{"id":38761,"date":"2026-08-05T14:39:42","date_gmt":"2026-08-05T18:39:42","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=38761"},"modified":"2026-08-05T14:39:42","modified_gmt":"2026-08-05T18:39:42","slug":"cardapio-forrageiro-orienta-escolha-de-plantas-resistentes-para-a-pecuaria-no-semiarido-baiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=38761","title":{"rendered":"\u2018Card\u00e1pio Forrageiro\u2019 orienta escolha de plantas resistentes para a pecu\u00e1ria no Semi\u00e1rido baiano"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/\u2018Cardapio-Forrageiro-orienta-escolha-de-plantas-resistentes-para-a-pecuaria.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>Foto: Daniel Fagundes\/Trilux<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Produzir <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/?s=carna+e+leite+\">carne e leite <\/a>no Semi\u00e1rido brasileiro \u00e9 um dos maiores desafios da pecu\u00e1ria nacional. Em grande parte da Bahia, do Nordeste e do Norte de Minas Gerais, produtores rurais convivem com per\u00edodos que podem chegar a nove meses sem chuva. A estiagem prolongada reduz a oferta de pastagens, eleva os custos com a alimenta\u00e7\u00e3o de bovinos, ovinos e caprinos e compromete a produtividade das propriedades. Nesse cen\u00e1rio, as forrageiras, plantas destinadas \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o dos rebanhos, tornam-se estrat\u00e9gicas para garantir alimento durante todo o ano. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para enfrentar esse desafio, o Sistema CNA, o Instituto CNA e o Senar lan\u00e7aram, em 2017, o Projeto Forrageiras para o Semi\u00e1rido. A iniciativa nasceu a partir de uma demanda do presidente da CNA, Jo\u00e3o Martins, diante da necessidade de recuperar \u00e1reas degradadas e aumentar a produtividade sem a abertura de novas \u00e1reas. Somente na Bahia, cerca de 14 milh\u00f5es de hectares apresentam algum grau de degrada\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ap\u00f3s quase dez anos de pesquisas, o Sistema CNA, o Instituto CNA e o Senar apresentaram os avan\u00e7os do Projeto Forrageiras para o Semi\u00e1rido durante o encerramento da segunda etapa do Rally de Forrageiras, em Baixa Grande (BA). <\/p>\n<p>O munic\u00edpio, que abriga uma das principais Unidades de Refer\u00eancia Tecnol\u00f3gica (URTs), recebeu cerca de mil participantes. Nessas \u00e1reas, as esp\u00e9cies forrageiras s\u00e3o testadas em condi\u00e7\u00f5es reais de produ\u00e7\u00e3o antes de serem recomendadas ao campo. A pr\u00f3xima etapa do Rally percorrer\u00e1 dez estados do Semi\u00e1rido para disseminar as tecnologias desenvolvidas ao longo da \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Atualmente, o projeto conta com 12 URTs distribu\u00eddas pelo Semi\u00e1rido brasileiro. Nelas, pesquisadores avaliaram diferentes combina\u00e7\u00f5es de capins, gram\u00edneas anuais, palma forrageira e outras esp\u00e9cies para identificar as alternativas mais adaptadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de clima, solo e regime de chuvas de cada regi\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Tamb\u00e9m durante o evento, o vice-presidente da CNA e presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado da Bahia (Faeb), Humberto Miranda, destacou o potencial do Semi\u00e1rido para a expans\u00e3o da pecu\u00e1ria. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ele, a difus\u00e3o de conhecimento, aliada \u00e0 assist\u00eancia t\u00e9cnica e \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, \u00e9 essencial para aumentar a produ\u00e7\u00e3o, gerar renda e empregos e estimular a sucess\u00e3o familiar no campo. &#8220;A regi\u00e3o semi\u00e1rida \u00e9 o futuro da pecu\u00e1ria brasileira, mas precisamos cada vez mais implantar conhecimento e inova\u00e7\u00e3o&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo dados apresentados durante o encontro, mais de 10 mil produtores foram atendidos diretamente pela iniciativa nos \u00faltimos dois anos. J\u00e1 a Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Gerencial (ATeG) do Sistema CNA\/Senar acumulava cerca de 500 mil produtores assistidos em todo o pa\u00eds.<\/p>\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Card\u00e1pio forrageiro<\/h3>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O principal resultado da pesquisa foi a cria\u00e7\u00e3o de um card\u00e1pio forrageiro, ferramenta que orienta os produtores sobre as esp\u00e9cies mais indicadas para cada realidade. Entre as recomenda\u00e7\u00f5es est\u00e3o diferentes variedades de palma forrageira, sorgo, milheto e capins adaptados, al\u00e9m do uso da silagem como estrat\u00e9gia para garantir alimento ao rebanho durante os per\u00edodos de seca.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a coordenadora do projeto, Alenilda Carvalho, a principal conclus\u00e3o das pesquisas \u00e9 que n\u00e3o existe uma \u00fanica forrageira capaz de atender todo o Semi\u00e1rido. &#8220;Cada regi\u00e3o precisa de uma combina\u00e7\u00e3o diferente de esp\u00e9cies, de acordo com o clima, o solo e a disponibilidade de \u00e1gua&#8221;, explica.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela destaca que as URTs permitiram validar as tecnologias em condi\u00e7\u00f5es reais antes de lev\u00e1-las aos produtores por meio da Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Gerencial (ATeG). &#8220;O manejo correto \u00e9 t\u00e3o importante quanto a escolha da forrageira. O objetivo \u00e9 reduzir custos e garantir alimento para o rebanho durante todo o ano&#8221;, afirma.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m da escolha das esp\u00e9cies, o projeto incentiva pr\u00e1ticas como produ\u00e7\u00e3o de silagem, rota\u00e7\u00e3o de pastagens, recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas, an\u00e1lise de solo e planejamento alimentar dos rebanhos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante a estiagem, quando os pastos perdem qualidade nutricional, os pesquisadores apontam tr\u00eas pilares para a alimenta\u00e7\u00e3o animal no Semi\u00e1rido: capim, palma forrageira e silagem.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A palma, considerada uma das principais alternativas para enfrentar a seca, exige investimento entre R$ 11 mil e R$ 13 mil por hectare. Em contrapartida, pode produzir cerca de 180 toneladas de mat\u00e9ria verde por hectare j\u00e1 no primeiro ano, garantindo elevada oferta de alimento aos animais.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Durante os dias de campo do Rally de Forrageiras, os participantes tamb\u00e9m t\u00eam acesso \u00e0 Carreta Agro pelo Brasil, iniciativa do Sistema CNA\/Senar que apresenta experi\u00eancias imersivas sobre a evolu\u00e7\u00e3o da agropecu\u00e1ria brasileira. A estrutura re\u00fane v\u00eddeos em formato imersivo, \u00f3culos de realidade virtual e um est\u00fadio de podcast para entrevistas realizadas durante os eventos.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/pecuaria\/cardapio-forrageiro-orienta-escolha-de-plantas-resistentes-para-a-pecuaria-no-semiarido-baiano\/\">&#8216;Card\u00e1pio Forrageiro&#8217; orienta escolha de plantas resistentes para a pecu\u00e1ria no Semi\u00e1rido baiano<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/pecuaria\/cardapio-forrageiro-orienta-escolha-de-plantas-resistentes-para-a-pecuaria-no-semiarido-baiano\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Daniel Fagundes\/Trilux Produzir carne e leite no Semi\u00e1rido brasileiro \u00e9 um dos maiores desafios da pecu\u00e1ria nacional. 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