer outros registros que a gente ainda n\u00e3o conhece, n\u00e3o s\u00f3 de esp\u00e9cies que j\u00e1 eram conhecidas e que estavam h\u00e1 muito tempo sem serem vistas, mas tamb\u00e9m de esp\u00e9cies que a gente ainda n\u00e3o tem conhecimento, esp\u00e9cies que a gente considera como novas\u201d.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqLQgKIidDQklTRndnTWFoTUtFV05oYm1Gc2NuVnlZV3d1WTI5dExtSnlLQUFQAQ?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR:pt-419\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em> siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h2 id=\"h-da-coleta-a-pesquisa\" class=\"wp-block-heading\">Da coleta \u00e0 pesquisa<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O material coletado pelos pesquisadores foi enviado para o laborat\u00f3rio da Rede Propagar, local onde as amostras passar\u00e3o por um sequenciamento gen\u00e9tico, o que deve ampliar o conhecimento sobre essas variedades.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ana Cristina Amoroso, engenheira florestal e especialista em campo rupestre da Vale, explicou que os estudos v\u00e3o desde a gen\u00f4mica at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de mudas. \u201cA ideia \u00e9 a gente desenvolver m\u00e9todos de propagar essas plantas, j\u00e1 que a maioria delas tem pouqu\u00edssimo conhecimento gerado.\u201d<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da inten\u00e7\u00e3o de reintroduzir as plantas, alguns dos exemplares devem ser guardados e preservados em uma cole\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia, que poder\u00e1 ser utilizada em estudos futuros.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Patr\u00edcia Favoreto tamb\u00e9m destacou a import\u00e2ncia do projeto para manter a integridade dos locais preservados. Segundo ela, a principal proposta \u00e9 \u2018a conserva\u00e7\u00e3o do ecossistema e da biodiversidade desse local, &#8220;a conserva\u00e7\u00e3o do ecossistema e da biodiversidade desse local, principalmente em se tratando de um alto \u00edndice de mais de 30% de esp\u00e9cies que s\u00f3 ocorrem l\u00e1\u201d.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A engenheira tamb\u00e9m ressaltou a dificuldade de mensurar a relev\u00e2ncia desse estudo, \u201cIsso tem uma riqueza dif\u00edcil de mensurar por elas serem end\u00eamicas. Ent\u00e3o, a preserva\u00e7\u00e3o dessas plantas \u00e9 crucial para a integridade ecol\u00f3gica dessa regi\u00e3o, principalmente diante das press\u00f5es que ocorrem por atividades antropog\u00eanicas [provocadas por atividade humana] e tamb\u00e9m com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que est\u00e3o cada vez mais expressivas\u201d.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">*Sob supervis\u00e3o de Hildeberto Jr.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/diversos\/pesquisadores-redescobrem-plantas-raras-em-minas-gerais-apos-decadas-sem-registros\/\">Pesquisadores redescobrem plantas raras em Minas Gerais ap\u00f3s d\u00e9cadas sem registros<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/diversos\/pesquisadores-redescobrem-plantas-raras-em-minas-gerais-apos-decadas-sem-registros\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Paepalanthus magalhaesii e a Coracoralina amoena Um grupo de pesquisadores encontrou na regi\u00e3o do Quadril\u00e1tero Ferr\u00edfero, em Minas Gerais, esp\u00e9cies<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":40208,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-40207","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/40207"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=40207"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/40207\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/40208"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=40207"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=40207"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=40207"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}