{"id":37373,"date":"2026-07-19T21:03:08","date_gmt":"2026-07-20T01:03:08","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=37373"},"modified":"2026-07-19T21:03:08","modified_gmt":"2026-07-20T01:03:08","slug":"excesso-de-adubo-colabora-para-o-aparecimento-da-ferrugem-no-algodao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=37373","title":{"rendered":"Excesso de adubo colabora para o aparecimento da ferrugem no algod\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<p style=\"text-align:justify\">Uma doen\u00e7a que costuma aparecer no final do ciclo do <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/algodao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">algod\u00e3o<\/a>, a ferrugem, tem preocupado produtores que investem em lavouras de alta produtividade. A boa not\u00edcia \u00e9 que decis\u00f5es simples no manejo \u2014 como o espa\u00e7amento entre as linhas de plantio e a quantidade de adubo aplicada \u2014 podem ajudar a reduzir o problema, segundo publica\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas sobre o tema. A ferrugem \u00e9 causada por um fungo chamado Phakopsora gossypii e costuma surgir quando a planta come\u00e7a a florescer, ficando mais evidente na fase em que os frutos do algodoeiro, as chamadas <a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/culturas\/maca?utm_source=agrolink-detalhe-noticia&amp;utm_medium=detalhe-noticia&amp;utm_campaign=links-internos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ma\u00e7\u00e3<\/a>s, est\u00e3o se formando.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Ela se desenvolve melhor em lavouras &#8220;fechadas&#8221; \u2014 ou seja, quando as plantas est\u00e3o muito pr\u00f3ximas umas das outras e suas folhas formam uma esp\u00e9cie de teto denso sobre o solo. Esse ambiente ret\u00e9m mais umidade, e a combina\u00e7\u00e3o de calor com folhas molhadas por mais tempo \u00e9 perfeita para o fungo se espalhar.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">De acordo com o Manual de Fitopatologia, de Bernardes e outros autores (2016), esse &#8220;fechamento&#8221; acontece com mais facilidade quando o produtor planta as linhas muito pr\u00f3ximas e usa uma quantidade grande de adubo, j\u00e1 que isso deixa as plantas mais vigorosas e frondosas. O problema \u00e9 que, quanto mais fechada a lavoura, mais tempo o orvalho da madrugada ou a \u00e1gua da chuva demoram para secar nas folhas \u2014 e \u00e9 justamente esse tempo de folha molhada que favorece a infec\u00e7\u00e3o pelo fungo.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Segundo a Embrapa Algod\u00e3o, o fungo sobrevive de uma safra para outra em restos de plantas que ficam no solo e em plantas que nascem sozinhas na lavoura, fora da \u00e9poca de plantio. Do vento e da chuva, ele se espalha para as folhas vizinhas. Os primeiros sinais aparecem como pequenas manchas amareladas na parte de cima da folha; depois, na parte de baixo, surgem pontinhos alaranjados, que s\u00e3o as estruturas do fungo liberando novos esporos. Quando a infesta\u00e7\u00e3o \u00e9 grande, as folhas caem antes da hora \u2014 o que \u00e9 ruim, porque a planta perde justamente as folhas que ainda estariam produzindo energia para engordar as ma\u00e7\u00e3s.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Apesar de raramente ser a maior vil\u00e3 entre as doen\u00e7as do algod\u00e3o, a ferrugem contribui para reduzir a produtividade, principalmente quando aparece junto com outros problemas foliares. O maior risco est\u00e1 em lavouras muito adubadas, com plantas vigorosas, e onde as fileiras de plantio est\u00e3o muito pr\u00f3ximas umas das outras.&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>Espa\u00e7amento: nem muito perto, nem muito longe<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">O espa\u00e7amento entre as linhas de plantio \u00e9 um dos fatores que mais pesam nessa equa\u00e7\u00e3o. Fileiras muito pr\u00f3ximas fecham o dossel \u2014 o &#8220;telhado&#8221; formado pelas folhas \u2014 mais cedo, o que ret\u00e9m umidade e favorece o fungo. J\u00e1 fileiras mais espa\u00e7adas deixam a lavoura mais arejada, o que ajuda a secar mais r\u00e1pido o orvalho e a \u00e1gua da chuva.