{"id":38150,"date":"2026-07-28T23:22:33","date_gmt":"2026-07-29T03:22:33","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=38150"},"modified":"2026-07-28T23:22:33","modified_gmt":"2026-07-29T03:22:33","slug":"mp-deixa-de-fora-88-das-divida-rurais-do-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=38150","title":{"rendered":"MP deixa de fora 88% das d\u00edvida rurais do Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">Um levantamento da Assessoria Econ\u00f4mica da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) aponta que 88,3% do saldo devedor de uma amostra de contratos de cr\u00e9dito rural analisados pela entidade n\u00e3o consegue acessar as condi\u00e7\u00f5es previstas pela Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.376\/2026, que criou linhas de cr\u00e9dito para renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas do setor. Dos R$ 93 milh\u00f5es em saldo devedor avaliados, apenas R$ 10,85 milh\u00f5es, o equivalente a 11,7%, atendem aos crit\u00e9rios estabelecidos pela medida.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#8220;N\u00f3s fizemos um estudo com casos reais, de produtores que se disponibilizaram a passar seus contratos para a gente avaliar o quanto se enquadraria e o quanto n\u00e3o se enquadraria, porque v\u00edamos que a MP era muito limitada, sobretudo no que diz respeito \u00e0s CPRs e aos investimentos. Rodamos as opera\u00e7\u00f5es de cada um dos produtores e o valor deu pouco mais de 11% do estimado. Temos um universo de d\u00edvida que n\u00e3o para de crescer, dobrando a cada 12 meses, e uma solu\u00e7\u00e3o que n\u00e3o chega nem perto do problema&#8221;, afirma o economista-chefe da Farsul, Ant\u00f4nio da Luz.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo a Farsul, o principal entrave est\u00e1 na C\u00e9dula de Produto Rural (CPR), que representa 42,8% de todo o cr\u00e9dito rural concedido no Brasil na safra 2025\/26, acima dos 37,4% registrados na temporada anterior, conforme dados do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria. Apesar disso, a modalidade mais vantajosa da MP, com juros entre 6% e 12% ao ano, contempla apenas opera\u00e7\u00f5es de custeio, comercializa\u00e7\u00e3o e industrializa\u00e7\u00e3o, sem incluir a CPR. A entidade ressalta que um produtor com CPR renegociada e em dia n\u00e3o consegue acessar essas condi\u00e7\u00f5es. Na amostra analisada, essas opera\u00e7\u00f5es somam R$ 10,55 milh\u00f5es. Para os inadimplentes, a medida prev\u00ea uma alternativa, mas limitada \u00e0s CPRs emitidas por bancos, excluindo t\u00edtulos emitidos para cooperativas e fornecedores de insumos, comuns no financiamento da produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O levantamento tamb\u00e9m destaca o que a entidade chama de &#8220;paradoxo ga\u00facho&#8221;. Conforme dados da Serasa Experian, o Rio Grande do Sul possui a menor taxa de inadimpl\u00eancia rural do pa\u00eds, com 5,3% no quarto trimestre de 2025. Ao mesmo tempo, informa\u00e7\u00f5es do Banco Central mostram que o estado concentra a maior carteira de cr\u00e9dito rural problem\u00e1tica em valores absolutos, totalizando R$ 39,9 bilh\u00f5es em abril de 2026, praticamente o dobro do Mato Grosso, que aparece na segunda posi\u00e7\u00e3o, com R$ 21,8 bilh\u00f5es.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">&#8220;O Rio Grande do Sul, de acordo com o Banco Central, tem a maior carteira estressada do Brasil, com a maior quantidade de prorroga\u00e7\u00e3o e renegocia\u00e7\u00e3o. Mas, por outro lado, o produtor ga\u00facho \u00e9 o que tem a menor inadimpl\u00eancia do pa\u00eds. Para se manter adimplente, ele aceitou prorroga\u00e7\u00f5es e renegocia\u00e7\u00f5es absurdamente caras e dif\u00edceis de honrar, mas foi l\u00e1 e fez, \u00e0 espera de uma solu\u00e7\u00e3o mais estruturada. E a MP deixou de fora justamente esse produtor, que fez um sacrif\u00edcio para manter a adimpl\u00eancia. \u00c9 um erro grave ao punir quem mais se esfor\u00e7ou&#8221;, diz Ant\u00f4nio da Luz. &#8220;Mesmo o custeio adimplente, categoria com melhor desempenho na amostra, exige renegocia\u00e7\u00e3o pr\u00e9via formalizada; o investimento adimplente n\u00e3o tem hoje nenhuma porta de entrada&#8221;, completa.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Com base nos resultados do estudo, a Farsul apresentar\u00e1 ao Congresso seis propostas de altera\u00e7\u00e3o durante o per\u00edodo de tramita\u00e7\u00e3o da MP, que termina 120 dias ap\u00f3s sua publica\u00e7\u00e3o. Entre as sugest\u00f5es est\u00e3o a inclus\u00e3o da CPR nas condi\u00e7\u00f5es aplicadas ao custeio, a amplia\u00e7\u00e3o das regras para contemplar t\u00edtulos emitidos por cooperativas e fornecedores de insumos, a possibilidade de enquadramento de investimentos renegociados por aditivo formal, a substitui\u00e7\u00e3o da data-limite fixa de 31 de maio de 2026 por um crit\u00e9rio vinculado \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o da nova linha, a flexibiliza\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es para opera\u00e7\u00f5es renegociadas sob a MP 1.314\/2025 em caso de novas perdas e a cria\u00e7\u00e3o de uma linha para capital de giro. Segundo a entidade, as mudan\u00e7as permitiriam incluir os R$ 82,15 milh\u00f5es que hoje est\u00e3o fora do alcance da medida na amostra analisada, sem alterar os crit\u00e9rios centrais j\u00e1 definidos pela legisla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Publicada em 15 de julho, a Medida Provis\u00f3ria n\u00ba 1.376\/2026 autoriza a cria\u00e7\u00e3o de linhas de cr\u00e9dito rural para renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas de custeio, investimento e CPR, al\u00e9m de prever a participa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o em um fundo garantidor destinado a produtores afetados por eventos clim\u00e1ticos. As opera\u00e7\u00f5es previstas oferecem juros entre 6% e 12% ao ano e prazo de at\u00e9 dez anos para os produtores que se enquadrarem nas regras estabelecidas.&#13;\n<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/mp-deixa-de-fora-88--das-divida-rurais-do-rio-grande-do-sul_517235.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um levantamento da Assessoria Econ\u00f4mica da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) aponta que 88,3%<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1082,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-38150","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38150"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=38150"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/38150\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1082"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=38150"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=38150"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=38150"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}