{"id":38708,"date":"2026-08-04T22:44:47","date_gmt":"2026-08-05T02:44:47","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=38708"},"modified":"2026-08-04T22:44:47","modified_gmt":"2026-08-05T02:44:47","slug":"gargalos-nos-portos-ameacam-safra-recorde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=38708","title":{"rendered":"Gargalos nos portos amea\u00e7am safra recorde"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">O aumento do volume de gr\u00e3os destinado \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o coloca a infraestrutura portu\u00e1ria brasileira diante de um novo desafio: manter a efici\u00eancia operacional em meio ao avan\u00e7o da safra recorde. A proje\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) de que os embarques de soja ultrapassem 100 milh\u00f5es de toneladas em 2026 amplia a press\u00e3o sobre os terminais, que precisam acelerar o escoamento sem comprometer a qualidade da carga e a rentabilidade das opera\u00e7\u00f5es.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O cen\u00e1rio ganha ainda mais relev\u00e2ncia diante do descompasso entre produ\u00e7\u00e3o e capacidade de armazenagem. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) indicam uma produ\u00e7\u00e3o estimada de 342,7 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os, enquanto a capacidade est\u00e1tica nacional \u00e9 de 231,1 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Para Franklin Oliveira, l\u00edder do setor de ind\u00fastria e portos da AGI Brasil, a realidade exige opera\u00e7\u00f5es cada vez mais precisas. \u201cEssa realidade exige que os terminais portu\u00e1rios funcionem com precis\u00e3o industrial, evitando que o ac\u00famulo de carga resulte em perdas de qualidade ou travamentos log\u00edsticos\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo o especialista, um dos principais pontos de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o do blending, processo que mistura gr\u00e3os de diferentes qualidades para atender \u00e0s especifica\u00e7\u00f5es dos contratos internacionais. Conforme explica, a utiliza\u00e7\u00e3o de sistemas capazes de executar essa mistura em tempo real reduz perdas financeiras e melhora a efici\u00eancia operacional. \u201cUm dos maiores gaps financeiros nos portos \u00e9 a entrega de carga fora do padr\u00e3o contratual. A engenharia moderna permite misturar gr\u00e3os de diferentes qualidades diretamente nas correias transportadoras. Isso evita que o terminal entregue um produto superior ao exigido sem receber pr\u00eamio por isso, ou que sofra descontos por qualidade inferior\u201d, destaca.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Outro fator apontado \u00e9 a adapta\u00e7\u00e3o da infraestrutura ao crescimento da demanda por mat\u00e9rias-primas destinadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de combust\u00edvel sustent\u00e1vel de avia\u00e7\u00e3o (SAF). De acordo com Oliveira, os novos insumos apresentam caracter\u00edsticas f\u00edsicas distintas dos gr\u00e3os convencionais e exigem sistemas de movimenta\u00e7\u00e3o espec\u00edficos. \u201cA crescente demanda por mat\u00e9rias-primas para o combust\u00edvel sustent\u00e1vel de avia\u00e7\u00e3o (SAF) exige que os terminais lidem com subprodutos de diferentes densidades. Essa flexibilidade ser\u00e1 um fator competitivo nos pr\u00f3ximos anos. \u00c9 preciso desenvolver sistemas de transporte customizados que evitem entupimentos e garantam a mesma fluidez da <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/soja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">soja<\/a> para esses novos ativos energ\u00e9ticos\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A perman\u00eancia prolongada dos gr\u00e3os nos terminais durante per\u00edodos de filas de navios tamb\u00e9m representa um risco para a cadeia log\u00edstica. Segundo o executivo, tecnologias de controle ambiental nos silos ajudam a preservar o peso e a qualidade dos produtos. \u201cQuando o gr\u00e3o fica parado no porto devido a atrasos log\u00edsticos, ele perde peso por respira\u00e7\u00e3o e calor. A tecnologia de aera\u00e7\u00e3o e termometria digital em silos portu\u00e1rios mant\u00e9m o gr\u00e3o est\u00e1vel, garantindo que o volume despachado seja exatamente o mesmo que entrou, protegendo o ativo financeiro do cliente\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A efici\u00eancia energ\u00e9tica aparece como outro componente estrat\u00e9gico, j\u00e1 que os terminais operam de forma ininterrupta. Oliveira ressalta que solu\u00e7\u00f5es voltadas ao controle do consumo de energia podem reduzir custos e ampliar a vida \u00fatil dos equipamentos. \u201cA eletricidade \u00e9 um dos custos mais pesados dos terminais. O uso de inversores de frequ\u00eancia inteligentes nos equipamentos pode permitir que os motores operem conforme a demanda real de carga na correia. Isso reduz o pico de consumo e aumenta a vida \u00fatil dos componentes sob regime intenso\u201d, observa.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Al\u00e9m da opera\u00e7\u00e3o log\u00edstica, o especialista avalia que os silos passaram a desempenhar um papel importante na estrutura financeira do agroneg\u00f3cio, especialmente com o avan\u00e7o dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros). Segundo ele, a rastreabilidade dos estoques tornou-se um requisito para investidores. \u201cCom a entrada dos Fiagros no financiamento de ativos, o silo portu\u00e1rio passou a ser auditado como um banco. A automa\u00e7\u00e3o desses equipamentos com tecnologias como o BinManager\u00ae, oferece a rastreabilidade que investidores exigem para garantir o lastro das opera\u00e7\u00f5es financeiras\u201d, explica.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Oliveira, o investimento em tecnologias voltadas \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o e armazenagem tende a ganhar espa\u00e7o diante do crescimento das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras. \u201cE, para suportar esse ritmo, tecnologias como o HI Roller\u00ae consolidam-se como o padr\u00e3o do setor. Ao eliminar a emiss\u00e3o de poeira e reduzir as paradas para manuten\u00e7\u00e3o, o sistema garante que o terminal opere no limite da sua capacidade nominal, transformando a engenharia de precis\u00e3o na \u00faltima fronteira de rentabilidade para o agroneg\u00f3cio brasileiro\u201d, conclui.<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/gargalos-nos-portos-ameacam-safra-recorde_517462.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento do volume de gr\u00e3os destinado \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o coloca a infraestrutura portu\u00e1ria brasileira diante de um novo desafio: manter<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6503,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-38708","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38708"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=38708"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38708\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6503"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=38708"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=38708"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=38708"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}