{"id":37469,"date":"2026-07-21T06:33:06","date_gmt":"2026-07-21T10:33:06","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=37469"},"modified":"2026-07-21T06:33:06","modified_gmt":"2026-07-21T10:33:06","slug":"tarifa-dos-eua-preserva-principais-exportacoes-do-agronegocio-mas-uva-permanece-em-alerta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=37469","title":{"rendered":"Tarifa dos EUA preserva principais exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio, mas uva permanece em alerta"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">Ap\u00f3s semanas de expectativa, o governo dos Estados Unidos confirmou, no dia 15 de julho, a aplica\u00e7\u00e3o de uma tarifa adicional m\u00ednima de 25% sobre milhares de produtos brasileiros. Para os setores de frutas, legumes e verduras (FLV) e caf\u00e9, contudo, o impacto imediato tende a ser relativamente limitado. Isso porque grande parte dos principais produtos exportados pelo Brasil ao mercado norte-americano permaneceu na lista de exce\u00e7\u00f5es divulgada pelo Escrit\u00f3rio do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), preservando a competitividade de importantes cadeias do agroneg\u00f3cio brasileiro.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Entre os produtos isentos est\u00e3o laranja, lim\u00e3o, manga, mam\u00e3o, abacaxi, banana, abacate, goiaba, kiwi, coco e diferentes tipos de castanhas, al\u00e9m do suco de laranja, do caf\u00e9 verde, do caf\u00e9 torrado e do caf\u00e9 sol\u00favel sem aromatiza\u00e7\u00e3o, bem como diversos produtos processados \u00e0 base de frutas. A decis\u00e3o reduz significativamente os impactos diretos da medida sobre as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras destinadas aos Estados Unidos.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">SUCO DE LARANJA: principal beneficiado<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O principal destaque positivo \u00e9 o suco de <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/laranja?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">laranja<\/a>, cuja participa\u00e7\u00e3o na pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos permanece estrat\u00e9gica. Na safra 2025\/26, os Estados Unidos responderam por cerca de 45% de todo o volume exportado pelo Brasil, participa\u00e7\u00e3o semelhante \u00e0 da Uni\u00e3o Europeia, consolidando-se como um dos principais destinos do produto.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Na mesma temporada, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de suco n\u00e3o concentrado (NFC) para os Estados Unidos cresceram cerca de 15%. Considerando-se o conjunto formado pelo suco concentrado congelado (FCOJ) e pelos demais sucos de laranja, os embarques destinados ao mercado norte-americano avan\u00e7aram 18,3% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior, impulsionados sobretudo pelo aumento das compras de FCOJ. A manuten\u00e7\u00e3o desses produtos na lista de exce\u00e7\u00f5es preserva a competitividade brasileira em um mercado respons\u00e1vel por aproximadamente 45% das exporta\u00e7\u00f5es nacionais de suco de laranja. Embora o suco brasileiro j\u00e1 esteja historicamente sujeito \u00e0 tarifa de importa\u00e7\u00e3o nos Estados Unidos, a n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o da sobretaxa adicional de 25% evita uma perda ainda maior de competitividade frente aos concorrentes. A decis\u00e3o tamb\u00e9m beneficia outros derivados da citricultura, como a polpa c\u00edtrica e os \u00f3leos essenciais, que, segundo a CitrusBR, em sua maioria tamb\u00e9m foram inclu\u00eddos entre os produtos isentos da tarifa adicional.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">CAF\u00c9: inclus\u00e3o do sol\u00favel reduz risco ao setor<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A decis\u00e3o tamb\u00e9m foi favor\u00e1vel ao setor cafeeiro. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 proposta inicial apresentada pelo USTR, a vers\u00e3o final ampliou a lista de exce\u00e7\u00f5es, incluindo n\u00e3o apenas o caf\u00e9 verde, mas tamb\u00e9m o torrado e o sol\u00favel sem aromatiza\u00e7\u00e3o. Com isso, praticamente toda a pauta exportadora brasileira de caf\u00e9 destinada aos Estados Unidos permaneceu fora da tarifa adicional de 25%.