{"id":39559,"date":"2026-08-14T13:31:46","date_gmt":"2026-08-14T17:31:46","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=39559"},"modified":"2026-08-14T13:31:46","modified_gmt":"2026-08-14T17:31:46","slug":"producao-brasileira-cai-e-precos-podem-subir-ate-2027","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=39559","title":{"rendered":"produ\u00e7\u00e3o brasileira cai e pre\u00e7os podem subir at\u00e9 2027"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">A cota\u00e7\u00e3o do <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/trigo\/?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">trigo<\/a> reagiu em Chicago nesta semana, enquanto o mercado brasileiro se prepara para uma safra menor e um cen\u00e1rio de oferta mais apertado. Segundo dados divulgados pela Central Internacional de An\u00e1lises Econ\u00f4micas e de Estudos de Mercado Agropecu\u00e1rio (CEEMA), o primeiro m\u00eas cotado fechou a quinta-feira (13) em US$ 6,52 por bushel, contra US$ 6,31 uma semana antes.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ap\u00f3s recuar para US$ 6,30 por bushel em 11 de agosto, o cereal recuperou valor nos preg\u00f5es seguintes. O movimento ocorreu ap\u00f3s o relat\u00f3rio de oferta e demanda do USDA, divulgado em 12 de agosto, apontar redu\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o e nos estoques finais dos Estados Unidos para 2026\/27.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Oferta mundial de trigo recua<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo dados divulgados pela CEEMA, a produ\u00e7\u00e3o norte-americana de trigo foi estimada em 41,7 milh\u00f5es de toneladas, queda de 23% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Os estoques finais dos Estados Unidos foram projetados em 19,5 milh\u00f5es de toneladas, recuo de 22% sobre 2025\/26.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No mercado global, a produ\u00e7\u00e3o dever\u00e1 cair de 843,4 milh\u00f5es de toneladas no ano anterior para 819,3 milh\u00f5es de toneladas no novo ano comercial, redu\u00e7\u00e3o de 2,8%. Os estoques finais mundiais, entretanto, devem subir levemente, para 273,2 milh\u00f5es de toneladas. A produ\u00e7\u00e3o da Argentina foi mantida em 21 milh\u00f5es de toneladas, enquanto a estimativa para o Brasil foi reduzida para 6,1 milh\u00f5es de toneladas. Com esse cen\u00e1rio, o pre\u00e7o m\u00e9dio estimado ao produtor norte-americano subiu para US$ 6,20 por bushel no novo ano comercial, de acordo com dados divulgados pela CEEMA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Exporta\u00e7\u00f5es dos EUA ficam abaixo do ano passado<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na semana encerrada em 6 de agosto, os Estados Unidos exportaram 421 mil toneladas de trigo. O volume levou o acumulado do atual ano comercial, iniciado em 1\u00ba de junho, para 3,3 milh\u00f5es de toneladas. Segundo a CEEMA, o resultado est\u00e1 25% abaixo do registrado no mesmo per\u00edodo do ano anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A colheita do trigo de inverno norte-americano alcan\u00e7ava 91% da \u00e1rea em 9 de agosto, exatamente dentro da m\u00e9dia hist\u00f3rica. No trigo de primavera, 24% da \u00e1rea havia sido colhida na mesma data, acima dos 19% registrados normalmente para o per\u00edodo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>R\u00fassia e Ucr\u00e2nia reduzem perspectivas de exporta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">As exporta\u00e7\u00f5es russas de trigo em agosto tendem a ser as menores em quase uma d\u00e9cada, segundo dados divulgados pela CEEMA. A previs\u00e3o da Sovecon indica embarques entre 3 milh\u00f5es e 3,4 milh\u00f5es de toneladas, o menor volume para agosto desde 2016\/17. Os problemas de transporte no Mar Negro, agravados pelo recrudescimento da guerra entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, est\u00e3o entre os fatores apontados para a redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para todo o ano comercial 2026\/27, a previs\u00e3o de exporta\u00e7\u00f5es russas foi revisada para 44,5 milh\u00f5es de toneladas, de acordo com dados do Ikar citados pela CEEMA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A Ucr\u00e2nia tamb\u00e9m reduziu sua proje\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os para o ciclo julho-junho de 2026\/27. A estimativa passou para uma faixa entre 38 milh\u00f5es e 40 milh\u00f5es de toneladas, queda de at\u00e9 12% ante a proje\u00e7\u00e3o anterior. Segundo dados da Reuters citados pela CEEMA, a redu\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionada aos ataques ao centro portu\u00e1rio de Odessa, no sul do pa\u00eds.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Oferta brasileira de trigo preocupa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Brasil, os pre\u00e7os permanecem est\u00e1veis. No Rio Grande do Sul, as cota\u00e7\u00f5es est\u00e3o entre R$ 69 e R$ 70 por saca, enquanto no Paran\u00e1 permanecem em R$ 75. \u00c0s v\u00e9speras do in\u00edcio de uma nova colheita, por\u00e9m, o Paran\u00e1 est\u00e1 prestes a enfrentar um d\u00e9ficit de abastecimento de trigo de grandes propor\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo dados divulgados pela CEEMA, a produ\u00e7\u00e3o estadual est\u00e1 projetada em apenas 2,2 milh\u00f5es de toneladas, enquanto a moagem deve alcan\u00e7ar 3,85 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A diferen\u00e7a dever\u00e1 exigir importa\u00e7\u00f5es substanciais. O Paran\u00e1 responde por 30% da produ\u00e7\u00e3o nacional de farinha de trigo e os moinhos v\u00eam enfrentando margens apertadas diante da dificuldade de repassar a valoriza\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o ao pre\u00e7o da