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Mas aten\u00e7\u00e3o: a Embrapa Algod\u00e3o alerta que aumentar demais o espa\u00e7amento tamb\u00e9m traz problemas, porque a planta aproveita menos a luz do sol e a produtividade pode cair. Ou seja, n\u00e3o adianta simplesmente afastar as fileiras para fugir da doen\u00e7a \u2014 o ideal \u00e9 ajustar esse espa\u00e7amento levando em conta a variedade de algod\u00e3o plantada, a fertilidade do solo e o hist\u00f3rico de doen\u00e7as naquela \u00e1rea.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\"><strong>O papel do adubo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A aduba\u00e7\u00e3o, principalmente com nitrog\u00eanio, tamb\u00e9m interfere bastante. Segundo Sousa e Lobato (2004), quando o produtor aplica mais nitrog\u00eanio do que o necess\u00e1rio, a planta cresce demais, produz muitas folhas e mant\u00e9m-se verde por mais tempo \u2014 o que parece bom \u00e0 primeira vista, mas na pr\u00e1tica deixa a lavoura mais fechada e \u00famida, facilitando a vida do fungo. Por outro lado, adubar de menos tamb\u00e9m prejudica, j\u00e1 que reduz a \u00e1rea de folhas e o potencial produtivo da lavoura.<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">Outros nutrientes tamb\u00e9m importam. O pot\u00e1ssio ajuda a planta a resistir melhor a situa\u00e7\u00f5es de estresse, enquanto c\u00e1lcio e magn\u00e9sio fortalecem a estrutura dos tecidos, de acordo com Silva (2009). Micronutrientes como boro, zinco e mangan\u00eas tamb\u00e9m contribuem para deixar a planta mais resistente a doen\u00e7as.<br \/>&#13;<br \/>\nO que os especialistas recomendam&#13;\n<\/p>\n<p style=\"text-align:justify\">A orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica \u00e9 que qualquer decis\u00e3o sobre espa\u00e7amento e aduba\u00e7\u00e3o seja baseada em an\u00e1lise de solo e no hist\u00f3rico da pr\u00f3pria \u00e1rea, sempre com acompanhamento de um engenheiro agr\u00f4nomo. Al\u00e9m disso, o ideal \u00e9 combinar esses ajustes com outras pr\u00e1ticas, como rota\u00e7\u00e3o de culturas, elimina\u00e7\u00e3o de plantas volunt\u00e1rias e escolha de variedades mais adaptadas, sem deixar de monitorar a lavoura regularmente. Quando necess\u00e1rio, o uso de fungicidas deve seguir rigorosamente as instru\u00e7\u00f5es da bula e o receitu\u00e1rio agron\u00f4mico.<br \/>&#13;<br \/>\n\u00a0<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><script data-cfasync=\"false\">\n    !function (f, b, e, v, n, t, s) {\n        if (f.fbq) return; n = f.fbq = function () {\n            n.callMethod ?\n                n.callMethod.apply(n, arguments) : n.queue.push(arguments)\n        };\n        if (!f._fbq) f._fbq = n; n.push = n; n.loaded = !0; n.version = '2.0';\n        n.queue = []; t = b.createElement(e); t.async = !0;\n        t.src = v; s = b.getElementsByTagName(e)[0];\n        s.parentNode.insertBefore(t, s)\n    }(window, document, 'script',\n        'https:\/\/connect.facebook.net\/en_US\/fbevents.js');\n    fbq('init', '522546078623747');\n    fbq('track', 'PageView');\n<\/script><br \/>\n<br \/><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.agrolink.com.br\/noticias\/excesso-de-adubo-colabora-para-o-aparecimento-da-ferrugem-no-algodao_516872.html\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma doen\u00e7a que costuma aparecer no final do ciclo do algod\u00e3o, a ferrugem, tem preocupado produtores que investem em lavouras<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6027,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[8,1,14],"tags":[],"class_list":["post-37373","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-agro","category-news","category-politica-agro"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/37373"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=37373"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/37373\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6027"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=37373"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=37373"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=37373"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}