{"id":39696,"date":"2026-08-16T22:42:32","date_gmt":"2026-08-17T02:42:32","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=39696"},"modified":"2026-08-16T22:42:32","modified_gmt":"2026-08-17T02:42:32","slug":"os-precos-mundiais-do-arroz-permanecem-firmes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=39696","title":{"rendered":"Os pre\u00e7os mundiais do arroz permanecem firmes"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Tend\u00eancias do mercado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Em julho, os pre\u00e7os mundiais do arroz registraram um ligeiro aumento de 1%, embora com diferen\u00e7as dependendo da origem. Os aumentos foram mais acentuados na \u00cdndia, no Paquist\u00e3o e no Vietn\u00e3. J\u00e1 os pre\u00e7os tailandeses ca\u00edram 4% devido \u00e0 baixa demanda, especialmente no Oriente M\u00e9dio, e \u00e0 desvaloriza\u00e7\u00e3o do bath. No entanto, os pre\u00e7os tailandeses continuam entre os mais altos do mercado, mas espera-se que caiam novamente nas pr\u00f3ximas semanas. Nos Estados Unidos, os pre\u00e7os de exporta\u00e7\u00e3o ca\u00edram ligeiramente em julho, mas apresentando tend\u00eancias altistas no in\u00edcio de agosto, antes da chegada da nova safra, que deve ser menor. Nos pa\u00edses do Mercosul, as tend\u00eancias foram mistas. Os pre\u00e7os uruguaios ca\u00edram ligeiramente, enquanto na Argentina e no Brasil se mantiveram mais firmes. No entanto, a tend\u00eancia geral dos pre\u00e7os internacionais \u00e9 para estabilidade. A produ\u00e7\u00e3o mundial de <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/arroz\/?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">arroz<\/a> pode diminuir 1,8% devido ao fen\u00f4meno clim\u00e1tico El Ni\u00f1o, mas a oferta mundial para exporta\u00e7\u00e3o continua sendo suficiente gra\u00e7as \u00e0s reservas abundantes, especialmente na \u00cdndia e na China. Em julho, o \u00edndice OSIRIZ\/InfoArroz (IPO) subiu 1,6 pontos, para 203,5 pontos (base 100 = janeiro de 2000), contra 191,9 pontos em junho. Em meados de agosto, o \u00edndice IPO mantinha-se relativamente firme em 206 pontos.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Produ\u00e7\u00e3o mundial <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo as \u00faltimas estimativas da FAO, a produ\u00e7\u00e3o mundial de arroz em 2025 teria aumentado 1,9%, atingindo um n\u00edvel recorde de 847 Mt (562,3 Mt base beneficiado), contra 831,4 Mt em 2024. Esse n\u00edvel hist\u00f3rico reflete as boas safras asi\u00e1ticas pelo terceiro ano consecutivo. Na \u00cdndia, a produ\u00e7\u00e3o aumentou 1,7%, apesar das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas contrastantes, assim como em Bangladesh e na Indon\u00e9sia, gra\u00e7as \u00e0 expans\u00e3o das \u00e1reas cultivadas. A produ\u00e7\u00e3o chinesa tamb\u00e9m se recuperou, mas apenas em 0,6%. Esses quatro pa\u00edses foram os principais impulsionadores do crescimento da produ\u00e7\u00e3o mundial. Por outro lado, na \u00c1frica Subsaariana, a produ\u00e7\u00e3o caiu em 2025, assim como nos Estados Unidos, onde a produ\u00e7\u00e3o diminuiu devido \u00e0s enchentes nas regi\u00f5es produtoras do sul. No Mercosul, a produ\u00e7\u00e3o registrou um aumento de 20%, especialmente no Brasil. As perspectivas para a safra 2026\/2027 apontam uma queda na produ\u00e7\u00e3o mundial de 1,8%, para 832,2 Mt. Essa queda seria causada pela seca prevista nas regi\u00f5es produtoras da \u00c1sia com o retorno do El Ni\u00f1o, mas tamb\u00e9m pelo aumento dos custos de produ\u00e7\u00e3o e por uma prov\u00e1vel redu\u00e7\u00e3o das \u00e1reas plantadas com arroz.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Com\u00e9rcio e estoques mundiais<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O com\u00e9rcio mundial de <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/arroz\/?