{"id":39653,"date":"2026-08-15T16:56:10","date_gmt":"2026-08-15T20:56:10","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=39653"},"modified":"2026-08-15T16:56:10","modified_gmt":"2026-08-15T20:56:10","slug":"deriva-de-herbicidas-causa-prejuizos-de-r-210-milhoes-mostra-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=39653","title":{"rendered":"Deriva de herbicidas causa preju\u00edzos de R$ 210 milh\u00f5es, mostra pesquisa"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Justica-suspende-decisao-que-proibia-uso-do-herbicida-24-D-no.jpeg\" alt=\"Dicamba pulveriza\u00e7\u00e3o herbicida\" \/><figcaption>Foto: Franciele Dalmaso\/Aprosoja<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um levantamento in\u00e9dito realizado no Rio Grande do Sul dimensionou o impacto econ\u00f4mico da deriva de herbicidas utilizados principalmente em lavouras de gr\u00e3os sobre a produ\u00e7\u00e3o de uvas. Segundo o estudo, os preju\u00edzos provocados pelo problema ultrapassaram R$ 210 milh\u00f5es entre 2018 e 2025, considerando perdas de produ\u00e7\u00e3o, aumento dos custos de manejo e necessidade de renova\u00e7\u00e3o antecipada dos vinhedos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa foi realizada pelo Instituto de Gest\u00e3o, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado (ConceVitis-RS) e pela Funda\u00e7\u00e3o Empresa-Escola de Engenharia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O levantamento analisou mais de 400 ocorr\u00eancias de deriva registradas no estado, al\u00e9m de entrevistas realizadas em diferentes regi\u00f5es vitivin\u00edcolas e an\u00e1lises territoriais. Ao todo, foram identificados pelo menos 700 hectares de vinhedos afetados.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores alertam, por\u00e9m, que a \u00e1rea atingida pode ser ainda maior, j\u00e1 que o estudo considerou os registros oficiais dispon\u00edveis.<\/p>\n<h2 id=\"h-deriva-reduz-produtividade-e-antecipa-renovacao-de-vinhedos\" class=\"wp-block-heading\">Deriva reduz produtividade e antecipa renova\u00e7\u00e3o de vinhedos<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os impactos n\u00e3o se limitam \u00e0 perda imediata da produ\u00e7\u00e3o. Quando atingidas por herbicidas hormonais, as videiras apresentam sintomas caracter\u00edsticos, como deforma\u00e7\u00f5es nas folhas, al\u00e9m de redu\u00e7\u00e3o da produtividade.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O problema tamb\u00e9m pode comprometer os ciclos seguintes. Uma videira afetada pode apresentar menor vida \u00fatil, fazendo com que o produtor precise <strong>a<\/strong>ntecipar a renova\u00e7\u00e3o do vinhedo e, consequentemente, aumentar os investimentos na propriedade.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o estudo, caso o cen\u00e1rio persista, os preju\u00edzos podem ultrapassar R$ 150 milh\u00f5es em cinco anos, considerando os impactos sobre a atividade vitivin\u00edcola.<\/p>\n<h2 id=\"h-regioes-produtoras-sao-afetadas\" class=\"wp-block-heading\">Regi\u00f5es produtoras s\u00e3o afetadas<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foram identificados registros de deriva em importantes regi\u00f5es produtoras do Rio Grande do Sul, como Campanha Ga\u00facha, regi\u00e3o Central, Serra do Sudeste, Campos de Cima da Serra, Planalto e Miss\u00f5es. Tamb\u00e9m foram registrados casos, de forma mais pontual, na Serra Ga\u00facha.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o setor vitivin\u00edcola, o problema pode representar um obst\u00e1culo aos investimentos e \u00e0 expans\u00e3o da atividade no estado.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Representantes do setor ressaltam, no entanto, que a inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 impedir o cultivo de gr\u00e3os, mas buscar condi\u00e7\u00f5es para que as duas atividades possam coexistir sem que uma provoque preju\u00edzos \u00e0 outra.<\/p>\n<h2 id=\"h-herbicidas-hormonais-estao-no-centro-do-debate\" class=\"wp-block-heading\">Herbicidas hormonais est\u00e3o no centro do debate<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A deriva de herbicidas \u00e9 uma discuss\u00e3o antiga no Rio Grande do Sul. Entre os produtos envolvidos est\u00e1 o 2,4-D, herbicida hormonal utilizado no controle de plantas daninhas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O produto j\u00e1 esteve no centro de disputas judiciais envolvendo entidades dos setores de uva, vinho e ma\u00e7\u00e3. Segundo os produtores, a deriva pode provocar deforma\u00e7\u00f5es em folhas e flores e comprometer a produtividade das culturas atingidas.