{"id":37348,"date":"2026-07-19T08:45:06","date_gmt":"2026-07-19T12:45:06","guid":{"rendered":"https:\/\/agromt.news\/?p=37348"},"modified":"2026-07-19T08:45:06","modified_gmt":"2026-07-19T12:45:06","slug":"fungo-benefico-reduz-impacto-da-principal-doenca-da-pupunheira-aponta-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agromt.news\/?p=37348","title":{"rendered":"Fungo ben\u00e9fico reduz impacto da principal doen\u00e7a da pupunheira, aponta pesquisa"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div>\n<figure><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agromt.news\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Com-palmito-pupunha-Sao-Paulo-chega-a-12-Indicacoes-Geograficas.jpg\" alt=\"palmito\" \/><figcaption>Foto: divulga\u00e7\u00e3o\/Secretaria de Agricultura e Abastecimento<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Pesquisadores brasileiros demonstraram o potencial de fungos do g\u00eanero <em>Trichoderma<\/em> para combater uma das doen\u00e7as mais devastadoras da pupunheira, cultura estrat\u00e9gica para a produ\u00e7\u00e3o de palmito no pa\u00eds.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O estudo demonstrou que esp\u00e9cies como <em>Trichoderma harzianum<\/em> e <em>Trichoderma asperellum<\/em> conseguiram reduzir significativamente o avan\u00e7o de <em>Phytophthora palmivora<\/em>, fungo respons\u00e1vel pela podrid\u00e3o da base do caule da pupunheira, considerada a pior amea\u00e7a \u00e0 cultura.<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><em>Veja em primeira m\u00e3o tudo sobre agricultura, pecu\u00e1ria, economia e <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/previsao-do-tempo\/\" title=\"Previs\u00e3o e informa\u00e7\u00f5es sobre previs\u00e3o do tempo\">previs\u00e3o do tempo<\/a>:<\/em><a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAqBwgKMPKZlQswq_mqAw?hl=pt-BR&amp;gl=BR&amp;ceid=BR%3Apt-419\"><em> <\/em><strong><em>siga o Canal Rural no Google News!<\/em><\/strong><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<h2 id=\"h-avanco-metodologico\" class=\"wp-block-heading\">Avan\u00e7o metodol\u00f3gico<\/h2>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o pesquisador da Apta Regional de Pariquera-A\u00e7u, Eduardo Jun Fuzitani, a pesquisa tamb\u00e9m trouxe um avan\u00e7o metodol\u00f3gico importante: pela primeira vez, cientistas desenvolveram um sistema eficiente de inocula\u00e7\u00e3o, ou seja, de introdu\u00e7\u00e3o controlada do fungo causador da doen\u00e7a e dos agentes de controle biol\u00f3gico em peda\u00e7os do caule da pupunheira para a realiza\u00e7\u00e3o dos testes. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cA t\u00e9cnica permite simular a infec\u00e7\u00e3o em condi\u00e7\u00f5es controladas de laborat\u00f3rio, reduzindo custos e acelerando estudos sobre o manejo da doen\u00e7a\u201d, diz Fuzitani.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pupunheira, identificada cientificamente como <em>Bactris gasipaes<\/em>, ganhou espa\u00e7o no mercado brasileiro ap\u00f3s a explora\u00e7\u00e3o predat\u00f3ria da ju\u00e7ara reduzir drasticamente os estoques naturais na Mata Atl\u00e2ntica. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde ent\u00e3o, o cultivo se expandiu principalmente nos estados de S\u00e3o Paulo e Bahia, al\u00e9m de \u00e1reas do Paran\u00e1, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Esp\u00edrito Santo. A esp\u00e9cie apresenta vantagens econ\u00f4micas importantes, como crescimento r\u00e1pido, perfilhamento intenso e menor oxida\u00e7\u00e3o do palmito, permitindo inclusive a comercializa\u00e7\u00e3o do produto <em>in natura<\/em>.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No entanto, como explica \u00c1lvaro Figueredo dos Santos, da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), a expans\u00e3o das \u00e1reas cultivadas resultou no aumento de doen\u00e7as associadas ao monocultivo. Entre elas, destaca-se a podrid\u00e3o da base do caule, provocada por <em>Phytophthora palmivora<\/em>. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os sintomas come\u00e7am com o amarelecimento das folhas e evoluem para a morte dos brotos. Nos casos mais graves, a doen\u00e7a pode destruir toda a planta.<\/p>\n<h3 id=\"h-controle-biologico-solucao-racional-e-sustentavel\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Controle biol\u00f3gico: solu\u00e7\u00e3o racional e sustent\u00e1vel<\/strong><\/h3>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Santos destaca que ainda existem poucas op\u00e7\u00f5es de controle efetivo da doen\u00e7a, seja por fungicidas ou por variedades resistentes. Al\u00e9m disso, o uso intensivo de produtos qu\u00edmicos levanta preocupa\u00e7\u00f5es ambientais e sanit\u00e1rias, especialmente porque o palmito pode ser consumido cru. Nesse contexto, o controle biol\u00f3gico surge como alternativa sustent\u00e1vel e economicamente vi\u00e1vel.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De acordo com o pesquisador da <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/tag\/embrapa\/\">Embrapa Meio Ambiente (SP)<\/a>, Wagner Bettiol, os fungos do g\u00eanero <em>Trichoderma<\/em> s\u00e3o conhecidos por diferentes mecanismos de a\u00e7\u00e3o contra organismos causadores de doen\u00e7as em plantas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cEles competem por nutrientes, produzem subst\u00e2ncias antif\u00fangicas, degradam a parede celular de agentes invasores e ainda estimulam mecanismos naturais de defesa das plantas. Algumas esp\u00e9cies tamb\u00e9m promovem crescimento vegetal e conseguem colonizar tecidos internos da planta sem causar danos, comportamento conhecido como endofitismo\u201d, conta.