{"id":39648,"date":"2026-08-15T14:27:12","date_gmt":"2026-08-15T18:27:12","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=39648"},"modified":"2026-08-15T14:27:12","modified_gmt":"2026-08-15T18:27:12","slug":"unesp-mapeia-genoma-de-peixe-brasileiro-e-abre-caminho-para-avanco-da-aquicultura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=39648","title":{"rendered":"Unesp mapeia genoma de peixe brasileiro e abre caminho para avan\u00e7o da aquicultura"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/Unesp-mapeia-genoma-de-peixe-brasileiro-e-abre-caminho-para.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Foto: Jornal da Unesp<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) est\u00e3o desenvolvendo um mapeamento in\u00e9dito do genoma de uma esp\u00e9cie de peixe brasileira. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que atrav\u00e9s dessa pesquisa o entendimento sobre essa variedade aumente e no futuro permita melhorar geneticamente, crescendo a resist\u00eancia a doen\u00e7as, toler\u00e2ncia ao calor e principalmente a produtividade.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na China, pa\u00eds conhecido por ser o principal produtor de peixes para consumo no mundo, quantidades em 2023 chegaram a mais de 55 milh\u00f5es de toneladas pela aquicultura. Para se ter uma id\u00e9ia, o Brasil na mesma \u00e9poca produziu cerca de 792 mil toneladas, o que equivale a 1,44% do volume chin\u00eas. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O interessante em rela\u00e7\u00e3o a esses n\u00fameros \u00e9 a demanda chinesa, visto que 8% das esp\u00e9cies consumidas internamente n\u00e3o s\u00e3o nativas da regi\u00e3o asi\u00e1tica. Alguns exemplos s\u00e3o o salm\u00e3o, a truta, a til\u00e1pia e a pirapitinga, esp\u00e9cie na qual a Unesp tem estudado para melhora de genoma. N\u00e3o se sabe como a pirapitinga chegou na China em 1985, por\u00e9m a hip\u00f3tese \u00e9 que tenha sido criada em seu in\u00edcio apenas para psicultura ornamental.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil hoje tem uma biodiversidade enorme de peixes de \u00e1gua doce, por\u00e9m existem poucos estudos relacionados ao sequenciamento dessas esp\u00e9cies. Segundo a pesquisadora da Unesp, Ivana Felipe da Rosa, existem cerca de 10 genomas diferentes dispon\u00edveis, de origens brasileiras. Al\u00e9m disso, boa parte da produ\u00e7\u00e3o aqu\u00edcola, cerca de 65%, ainda \u00e9 formada por esp\u00e9cies n\u00e3o nativas. Um exemplo \u00e9 a til\u00e1pia, de origem africana.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar do grande n\u00famero, as informa\u00e7\u00f5es sobre gen\u00e9tica ainda n\u00e3o s\u00e3o suficientes para transform\u00e1-las em alternativas comerciais competitivas. A pesquisa pela universidade tem a inten\u00e7\u00e3o de auxiliar nesse sentido.<\/p>\n<h2 id=\"h-mas-o-que-e-o-mapeamento-de-genoma\" class=\"wp-block-heading\">Mas o que \u00e9 o mapeamento de genoma? <\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entenda o genoma como um manual de instru\u00e7\u00f5es do peixe. Nele \u00e9 encontrado toda informa\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica da esp\u00e9cie que determinam as caracter\u00edsticas do animal, por exemplo: crescimento, reprodu\u00e7\u00e3o, atributos f\u00edsicos, funcionamento de tecidos e \u00f3rg\u00e3os, etc.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO genoma serve como base para outros estudos. Ele abre portas para voc\u00ea compreender mais a fundo a localiza\u00e7\u00e3o dos genes, quais s\u00e3o as suas fun\u00e7\u00f5es e como esses genes podem atuar em determinados tecidos\u201d, comenta a bi\u00f3loga.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores da universidade estruturaram o &#8220;manual&#8221; dessa variedade em n\u00edvel cromoss\u00f4mico, com 99,8% de completude.<\/p>\n<h2 id=\"h-por-que-a-pirapitinga\" class=\"wp-block-heading\">Por que a pirapitinga?<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo \u00e9 da pesquisadora Ivana Felipe da Rosa, em parceria com outros pesquisadores da Academia Chinesa de Ci\u00eancias da Pesca teve in\u00edcio na China, onde a cientista realiza um p\u00f3s-doutorado na Universidade de Shandong. Ivana come\u00e7ou as pesquisas atrav\u00e9s de outra esp\u00e9cie brasileira, o pacu. Por\u00e9m a bolsa na universidade chinesa foi o que motivou a mudan\u00e7a para o pirapitinga, j\u00e1 que para ser mantido o planejamento era necess\u00e1rio um genoma de refer\u00eancia. Essa condi\u00e7\u00e3o despertou o interesse pela investiga\u00e7\u00e3o dessa esp\u00e9cie, por se tratar de uma variedade pr\u00f3xima do pacu que est\u00e1 dispon\u00edvel na China e \u00e9 relevante para a aquicultura.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A colabora\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses Brasil e China tamb\u00e9m mostra a diferen\u00e7a entre os dois pa\u00edses na aquicultura. Enquanto o Brasil tem uma grande biodiversidade de peixes, a China possui mais investimentos e estrutura tecnol\u00f3gica para pesquisas voltadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Diogo Teruo Hashimoto, especialista em gen\u00e9tica aplicada \u00e0 aquicultura da Unesp, a troca de conhecimento pode beneficiar os dois lados, inclusive com o uso de intelig\u00eancia artificial em programas de melhoramento gen\u00e9tico.<\/p>\n<h2 id=\"h-impacto-para-o-mercado-brasileiro\" class=\"wp-block-heading\">Impacto para o mercado brasileiro<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O mapeamento n\u00e3o aumenta a produ\u00e7\u00e3o da pirapitinga imediatamente, mas cria uma base para identificar genes ligados a caracter\u00edsticas como crescimento, resist\u00eancia a doen\u00e7as e toler\u00e2ncia ao calor.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com essas informa\u00e7\u00f5es, a esp\u00e9cie pode ser aprimorada geneticamente e se tornar mais produtiva e atrativa comercialmente. O conhecimento tamb\u00e9m pode ser aplicado a outras esp\u00e9cies nativas, ampliando as alternativas para a aquicultura brasileira.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do potencial econ\u00f4mico, o fortalecimento de esp\u00e9cies nativas pode reduzir a depend\u00eancia de peixes n\u00e3o nativos e diminuir riscos ambientais relacionados \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies nos ecossistemas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong><em>*Com informa\u00e7\u00f5es da reportagem de autoria de Carolina Fioratti para o Jornal da Unesp<\/em><\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>*Sob supervis\u00e3o de Hildeberto Jr.<\/em><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/diversos\/unesp-mapeia-genoma-de-peixe-brasileiro-e-abre-caminho-para-avanco-da-aquicultura\/\">Unesp mapeia genoma de peixe brasileiro e abre caminho para avan\u00e7o da aquicultura<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/diversos\/unesp-mapeia-genoma-de-peixe-brasileiro-e-abre-caminho-para-avanco-da-aquicultura\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Jornal da Unesp Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) est\u00e3o desenvolvendo um mapeamento in\u00e9dito do genoma de uma esp\u00e9cie<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":39649,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-39648","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/39648"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=39648"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/39648\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/39649"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=39648"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=39648"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=39648"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}