{"id":38770,"date":"2026-08-05T16:23:07","date_gmt":"2026-08-05T20:23:07","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=38770"},"modified":"2026-08-05T16:23:07","modified_gmt":"2026-08-05T20:23:07","slug":"el-nino-pode-ampliar-reservas-de-agua-na-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=38770","title":{"rendered":"El Ni\u00f1o pode ampliar reservas de \u00e1gua na Argentina"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">A maior ocorr\u00eancia de neve na Cordilheira dos Andes durante anos de El Ni\u00f1o pode representar um refor\u00e7o importante na disponibilidade de \u00e1gua para \u00e1reas produtivas da Argentina, segundo an\u00e1lise divulgada pelo governo argentino. Especialistas do Instituto Nacional de Tecnolog\u00eda Agropecuaria afirmam que, al\u00e9m das chuvas associadas ao fen\u00f4meno clim\u00e1tico, o aumento da acumula\u00e7\u00e3o de neve pode favorecer a recarga de rios, aqu\u00edferos e reservat\u00f3rios estrat\u00e9gicos.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com o levantamento, h\u00e1 uma rela\u00e7\u00e3o entre os anos de El Ni\u00f1o e epis\u00f3dios de neve mais intensa, principalmente na regi\u00e3o montanhosa ao sul do Aconc\u00e1gua. O diretor do Centro de Pesquisa de Recursos Naturais (CIRN) do Instituto Nacional de Tecnolog\u00eda Agropecuaria, Pablo Mercuri, destacou que &#8220;durante este inverno, a caracter\u00edstica inicial do per\u00edodo de queda de neve \u00e9 que ela foi muito significativa em muitas \u00e1reas da cordilheira, incluindo prov\u00edncias ao norte de Mendoza, como San Juan, La Rioja e Catamarca, alcan\u00e7ando uma \u00f3tima acumula\u00e7\u00e3o de neve em regi\u00f5es que nos \u00faltimos anos t\u00eam sofrido com uma significativa crise h\u00eddrica&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Apesar dos impactos causados pelas tempestades de neve sobre a popula\u00e7\u00e3o e os sistemas de transporte, o pesquisador ressaltou que o aumento da cobertura de neve pode trazer benef\u00edcios ao abastecimento h\u00eddrico. Segundo o estudo, a maior acumula\u00e7\u00e3o favorece a recarga de rios, aqu\u00edferos e reservas estrat\u00e9gicas, ampliando a disponibilidade de \u00e1gua para regi\u00f5es onde esse recurso costuma limitar a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Mercuri lembrou que boa parte do territ\u00f3rio argentino depende do degelo para abastecimento de \u00e1gua. &#8220;Lembremos que grande parte da Argentina \u00e9 \u00e1rida ou semi\u00e1rida e depende do degelo&#8221;, afirmou. Para ele, esse cen\u00e1rio abre espa\u00e7o para estrat\u00e9gias de produ\u00e7\u00e3o adaptadas \u00e0 maior oferta h\u00eddrica. &#8220;\u00c9 tamb\u00e9m uma oportunidade, do ponto de vista agron\u00f3mico, para identificar estas parcelas e, simultaneamente, testar esquemas ou estrat\u00e9gias de produ\u00e7\u00e3o de alto rendimento&#8221;, observou.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O levantamento tamb\u00e9m destaca que os benef\u00edcios alcan\u00e7am sistemas agr\u00edcolas irrigados, onde a reposi\u00e7\u00e3o das reservas de \u00e1gua pode favorecer tanto a atividade produtiva quanto o abastecimento das comunidades rurais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O pesquisador Maximiliano Viale, do Instituto Argentino de Nivolog\u00eda, Glaciolog\u00eda y Ciencias Ambientales (IANIGLA), explicou que existe uma associa\u00e7\u00e3o entre El Ni\u00f1o e maior volume de neve na regi\u00e3o central dos Andes argentinos. &#8220;H\u00e1 evid\u00eancias na regi\u00e3o andina da Argentina central de que neva mais durante os anos de El Ni\u00f1o, nos invernos&#8221;, afirmou. No entanto, ponderou que &#8220;embora essa rela\u00e7\u00e3o prevale\u00e7a, ela n\u00e3o \u00e9 100% direta; por exemplo, durante o recente El Ni\u00f1o forte de 2015, n\u00e3o nevou tanto&#8221;. Segundo ele, estudos indicam que rios atmosf\u00e9ricos vindos do Oceano Pac\u00edfico t\u00eam sido respons\u00e1veis pelos epis\u00f3dios mais intensos de neve.