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A preserva\u00e7\u00e3o dessas categorias \u00e9 particularmente importante porque os Estados Unidos seguem entre os principais compradores do caf\u00e9 brasileiro. Segundo o Cecaf\u00e9, o Brasil exportou 38,46 milh\u00f5es de sacas de 60 kg na temporada 2025\/26, volume 15,7% inferior ao ciclo anterior em raz\u00e3o da menor oferta nacional. Ainda assim, a receita cambial atingiu US$ 14,6 bilh\u00f5es, a segundo maior da s\u00e9rie hist\u00f3rica, sustentada pelos elevados pre\u00e7os internacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Embora o caf\u00e9 brasileiro continue sujeito \u00e0s oscila\u00e7\u00f5es da pol\u00edtica comercial norte-americana, a inclus\u00e3o do caf\u00e9 torrado e, principalmente, do caf\u00e9 sol\u00favel entre os produtos isentos elimina um dos principais riscos apontados pelo setor durante a consulta p\u00fablica conduzida pelo USTR. A decis\u00e3o preserva a competitividade das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras e reduz potenciais impactos sobre a ind\u00fastria norte-americana, altamente dependente do abastecimento externo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">UVA: principal preocupa\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">No segmento de frutas frescas, a principal preocupa\u00e7\u00e3o concentra-se na uva. Os c\u00f3digos da posi\u00e7\u00e3o HTSUS 0806, referentes a uvas frescas e secas, n\u00e3o aparecem na rela\u00e7\u00e3o oficial de exce\u00e7\u00f5es consultada. Caso essa condi\u00e7\u00e3o seja mantida na vers\u00e3o definitiva da medida, a uva brasileira ficar\u00e1 sujeita \u00e0 tarifa adicional de 25%.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ainda assim, o impacto econ\u00f4mico tende a ser mais restrito do que em outros segmentos. As exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de uva para os Estados Unidos j\u00e1 vinham perdendo competitividade desde a imposi\u00e7\u00e3o da tarifa\u00e7\u00e3o anterior, reduzindo significativamente a participa\u00e7\u00e3o desse destino nas vendas externas da fruta. Embora o mercado norte-americano representasse uma importante janela comercial, a Europa continua sendo o principal destino da uva brasileira. No entanto, a limita\u00e7\u00e3o dos embarques para os Estados Unidos pode impedir uma expans\u00e3o dos embarques.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">CEN\u00c1RIO GERAL<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De forma geral, a decis\u00e3o do governo norte-americano preservou os principais produtos da pauta exportadora brasileira de frutas, suco de laranja e caf\u00e9. A perman\u00eancia desses itens na lista de exce\u00e7\u00f5es reduz os impactos imediatos da medida sobre o agroneg\u00f3cio e evita perdas de competitividade em mercados considerados estrat\u00e9gicos para o Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Por outro lado, setores que permaneceram fora da lista, como o da uva, seguem acompanhando a regulamenta\u00e7\u00e3o definitiva da medida e seus poss\u00edveis desdobramentos sobre o com\u00e9rcio bilateral.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ressalva: Esta an\u00e1lise foi elaborada com base no Anexo oficial publicado pelo USTR em 4 de junho de 2026, que apresentou a proposta da medida e a rela\u00e7\u00e3o detalhada dos c\u00f3digos HTSUS inicialmente isentos, complementada pelas informa\u00e7\u00f5es divulgadas ap\u00f3s a decis\u00e3o anunciada em 15 de julho de 2026. A confirma\u00e7\u00e3o definitiva para cada produto depende da publica\u00e7\u00e3o do Anexo consolidado correspondente \u00e0 vers\u00e3o final da norma. At\u00e9 o momento, n\u00e3o foi identificada evid\u00eancia oficial de que a posi\u00e7\u00e3o HTSUS 0806 (uvas frescas e secas) tenha sido inclu\u00edda entre as exce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><em>Margarete Boteon, Professora da Esalq\/USP e coordenadora da \u00e1rea hortifr\u00fati do Cepea*<\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/tarifa-dos-eua-preserva-principais-exportacoes-do-agronegocio--mas-uva-permanece-em-alerta_516934.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ap\u00f3s semanas de expectativa, o governo dos Estados Unidos confirmou, no dia 15 de julho, a aplica\u00e7\u00e3o de uma tarifa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1660,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-37469","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/37469"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=37469"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/37469\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/1660"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=37469"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=37469"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=37469"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}