{"id":37927,"date":"2026-07-26T10:32:24","date_gmt":"2026-07-26T14:32:24","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=37927"},"modified":"2026-07-26T10:32:24","modified_gmt":"2026-07-26T14:32:24","slug":"o-futuro-da-proteina-animal-passa-pelo-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=37927","title":{"rendered":"O futuro da prote\u00edna animal passa pelo Brasil"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2024\/09\/competitividade-da-carne-sobe-frente-a-boi-mas-cai-em.jpg\" alt=\"su\u00ednos, aves, bovino, carne - exporta\u00e7\u00f5es de carnes, custos, frango\" \/><figcaption>Foto: Pixabay\/montagem<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Brasil consolida-se na lideran\u00e7a global da produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de prote\u00edna animal, registrando crescimento m\u00e9dio anual na casa dos dois d\u00edgitos na \u00faltima d\u00e9cada. Sustentado em um mercado cada vez mais competitivo, o pa\u00eds atende hoje a mais de 150 na\u00e7\u00f5es com carne bovina, su\u00edna e de aves. <\/p>\n<p>Embora a din\u00e2mica de com\u00e9rcio exterior pare\u00e7a responder a uma equa\u00e7\u00e3o elementar de oferta e demanda, o protagonismo brasileiro \u00e9 determinado por vari\u00e1veis mais complexas. Al\u00e9m da capacidade produtiva e do rigor sanit\u00e1rio, a sustentabilidade consolidou-se como o novo diferencial competitivo para o acesso a mercados estrat\u00e9gicos, tendo a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es como uma das diretrizes. <\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Receba no seu celular atualiza\u00e7\u00f5es em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo:<\/em><a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029Va9VnZxGk1FplZjiW43k\"><em> <\/em><strong><em>entre agora no Whatsapp do Canal Rural!<\/em><\/strong><\/a>\u00a0<\/li>\n<\/ul>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse cen\u00e1rio enfrenta desafios que transcendem os aspectos t\u00e9cnicos e de manejo, adentrando as esferas geopol\u00edtica e econ\u00f4mica. Medidas recentes \u2014 como as pol\u00edticas tarif\u00e1rias dos Estados Unidos, as restri\u00e7\u00f5es de importa\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia e as cotas da China para a carne bovina \u2014 evidenciam o avan\u00e7o de barreiras protecionistas, muitas vezes justificadas sob argumentos comerciais ou sanit\u00e1rios question\u00e1veis. <\/p>\n<p>Nesse contexto, a seguran\u00e7a sanit\u00e1ria n\u00e3o deve ser tratada como um diferencial de mercado, mas como um pr\u00e9-requisito absoluto. Os protocolos de controle sanit\u00e1rio s\u00e3o validados internacionalmente e n\u00e3o admitem concess\u00f5es. Por outro lado, as barreiras econ\u00f4micas flutuam ao sabor de conveni\u00eancias pol\u00edticas e demandam acordos bilaterais, plurilaterais ou em blocos. <\/p>\n<p>Diante de um mercado global em franco movimento, a perenidade do setor exige o alinhamento estrat\u00e9gico entre as esferas p\u00fablica e privada. A atua\u00e7\u00e3o conjunta da diplomacia corporativa com o desenvolvimento tecnol\u00f3gico \u00e9 indispens\u00e1vel. <\/p>\n<p>A competitividade do setor n\u00e3o se limita mais \u00e0 capacidade de entrega. Ela requer excel\u00eancia, efici\u00eancia e governan\u00e7a em todos os elos da cadeia produtiva, do campo ao consumidor final. O setor de prote\u00edna animal vive sob um novo patamar de exig\u00eancias que impacta um mercado bilion\u00e1rio, composto por milhares de produtores, ind\u00fastrias e bilh\u00f5es de consumidores. <\/p>\n<p>Para se proteger dessas volatilidades, o setor deve se amparar na ci\u00eancia e em dados consistentes. Pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o (PD&amp;I) tornaram-se ferramentas essenciais n\u00e3o apenas para a seguran\u00e7a alimentar, mas para o fortalecimento do Produto Interno Bruto (PIB), gera\u00e7\u00e3o de empregos e atra\u00e7\u00e3o de divisas. <\/p>\n<p>O Brasil inicia uma nova era como o principal operador global do segmento, apto a suprir demandas crescentes em volume e em conformidade t\u00e9cnica. O pa\u00eds se posiciona n\u00e3o apenas como um grande produtor de carne, mas como a refer\u00eancia em seguran\u00e7a alimentar sustent\u00e1vel e de baixa emiss\u00e3o de carbono. <\/p>\n<p>Essa evolu\u00e7\u00e3o fica evidente nos resultados da \u00faltima d\u00e9cada, per\u00edodo em que o Brasil se tornou o maior exportador mundial de carne de frango e bovina, e o segundo maior de carne su\u00edna \u2014 atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos. Entre 2015 e 2025, os embarques brasileiros de frango cresceram 25%, os de su\u00ednos avan\u00e7aram 180% e os de carne bovina registraram expressivos 188%. <\/p>\n<p>De acordo com dados da Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (Secex) do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC), o volume total exportado pelo pa\u00eds deve se aproximar ou superar a marca de 10 milh\u00f5es de toneladas em 2026. <\/p>\n<p>O futuro do abastecimento global de prote\u00edna animal pertence ao Brasil. Para converter essa oportunidade em lideran\u00e7a duradoura, cabe ao setor manter-se em estado de constante vigil\u00e2ncia e prontid\u00e3o estrat\u00e9gica frente \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es do mercado internacional. <\/p>\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile\">\n<figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"682\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/O-futuro-da-proteina-animal-passa-pelo-Brasil.jpeg\" alt=\"\" class=\"wp-image-4196788 size-full\" \/><\/figure>\n<div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>*<strong>Fernando Blini <\/strong>\u00e9 zootecnista e CEO da Global Feed Solutions (GFS).<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr class=\"wp-block-separator has-alpha-channel-opacity\" \/>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>O&nbsp;<strong>Canal Rural<\/strong>&nbsp;n\u00e3o se responsabiliza pelas opini\u00f5es e conceitos emitidos nos textos desta sess\u00e3o, sendo os conte\u00fados de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequa\u00e7\u00e3o \u00e0s normas de publica\u00e7\u00e3o.<\/em><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/o-futuro-da-proteina-animal-passa-pelo-brasil\/\">O futuro da prote\u00edna animal passa pelo Brasil<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/opiniao-noticias\/o-futuro-da-proteina-animal-passa-pelo-brasil\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Pixabay\/montagem O Brasil consolida-se na lideran\u00e7a global da produ\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de prote\u00edna animal, registrando crescimento m\u00e9dio anual na<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":28934,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-37927","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/37927"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=37927"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/37927\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/28934"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=37927"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=37927"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=37927"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}