{"id":38760,"date":"2026-08-05T14:26:59","date_gmt":"2026-08-05T18:26:59","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=38760"},"modified":"2026-08-05T14:26:59","modified_gmt":"2026-08-05T18:26:59","slug":"como-identificar-e-controlar-a-pinta-preta-no-algodao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=38760","title":{"rendered":"Como identificar e controlar a pinta-preta no algod\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\"><em>Doen\u00e7a favorecida pelo calor e pela umidade come\u00e7a, geralmente, nas folhas mais velhas e pode provocar desfolha, perda de produtividade e aumento dos custos de controle<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A presen\u00e7a de pequenas manchas escuras nas folhas mais velhas do algodoeiro pode ser o primeiro alerta para uma doen\u00e7a capaz de evoluir rapidamente em condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis. Associada principalmente a fungos do g\u00eanero *Alternaria*, a pinta-preta afeta a \u00e1rea foliar da planta e, quando identificada tardiamente, pode comprometer a forma\u00e7\u00e3o das ma\u00e7\u00e3s e o potencial produtivo da lavoura.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O risco \u00e9 maior em ambientes quentes e \u00famidos, comuns em importantes regi\u00f5es produtoras de <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/algodao\/?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">algod\u00e3o<\/a>. Per\u00edodos de chuva, orvalho intenso, alta umidade relativa e temperaturas elevadas favorecem a produ\u00e7\u00e3o e a dissemina\u00e7\u00e3o dos esporos do fungo. Lavouras com dossel fechado, alta densidade de plantas e pouca circula\u00e7\u00e3o de ar tamb\u00e9m permanecem molhadas por mais tempo. Essa condi\u00e7\u00e3o facilita a infec\u00e7\u00e3o e cria um ambiente favor\u00e1vel para que novos ciclos da doen\u00e7a ocorram durante o per\u00edodo chuvoso ou em \u00e1reas irrigadas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A pinta-preta tende a surgir mais cedo em propriedades com grande concentra\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o, rota\u00e7\u00e3o pouco diversificada e restos culturais mal manejados. Plantas volunt\u00e1rias, conhecidas como tigueras, tamb\u00e9m podem manter o fungo ativo entre uma safra e outra.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Sintomas come\u00e7am nas folhas mais velhas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A observa\u00e7\u00e3o dos ter\u00e7os inferior e m\u00e9dio das plantas \u00e9 uma das principais estrat\u00e9gias para detectar a doen\u00e7a em sua fase inicial. As primeiras les\u00f5es costumam aparecer nas folhas adultas e mais velhas, onde a umidade \u00e9 maior e a circula\u00e7\u00e3o de ar \u00e9 menor.\u00a0As manchas apresentam colora\u00e7\u00e3o marrom a marrom-escuro, podendo parecer quase negras. O formato varia de circular a irregular, geralmente com bordas bem delimitadas. Em alguns casos, o centro da les\u00e3o \u00e9 mais claro e pode surgir um halo ao redor da \u00e1rea afetada.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No in\u00edcio, as manchas medem poucos mil\u00edmetros. Com condi\u00e7\u00f5es favor\u00e1veis, aumentam de tamanho e se unem, formando \u00e1reas maiores de tecido morto. O centro da les\u00e3o torna-se seco e quebradi\u00e7o. Em est\u00e1gios avan\u00e7ados, a parte necrosada pode se desprender, deixando perfura\u00e7\u00f5es nas folhas. Os primeiros focos podem aparecer em \u00e1reas com baixa drenagem, maior umidade ou per\u00edodos prolongados de molhamento foliar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Diagn\u00f3stico evita decis\u00f5es equivocadas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Apesar das caracter\u00edsticas visuais, a pinta-preta pode ser confundida com outras doen\u00e7as foliares, defici\u00eancias nutricionais e danos provocados por defensivos. A fitotoxicidade costuma provocar queima mais irregular ou generalizada, muitas vezes associada a faixas de aplica\u00e7\u00e3o e sobreposi\u00e7\u00e3o de doses. J\u00e1 as defici\u00eancias nutricionais podem causar cloroses e necroses nas margens das folhas ou pr\u00f3ximas \u00e0s nervuras, sem o padr\u00e3o t\u00edpico de pequenas manchas escuras e delimitadas.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Por isso, o diagn\u00f3stico correto \u00e9 necess\u00e1rio antes de qualquer decis\u00e3o de manejo. Uma interven\u00e7\u00e3o baseada apenas na apar\u00eancia das folhas pode resultar em tratamento inadequado, aumento de custos e atraso no controle do problema verdadeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Quando houver d\u00favida, a orienta\u00e7\u00e3o apresentada no material \u00e9 coletar folhas em diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento dos sintomas. As amostras podem ser encaminhadas para an\u00e1lise laboratorial, quando esse recurso estiver dispon\u00edvel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Fotografias das partes superior e inferior das folhas tamb\u00e9m podem auxiliar a avalia\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica. O registro deve ser acompanhado pelo hist\u00f3rico da \u00e1rea, pelas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e pelas aplica\u00e7\u00f5es realizadas recentemente.