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">arroz<\/a> em 2025 aumentou 1,6%, atingindo 61,1 Mt, contra 60,1 Mt em 2024. Esse aumento moderado deve-se \u00e0 contra\u00e7\u00e3o da demanda no Sudeste Asi\u00e1tico, especialmente na Indon\u00e9sia, que praticamente n\u00e3o participou do mercado de importa\u00e7\u00e3o em 2025, ao contr\u00e1rio do que ocorreu em 2024. Nas Filipinas, as importa\u00e7\u00f5es diminu\u00edram em 15%, ap\u00f3s o per\u00edodo de suspens\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es durante o \u00faltimo trimestre de 2025. Por outro lado, as importa\u00e7\u00f5es chinesas registraram um salto de 35%, estimuladas pelos baixos pre\u00e7os mundiais. No entanto, o com\u00e9rcio mundial em 2025 foi impulsionado principalmente pela demanda africana, o maior polo de importa\u00e7\u00e3o mundial, onde as compras externas de arroz aumentaram 15% em compara\u00e7\u00e3o com 2024. Em 2026, as \u00faltimas proje\u00e7\u00f5es indicam uma queda no com\u00e9rcio mundial de 2,1%, ou 59,8 Mt. Embora em decl\u00ednio, o comercio continua bastante significativo, impulsionado pela demanda da \u00c1frica Subsaariana e pela reativa\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es da Am\u00e9rica Central e do Caribe.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Os estoques mundiais de arroz, no final de 2025 registraram um aumento de 5,3%, atingindo 210,5 Mt, contra 199,8 Mt em 2024. As reservas chinesas aumentaram 1%, para 102 Mt. A China continua acumulando quase metade das reservas mundiais, o que equivale a 70% de seu consumo interno. Na \u00cdndia, as reservas voltaram a crescer 12% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior, gra\u00e7as a uma nova melhora na produ\u00e7\u00e3o. Os estoques dos principais pa\u00edses exportadores subiram para 70 Mt em 2025, o que representaria um ter\u00e7o dos estoques mundiais. Para 2026, as \u00faltimas estimativas indicam um novo aumento nos estoques mundiais de 4,6%, podendo atingir um novo recorde de 220,0 Mt, o equivalente a 40% do consumo mundial de arroz, ou seja, 4,8 meses de consumo mundial. Em contraste, as primeiras proje\u00e7\u00f5es para 2027 apontam para uma redu\u00e7\u00e3o de 2,7%, levando em conta a queda prevista na produ\u00e7\u00e3o mundial em 2026\/2027.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na \u00cdndia, os pre\u00e7os do arroz subiram 4%, estimulados pela forte demanda africana e pre\u00e7os que continuam sendo competitivos. No segmento de arroz n\u00e3o basmati, as exporta\u00e7\u00f5es indianas registraram um aumento de 10% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, enquanto as exporta\u00e7\u00f5es de arroz basmati teriam diminu\u00eddo 5% devido \u00e0s perturba\u00e7\u00f5es comerciais provocadas pelos conflitos nos pa\u00edses do Golfo. Nos primeiros seis meses do ano, as exporta\u00e7\u00f5es indianas est\u00e3o estimadas em 12,27 Mt, o que representa um aumento de 5% em rela\u00e7\u00e3o no ano passado na mesma \u00e9poca. Em julho, o arroz branco indiano 5% registrou uma m\u00e9dia de 359 $\/t FOB, contra 347 $ em junho. O arroz parboilizado tamb\u00e9m subiu para 356 $, contra 338 $ anteriormente.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na Tail\u00e2ndia, os pre\u00e7os ca\u00edram 4%, mas continuam entre os mais altos do mercado. As exporta\u00e7\u00f5es teriam diminu\u00eddo, especialmente para os pa\u00edses do Golfo, o que foi parcialmente compensado pelas vendas para a \u00c1frica Austral. Nos primeiros seis meses do ano, as exporta\u00e7\u00f5es tailandesas apresentam uma queda de 12% ao ano passado na mesma \u00e9poca. Em julho, o arroz tailand\u00eas 100%B foi cotado a 465 $, contra 478 $ em junho. O arroz parboilizado tamb\u00e9m caiu para 464 $, contra 470 $ anteriormente. O arroz quebrado A1 Super marcou 395 $, contra 413 $. Em meados de agosto, os pre\u00e7os tailandeses permaneciam est\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Vietn\u00e3, os pre\u00e7os de exporta\u00e7\u00e3o aumentaram 3% devido \u00e0 forte demanda dos pa\u00edses asi\u00e1ticos, que representam 80% das exporta\u00e7\u00f5es vietnamitas, entre os quais as Filipinas, que continuam sendo seu principal mercado, com quase 50% das vendas externas, o que representa um aumento de 15% em compara\u00e7\u00e3o ao ano passado na mesma \u00e9poca. Em julho, o arroz Viet 5% foi cotado a $ 424, contra $ 413 anteriormente. O Viet 25% marcou $ 388, contra $ 385. Em meados de agosto, os pre\u00e7os continuavam firmes.