{"id":37877,"date":"2026-07-24T23:03:53","date_gmt":"2026-07-25T03:03:53","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=37877"},"modified":"2026-07-24T23:03:53","modified_gmt":"2026-07-25T03:03:53","slug":"agro-bate-recorde-de-ocupacao-mas-crescimento-deixa-setor-primario-para-tras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=37877","title":{"rendered":"Agro bate recorde de ocupa\u00e7\u00e3o, mas crescimento deixa setor prim\u00e1rio para tr\u00e1s"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p>O n\u00famero de pessoas ocupadas no agroneg\u00f3cio brasileiro atingiu o recorde de 28,4 milh\u00f5es em 2025. O contingente cresceu 2,2% em rela\u00e7\u00e3o a 2024, com a incorpora\u00e7\u00e3o de aproximadamente 602 mil trabalhadores ao longo do ano.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o foi superior ao observado no conjunto do mercado de trabalho brasileiro, que registrou crescimento de 1,7% no mesmo per\u00edodo. Com isso, o agroneg\u00f3cio passou a representar 26,3% de toda a popula\u00e7\u00e3o ocupada no pa\u00eds, ante 26,1% no ano anterior.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros fazem parte do levantamento elaborado pelo Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea), em parceria com a Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA).<\/p>\n<p>Apesar do resultado positivo, a gera\u00e7\u00e3o de ocupa\u00e7\u00e3o n\u00e3o ocorreu de maneira uniforme. A expans\u00e3o ficou concentrada principalmente nos servi\u00e7os relacionados ao agroneg\u00f3cio, enquanto o segmento prim\u00e1rio, formado pelas atividades realizadas dentro da porteira, encerrou o per\u00edodo com redu\u00e7\u00e3o.&#13;\n<\/p>\n<p>O n\u00famero de trabalhadores nos agrosservi\u00e7os aumentou 6,1% em 2025, maior crescimento entre os segmentos analisados. A \u00e1rea de insumos avan\u00e7ou 3,4%, enquanto a agroind\u00fastria apresentou alta de 1,4%.<\/p>\n<p>Na dire\u00e7\u00e3o oposta, a ocupa\u00e7\u00e3o no segmento prim\u00e1rio recuou 1,1%. O resultado mostra que o crescimento econ\u00f4mico do agroneg\u00f3cio n\u00e3o se transforma necessariamente em mais trabalhadores diretamente nas lavouras e na pecu\u00e1ria.<\/p>\n<p>Dos 28,4 milh\u00f5es de ocupados, aproximadamente 10,6 milh\u00f5es, ou 37,3%, estavam nos agrosservi\u00e7os. O setor prim\u00e1rio reunia 7,8 milh\u00f5es de pessoas, correspondentes a 27,3% do total.<\/p>\n<p>A agroind\u00fastria empregava cerca de 4,7 milh\u00f5es, enquanto outros 4,9 milh\u00f5es estavam classificados em atividades de produ\u00e7\u00e3o para autoconsumo. A ind\u00fastria de insumos concentrava aproximadamente 320 mil trabalhadores.<\/p>\n<p>A composi\u00e7\u00e3o indica uma cadeia cada vez mais dependente das etapas que conectam a produ\u00e7\u00e3o ao consumidor, como comercializa\u00e7\u00e3o, transporte, armazenamento, processamento e outros servi\u00e7os especializados.<\/p>\n<p>Outro dado positivo foi o crescimento do n\u00famero de trabalhadores com v\u00ednculo formal. Essa categoria aumentou 4,6%, com a entrada de aproximadamente 440 mil pessoas.<\/p>\n<p>O n\u00famero de trabalhadores por conta pr\u00f3pria cresceu 3,2%, representando acr\u00e9scimo pr\u00f3ximo de 214 mil pessoas. Entre os empregados sem registro formal, a alta foi de apenas 0,2%, ou cerca de 10 mil trabalhadores.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a entre as categorias sugere melhora na composi\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o, uma vez que o emprego formal avan\u00e7ou em ritmo superior ao trabalho sem carteira. O dado, contudo, precisa ser acompanhado nos pr\u00f3ximos levantamentos para verificar se a tend\u00eancia ser\u00e1 mantida.<\/p>\n<p>Os rendimentos m\u00e9dios dos trabalhadores do agroneg\u00f3cio cresceram 3,9% em termos reais em 2025. O percentual ficou 0,5 ponto acima da alta de 3,4% registrada no mercado de trabalho brasileiro como um todo.<\/p>\n<p>A massa de rendimentos do setor, que combina o n\u00famero de ocupados com a remunera\u00e7\u00e3o recebida, avan\u00e7ou 7,2%. Entre os trabalhadores por conta pr\u00f3pria, a expans\u00e3o tamb\u00e9m foi de 7,2%, enquanto empregados e outras categorias registraram crescimento de 6,7%.&#13;\n<\/p>\n<p>O resultado mostra que a renda acompanhou a expans\u00e3o do emprego no agregado. A m\u00e9dia, por\u00e9m, n\u00e3o revela poss\u00edveis diferen\u00e7as entre atividades, estados, n\u00edveis de qualifica\u00e7\u00e3o e modalidades de contrata\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As maiores taxas de crescimento foram observadas entre os trabalhadores com mais anos de estudo. O contingente com ensino superior avan\u00e7ou 8,3%, enquanto o grupo com ensino m\u00e9dio cresceu 4,2%.<\/p>\n<p>Entre as pessoas sem instru\u00e7\u00e3o formal, houve queda de 7,6%. O n\u00famero de ocupados com ensino fundamental tamb\u00e9m recuou, com redu\u00e7\u00e3o de 0,9%.<\/p>\n<p>Os dados refor\u00e7am uma mudan\u00e7a estrutural no mercado de trabalho do agro. Mesmo em atividades ligadas ao campo, m\u00e1quinas mais sofisticadas, sistemas de gest\u00e3o, rastreabilidade, an\u00e1lise de dados e exig\u00eancias comerciais aumentam a procura por trabalhadores qualificados.<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o feminina tamb\u00e9m cresceu. A ocupa\u00e7\u00e3o de mulheres avan\u00e7ou 2,6%, acima da alta de 1,9% observada entre os homens.<\/p>\n<p>O recorde de 28,4 milh\u00f5es de ocupados confirma a capacidade do agroneg\u00f3cio de gerar trabalho e renda. Entretanto, o desempenho dos segmentos mostra que a expans\u00e3o est\u00e1 ocorrendo principalmente fora da produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria.<\/p>\n<p>O desafio passa a ser ampliar a qualifica\u00e7\u00e3o e criar condi\u00e7\u00f5es para que o aumento da produtividade resulte em melhores oportunidades tamb\u00e9m no interior das regi\u00f5es produtoras.<\/p>\n<p>A tend\u00eancia \u00e9 que o emprego agropecu\u00e1rio dependa menos do crescimento puramente quantitativo da m\u00e3o de obra e mais da forma\u00e7\u00e3o de profissionais capazes de operar tecnologias, interpretar informa\u00e7\u00f5es e atender \u00e0s demandas de uma cadeia produtiva cada vez mais integrada.&#13;\n<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/agro-bate-recorde-de-ocupacao--mas-crescimento-deixa-setor-primario-para-tras_517127.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de pessoas ocupadas no agroneg\u00f3cio brasileiro atingiu o recorde de 28,4 milh\u00f5es em 2025. 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