<\/p>\n<h2 id=\"h-treinamento-busca-reduzir-casos-de-deriva\" class=\"wp-block-heading\">Treinamento busca reduzir casos de deriva<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diante do problema, a Emater-RS desenvolveu o programa de treinamento Inspea-RS, voltado a agricultores e aplicadores de defensivos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">J\u00e1 foram realizados mais de 1 mil treinamentos, com cerca de 24 mil aplicadores capacitados. O objetivo \u00e9 melhorar a efici\u00eancia das aplica\u00e7\u00f5es, reduzir os casos de deriva e tamb\u00e9m evitar desperd\u00edcios de defensivos.<\/p>\n<h2 id=\"h-aplicacao-correta-pode-reduzir-risco-em-mais-de-40\" class=\"wp-block-heading\">Aplica\u00e7\u00e3o correta pode reduzir risco em mais de 40%<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as principais medidas para reduzir a deriva est\u00e1 a escolha adequada das pontas de pulveriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o engenheiro agr\u00f4nomo da Emater-RS, Wilder Dalpr\u00e1, no caso de herbicidas hormonais, a recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 utilizar pontas que produzam gotas grossas, muito grossas ou extremamente grossas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Somente a utiliza\u00e7\u00e3o de uma ponta adequada pode reduzir o risco de deriva em mais de 40%, segundo a orienta\u00e7\u00e3o apresentada na reportagem.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pontas que produzem gotas finas e muito finas, como as de jato cone, aumentam o potencial de deriva. Nesses equipamentos, aproximadamente 40% das gotas podem ser consideradas deriv\u00e1veis. Com pontas que produzem gotas muito grossas ou extremamente grossas, esse percentual pode cair para uma faixa de 3% a 7%.<\/p>\n<h2 id=\"h-condicoes-climaticas-tambem-sao-decisivas\" class=\"wp-block-heading\">Condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas tamb\u00e9m s\u00e3o decisivas<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da regulagem dos equipamentos, as condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas no momento da aplica\u00e7\u00e3o s\u00e3o fundamentais.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar aplica\u00e7\u00f5es com temperaturas excessivamente altas e observar a velocidade do vento. Segundo a Emater-RS, o vento deve ficar entre 3 km\/h e 10 km\/h.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m \u00e9 necess\u00e1rio considerar a umidade relativa do ar, que n\u00e3o deve ficar abaixo de 55% durante a aplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A ado\u00e7\u00e3o dessas medidas, equipamentos adequados, regulagem e calibra\u00e7\u00e3o corretas e respeito \u00e0s condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas pode contribuir para reduzir a deriva e tornar a aplica\u00e7\u00e3o de herbicidas mais eficiente e sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/deriva-de-herbicidas-causa-prejuizos-de-r-210-milhoes-mostra-pesquisa\/\">Deriva de herbicidas causa preju\u00edzos de R$ 210 milh\u00f5es, mostra pesquisa<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/deriva-de-herbicidas-causa-prejuizos-de-r-210-milhoes-mostra-pesquisa\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Franciele Dalmaso\/Aprosoja Um levantamento in\u00e9dito realizado no Rio Grande do Sul dimensionou o impacto econ\u00f4mico da deriva de herbicidas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":39654,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39653","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/39653"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=39653"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/39653\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/39654"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=39653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=39653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=39653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}