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Paquist\u00e3o, os pre\u00e7os do arroz voltaram a subir significativamente na faixa de 5%, devido a uma forte demanda externa, especialmente do Ir\u00e3 e das Filipinas, mas com uma oferta mais limitada. As exporta\u00e7\u00f5es paquistanesas apresentam um atraso de 10% em rela\u00e7\u00e3o ao ano passado na mesma \u00e9poca. Em julho, o Pak 5% foi cotado a 409 $, contra 389 $ em junho. Em meados de agosto, os pre\u00e7os permaneciam est\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na China, as importa\u00e7\u00f5es tendem a aumentar e podem atingir cerca de 4 Mt em 2026. A China busca se proteger de poss\u00edveis impactos do fen\u00f4meno El Ni\u00f1o, que poderia provocar inunda\u00e7\u00f5es ou situa\u00e7\u00f5es de seca, dependendo da regi\u00e3o. No entanto, por enquanto, as proje\u00e7\u00f5es de safra n\u00e3o indicam redu\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o chinesa de arroz.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Nos Estados Unidos, os pre\u00e7os do arroz ca\u00edram ligeiramente, em 0,4%, num mercado ativo gra\u00e7as aos estoques satisfat\u00f3rios. Em julho, as exporta\u00e7\u00f5es teriam atingido 277.000 t (base beneficiado), contra 273.000 t em junho, indicando um ligeiro aumento em compara\u00e7\u00e3o ao ano passado na mesma \u00e9poca. O M\u00e9xico \u00e9 atualmente o principal destino, com 21% das exporta\u00e7\u00f5es americanas, seguido pelo Jap\u00e3o (20%) e pelo Haiti (11%). Em julho, o pre\u00e7o indicativo do arroz Long Grain 2\/4 registrou uma m\u00e9dia de 535 $\/t, contra 537 $ em junho. Em meados de agosto, o pre\u00e7o tendia a se fortalecer, a $ 570. Na bolsa de Chicago, os pre\u00e7os futuros do arroz casca subiram 10%, para $ 302\/t, contra $ 274. Em meados de agosto, os pre\u00e7os futuros continuavam firmes em $ 310.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Mercosul, os pre\u00e7os de exporta\u00e7\u00e3o apresentaram tend\u00eancias contrastantes, dependendo da origem. Os pre\u00e7os argentinos e brasileiros subiram ligeiramente, enquanto os uruguaios registraram uma leve queda. O fen\u00f4meno clim\u00e1tico El Ni\u00f1o e a redu\u00e7\u00e3o nos rendimentos podem influenciar as decis\u00f5es de plantio para as safras 2027\/2028. No Brasil, o pre\u00e7o indicativo do arroz casca subiu 8%, para 251 $\/t, contra 231 $ em junho. Em meados de agosto, o pre\u00e7o do arroz casca continuava firme, em 277 $.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na \u00c1frica Subsaariana, as flutua\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os internos do arroz continuam moderadas gra\u00e7as ao abastecimento constante de arroz importado. No entanto, o custo dos insumos e os efeitos do aumento das temperaturas podem reduzir as safras 2026, o que afetar\u00e1 os pre\u00e7os do arroz local. Contudo, espera-se que o influxo de arroz importado da \u00c1sia limite os aumentos nos pre\u00e7os ao consumidor.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/os-precos-mundiais-do-arroz-permanecem-firmes_517829.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tend\u00eancias do mercado Em julho, os pre\u00e7os mundiais do arroz registraram um ligeiro aumento de 1%, embora com diferen\u00e7as dependendo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":29267,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-39696","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/39696"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=39696"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/39696\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/29267"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=39696"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=39696"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=39696"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}