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Desfolha reduz capacidade produtiva<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O principal impacto da pinta-preta \u00e9 a redu\u00e7\u00e3o da \u00e1rea foliar ativa. As folhas s\u00e3o respons\u00e1veis pela fotoss\u00edntese e pelo fornecimento de energia necess\u00e1rio ao crescimento da planta e ao enchimento das ma\u00e7\u00e3s. Quando as les\u00f5es aumentam e se unem, grandes partes da folha podem morrer. Em situa\u00e7\u00f5es severas, ocorre queda prematura, diminuindo o per\u00edodo em que a planta consegue sustentar suas estruturas reprodutivas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A redu\u00e7\u00e3o da fotoss\u00edntese pode resultar em ma\u00e7\u00e3s menores, capulhos com menor quantidade de fibras e queda de produtividade. Em fases cr\u00edticas de forma\u00e7\u00e3o e enchimento, a planta tamb\u00e9m pode abortar estruturas reprodutivas para manter seu equil\u00edbrio fisiol\u00f3gico. Al\u00e9m dos efeitos diretos, o enfraquecimento das plantas pode favorecer a instala\u00e7\u00e3o de outros pat\u00f3genos. O controle tardio ainda pode elevar o custo de produ\u00e7\u00e3o, porque exige interven\u00e7\u00f5es quando parte do potencial da lavoura j\u00e1 est\u00e1 comprometida.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A intensidade das perdas varia conforme a \u00e9poca de ocorr\u00eancia, a severidade da doen\u00e7a, as condi\u00e7\u00f5es ambientais e a cultivar utilizada. Ainda assim, lavouras acompanhadas desde o in\u00edcio tendem a apresentar maior estabilidade entre as safras.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Monitoramento orienta o momento de agir<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">N\u00e3o existe um \u00fanico limite de interven\u00e7\u00e3o aplic\u00e1vel a todas as lavouras. A decis\u00e3o depende da combina\u00e7\u00e3o entre monitoramento, avalia\u00e7\u00e3o de risco e condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas do sistema de produ\u00e7\u00e3o. As vistorias devem ganhar frequ\u00eancia a partir do fechamento das ruas e do in\u00edcio da forma\u00e7\u00e3o de ma\u00e7\u00e3s. A equipe precisa observar diferentes pontos do talh\u00e3o, incluindo bordaduras, \u00e1reas de baixa drenagem e locais com hist\u00f3rico da doen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O registro da porcentagem de plantas com sintomas e da intensidade das manchas permite acompanhar a evolu\u00e7\u00e3o. Esses dados devem ser relacionados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas recentes e previstas. Chuvas frequentes, orvalho intenso e alta umidade aumentam o risco de novas infec\u00e7\u00f5es. Plantas muito vigorosas, estandes elevados e doss\u00e9is fechados tamb\u00e9m exigem aten\u00e7\u00e3o, porque mant\u00eam as folhas \u00famidas por per\u00edodos mais longos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Talh\u00f5es com ocorr\u00eancias recorrentes precisam de monitoramento refor\u00e7ado. Nesses locais, a presen\u00e7a de restos culturais infectados pode elevar a quantidade inicial de in\u00f3culo. A estrat\u00e9gia deve evitar respostas apenas quando a doen\u00e7a j\u00e1 alcan\u00e7ou alta severidade. O objetivo \u00e9 identificar os primeiros focos e adotar medidas integradas antes da perda significativa de \u00e1rea foliar.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Manejo integrado reduz press\u00e3o da doen\u00e7a<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O controle da pinta-preta n\u00e3o depende de uma a\u00e7\u00e3o isolada. A combina\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas culturais, monitoramento e uso racional de fungicidas ajuda a reduzir as fontes do fungo e a limitar a velocidade de avan\u00e7o. A rota\u00e7\u00e3o com culturas n\u00e3o hospedeiras contribui para interromper o ciclo da doen\u00e7a. O manejo adequado dos restos do algodoeiro ap\u00f3s a colheita favorece a decomposi\u00e7\u00e3o e reduz a sobreviv\u00eancia do pat\u00f3geno.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A elimina\u00e7\u00e3o de plantas volunt\u00e1rias tamb\u00e9m \u00e9 importante, pois evita a forma\u00e7\u00e3o de uma ponte verde entre os ciclos produtivos. Outro cuidado \u00e9 ajustar a popula\u00e7\u00e3o de plantas e a aduba\u00e7\u00e3o para evitar crescimento excessivo e fechamento intenso do dossel. Em \u00e1reas irrigadas, a l\u00e2mina e a frequ\u00eancia da irriga\u00e7\u00e3o devem ser manejadas, quando tecnicamente poss\u00edvel, para diminuir o tempo de molhamento das folhas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O equil\u00edbrio nutricional tamb\u00e9m faz parte do manejo. Plantas bem nutridas, sem excessos ou defici\u00eancias importantes, apresentam melhores condi\u00e7\u00f5es para suportar n\u00edveis moderados de infec\u00e7\u00e3o. O controle de plantas daninhas pode melhorar a circula\u00e7\u00e3o de ar e reduzir a umidade dentro do dossel. J\u00e1 o manejo de pragas evita estresses adicionais que poderiam deixar o algodoeiro mais vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/como-identificar-e-controlar-a-pinta-preta-no-algodao_517450.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doen\u00e7a favorecida pelo calor e pela umidade come\u00e7a, geralmente, nas folhas mais velhas e pode provocar desfolha, perda de produtividade<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6557,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-38760","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38760"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=38760"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38760\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6557"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=38760"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=38760"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=38760"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}