farinha. A produ\u00e7\u00e3o brasileira, inicialmente projetada em 7,2 milh\u00f5es de toneladas no in\u00edcio do ano, dever\u00e1 ficar entre 5,5 milh\u00f5es e 5,9 milh\u00f5es de toneladas. Com a redu\u00e7\u00e3o, o Brasil poder\u00e1 registrar a maior importa\u00e7\u00e3o de trigo de sua hist\u00f3ria no novo ano comercial, segundo dados divulgados pela CEEMA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Argentina \u00e9 alternativa, mas qualidade preocupa<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A Argentina continua sendo a origem mais competitiva para o trigo importado pelo Brasil, principalmente pela proximidade log\u00edstica e pela participa\u00e7\u00e3o no Mercosul. O pa\u00eds, entretanto, enfrenta problemas de qualidade no cereal. A safra atual, que abastece o mercado at\u00e9 novembro, apresenta baixo teor de prote\u00edna e de gl\u00faten \u00famido.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo dados divulgados pela CEEMA, o resultado est\u00e1 relacionado ao menor uso de fertilizantes nitrogenados nas lavouras argentinas, enquanto os mesmos insumos encareceram a produ\u00e7\u00e3o brasileira. A busca por trigo de maior qualidade em outras origens eleva os custos de importa\u00e7\u00e3o. O trigo norte-americano chega a custar cerca de R$ 300 a mais por tonelada em compara\u00e7\u00e3o com o argentino, conforme dados da Safras &amp; Mercado citados pela CEEMA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ainda de acordo com a an\u00e1lise, a menor safra dos Estados Unidos desde 1970 e o menor saldo export\u00e1vel desde 1960 contribuem para a press\u00e3o sobre os pre\u00e7os internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No Mar Negro, o recrudescimento dos conflitos entre R\u00fassia e Ucr\u00e2nia, incluindo ataques a navios cargueiros e graneleiros no Mar de Azov e no Mar Negro, tamb\u00e9m elevou fretes e seguros mar\u00edtimos. O Paraguai, tradicional fornecedor de trigo ao Paran\u00e1, tamb\u00e9m projeta redu\u00e7\u00e3o do saldo export\u00e1vel. O volume deve passar de 600 mil toneladas no ciclo anterior para, no m\u00e1ximo, 350 mil toneladas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Importa\u00e7\u00f5es brasileiras avan\u00e7am<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O c\u00e2mbio \u00e9 uma das poucas vari\u00e1veis que t\u00eam amenizado parcialmente o custo das importa\u00e7\u00f5es. Com o d\u00f3lar oscilando entre R$ 5 e R$ 5,20, o trigo negociado em moeda norte-americana fica mais barato em reais. No entanto, segundo dados divulgados pela CEEMA, a alta das cota\u00e7\u00f5es internacionais tem reduzido parte desse benef\u00edcio cambial.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">As importa\u00e7\u00f5es brasileiras de trigo e centeio alcan\u00e7aram 126,2 mil toneladas nos primeiros dias de agosto, crescimento m\u00e9dio de 7,7% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O pre\u00e7o m\u00e9dio obtido at\u00e9 agora em agosto ficou em US$ 241,40 por tonelada, contra US$ 231,80 no mesmo per\u00edodo de 2025, alta de 4,1%. A despesa m\u00e9dia di\u00e1ria com as compras externas chegou a US$ 6,09 milh\u00f5es, ante US$ 5,43 milh\u00f5es h\u00e1 um ano. O aumento foi de 12,2%, segundo dados da Secex citados pela CEEMA.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Clima adiciona risco \u00e0 nova safra<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O Sul do Brasil voltou a enfrentar problemas clim\u00e1ticos, com excesso de chuvas e granizo, al\u00e9m de calor e alta umidade. De acordo com a CEEMA, essas condi\u00e7\u00f5es reduzem o potencial produtivo do trigo e podem fazer com que a colheita final fique ainda abaixo das j\u00e1 reduzidas estimativas atuais. O cen\u00e1rio de oferta restrita em volume e qualidade tamb\u00e9m come\u00e7a a influenciar os pre\u00e7os internos. Com a necessidade de recompor estoques, compradores aumentam gradualmente as ofertas em busca de lotes de melhor qualidade, enquanto vendedores ainda t\u00eam disponibilidade limitada da safra 2025 e a colheita de 2026 est\u00e1 apenas come\u00e7ando.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Importa\u00e7\u00f5es podem definir pre\u00e7os do trigo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo dados divulgados pela CEEMA, a combina\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o nacional em queda, estoques restritos e riscos clim\u00e1ticos sobre a nova safra coloca a evolu\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es entre os principais indicadores a serem acompanhados nos pr\u00f3ximos meses. O comportamento das compras externas ser\u00e1 relevante para o abastecimento e para a forma\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os no mercado brasileiro. Nesse cen\u00e1rio, h\u00e1 potencial para que os pre\u00e7os pagos aos produtores aumentem mais no fim de 2026 e no in\u00edcio de 2027.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/trigo--producao-brasileira-cai-e-precos-podem-subir-ate-2027_517805.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cota\u00e7\u00e3o do trigo reagiu em Chicago nesta semana, enquanto o mercado brasileiro se prepara para uma safra menor e<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6507,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-39559","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/39559"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=39559"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/39559\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6507"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=39559"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=39559"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=39559"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}