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Viale observou que o comportamento do fen\u00f4meno varia conforme a localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. &#8220;O impacto do El Ni\u00f1o nos Andes patag\u00f4nicos do sul \u00e9 m\u00ednimo em compara\u00e7\u00e3o com sua intensidade na regi\u00e3o central&#8221;, destacou. Sobre o inverno atual, ele informou que &#8220;o evento de 15 a 19 de julho foi excepcional, com mais de 4 metros de neve na Cordilheira dos Andes, desde o norte de Mendoza at\u00e9 Catamarca&#8221;. Acrescentou ainda que, no norte de Mendoza, o volume acumulado at\u00e9 o fim de julho atingiu n\u00edveis compat\u00edveis com a m\u00e9dia hist\u00f3rica anual, situa\u00e7\u00e3o que n\u00e3o era registrada havia cerca de 15 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na faixa montanhosa entre San Juan e Catamarca, o pesquisador informou que &#8220;o acumulado de chuvas deste ano est\u00e1 acima do normal, com base em medi\u00e7\u00f5es feitas na esta\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica de La Serena, localizada no litoral chileno&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo o governo argentino, o El Ni\u00f1o \u00e9 um fen\u00f4meno oce\u00e2nico originado no Pac\u00edfico Equatorial que altera a circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica em escala global, modificando padr\u00f5es de temperatura e precipita\u00e7\u00e3o em diferentes regi\u00f5es do planeta.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Mercuri afirmou que os avan\u00e7os cient\u00edficos permitem identificar o fen\u00f4meno com maior anteced\u00eancia. &#8220;Gra\u00e7as aos avan\u00e7os da ci\u00eancia e dos modelos de previs\u00e3o da temperatura dos oceanos e mares, podemos confirmar cada vez mais cedo qual fen\u00f4meno oce\u00e2nico prevalecer\u00e1 nesses grandes oceanos que regulam o clima de todo o planeta, e assim anunci\u00e1-lo e prev\u00ea-lo com anteced\u00eancia&#8221;, declarou.<\/p>\n<p>O especialista ressaltou que, no Cone Sul, os anos de El Ni\u00f1o costumam ser marcados por chuvas normais ou acima da m\u00e9dia, especialmente na por\u00e7\u00e3o sudeste da regi\u00e3o. &#8220;Grandes regi\u00f5es do Cone Sul, e especialmente em nosso pa\u00eds, est\u00e3o sujeitas h\u00e1 anos ao El Ni\u00f1o, com chuvas normais a acima do normal e possibilidade de chuvas excessivas&#8221;, alertou.<\/p>\n<p>Mercuri explicou ainda que as precipita\u00e7\u00f5es durante o El Ni\u00f1o tendem a atingir \u00e1reas mais amplas. &#8220;Uma caracter\u00edstica dos anos de El Ni\u00f1o \u00e9 que as chuvas s\u00e3o regionais, cobrindo uma grande \u00e1rea geogr\u00e1fica e uma ampla extens\u00e3o territorial&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Ao analisar os efeitos do fen\u00f4meno, o pesquisador destacou que ele apresenta desafios e oportunidades. &#8220;Especialmente na Argentina, devemos mencionar que o El Ni\u00f1o tem dois lados&#8221;, disse. Segundo ele, \u00e9 necess\u00e1rio monitorar \u00e1reas vulner\u00e1veis ao excesso de chuvas, mas tamb\u00e9m aproveitar a maior disponibilidade h\u00eddrica para fortalecer os sistemas produtivos.&#13;\n<\/p>\n<p>&#8220;O outro lado do El Ni\u00f1o \u00e9 que, nesses anos, geralmente n\u00e3o temos limita\u00e7\u00f5es na disponibilidade de \u00e1gua para a produ\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou Mercuri. Ele acrescentou que essa condi\u00e7\u00e3o costuma favorecer o desempenho das lavouras. &#8220;Em muitas regi\u00f5es, em muitas parcelas, as colheitas t\u00eam sido muito boas&#8221;, indicou.<\/p>\n<p>A atualiza\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica mais recente do Instituto de Clima e \u00c1gua do Instituto Nacional de Tecnolog\u00eda Agropecuaria aponta aumento da probabilidade de chuvas dentro ou acima da m\u00e9dia nos pr\u00f3ximos meses em \u00e1reas da cordilheira central e sul do pa\u00eds. Para o in\u00edcio de agosto, a previs\u00e3o indica novos epis\u00f3dios de chuva e neve, alguns de forte intensidade. O governo recomenda acompanhar as previs\u00f5es meteorol\u00f3gicas de curto prazo, os alertas emitidos pelo Servicio Meteorol\u00f3gico Nacional e aproveitar os per\u00edodos de condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis para o planejamento das atividades agr\u00edcolas.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/mais-neve-nas-montanhas--o-beneficio-que-os-anos-de-el-nino-podem-trazer-na-argentina_517449.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A maior ocorr\u00eancia de neve na Cordilheira dos Andes durante anos de El Ni\u00f1o pode representar um refor\u00e7o importante na<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":20514,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-38770","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38770"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=38770"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38770\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/20514"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=38770"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=38770"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=38770"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}