{"id":38533,"date":"2026-08-03T11:37:28","date_gmt":"2026-08-03T15:37:28","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=38533"},"modified":"2026-08-03T11:37:28","modified_gmt":"2026-08-03T15:37:28","slug":"quando-o-preco-cai-na-roca-quanto-tempo-leva-para-chegar-ao-seu-prato","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=38533","title":{"rendered":"Quando o pre\u00e7o cai na ro\u00e7a, quanto tempo leva para chegar ao seu prato?"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Arroz-e-feijao-prato-feito.jpg\" alt=\"Arroz e feij\u00e3o - prato feito\" \/><figcaption>Foto: Licia Rubinstein\/Ag\u00eancia IBGE Not\u00edcias<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quem acompanha o mercado todos os dias acaba percebendo algumas coisas que passam despercebidas para quem est\u00e1 olhando somente o pre\u00e7o no supermercado. Uma delas sempre me chamou a aten\u00e7\u00e3o. Quando o pre\u00e7o de determinado alimento come\u00e7a a subir na origem, a transmiss\u00e3o dessa alta costuma ser bastante r\u00e1pida. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s vezes o produto nem subiu tanto ainda, mas a not\u00edcia de que poder\u00e1 faltar, de que a safra ser\u00e1 menor ou de que os pre\u00e7os est\u00e3o reagindo j\u00e1 come\u00e7a a percorrer a cadeia. O atacado reage, compradores se movimentam e pouco tempo depois o consumidor percebe a mudan\u00e7a na g\u00f4ndola.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e previs\u00e3o do tempo: <\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Agora fa\u00e7a o caminho contr\u00e1rio. Quando o pre\u00e7o cai na ro\u00e7a, principalmente quando cai bastante, essa velocidade parece ser outra. E n\u00e3o estou dizendo aqui que necessariamente algu\u00e9m est\u00e1 ganhando mais ou fazendo algo errado. Seria simplificar demais uma cadeia que envolve transporte, classifica\u00e7\u00e3o, embalagem, impostos, estoques comprados anteriormente, perdas, custo financeiro, distribui\u00e7\u00e3o e margem. Tudo isso existe e precisa ser levado em considera\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas existe uma pergunta que considero absolutamente justa e que n\u00f3s, consumidores, fazemos pouco:\u00a0se caiu na ro\u00e7a, quanto tempo demora para cair no supermercado?<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Eu acompanho isso muito de perto no Feij\u00e3o e talvez por isso essa quest\u00e3o tenha ficado ainda mais evidente para mim. H\u00e1 momentos em que o Feij\u00e3o perde R$ 50, R$ 80 ou at\u00e9 mais por saca em um per\u00edodo relativamente curto na origem. O produtor sabe. O comprador sabe. Quem acompanha o mercado sabe. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas ser\u00e1 que o consumidor percebe essa queda na mesma intensidade e, principalmente, em quanto tempo? \u00c9 justamente isso que precisamos come\u00e7ar a medir.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E n\u00e3o somente no Feij\u00e3o. Tamb\u00e9m Arroz, carne bovina, carne su\u00edna, frango, ovos, verduras e legumes. No fundo estamos falando daquilo que milh\u00f5es de brasileiros conhecem muito bem: o nosso prato feito. Imagine acompanhar quanto custa preparar praticamente o mesmo prato em Curitiba, S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte e Recife. N\u00e3o uma vez por ano. Toda semana. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quanto custa o arroz? Quanto custa o Feij\u00e3o? E a carne? O frango? O ovo? Na semana seguinte fazemos novamente a mesma conta e, em paralelo, acompanhamos o que est\u00e1 acontecendo no campo.