<\/p>\n<h3 id=\"h-estrategias-preventivas-mostram-melhores-resultados\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Estrat\u00e9gias preventivas mostram melhores resultados<\/strong><\/h3>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No estudo, quatro isolados comerciais foram avaliados: dois de <em>Trichoderma harzianum<\/em> e dois de <em>Trichoderma asperellum<\/em>. Os testes <em>in vitro<\/em> mostraram forte capacidade de inibi\u00e7\u00e3o do crescimento do pat\u00f3geno. Os isolados TH2 e TH1 de <em>Trichoderma harzianum<\/em> reduziram o crescimento de <em>Phytophthora palmivora<\/em> em 94% e 91%, respectivamente. J\u00e1 os isolados TA2 e TA1 de <em>Trichoderma asperellum<\/em> apresentaram redu\u00e7\u00f5es de 80% e 61%.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os resultados mais expressivos ocorreram quando os fungos antagonistas foram aplicados antes da inocula\u00e7\u00e3o do pat\u00f3geno e conseguiram reduzir significativamente a severidade da doen\u00e7a. O isolado TH2 de <em>Trichoderma harzianum<\/em> apresentou os melhores \u00edndices de prote\u00e7\u00e3o, especialmente nos testes realizados 48 horas antes.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em alguns casos, a coloniza\u00e7\u00e3o do pat\u00f3geno foi totalmente bloqueada. Os pesquisadores observaram que o fungo ben\u00e9fico ocupava rapidamente os tecidos internos da pupunheira, dificultando o estabelecimento de <em>Phytophthora palmivora<\/em>. Essa ocupa\u00e7\u00e3o pr\u00e9via parece ser determinante para o sucesso do controle biol\u00f3gico.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os testes revelaram ainda diferen\u00e7as importantes entre estrat\u00e9gias preventivas e curativas. Quando o <em>Trichoderma<\/em> foi aplicado ap\u00f3s a infec\u00e7\u00e3o j\u00e1 estabelecida, os resultados foram menos eficientes. Embora tenha havido alguma redu\u00e7\u00e3o nas les\u00f5es, o controle n\u00e3o foi compar\u00e1vel ao obtido nas aplica\u00e7\u00f5es preventivas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Fuzitani, isso refor\u00e7a a necessidade de programas de manejo antecipado da doen\u00e7a, priorizando aplica\u00e7\u00f5es preventivas em vez de interven\u00e7\u00f5es tardias. O comportamento observado indica que, uma vez instalado no tecido vegetal, o pat\u00f3geno se torna mais dif\u00edcil de ser combatido.<\/p>\n<h3 id=\"h-fungo-mostra-eficiencia\" class=\"wp-block-heading\"><strong>Fungo mostra efici\u00eancia <\/strong><\/h3>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Outro resultado considerado in\u00e9dito foi a comprova\u00e7\u00e3o da coloniza\u00e7\u00e3o endof\u00edtica dos tecidos da pupunheira pelos fungos antagonistas. Todos os isolados avaliados conseguiram penetrar internamente no caule da planta e crescer sem provocar sintomas negativos. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Diferentemente das amostras infectadas por <em>Phytophthora palmivora<\/em>, que apresentaram tecidos escurecidos e podrid\u00e3o mole, os tecidos colonizados por <em>Trichoderma<\/em> permaneceram claros, firmes e saud\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os pesquisadores acreditam que essa capacidade pode representar um diferencial importante no manejo da cultura em campo. Como o fungo permanece dentro da planta, ele pode funcionar como uma esp\u00e9cie de barreira biol\u00f3gica cont\u00ednua contra futuros ataques do pat\u00f3geno.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m do potencial de controle da doen\u00e7a, os autores destacam que produtos comerciais \u00e0 base de <em>Trichoderma<\/em> j\u00e1 est\u00e3o amplamente dispon\u00edveis no mercado brasileiro, o que facilitaria a ado\u00e7\u00e3o da tecnologia pelos produtores rurais. \u201cEsp\u00e9cies como <em>Trichoderma harzianum<\/em> e <em>Trichoderma asperellum<\/em> est\u00e3o entre os biofungicidas mais utilizados no mundo, especialmente por apresentarem m\u00faltiplos mecanismos de a\u00e7\u00e3o e baixo impacto ambiental\u201d, afirma Bettiol.<\/p>\n<p>O post <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/fungo-benefico-reduz-impacto-da-principal-doenca-da-pupunheira-aponta-pesquisa\/\">Fungo ben\u00e9fico reduz impacto da principal doen\u00e7a da pupunheira, aponta pesquisa<\/a> apareceu primeiro em <a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\">Canal Rural<\/a>.<\/p>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"https:\/\/www.canalrural.com.br\/agricultura\/fungo-benefico-reduz-impacto-da-principal-doenca-da-pupunheira-aponta-pesquisa\/\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: divulga\u00e7\u00e3o\/Secretaria de Agricultura e Abastecimento Pesquisadores brasileiros demonstraram o potencial de fungos do g\u00eanero Trichoderma para combater uma das<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":26624,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"_uf_show_specific_survey":0,"_uf_disable_surveys":false,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-37348","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-news"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/37348"}],"collection":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=37348"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/37348\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/26624"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=37348"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=37348"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agromt.news\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=37348"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}