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Com o passar do tempo teremos condi\u00e7\u00f5es de enxergar algo muito mais interessante do que simplesmente dizer que o alimento est\u00e1 caro ou barato. Poderemos come\u00e7ar a medir quanto tempo uma alta ou uma queda leva para sair da origem e chegar efetivamente ao consumidor. Isso pode nos trazer algumas surpresas. Pode inclusive mostrar que algumas percep\u00e7\u00f5es que temos hoje est\u00e3o erradas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez determinados alimentos transmitam rapidamente tanto a alta quanto a queda. Outros podem demorar semanas. Em alguns casos, o problema poder\u00e1 estar no estoque comprado anteriormente. Em outros, na log\u00edstica. E poder\u00e1 haver situa\u00e7\u00f5es em que simplesmente n\u00e3o encontraremos uma explica\u00e7\u00e3o t\u00e3o evidente. Mas teremos n\u00fameros para discutir. E isso \u00e9 muito melhor do que trabalhar com impress\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 ainda outro lado dessa hist\u00f3ria que considero importante. Muitas vezes o produtor v\u00ea seu produto cair fortemente de pre\u00e7o e, pouco depois, escuta algu\u00e9m dizer que aquele mesmo alimento continua caro no supermercado. Imagine a sensa\u00e7\u00e3o de quem est\u00e1 recebendo menos na ro\u00e7a e sendo apontado, ainda que indiretamente, como respons\u00e1vel pela comida cara. Precisamos conseguir enxergar melhor esse caminho.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hoje temos tecnologia e informa\u00e7\u00e3o para fazer isso. Os supermercados publicam suas ofertas, temos pre\u00e7os agr\u00edcolas sendo divulgados diariamente, dados oficiais de produ\u00e7\u00e3o, infla\u00e7\u00e3o, exporta\u00e7\u00e3o, abastecimento e clima. D\u00e1 para come\u00e7ar a juntar essas pontas. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por isso, estamos estudando criar um acompanhamento do custo do prato feito em algumas capitais brasileiras. Come\u00e7aremos pequeno e com cuidado. N\u00e3o quero apresentar uma verdade depois de duas ou tr\u00eas semanas de n\u00fameros. Mercado n\u00e3o funciona assim. Precisamos construir uma s\u00e9rie, observar, comparar e aprender com ela.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas tenho uma convic\u00e7\u00e3o: o consumidor precisa acompanhar mais de perto o pre\u00e7o daquilo que coloca no carrinho. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o somente quando sobe, mas principalmente quando cai. Porque talvez uma das perguntas mais interessantes sobre o pre\u00e7o dos alimentos n\u00e3o seja apenas quanto estamos pagando hoje. \u00c9 outra:\u00a0se j\u00e1 caiu l\u00e1 na ro\u00e7a, quando vai cair aqui no meu prato?<\/p>\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\">\n<figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"346\" height=\"278\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/O-que-e-comida-regenerativa-e-o-que-tem-a.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4103453 size-full\" \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>*<strong>Marcelo L\u00fcders<\/strong> \u00e9 presidente do Instituto Brasileiro do Feij\u00e3o e Pulses (Ibrafe), e atua na promo\u00e7\u00e3o do feij\u00e3o brasileiro no mercado interno e internacional<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O&nbsp;<strong>Canal Rural<\/strong>&nbsp;n\u00e3o se responsabiliza pelas opini\u00f5es e conceitos emitidos nos textos desta sess\u00e3o, sendo os conte\u00fados de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s normas de publica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/quando-o-preco-cai-na-roca-quanto-tempo-leva-para-chegar-ao-seu-prato\/\">Quando o pre\u00e7o cai na ro\u00e7a, quanto tempo leva para chegar ao seu prato?<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/quando-o-preco-cai-na-roca-quanto-tempo-leva-para-chegar-ao-seu-prato\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Licia Rubinstein\/Ag\u00eancia IBGE Not\u00edcias Quem acompanha o mercado todos os dias acaba percebendo algumas coisas que passam despercebidas para<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":25550,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-38533","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38533"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=38533"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38533\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/25550"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=38533"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=38533"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=38533"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}